
Romanno diz que Picasso é genial mesmo quando erra…
Paulo Peres
Poemas & Canções
O jornalista e poeta mineiro Affonso Romano de Sant’Anna, no poema “Entrando no Museu Picasso”, aponta os erros que o artísta possuía tanto na pintura quanto no amor, constituindo-se em errância, numa extravagância de erros.
ENTRANDO NO MUSEU PICASSO
Affonso Romano de Sant’Anna
Picasso
erra
quando pinta
e erra
quando ama.
Mas quando erra
erra
violenta e
generosamente,
erra
com exuberante
arrogância,
erra
como o touro erra
seu papel de vítima,
sangrando
quem, por muito amar, fere
e sai ovacionado
com banderilhas na carne.
Pintor do excesso
e exuberância,
Picasso
é extravagância.
Ele erra,
mas nele,
o erro
mais que erro
– é errância.
Discordo veementemente! Picasso virou a arte da pintura de cabeça pra baixo e a levantou aos píncaros da gloria(!). Les Demoiselles d’Avignon… ai ai…
Já a obra do dr. Affonso, meu conterrâneo, desconheço. Sei que conviveu, ao mesmo tempo, com péssimas e com ótimas figuras, na tal ABL.
Vivendo e aprendendo, já dizia o frade.
Que tipo de poesia é essa? O que vejo é uma cascata de frases curtas, que parecem cair das linhas, na tentativa de descrever algo que não consigo imaginar nem entender.
Agradeço qualquer ajuda para me ilustrar.