Quem é Roger perto da grandeza de Pelé?

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Este é o Roger, que ousa criticar o melhor do mundo

Vicente Limongi Netto

De forma melancólica e estarrecedora, o obscuro e pretensioso ex-jogador Roger criticou Pelé, no programa ArenaSportv de segunda-feira. Também grave que nenhum dos presentes, entre eles Milton Leite e Mauricio Noriega, tenha retrucado as sandices do arrogante Roger, hoje travestido de comentarista esportivo.

Valha-me, Deus! Ainda bem que existe o controle remoto da TV. O medíocre e pernóstico Roger disse que” no futebol atual não existe mais lugar para as cotoveladas que Pelé dava nos adversários”.

“Os jogadores achavam graça e procuravam imitar Pelé”, acentuou Roger, o sabidão do futebol, o gênio da lâmpada estragada.  Mas quem é Roger na história do futebol para criticar Pelé?  Roger ganhou alguma copa do mundo? O currículo de Roger como jogador é pifio e ultrajante,  comparado com a trajetória profissional de Pelé.

Por onde for, Roger tem que andar com crachá, caso contrário não é reconhecido nem pelo guarda noturno do prédio onde mora. Pelé, por sua vez, é recebido por Reis, Presidentes e Rainhas e admirado o mundo inteiro.

Igualmente patético e sórdido que Roger tenha jogado as patas no Rei do futebol no momento em que Pelé encontra-se hospitalizado. Francamente.

O espantoso e deplorável loteamento do Ministério de Dilma

Vicente Limongi Netto

 

Chega a ser patético o noticiário em torno dos novos ministros da presidente Dilma. Politicos tratam do assunto como se estivessem escalando times de futebol para disputar uma “pelada”, ou, então, escolhendo pizza na lanchonete. É um verdadeiro deboche com a população, que deveria e merecia ser a mais ouvida e beneficiada com as escolhas.

Os jornais informam que determinado ministro precisa ser mantido, porque pertence “à cota do vice-presidente Michel Temer”. A televisão revela que o fulano será escolhido porque  é exigência do partido tal.  Colunistas garantem que beltrano vai permanecer no cargo porque o partido dele tem bancada forte.

A mídia também faz especulações em torno de políticos derrotados nas urnas, mas que poderão ser agraciados. Motivo: pertencem á base do governo ou são amigos do peito do Palácio do Planalto. Coitadinhos, não podem ficar na chuva. Ou seja, quem tem padrinho forte não morre pagão.

Por fim, permanecem duas perguntas, dentro deste presidencialismo safado e viciado. Quando, finalmente, anunciarão ministros que trabalharão para solucionar os  imensos problemas que afligem os brasileiros? Ou então: quando os ministérios passarão a ser escolhidos e conhecidos como legitimas cotas do cidadão?

Agnelo Queiroz, um antigovernador que deixa Brasília no caos

Vicente Limongi Netto

O governador Agnelo Queiroz (PT), do Distrito Federal, deixará o cargo de maneira melancólica. Decepcionou a todos. Seguramente aos próprios correligionários. Tudo indica, pelo descalabro em que se encontra Brasília, que Agnelo não assimilou os golpes da avassaladora derrota sofrida nas urnas.

Resultado: a população está pagando impiedosamente pela incompetência administrativa e política do governador. Mais do que nunca, falta de tudo bastante, em todos os setores de atividade da cidade. O povo é prejudicado por greves de ônibus, os hospitais não têm médicos nem alimentação para servidores e pacientes, o lixo se acumula em todos os lugares, as escolas estão caindo aos pedaços.

O brasiliense é penalizado pela colossal ineficiência do governador e seguidores. É um escárnio que o bom senso não pode nem deve tolerar.

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NOTA DA REDAÇÃO DO BLOG
Sem contar os atos de corrupção de Agnelo Queiroz, que vêm desde os tempos em que era do PCdoB e trabalhava na Vigilância Sanitária (Anvisa), depois no Ministério do Esporte, até trocar de partido, entrar no PT e chegar ao governo do DF. É mais um dos novos ricos do PT e só falta trabalhar agora como “consultor”.(C.N.)

 

 

 

Os problemas do Brasil são imensos, é hora de somar

Vicente Limongi Netto

Entre mortos e feridos, salvaram-se todos. Hora de desmontar os palanques. Hora de guardar as armas. Momento de amainar as paixões. Hora de somar. O resultado das urnas aumenta a responsabilidade de Dilma.   Os obstáculos são duros e variados. Não é mais hora de guardar mágoas e ódios no coração.

Os problemas do Brasil são imensos. Momento de constatar que Dilma é presidenta de todos os brasileiros. Dilma não pode se permitir ser refém de nenhum partido. Apequena o cargo e a si mesma.
A oposição se fortaleceu nas urnas. Tem o dever de  ser critica e vigilante com firmeza e isenção. Governar com oposição omissa não serve ao país, não valoriza a democracia nem
credencia o político e o homem público para futuras batalhas eleitorais. Dilma obrou bem, estendendo a mão aos adversários. Executivo e legislativo precisam trabalhar sintonizados.
O povo precisa voltar a acreditar nas ações dos políticos. É hora de trabalhar. Muita coisa precisa ser feita. O tempo urge. Basta de perder tempo. Deus ajuda quem se ajuda. O trabalho árduo e determinado sempre foi marcante caracteristica da presidente reeleita.

