
Grupo diz que Moraes atua em “campanha de censura”
Luis Felipe Azevedo
O Globo
O Comitê Judiciário da Câmara dos Deputados dos Estados Unidos publicou na última a quarta-feira um novo relatório sobre o Brasil, no qual critica o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes. O grupo, atualmente comandado pelo partido Republicano, do presidente Donald Trump, afirma que o magistrado atua em uma “campanha de censura” que “atinge o cerne da democracia brasileira e ameaça a liberdade de expressão” americana.
“A supervisão do Comitê revela que o ministro Moraes e outros membros do Judiciário brasileiro, assim como um número crescente de censores estrangeiros, buscam impor um regime global de censura ao ordenar a remoção de conteúdos em todo o mundo”, diz o documento sobre decisões de Moraes no STF.
ARGUMENTOS – No relatório, o comitê argumenta que decisões, avaliadas pelos deputados como de censura, proferidas Moraes e outros magistrados brasileiros “têm repetidamente mirado os discursos proferidos nos Estados Unidos, incluindo os de jornalistas e comentaristas brasileiros” que vivem no país governado por Trump.
O documento também menciona o cenário eleitoral no Brasil, citando a disputa entre o senador Flávio Bolsonaro e o presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Para os parlamentares americanos, “as ordens de censura e o ‘lawfare’” de Moraes contra a família do ex-presidente Jair Bolsonaro e apoiadores “podem prejudicar significativamente sua capacidade de se expressar on-line sobre questões de interesse público nos meses que antecedem a eleição presidencial brasileira”.
A comissão é presidida pelo deputado Jim Jordan, que é apoiador de Trump. Ele esteve com o ex-deputado federal Eduardo Bolsonaro e Flávio em 8 de janeiro deste ano. O Globo procurou o STF, mas não teve retorno até a publicação da reportagem. O texto será atualizado em caso de resposta.
O mundo está caindo na cabeça de Moraes, mas ele e o STF fingem que não é com eles
Ou Moraes admite que gastou R$ 1 milhão com aluguel de jatinhos, ou vai ter de assumir sua proximidade, até intimidade, com o então banqueiro Daniel Vorcaro, em se tratando de um ministro do STF.
Moraes age e decide como se nada tivesse acontecido e como se a delação premiada de Vorcaro não estivesse no horizonte. A delação deve vir logo e espera-se que seja corroborada por seu cunhado e braço-direito, o pastor Fabiano Zettel.
Assim como o próprio Moraes, Vorcaro e Zettel sabem muitíssimo bem que, se eles não confirmarem e não forem além de tudo o que a PF e a PGR já sabem, suas delações cairão no vazio e eles não ganharão nada em troca.
A PF, principalmente, não tem paciência nem tempo a perder.
Logo, é improvável que os dois principais implicados no escândalo Master, o maior da história financeira do País, se sintam “devedores” ou “leais” a Moraes, como também a Toffoli, a ponto de mentirem e tentarem tergiversar sobre a troca de segredos e favores com ministros do STF.
A entrada de Moraes na cena do crime tirou os holofotes de Toffoli, que passou de protagonista a coadjuvante. Moraes, porém, dá sinais de não ter captado até agora a gravidade da sua situação, os riscos que está correndo e a força do impacto na imagem e na confiança do Supremo.
Em conversas reservadas entre ministros mais chegados, as nuvens de constrangimento são sufocantes e ninguém tem coragem de dizer a verdade nua e crua.
Antes, preferem botar a culpa na PF, nos vazamentos e, como sempre, na mídia, que trabalha com fatos e é aplaudida quando os fatos são favoráveis e açoitada quando são contrários.
“Vocês estão loucos!”, esbraveja uma fonte do Supremo, acusando jornalistas de botar em risco a estabilidade política, a credibilidade institucional e, enfim, a democracia, por divulgarem dados, documentos e verdades inquestionáveis.
O contrato de R$ 129 milhões não existiu? Os voos nunca foram voados? O resort milionário era miragem? Os irmãos não era laranjas? O jatinho com o advogado do Master foi invenção? Aliás, e as decisões favorecendo a JBS?
Sim, a estabilidade e as instituições exalam fragilidade. O Congresso está abaixo da crítica, o Executivo, fraco, e o STF, envolto em incertezas e angústia, mas a culpa não é da PF e da mídia. Quem tem responsabilidade é que deveria ter pensado nisso antes de fazer o que fez.
O caso Master, inclusive, apenas destampou uma panela de pressão que, mais cedo ou mais tarde, acabaria explodindo.
Difícil e triste dizer isso? Com certeza, mas jornalistas trabalham com fatos e melhor que o STF pode fazer é o que as Forças Armadas conseguiram no julgamento do golpe: isolar os CPFs para blindar o CNPJ.
Fonte: O Estado de S. Paulo, Política, Opinião, 02/04/2026 | 20h28 Por Eliane Cantanhêde
“Em conversas reservadas entre ministros mais chegados, as nuvens de constrangimento são sufocantes e ninguém tem coragem de dizer a verdade nua e crua.”
“O caso Master, inclusive, apenas destampou uma panela de pressão que, mais cedo ou mais tarde, acabaria explodindo.”
A turma ficou chateada mas é a pura verdade. Todos aqueles que não tem o mesmo pensamento dessa turma do stf e da esquerda são perseguidos
O sr. A-lei-xandre (das ações) Imorais esta se arriscando a ter o mesmo fim que o Podrão (Nicolas Maduro). Os hidro-aviões yankees estão se aproximando cada vez mais do Lago Paranoá.