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Bolsonaristas classificaram como “estranho” o recuo
Luísa Marzullo
O Globo
O cancelamento da visita que o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), faria nesta quinta-feira ao ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) na unidade conhecida como “Papudinha” provocou irritação e desconfiança entre aliados do ex-mandatário. A sensação foi traduzida pelo líder do PL na Câmara, Sóstenes Cavalcante, que afirmou “esperar” que o recuo não tenha motivação eleitoral.
Nos bastidores, parlamentares bolsonaristas classificaram como “estranha” a decisão de recuar em meio ao clima de disputa na direita após o lançamento da pré-candidatura presidencial do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ).
PRIMEIRA CONVERSA – A visita havia sido autorizada pelo ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), e seria o primeiro encontro entre Tarcísio e Bolsonaro desde a prisão do ex-presidente. A agenda também marcaria a primeira conversa presencial entre os dois após Bolsonaro indicar Flávio como pré-candidato ao Palácio do Planalto, em dezembro.
A expectativa no entorno do ex-presidente era de um gesto com forte simbolismo político, com potencial de reforçar uma imagem pública de unidade e consolidar o alinhamento do governador ao núcleo bolsonarista.
O líder do PL na Câmara, Sóstenes Cavalcante (RJ), afirmou que “espera” que o cancelamento tenha sido motivado apenas por razões de agenda. “Ele (Tarcísio) deve ter os motivos dele. Na primeira agenda autorizada pelo Alexandre de Moraes, eu também tive que remarcar. Não sei se teve motivo eleitoral. Espero que não. Flávio está consolidado”, afirmou.
DESCONFORTO – Interlocutores ouvidos pelo O Globo afirmam que o desconforto se aprofundou depois que Flávio antecipou publicamente que Bolsonaro diria ao governador que a hipótese presidencial estava descartada e que a reeleição em São Paulo seria prioridade estratégica para o bolsonarismo. No entorno de Tarcísio, a leitura foi de que a visita, antes tratada como demonstração de solidariedade pessoal, passaria a ter peso eleitoral.
Aliados do governador passaram a definir a visita como uma “armadilha” para colocá-lo sob cobrança pública de engajamento na campanha de Flávio, algo que ele não pretende assumir agora.
O incômodo, porém, não foi unânime. Uma ala do bolsonarismo avaliou que o recuo foi uma forma de evitar o enquadramento e manter margem de manobra diante da pressão interna. Esse grupo enxerga em Tarcísio um nome mais competitivo do que Flávio para enfrentar o presidente Luiz Inácio Lula da Silva.
CONSTRANGIMENTO – Nesse núcleo, a defesa mais explícita é de uma chapa presidencial encabeçada pelo governador, com Michelle Bolsonaro como vice. O vereador paulistano Adrilles Jorge (União Brasil-SP) avaliou que o episódio pode ter criado um constrangimento político para o governador num momento em que se discute a possibilidade de ele retomar ambições nacionais.
“O Tarcísio já declarou apoio ostensivo à candidatura de Flávio Bolsonaro. Fez isso de maneira pública. Mas, a partir do momento que ele ouve do Flávio que o Bolsonaro falou que as eleições presidenciais estão descartadas para ele, talvez crie um constrangimento. Tudo caminha para a candidatura, para a convergência em torno da candidatura do Flávio Bolsonaro. É só ter, da parte da família do Bolsonaro, um pouquinho mais de delicadeza, um pouquinho mais de tato em relação ao Tarcísio”, afirmou.
Situação entre os dois tranqueiras – ex-mito e Tarcínico – se agravou com o cancelamento do encontro.
Quem teria pedido para conversar? Foi o Tarcínico ou o ex-mito?
E quem teria cancelado a conversa? O ex-mito ou Tarcínico?
Dependente do apoio do ex-mito (de quem é Fantoche) para disputar qualquer coisa, Tarcínico ‘cata papel na ventania’.
Tarcínico é sabidamente fantoche do ex-mito. E se não vestir logo a camiseta de Rachadinha e não fizer – com estardalhaço – campanha para ele a presidente, corre sério risco de não se reeleger nem a governador em SP.
Tarcínico de Freitas demonstrou nesse episódio, um carreirista e uma dependência de Bolsonaro e dos bolsonaristas para se manter no topo da política.
Tarcísio teme o boicote da família Bolsonaro, caso decida concorrer a presidência com o apoio declarado do Centrão e dos empresários paulistas da Faria Lima.
Tarcísio faz contas. Se for para a aventura presidencial, pode ganhar ou pode perder. O adversário é Lula, que tem a máquina na mão e a popularidade está subindo. Se manter a palavra de que vai concorrer a reeleição, as chances de ficar mais quatro anos como governador é quase certa, mesmo que Fernando Haddad seja o adversário.
Tarcínico vive o dilema da escolha de Sofia, porque no fundo e na firma, entende que essa é a sua chance de se tornar presidente. Pode não ter outra melhor. Todos sabem, que politica é igual a nuvem e tudo pode mudar em um ano ou em quatro.
Ele, Tarcísio pode perder o bonde da história.