Helio Fernandes, o maior jornalista brasileiro, completa hoje 94 anos

Vicente Limongi Netto

Ele jamais se omitiu. Sua palavra vigorosa, suas verdades, suas denúncias, suas campanhas, incomodam e intranquilizam maus brasileiros. Sempre pensou mais na coletividade. Combateu todos os governos. Nunca pleiteou nada pessoal. Foi cassado. Sem dúvida seria deputado federal, senador, governador e Presidente da República. Dedicou-se então ao jornalismo por inteiro.

Ao lado e na frente do bom combate, das boas e legítimas causas nacionais, sua pena firme e fulgurante visa os interesses do Brasil. Durante mais de 50 anos, façanha dos verdadeiros guerreiros, escreveu coluna diária e ainda fazia artigos. Conhece todos os assuntos. Escreve bem sobre todos eles. Cobriu muitas copas do mundo.

Sempre gostou de conversar, trocar idéias, debater com jovens. Encanta gerações. Sua vasta obra precisa virar livros. Frouxos, burros e hipócritas impediam sua presença na televisão. Recebia muita gente no gabinete. Um deles, jovem determinado e idealista, comunicou-lhe, em primeira mão, que seria candidato à Presidente da República. Foi mesmo e venceu. A tudo e a todos. Só perdeu mais adiante, para o devastador jogo sujo político e parceiros da banda podre da imprensa, da OAB e do empresariado. Corja atuante até hoje.

É o brasileiro mais vezes preso e confinado. Ia e voltava logo. O tempo trouxe-lhe adversidades familiares. Ama a família. Tem adoração pelos netos. tem imensas saudades dos filhos jornalistas. Sofre pelo irmão, também penalizado pelo dedo implacável das leis de Deus. Anteontem o Todo Poderoso levou para perto de si outra figura admirável que viveu com ele, unidos, 56 anos.

Desde a década de 70 escrevo escrevo sob seu comando. Artigos assinados e artigos cruelmente cortados pelos censores.  Tenho ainda muito a dizer sobre ele. Faria com prazer. Deixo apenas estas linhas, como depoimento pessoal a um homem por quem tenho o maior carinho e  amizade. Fico emocionado quando falo ou escrevo sobre ele. Estou com ele em todas as horas e circunstâncias. Assim, peço uma salva de palmas a este gigante Hélio Fernandes, que hoje, dia 17, completa 94 anos de idade. Forte abraço e um beijo. Que Deus lhe dê forças.

Chega de intrigalhadas contra o técnico Dunga

Vicente Limongi Netto

Creio que não é hora de intrigalhadas contra o técnico Dunga. Quem trabalha com grupos sabe que muitas vezes os nervos extrapolam a serenidade. No futebol não é diferente. O ser humano que se preza, que gosta de vencer, que não tem sangue de barata nas veias, pode perfeitamente perder o controle em algumas situações, porque a adrenalina  é muito forte.

Torcedores, dirigentes e jornalistas, até mesmo aqueles contrários ao retorno dele à seleção, entre os quais me incluo, reconhecem que Dunga vem realizando bom trabalho. Volta agora do exterior com mais duas vitórias.

O mal entendido entre Dunga e repórter Tino Marcos, precisa ser encerrado. As pessoas discutem e trocam palavras ásperas desde os tempos da Santa Ceia. Chega a ser patético que alguns setores queiram fragilizar e criticar Dunga porque bateu boca com o massagista da seleção Argentina. O importante, o que conta para o presente e para o futuro da seleção brasileira, é o trabalho eficiente, fora e dentro de campo, que Dunga vem fazendo. O mais, é conversa fiada de rebotalhos fantasiados de paladinos, que entram de graça nos estádios e não entendem nada de futebol. Mas botam uma banca dos diabos.

Seleção motivada com Dunga, mas Ganso faz falta

Vicente Limongi Netto

No primeiro jogo da seleção brasileira sob o comando do “novo” Dunga, elogiei a pegada e a motivação do time. Qualidades também marcantes do Brasil no jogo com a Argentina. Ganhar dos argentinos é ótimo. Não só no futebol, mas no vôlei, no basquete e, até, no cuspe à distância.

Evidente que o trabalho do Dunga ainda é formar uma seleção competitiva, que morda, que não desista nunca, com muita marcação, abrindo e ocupando espaços, sobretudo no meio-campo e que não deixe o adversário sair jogando com liberdade. Não seria sincero se afirmasse que gosto de todos os convocados de Dunga. Mas a caminhada é longa e o técnico merece uma dose de crédito daqueles que realmente gostam do futebol e confiam em melhores resultados para a seleção penta campeã do mundo.

Reitero que a seleção melhorará muito quando Dunga convocar Paulo Henrique Ganso. Percebe-se claramente, desde o desastre da copa de 2014, que falta no meio-de-campo um jogador que crie jogadas, que enxergue as variações do jogo, que segure o jogo nas horas certas, que saiba enfiar bolas em espaços reduzidos, que se entenda com Neymar literalmente de olhos fechados.  Este jogador chama-se Ganso. É um tremendo escárnio deixar Ganso fora da nova seleção brasileira. Quem acha bom e respira aliviado é o técnico adversário. Quem lamenta e chora é a bola e o torcedor exigente.

Vale tudo nas articulações políticas

Vicente Limongi Netto

As emoções não terminaram. Vem muito mais por aí. O jogo continuará pesado. Mais duro do que no primeiro turno. Quem for podre que se quebre. Os conchavos já começaram. Para governador e para presidente. Vale tudo nas articulações políticas.

