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Flávio tenta consolidar-se como o polo natural da direita
Pedro do Coutto
Ao iniciar sua movimentação eleitoral com uma viagem ao exterior, o senador Flávio Bolsonaro sinalizou que sua estratégia passa, desde cedo, por dois tabuleiros distintos — e igualmente difíceis. De um lado, busca projetar-se fora do país, tentando atrair simpatias, construir pontes políticas e reforçar um discurso de legitimidade internacional. De outro, enfrenta a tarefa bem mais complexa de organizar, dentro de casa, um campo da direita ainda fragmentado e carente de um nome consensual capaz de enfrentar o presidente Lula da Silva em outubro.
O movimento externo não é fortuito. Em disputas presidenciais recentes, a imagem internacional tornou-se um ativo político relevante, especialmente para candidatos identificados com campos ideológicos que sofreram desgaste fora do país. Ao se apresentar no exterior, Flávio tenta ocupar um espaço simbólico: o de liderança nacional capaz de dialogar além das fronteiras, algo que seu grupo político historicamente teve dificuldade de construir. Trata-se menos de conquistar votos diretamente e mais de enviar sinais ao eleitorado interno, ao mercado e às elites políticas de que ele pode ser visto como um candidato viável.
CONCENTRAÇÃO – No plano doméstico, porém, o cenário é mais árido. As forças de esquerda, após anos de dispersão e conflitos internos, encontram-se hoje fortemente concentradas em torno de Lula. O presidente, além de liderar as pesquisas, dispõe da chamada “chave do poder”: a máquina federal, a visibilidade institucional e a capacidade de pautar o debate público. Em eleições presidenciais, essa vantagem costuma pesar — e muito.
Flávio Bolsonaro, por sua vez, tenta consolidar-se como o polo natural da direita. O cálculo passa pela leitura do tabuleiro estadual. Governadores frequentemente citados como alternativas — Tarcísio de Freitas, Ratinho Junior, Romeu Zema e Eduardo Leite — não conseguiram, até agora, demonstrar fôlego eleitoral suficiente para ultrapassá-lo nas simulações de disputa nacional.
FATORES QUE PESAM – Além disso, fatores institucionais pesam: Zema e Leite não podem mais disputar a reeleição em seus estados, o que abre espaço para projetos nacionais, mas não garante, por si só, musculatura eleitoral. Ronaldo Caiado, por outro lado, ainda tem um mandato estadual a defender, o que reduz sua disponibilidade política para uma aventura presidencial imediata.
Nesse contexto, Tarcísio de Freitas surge como uma peça central — ainda que paradoxal. Governador de São Paulo, com forte capital político e bom trânsito entre eleitores conservadores e setores do centro, ele seria, em tese, o nome mais competitivo da direita.
Mas sua decisão de disputar a reeleição no estado esvazia essa possibilidade. Ainda assim, sua candidatura paulista cumpre um papel estratégico para Flávio: ajuda a manter mobilizada a base bolsonarista, reforça o discurso de força regional da direita e cria uma aliança tácita que pode ser explorada até o limite permitido pelo calendário eleitoral.
VOTOS – O problema central permanece: votos. As pesquisas do instituto Quaest mostram uma distância relevante entre Lula e Flávio Bolsonaro, distância que não se supera apenas com articulação política ou viagens simbólicas. Exige ampliação de eleitorado, diálogo com setores fora do núcleo ideológico e a construção de uma narrativa que vá além da herança familiar e da identidade oposicionista.
Flávio tenta, assim, reunir correntes diversas sob um mesmo guarda-chuva, apostando na ausência de um rival claro dentro da direita e na fadiga natural de um governo em exercício. Mas a tarefa está longe de ser simples. Unificar um campo político plural, marcado por lideranças regionais fortes e ambições próprias, exige mais do que coordenação: exige concessões, clareza programática e, sobretudo, tempo — um recurso cada vez mais escasso à medida que outubro se aproxima.
A campanha, portanto, começa sob o signo da resistência. Para Flávio Bolsonaro, o desafio não é apenas enfrentar Lula, mas provar que consegue transformar um espólio político poderoso em maioria eleitoral real. É nesse intervalo entre intenção e viabilidade que se decidirá o seu futuro político — e, talvez, o rumo da direita brasileira nas próximas eleições.
Opinião de engajados e pesquisas encomendadas não elege ninguém.
A minha incógnita são as urnas.
A ceva, é LOCUPLETA e foi jogada para quem se prestar a “avançar” e ser utilizado, sendo óbvia a criminosa e apátrida condicionante!
Vitrine?
Nada mais apropriado para predispostos “lojísticos manequins”!
A jogada de Flávio Bolsonaro é manjada. Logo de cara, visita o primeiro ministro Benjamin Netanyahu de Israel, envolvido em esquemas de corrupção e investigado pelo Judiciário israelense e ainda, responsável direto pelas mortes da população Palestina, em torno de 100 mil pessoas. Por qual razão, Flávio visita Bibi? Para fazer um contraponto a Lula, que brigou com o primeiro ministro. Simples assim, sinaliza que é amigo do governo israelense e se coloca para receber recursos financeiros para a sua campanha dos ricos empresários judeus.
Por outro lado, Flávio ganha simpatia da comunidade evangélica, historicamente ligada a Israel.
Flávio vai tentar também, uma forcinha de Bibi para fazer um pedido a Donald Trump, para apoiar sua candidatura contra Lula em outubro.
Enfim, pode ser, que não seja nada disso, que inventei esses objetivos, mas, uma coisa é certa, nada acontece por acaso.
Vamos aguardar os acontecimentos na linha do tempo, com a certeza, de que até eu vou esquecer, essas linhas escritas.
Caro Roberto Nascimento e demais tribunários, eis centenas de esclarecedores “dendos” em:
https://www.henrymakow.com/archives.html
Caso Master: Fachin antecipa retorno a Brasília para conter desgaste do STF com condução de Toffoli
Presidente do tribunal procura integrantes da Corte desde segunda-feira e tem agenda com Flávio Dino em São Luís; objetivo é debater a manutenção do relator à frente do caso Banco Master
https://www.terra.com.br/noticias/brasil/politica/caso-master-fachin-antecipa-retorno-a-brasilia-para-conter-desgaste-do-stf-com-conducao-de-toffoli,87731a875e7957929f6ea71287af9749uena4rrd.html?utm_source=clipboard
“Permisso:”
1. “As forças de esquerda, após anos de dispersão e conflitos internos, encontram-se hoje fortemente concentradas em torno de Lula.”
A aglutinação, em seu entorno, não se daria por conta de eventual distribuição ($$$)?
2. “Tarcísio de Freitas surge como uma peça central — ainda que paradoxal. Governador de São Paulo, com forte capital político e bom trânsito entre eleitores conservadores e setores do centro (…).”
O “capital político”, no caso, não seria do ex-mito, de quem é fantoche?
Ex-mito, que indicou Rachadinha candidato, preterindo Tarcínico, que hoje ‘cata papel na ventania’.