
Ministro diz que modelo permitiu período de estabilidade democrática
Arthur Guimarães de Oliveira
Folha
O protagonismo do STF (Supremo Tribunal Federal) é excessivo, e isto é algo que a própria corte reconhece, afirmou o ministro Luís Roberto Barroso nesta semana em palestra no Ciesp (Centro das Indústrias do Estado de São Paulo).
“Reconheço, o próprio Supremo reconhece, que é excessivo, mas, de novo, [ele] decorre de um modelo constitucional e de uma provocação que vem da política”, disse Barroso. “Nenhum Poder pode ser hegemônico numa República e, portanto, tudo tem a medida certa.”
ESTABILIDADE DEMOCRÁTICA – O ministro ressalvou, por outro lado, que este mesmo arranjo foi o que permitiu ao país desfrutar do período de estabilidade democrática. “Eu não trataria com desimportância esse papel que o tribunal pôde exercer nesses 37 anos de democracia”.
Barroso também abordou as transmissões pela TV Justiça, que, segundo ele, dão uma exposição e visibilidade públicas aos ministros sem precedentes no mundo. Disse, por exemplo, que ninguém reconheceu o presidente do Tribunal Constitucional alemão quando andou com ele pelas ruas do país.
No Brasil, afirmou, “quando o ministro vota, ele vota para os seus colegas, tentando demonstrar os argumentos do seu voto, mas ele também vota para o público que o está assistindo para que possa compreender o que está se passando”.
JUDICIALIZAÇÃO – Além do papel do STF, o seminário protagonizado pelo ministro focou a judicialização no Brasil e o balanço da gestão do ministro à frente da corte e do CNJ (Conselho Nacional de Justiça) de 2023 a 2025. Ele foi sucedido por Edson Fachin há uma semana.
A gestão de Barroso no Supremo foi marcada por julgamentos sobre maconha, sistema prisional e Marco Civil da Internet, mas atingiu o auge com a condenação do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) e mais sete por tentativa de golpe de Estado.
“Agora que o julgamento acabou e as provas são públicas, não há nenhuma dúvida de que havia um plano: Punhal Verde Amarelo, que planejava o assassinado do presidente eleito, do vice-presidente e de um ministro do Supremo, documentado, impresso e circulado.”
INVASÃO – Sobre o 8 de Janeiro, afirmou que, “no Brasil, as pessoas passam da indignação à pena com uma certa rapidez, mas a verdade é que a gente não pode naturalizar que quem perde as eleições pode invadir os prédios públicos”.
O ministro reforçou, porém, que algumas penas, sobretudo de executores, não de mentores da trama golpista, ficaram elevadas e afirmou ser razoável não somar as penas dos crimes de golpe de Estado e de abolição violeta do Estado democrático de Direito —algo discutido no Congresso.
ESPECULAÇÕES – No fim da palestra, chegou a dizer que “foi juiz por 12 anos”, emendando na sequência “fui, não, sou”. A declaração foi dada em um momento de especulações sobre a possibilidade de Barroso adiantar a aposentadoria do Supremo.
À Mônica Bergamo, o ministro narrou que tinha o compromisso de deixar o tribunal após o fim de mandato como presidente: “Sair do Supremo é uma possibilidade, mas não é uma certeza. Eu verdadeiramente ainda não tomei essa decisão”, completou.
Então não entendemos bulhufas.
Ele quer instituir um novo dia do fico?
Ainda há tempo, de “abrir o jogo”!
Deu no Diário do Poder
Circuito chique
Nos meios políticos e jurídicos de Brasília acreditam que a aposentadoria antecipada de Luís Roberto Barroso é produto de acordo: abre vaga para Lula (PT) nomear mais um ativista, em troca de uma embaixada no borbulhante circuito Helena Rubinstein. Mas Barroso sempre negou isso.
Acordo de Paris
Brasília já considera Luís Roberto Barroso embaixador em Paris. Até pela frase atribuída a ele após sanções americanas, “ainda resta Paris”. Ricardo Neiva Tavares, atual embaixador, está no posto só há dois anos.
¿Por que non te callas? Mané
Lembrete , O protagonismo do STF (Supremo Tribunal Federal) é excessivo nos demais poderes da república , é devido principalmente da incapacidade dos parlamentares de resolverem suas diferenças ” políticas , ideológicas e filosóficas ” , na condução dos interesses do Brasil e de seu povo , com o agravante de que deturparam sua atribuições como legisladores e as deslegitimaram ao elaborarem e modificarem a seu bel – prazer e conveniências , vejam o exemplo da inconstitucional ” Lei da dosimetria ” e dos artifícios criminosos para limparem a barra do ainda deputado traidor da pátria Eduardo Bolsonaro , etc…