O xadrez das artimanhas é amplo e tira proveito quem tiver mais argúcia e sensibilidade para antever os lances dos adversários, além de uma boa dose de esperteza misturada com sagacidade. O bom político sabe que o adversário de ontem pode ser o aliado de amanhã.  O jogo inteiro é focado nesta perspectiva.

O leque de promessas também é mais amplo no segundo turno. Quem somar, tiver votos, poder de transferi-los, comando e coordenação, e pertença a partido que  ajude a fortalecer a base política no Congresso, considere-se forte pretendente a ministro ou a diretor de Banco ou de empresa estatal.

É DANDO QUE SE RECEBE

Segundo turno é campo perfeito para o retorno da velha senha do incansável São  Francisco de Assis, “É dando que se recebe”.  Segundo turno também é bom roçado para intrigalhadas, dossiês e plantações torpes e mesquinhas . A internet é campo ainda mais profundo e vasto para patifarias e baixarias.

O jogo pela conquista do poder é para profissionais. Não é concurso para freiras nem para padres e pastores. Evidente que os eleitores dos dois candidatos permanecem afinados com eles. Vencerá quem souber usar as armas e munições que têm. Cativando novos eleitores e, sobretudo, passando a eles credibilidade e firmeza em suas propostas.

Comissão da Verdade destrói a honra de um general inocente

Vicente Limongi Netto

A comissão da (In)verdade vem cometendo uma grande injustiça com o general Agenor Homem de Carvalho, conforme Relatório Preliminar de Pesquisa sobre a “Casa da Morte de Petrópolis” de março de 2014, nas páginas 13 e 20. Acusam-no e até convocaram-no, mas ele já explicou, justificou e pediu para tirar o nome dele daquela lista, pois nunca comandou o 1º Batalhão de Polícia do Exército do Rio de Janeiro em 1971, pois na época era major, da arma de artilharia e cursava a Escola de Comando e Estado-Maior do Exército. Registra-se que o referido comando é cargo privativo de tenente-coronel ou coronel de Infantaria.

Mais adiante nesse mesmo documento está sugerida a vinculação entre Agenor Homem de Carvalho, comandante do 1º Batalhão da Polícia do Exército do Rio de Janeiro e a Casa da Morte de Petrópolis:

“(…) O Cel HOMEM DE CARVALHO procurou o chefe da ARJ [SNI agência Rio de Janeiro] informando que está sendo assediado pela revista Isto É, VEJA e  o jornal Folha de São Paulo que desejam entrevistá-lo”.

“(…) O referido oficial informou, ainda, que pretende “sumir por uns tempos” até que o problema seja resolvido e foi alertado, pela ARJ, que deveria procurar o I Exército (…)”.

A VERDADE

O general Agenor, então na época ainda Major, posteriormente foi cursar na Itália e só soube da existência dessa casa pela chamada Comissão Nacional da Verdade (CNV). Mesmo provando seu paradeiro e o erro primário, a CNV teima em deixar seu nome no relatório, deixando-o bastante insatisfeito pela inverdade.

O general Agenor não quer pedir reparação por danos morais como alguns advogados de plantão gostariam. Pela sua crença, busca a esfera administrativa, mas, pelo visto ignoram seus argumentos. Será que a CNV, Ministério da Defesa ou Exército Brasileiro não são capazes de reconhecer esse erro? É lamentável tratar e acusar com leviandades e injustiças patriotas da extirpe do general Agenor Homem de Carvalho.

Que cada um cumpra suas obrigações

Vicente Limongi Netto

As eleições estão perto. Expectativa, civismo, esperança, alegria, vida nova, limpeza. A ordem é passar o Brasil a limpo. Para alguns, o voto do dia 5 significa revanche, vingança, punição, ódio. Que bom seria, nesta linha, que cada um levasse para o dia-a-dia algumas das virtudes que desejamos que nossos escolhidos nas urnas tenham. Que sejam cumpridores de seus deveres. Que façam as coisas certas. Mas, falar é fácil. Cobrar dos outros o que geralmente não fazemos  é cômodo. Teorizar é uma coisa. Praticar é outra bem diferente.
Imaginemos diversas urnas nas ruas, nas faculdades, nos colégios, no trabalho e no shopping. A tarefa é responder, com sinceridade, diversas perguntas. Na base do sim e não. Vamos a algumas delas. Atravessa certo a faixa do pedestre? Costuma oferecer seu lugar para idosos dentro dos ônibus? Sabe da necessidade de ligar a seta quando dirige? Respeita vagas para idosos e deficientes físicos? Usa celular ao volante? Fuma, bebe e come ao volante?
Conhece os dias e horários destinados aos caminhões  nas portas  dos supermercados? Usa muito alto o volume do som do carro? Costuma deixar o carro parado, atrás do outro,e some no mundo? Respeita o motorista que está na frente de você, esperando para estacionar na vaga que acabou de ficar livre? Sabia que a calçada é para o pedestre? Não é lugar para cachorro nem ciclista? Quando vai passear com seu animalzinho de estimação, leva saco de plástico para recolher a porcariada deles? Dentro do cinema fala baixo, não atrapalha os outros?
Obedece as filas? Sabe que é proibido ultrapassar outro carro pela direita? Tem o péssimo hábito de jogar lixo no chão? Respeita o sossego e os ouvidos dos vizinhos  controlando o volume do som? Seguramente o resultado do questionário chegará a conclusão que o cidadão não pode só exigir. Precisa saber cumprir a sua parte. Seria bom passo para o Brasil realmente tornar-se um país melhor e mais civilizado.