Eduardo Bolsonaro se pronunciou hoje e massacrou Tarcísio de Freitas. Dudu bananinha, disse que Tarcísio não tem escolha, tem que apoiar o irmão Flávio, porque Tarcísio era um servidor público do DNER e que Bolsonaro nomeou ministro da Infraestrutura e depois o elegeu governador de São Paulo, quanto o próprio Tarcísio, queria se candidatar a senador por Goiás. Tarcísio não acreditava no seu taco, mas, Bolsonaro disse: Se candidata a governador e deixa o resto comigo.
Então, segundo Eduardo Bolsonaro a dívida de Tarcísio com o papai Bolsonaro é eterna, portanto, ele tem que cumprir as ordens de Bolsonaro e ir na Papudinha ouvir o recado curto, grosso e claro: Dar apoio incondicional ao filho Flávio na disputa presidencial, para ontem, ou seja, colocar o peso do Estado de São Paulo na candidatura do filho.
Tarcísio, realmente não tem escolha, nas palavras do 03, Eduardo Bolsonaro.
Estranho é continuar sendo bolsonarista. Sobretudo pelo desastre que Bolsonaro representa na política.
Gostei da noticia! Já sei em quem não votar!
Flávio cresce e se aproxima de Barba no 2º turno
Levantamento Atlas Intel mostra Flávio com 44,9%, ante 49,2% do petista. Diferença diminuiu 8 pontos desde dezembro
Flávio Rachadinha está encurtando a distância para o Barba em um eventual 2º turno entre os dois. Em dezembro de 2025, a diferença entre Lula e Flávio era de 12 pontos percentuais. Agora, é de apenas 4,3 pontos.
Em dezembro, o petista tinha 53 pontos percentuais, ante 41 pontos de Flávio. Agora, em janeiro de 2026, a diferença diminuiu. Barba aparece com 49,2 pontos percentuais, e Flávio, com 44,9 pontos.
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O cenário de 2º turno entre Lula e Tarcínico, permaneceu estável. O petista aparece com 49,1 pontos percentuais, ante 45,4% de Tarcínico. Antes, os percentuais eram de 49% para o petista e 45% para o governador.
A pesquisa também mostra Barba à frente tanto de Flávio quanto de Tarcínico nos cenários de 1º turno.
Na simulação com Flávio, o petista tem 48,8% das intenções de voto, ante 35% do filho do ex-mito. Já no cenário com Tarcínico, Barba tem 48,5% das intenções de voto, ante 28,4% do governador de SP.
Fonte: Metrópoles, Política, 21/01/2026 10:57 Por Andre Shalders / Andreza Matais
Bananinha colocou Tarcínico “abaixo de c. de cachorro”
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“Eduardo diz que Tarcísio ‘não tem a moral de ir contra’ a candidatura de Flávio
O ex-deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL-SP) disse que o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), “não tem a opção de ir contra” a candidatura do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ).
Em entrevista ontem, (…) Eduardo também disse que o chefe do Executivo paulista “era, até ontem, um servidor público desconhecido da sociedade” que foi eleito com o apoio do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL).
— O Tarcísio até ontem era um servidor público, um desconhecido da sociedade. Ganhou notoriedade sendo ministro da Infraestrutura. E depois foi eleito em São Paulo graças ao presidente Jair Bolsonaro. Ele não tem a opção de ir contra o Bolsonaro.
Se ele tentar qualquer medida para fazer alguma coisa diferente e sair candidato, no barato ele vai se equiparar a João Doria — disse. — Ele nem tem muito o que aceitar, porque é difícil você mudar essa conduta [de escolha da candidatura de Flávio Bolsonaro].
(…)
Fonte: O Globo, Política, 22/01/2026 14h44 Por Rafaela Gama — Rio de Janeiro”
Intercept Brasil<newsletter.brasil@emails.theintercept.com
Não se engane: O projeto Trumpista no Brasil está mais vivo do que nunca. E ele é mais perigoso do que você imagina.
Razão essa pela qual continuei investigando um casal de agentes da Polícia Federal que se mudou para os EUA, na mesma vizinhança de Eduardo Bolsonaro. Lembra deles?
Em julho de 2025, revelei que Letícia Padilha e André Valdez, policiais federais da Diretoria de Inteligência Policial, o DIP, poderiam ter acesso à informações sensíveis para a segurança nacional.
A mudança do casal para a vizinhança de Dudu despertou uma preocupação em fontes dentro da própria PF que entrevistamos: qual o risco de vazamento dessas informações estratégicas para o governo dos EUA?
Nossa reportagem teve impacto. A PF afastou Letícia e abriu um Processo Administrativo Disciplinar. Mas eu não parei por aí.
Descobri agora que Letícia Padilha espionou o delegado Fábio Shor, responsável pelas investigações da tentativa de golpe do 8 de Janeiro — o mesmo que foi atacado publicamente por Eduardo Bolsonaro.
Ela mesma admite ter utilizado o sistema interno da PF, ao qual, teoricamente, não mais deveria ter acesso desde que se licenciou para ir morar nos EUA. Isso levanta a pergunta: o que mais eles acessaram?
Como diz o pesquisador André Ramiro, de Stanford, um vazamento por parte da DIP é do maior grau de risco que se pode imaginar em termos de investigações conduzidas pela PF. É munição para inflamar o jogo geopolítico contra o Brasil.