Ministério da Cultura desonra Nilton Santos

Vicente Limongi Netto

Li uma noticia triste, revoltante, indigna e injustificável na colunista Mônica Bergamo (Folha Ilustrada de 20/09): o pedido de financiamento negado pelo Ministério da Cultura para uma fotobiografia inédita sobre o eterno craque Nilton Santos.
Um auxiliar de bom senso e conhecedor das conquistas mundiais do futebol  brasileiro precisa informar para a ministra Marta Suplicy o que Nilton Santos, chamado pelo mundo inteiro de a “enciclopédia do futebol”, significou para o torcedor.
Atleta excepcional, cidadão decente e humilde até demais, Nilton encantou os gramados do Brasil e do mundo com lições de técnica e categoria. O Brasil precisa urgente aprender a tratar melhor seus verdadeiros ídolos. Francamente.

Processo da Tribuna da Imprensa envergonha a Justiça brasileira

Vicente Limongi Netto

É um recorde que envergonha o pais. Canalhice que humilha a liberdade de imprensa do Brasil. Covardia e omissão que deveria doer no coração dos juízes. Refiro-me ao processo de indenização da Tribuna da Imprensa. Há 35 anos ainda sem solução. O mais grave é que o STF há muito tempo determinou que a União mandasse pagar a Tribuna da Imprensa.

A má vontade dos homens, aliada à irresponsabilidade, à inércia e à burocracia da justiça, é patética e irritante. Todos se perguntam porque tanta indolência, omissão e sordidez. Os homens de bem que ainda acreditam nas leis e nos magistrados continuam exigindo resposta para uma pergunta simples: o que falta para a justiça pagar a indenização que a União deve a Tribuna da Imprensa?

Será que advogados e parte da banda boa da imprensa não deveriam, mais uma vez, com firmeza, exigir providências para esta insensatez  que cobre de vergonha a todos nós? O próprio STF, a Suprema Corte do país, e seus atilados ministros, que julgaram procedente a ação movida pela Tribuna da Imprensa contra a União, não se sentem incomodados com o pouco caso que a Justiça Federal carioca trata o assunto?

Os magistrados que demoram um eternidade para julgar avançar e finalmente concluir o processo de indenização favorável a Tribuna da Imprensa também são desrespeitosos com Hélio Fernandes, que a vida inteira lutou e continua lutando, bravamente, pelo aprimoramento da democracia e da liberdade de expressão.

A Tribuna da Imprensa comandada por Hélio Fernandes sempre foi uma trincheira das boas causas nacionais. As páginas da Tribuna da Imprensa abrigavam comentaristas consagrados e respeitados. Representantes de todos os segmentos de atividades. Entre eles, lembro com orgulho, Sobral Pinto. Se ainda estivesse entre nós, a palavra forte e marcante de Sobral Pinto não descansaria enquanto a justiça, pela qual ele se dedicou incansavelmente, não desse um ponto final neste longo martírio que se tornou a indenização à Tribuna da Imprensa, pelos dez anos de censura prévia. Foi o único jornal do país a sofrer tão longa perseguição.

Não devemos desistir de Eduardo Campos

Vicente Limongi Netto

Não é do meu feitio ser desrespeitoso com quem já partiu desta vida. Apenas gosto das coisas bem claras. Nesta linha, como não sou hipócrita nem cretino, estou esperando para ver a leitura que os  paladinos e sábios da imprensa vão fazer, qual a dimensão que darão ao fato, das fortes denúncias do ex-diretor da Petrobrás, Paulo Roberto Costa, envolvendo políticos que receberam propinas, entre eles, Eduardo Campos.

Jovem e valoroso ex-governador que mereceu despedidas dignas de um monge. Cuja história política parecia inatacável. Tanto que serviu para tirar do meio-fio do esquecimento a candidata Marina Silva, outra política  também com sorriso alvejante e com profunda vocação para Madre dos Aflitos e Necessitados.

Não devemos desistir do Brasil. Muito menos continuar varrendo lixo para debaixo do tapete.

Faz sucesso na internet a “Carta ao Professor”, atribuída a Abraham Lincoln, em 1830

 

“Caro professor, meu filho terá de aprender que nem todos os homens são justos, nem todos são verdadeiros, mas por favor diga-lhe que, para cada vilão há um herói, que para cada egoísta, há também um líder dedicado, ensine-lhe por favor que para cada inimigo haverá também um amigo, ensine-lhe que mais vale uma moeda ganha que uma moeda encontrada, ensine-o a perder mas também a saber gozar da vitória, afaste-o da inveja e dê-lhe a conhecer a alegria profunda do sorriso silencioso, faça-o maravilhar-se com os livros, mas deixe-o também perder-se com os pássaros do céu, as flores do campo, os montes e os vales.

Nas brincadeiras com os amigos, explique-lhe que a derrota honrosa vale mais que a vitória vergonhosa, ensine-o a acreditar em si, mesmo se sozinho contra todos. Ensine-o a ser gentil com os gentis e duro com os duros, ensine-o a nunca entrar no comboio simplesmente porque os outros também entraram.

Ensine-o a ouvir a todos, mas, na hora da verdade, a decidir sozinho, ensine-o a rir quando está triste e explique-lhe que por vezes os homens também choram. Ensine-o a ignorar as multidões que reclamam sangue e a lutar só contra todos, se ele achar que tem razão.

Trate-o bem, mas não o mime, pois só o teste do fogo faz o verdadeiro aço, deixe-o ter a coragem de ser impaciente e a paciência de ser corajoso.

Transmita-lhe uma fé sublime no Criador e fé também em si, pois só assim poderá ter fé nos homens.

Eu sei que estou a pedir muito, mas veja que pode fazer, caro professor.”

Abraham Lincoln, 1830

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NOTA DA REDAÇÃO DO BLOG – O texto nos foi encaminhado por Vicente Limongi Neto. Fomos pesquisar na internet  e descobrimos que circula também a advertência para a possibilidade desta carta não ter sido escrita por Lincoln. Bem, se o grande presidente americano não o fez, deveria ter feito. A carta é comovente. (C.N.)

Ainda sobre a entrevista de Dilma ao Jornal Nacional…

Vicente Limongi Netto

William Bonner foi inconsequente, arrogante e pretensioso, quase grosseiro e mau educado, na maior parte da entrevista do Jornal Nacional com a candidata Dilma.

Fantasiado de carrasco e patrulheiro, Bonner foi mal no quesito isenção. Primeiro, como entrevistador, Bonner se alongou demais nas perguntas. Falou tanto, pelos cotovelos, com um irritante ar de superioridade, que parecia ser ele o entrevistado. Indelicado e açodado, atravessava as respostas de Dilma, que, por sua vez, mesmo assim, não deixou nada sem resposta.

O petulante Bonner quebrou a cara. Imaginou que a presidenta ficaria intimidada com o tom agressivo, quase debochado, das perguntas do âncora do Jornal Nacional. Dilma mostrou-se tranquila e esclarecedora. Não admitiu galhofas. Nem de Bonner nem da inexpressiva Patricia Poeta. Coitada. Uma estagiária ficaria mais a vontade e teria participação menos obscura.

Ministro Toffoli: “O julgamento do mensalão levará mais 2 anos”. Até 2015, portanto. Nesse caso, o que será fato ou interpretação? A Tribuna foi o único jornal que saiu com espaços em branco, não colocava “receitas” para agradar.

Helio Fernandes

O ministro Dias Toffoli deu entrevista anteontem, que foi manchete da Folha. Assinada pelos jornalistas Fernando Rodrigues e Felipe Seligman, é longa, variada, importante, ganhou dois terços da página 4. Tratou de diversos assuntos, quase todos polêmicos, incluindo o pessoal. Mas nada disso pode ser analisado agora, existe uma prioridade zero, que os próprios autores colocaram na manchete da Primeira.

Foi a afirmação surpreendente de Dias Toffoli; “O mensalão vai levar ainda 2 anos para ser julgado”. Nenhuma dúvida, qualquer restrição ou hipótese a não ser o que está na afirmação TAXATIVA: “2 anos para o fim do julgamento”. Que ele não chama de Ação 470, rotineiramente identifica como mensalão.

Tenho dito aqui, várias vezes, “o julgamento da Ação 470 não terminará em 2013”. Portanto, isso, que para mim é praticamente certo, pode levar 6 ou 7 meses, e ultrapassará 2013. Mas se o ministro estiver correto, vai até maio ou junho de 2015.

Fiquemos então com a certeza do ministro. Abandonemos o que temos escrito, interpretações baseadas em informações ou informes confiáveis, mas não comparáveis às afirmações do ministro. Que está lá dentro, tem contatos, conversas, fala e ouve coisas que muitas vezes não chegam às ruas.

SE TOFFOLI SABE O QUE DIZ,
REVOLUÇÃO NO SUPREMO

Vejamos agora os fatos concretos e indiscutíveis que acontecerão, basta que o prazo DIVULGADO pelo ministro esteja certo. Nem examinarei o imponderável, o imprevisível, o incerto num julgamento que já devia ter acabado há muito tempo. Para facilidade do entendimento, vamos numerar os fatos, se o julgamento for até 2015.

1 – Joaquim Barbosa continuará como relator, não será mais o presidente.

2 – O presidente será Ricardo Lewandowski, com a ministra Cármen Lúcia assumindo a vice. Importantíssimo.

3 – O país já terá passado da eleição de 2014, Dona Dilma reeleita ou um novo presidente da República. Nada de maior importância, a próxima vaga do Supremo será em 2016 e outra em 2017. Bastante tarde, as previsões do ministro Toffoli vão só até 2015.

4 – Os quatro deputados que tiveram seus mandatos cassados já terão disputado as eleições de 2014. Se apesar de cassados exercem os mandatos, quem impedirá que disputem a reeleição?

5 – Se perderem, serão cassados pelo eleitor, nenhuma discussão.

6 – Mas se forem reeleitos pelo voto direto,estarão obviamente fortalecidos, o Supremo não poderá cassá-los. Na Câmara, qualquer que seja a forma de decisão, ganharão e continuarão.

7 – Renan Calheiros não será mais presidente do Senado, nem Henrique Eduardo Alves, da Câmara.

8 – Em outubro de 2014 haverá eleição para renovação da Câmara inteira, e para 27 senadores (só existe uma vaga no Senado, por Estado).

9 – Normalmente, 50 por cento não voltam, 50 por cento se reelegem. Isso é importante.

Em suma: examinei apenas os fatos que acontecerão, se o julgamento for mesmo até 2015. Toffoli deve saber o que diz. Quanto a mudanças de comportamento, redução de penas, definição do que é regime semi-aberto, como podem ser cumpridas as penas, já que não existem estabelecimentos que cumpram a lei, prisão doméstica e por aí, isso não é fato, será definido pelo debate ou pelas convicções.

FORA, BERLUSCONI

Há 5 anos, no auge das acusações sobre corrupção e imoralidade moral e sexual, Berlusconi ganhou a eleição nas 11 capitais mais importantes, incluindo Roma. Foi primeiro-ministro, fracassado como sempre, mas “engavetando” os processos contra ele.

Agora, na eleição de domingo, Berlusconi foi derrotado nas mesmas 11 cidades principais. E a derrota mais alarmante e sufocante, para ele, foi em Roma, seu partido ficou em quarto lugar.

PREFEITO DE ROMA, UM MÉDICO
ESPECIALISTA EM  TRANSPLANTE

Seu nome é Ignazio Marino, de menos de 60 anos, realizado na profissão, achou que “devia servir à coletividade”. Reforçou a posição do primeiro-ministro, dito de centro-esquerda. Como o voto não é obrigatório (quando teremos isso no Brasil?), houve  abstenção razoável. Mas a direita está em queda livre.

CORRUPÇÃO NA FRANÇA

Christine Lagarde (agora diretora-gerente do Fundo Monetário Internacional, o sempre contestado FMI), estava sendo investigada quando foi ministra da Economia da França. Várias vezes foi dos EUA até a França para depor na investigação.

Não se livrou da investigação, mas seu chefe de gabinete de então foi investigado, acusado e com prisão preventiva decretada. Seu nome: Stephane Richard. Ele estava envolvido na venda da Adidas, escândalo que teve enorme repercussão na época. As investigações querem descobrir quem ficou com quase 800 milhões de reais, que desapareceram.

Quando esses exemplos de corrupção oficial e conseqüente prisão preventiva chegarão ao Brasil? E o fim do voto obrigatório?

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PS – Você está certo, Limongi, certíssimo, quando diz: “Pronto, já era esperado. Deixem o Neymar em paz. Ele é jovem, centrado, responsável. Faz o que entende nos momentos de folga e lazer. Contanto que não prejudique suas atividades de atleta profissional”.

PS2 – E termina: “Que Deus continue iluminando os passos de Neymar, que prossiga sua trajetória vitoriosa. Sempre apoiado pela família, o que é fundamental. Ficaria surpreso se Neymar não gostasse de se divertir”.

PS3 – Ricardo Sales, rigorosamente verdadeiro. Chamei de “Mobral”, porque eram rigorosamente analfabetos. Até o Augusto, zagueirão do Vasco quando era “Expresso da Vitória”, funcionava como censor. Polícia civil, foi requisitado para trabalhar na Tribuna.

PS4 – Fui dezenas de vezes chamado à Polícia Central, ficava na esquina da Tribuna. O “chefão” reclamava: “O senhor não deixa os censores tomarem café ou comer um sanduíche no restaurante do jornal”.

PS5 – Resposta: “Só dou uma cadeira para eles sentarem, para não atrasar a saída do jornal”. Ele me olhava surpreendido, mandava: “Pode se retirar, o senhor é audacioso”.

PS6 – A Tribuna foi o único jornal que não preenchia os espaços em branco. Muitos se orgulham de terem colocado receita de bolo, de comida, serviam à ditadura. Nós não, saíamos com os espaços em branco.

PS7 – Eles podiam ter fechado o jornal, tinham medo da repercussão internacional. Estrangulado o jornal financeira e publicitariamente, resistimos mais 43 anos, só fomos fechar em 2008, depois que joguei tudo que tinha, não dava mais.

PS8 – Tivemos 1005 (mil e cinco) primeiras páginas com espaços em branco. E  páginas internas, mais de SEIS MIL, da mesma forma, e centenas delas estavam INTEIRAMENTE EM BRANCO. Não cedi de maneira alguma, perdi tudo, mas resisti até o fim. E não me arrependo de maneira alguma. Fiz o que precisava fazer. Na próxima ditadura, não estarei mais aqui, mas será inevitável. Resistam.

PS9 – O dólar subiu acima de 2,156, apesar do BC entrar vendendo duas vezes. Mas Mantega deixou entrever que no seu arsenal de combate à inflação, o câmbio não será uma das armas utilizadas.

PS10 – A Bolsa continuou caindo e Eike Batista continuou vendendo. O que levou o Santander a dizer, “em 2014, Eike estará sem caixa”. Já está sem caixa. Devia estar comprando, as ações podem cair mais um pouco, mas voltarão a se recuperar. Bolsa não sobe sempre, Bolsa não desce sempre.

Reflexões sobre o Blog da Tribuna e a importância de se exercitar a utopia de um jornalismo realmente livre.

Carlos Newton

Estamos insistindo na utopia de tentar um jornalismo verdadeiro e independente, e nesse sentido apelamos aos comentaristas que evitem agressões e ofensas pessoais. Vamos trabalhar no campo das ideias, respeitando a opinião alheia.

Para nós, foi muito importância a citação de Carlos Chagas e da Tribuna da Imprensa, pelo procurador-geral Roberto Gurgel, no julgamento do Mensalão, reconhecendo que foi Chagas quem denunciou o esquema de compra de votos, em sua coluna na Tribuna, que ele continua publicando aqui no Blog. Somente seis meses depois da denúncia de Chagas é que outros jornais começaram a noticiar o assunto.

Não custa insistir na pluralidade de opiniões, até mesmo porque ninguém pode ser dono da verdade. No meu caso, jamais pensei em editar um Blog, nunca tive interesse nisso. Mas o destino nos conduz por outros caminhos, ninguém consegue direcionar a própria vida.

Lamento que Carlo Germani, Vicente Limongi e José Carlos Werneck tenham desistido do Blog, nunca mais participaram, revoltados com meu excessivo de liberalidade ao editar os comentários. Espero que eles voltem, assim como o Fernando Pawlow, que sumiu daqui para colaborar em outros sites e decidiu fazer seu próprio blog, mas de vez em quando aparece para trocar idéias comigo. Luiz Fernando Binder e Ofelia Alvarenga também estão sumidos, espero que esteja tudo bem com eles

Bem, acho que devemos continuar na utopia, moderando apenas os comentários que incluírem ofensas pessoais. E vamos em frente.

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BALANÇO DO MÊS DE MAIO

Depois de enviar o extrato bancário e o balanço do mês aos comentaristas Carlo Germani, Luiz Fernando Binder e Martim Berto Fuchs, que funcionam com uma espécie de curadores do blog, estamos divulgando hoje a relação das contribuições recebidas em julho, lembrando que a data corresponde ao dia em que a contribuição entrou na conta, e não ao dia do depósito. Assim, se você depositou dia 31 de julho, por exemplo, pode ser que a entrada em conta só ocorra nos primeiros dias de agosto. O total foi de R$ 1.444.43.

Aproveitamos para agradecer a todos que têm conseguido contribuir para manter o blog da Tribuna, que hoje sobrevive em função de seus comentaristas, exatamente como aconteceu com o jornal Movimento nos tempos da ditadura militar. A sugestão de haver apoio dos comentaristas partiu de Carlo Germani, quando o Blog ia ser extinto, por ter perdido os patrocinadores. E logo depois Helio Fernandes decidiu parar de escrever.

Bem ou mal, estamos conseguindo ir adiante. Muito obrigado e vamos ver até quando conseguimos resistir, mantendo esse espaço livre na blogosfera da internet.

2/07/2012 000091 DEP.DINH. …….50,00
02/07/2012 101739 DEP.DINH. …..10,00
03/07/2012 030933 DEP D LOT….. 30,00
03/07/2012 031134 DEP D LOT ….100,00
03/07/2012 100011 DOC ELET …..100,00
03/07/2012 200006 DOC ELET ……50,00
04/07/2012 000997 DEP.DINH. …. 21,98
04/07/2012 041524 DEP D LOT ……20,00
04/07/2012 000005 DOC ELET .;..100,00
05/07/2012 051011 DEP D LOT ……35,00
05/07/2012 051203 DEP D LOT. …150,00
06/07/2012 268131 TRX EL TEV ….12,35
06/07/2012 061632 DEP CXAQUI.. 41,50
06/07/2012 061212 DEP D LOT ….100,00
09/07/2012 242761 DOC ELET …….20,00
10/07/2012 003782 DOC ELET …..100,00
11/07/2012 111134 DEP D LOT ……..30,00
12/07/2012 121138 DEP D LOT …….20,00
13/07/2012 098348 TRX EL TEV ….62,00
17/07/2012 048197 TRX EL TEV ….40,00
17/07/2012 171635 DEP D LOT …….30,10
25/07/2012 250954 DEP D LOT ……72,00
27/07/2012 271046 DEP D LOT ….200,00
31/07/2012 311627 DEP D LOT ……50,00

Reflexões sobre o Blog da Tribuna e a importância de se exercitar a utopia de um jornalismo realmente livre.

Carlos Newton

O número de leitores do Blog está aumentando progressivamente. Na segunda-feira da semana passada, pela primeira vez passamos de 6,3 mil acessos, na medição da consultoria americana Histats.com. Na terça, continuamos acima dos 6 mil, depois ficamos em mais de 5,5 mil na média de quarta, quinta e sexta-feira. Nada mal, porque a tendência é continuar aumentando.

Ao mesmo tempo, porém, tenho perdido amigos. Muitos não aceitam a linha editorial do Blog, que é justamente a de não ter linha editorial e abrigar todas as tendências de opiniões. É uma utopia, não há dúvida, mas não custa tentar. E estamos indo em frente dessa maneira tumultuada, sempre aumentando o número de leitores, embora eu nem possa ser considerado um bom editor, já que pouco entendo de informática e tenho muita dificuldade para fazer o Blog.

Esta semana, por exemplo, o comentarista Yuri Sanson identificou um erro de postagem que estava sumindo com as charges do Sponholz. Consegui  acertar em seguida, mas reconheço minhas limitações, por isso estou sempre pedindo ajuda. Nos últimos meses, sumiu da primeira página do Blog a relação dos chamados “seguidores”, que já eram mais de 1,3 mil, com suas fotos e tudo o mais. Tenho de dar um jeito nisso, não sei como, vou procurar ajuda.

Quanto à linha editorial, acho que não custa insistir na pluralidade de opiniões, até mesmo porque ninguém pode ser dono da verdade. No meu caso, jamais pensei em editar um Blog, nunca tive interesse nisso. Mas o destino nos conduz por caminhos tortuosos, ninguém consegue direcionar a própria vida.

Lamento que Carlo Germani, Vicente Limongi e José Carlos Werneck tenham desistido do Blog, nunca mais participaram, revoltados com meu excessivo de liberalidade ao editar os comentários. Espero que eles voltem, assim como o Fernando Pawlow, que sumiu daqui para colaborar em outros sites e decidiu fazer seu próprio blog, mas de vez em quando troca idéias comigo.

Bem, acho que devemos continuar na utopia, moderando apenas os comentários que incluírem ofensas pessoais. E vamos em frente, enquanto deixarem, como dizia Cidinha Campos quando fazia um programa de grande sucesso na Rádio Nacional. Bons tempos. Tenho saudades e orgulho de ter participado daquela iniciativa dela, que também lutava para fazer um programa livre. Eu era feliz e não sabia.

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BALANÇO DO MÊS DE MAIO

Estamos divulgando hoje a relação das contribuições recebidas em maio, lembrando que a data corresponde ao dia em que a contribuição entrou na conta, e não ao dia do depósito. Assim, se você depositou dia 31 de maio, por exemplo, pode ser que a entrada em conta só ocorra nos primeiros dias de junho. Em maio, o total chegou a R$ 1.265,85.

Aproveitamos para agradecer a todos que têm conseguido contribuir para manter o blog da Tribuna, que hoje sobrevive em função de seus comentaristas, exatamente como aconteceu com o jornal Movimento nos tempos da ditadura militar. A sugestão de haver apoio dos comentaristas partiu de Carlo Germani, quando o Blog ia ser extinto, por ter perdido os patrocinadores. E logo depois Helio Fernandes decidiu parar de escrever.

Bem ou mal, estamos conseguindo ir adiante. Muito obrigado e vamos ver até quando conseguimos resistir, mantendo esse espaço livre na blogosfera da internet.

Data Mov. Nr. Doc. Histórico Valor
000000 SALDO ANTERIOR

0,00

02/05/2012 000091 DEP.DINH.

50,00 C

02/05/2012 265021 TRX EL TEV

12,35 C

02/05/2012 021644 DEP D LOT

35,00 C

02/05/2012 400007 DOC ELET

50,00 C

03/05/2012 002187 DEP.DINH.

100,00 C

03/05/2012 102175 DEP.DINH.

20,00 C

04/05/2012 000997 DEP.DINH.

22,82 C

04/05/2012 041112 DEP D LOT

20,00 C

04/05/2012 041635 DEP D LOT

50,00 C

04/05/2012 041736 DEP D LOT

150,00 C

04/05/2012 004463 DOC ELET

100,00 C

07/05/2012 071030 DEP D LOT

20,00 C

07/05/2012 504391 DOC ELET

30,00 C

07/05/2012 061735 CAIXA24H

retirada

10/05/2012 000000 DEB CES TA

18,00 D

15/05/2012 088148 TRX EL TEV

62,00 C

16/05/2012 002079 TRX EL TEV

40,00 C

18/05/2012 181503 DEP D LOT

30,08 C

21/05/2012 211019 DEP D LOT

20,00 C

28/05/2012 261312 DEP D LOT

72,00 C

28/05/2012 281313 DEP D LOT

30,00 C

29/05/2012 290909 DEP D LOT

200,00 C

29/05/2012 291558 DEP D LOT

20,00 C

31/05/2012 311414 DEP D LOT

31,60 C

31/05/2012 311419 DEP D LOT

50,00 C

31/05/2012 311541 DEP D LOT

32,00 C

 

 

 

Havelange, um guerreiro de 96 anos

Vicente Limongi Netto

Sem medo de exagerar creio que João Havelange é um homem notável. Hoje Havelange faz 96 anos. Sua longa existência honra o Brasil e o mundo. Uma vida de méritos e conquistas. Uniu povos e nações pelo futebol. Tornou a Fifa uma entidade poderosa, rica e respeitada. Havelange foi condecorado por reis, rainhas e presidentes. É literalmente um cidadão do mundo.

O presidente de honra da Fifa teve participação fundamental na escolha do Brasil para sediar a Copa do Mundo de 2014 e as Olimpíadas de 2016. Havelange é inatacável. Perdem tempo decaídos, fracassados e ressentidos. O estado de saúde de Havelange tem melhorado bastante.

Já anda pelo quarto e se alimenta normalmente. Breve deixará o Hospital Samaritano, para alegria dos familiares e amigos. Entre eles, outro guerreiro ninja, Hélio Fernandes. Havelange e Hélio já estiveram juntos em várias copas do mundo. Com a Graça de Deus estarão novamente juntos na Copa de 2014 e nas Olimpíadas de 2016.

Carlos Lacerda faz muita falta

Vicente Limongi Netto

Hoje, 30 de abril, Carlos Frederico Werneck Lacerda faria 98 anos de idade. E o Brasil ainda se ressente do fulgor e do brilho de Carlos Lacerda.

Os oportunistas tomaram conta da vida pública. A inteligência deu lugar à hipocrisia. O cinismo ganhou do bom senso. A calhordice supera a isenção. Lacerda não permitia que os malfeitores vencessem. Carlos Lacerda quando discursava ou falava em público, amedrontava os bravateiros. Lacerda enfrentava as vestais.

Hoje, o cenário político está repleto de enganadores e demagogos. De juristas por correspondência, que fazem o jogo dos derrotados, dos invejosos e dos ressentidos. Que falta ele faz.