Lembrem como Lula bobeou e prejudicou Messias, ao menosprezar Davi Alcolumbre

Lula e Davi Alcolumbre

Lula não entendeu que seu governo não tem força no Senado

Vicente Limongi Netto

O mundo político e jurídico ficou assombrado com as artimanhas nada republicanas do senador Davi Alcolumbre, que culminaram com a derrota e rejeição de Jorge Messias para ministro do Supremo Tribunal Federa (STF).

O assunto dominou o noticiário. Especulações, rumores e chutes viraram letrinhas perplexas. Mas o fato é que aconteceu. O desfecho da melancólica passagem de Messias pelo Senado não surpreendeu este veterano repórter. 

No dia primeiro de dezembro de 2025, aqui na Tribuna da Internet, o título do meu artigo, joia preciosa do craque editor Carlos Newton, sintetizava tudo. Falava por várias laudas:  “Ao comprar briga com Davi Alcolumbre, Lula bobeou e prejudicou Messias”. 

TUDO CONFIRMADO – Bingo do experiente Newton, que mora em Laranjeiras, pertinho do histórico estádio do tricolor. Hoje, passados cinco meses, o título do meu artigo e a análise do tema permanecem irretocáveis. Newton   deveria patentear o notável título. Enxerga longe. Sabe tudo.

Vou apenas recordar a abertura do meu artigo, repito, que nossa Tribuna da Internet publicou em 1º de dezembro de 2025:

“Obra mal o governo, a esta altura da tumultuada quadra política, ao insistir em entornar o caldo com o presidente do Senado e do Congresso, Davi Alcolumbre. Davi tem a faca e o poder nas mãos. O senador joga pesado quando vê que o Palácio do Planalto está aflito, nas cordas, perto de ser nocauteado. Na verdade, parece cego no meio do tiroteio. Sem competência na articulação política”. 

6 thoughts on “Lembrem como Lula bobeou e prejudicou Messias, ao menosprezar Davi Alcolumbre

  1. O rigor da onipotência pavimentou o terreno para a leniência

    A indicação de Messias para o STF foi o ponto alto da onipotência petista durante o Lula 3.0

    Sua rejeição marcou o momento em que o salto alto do comissariado quebrou-se. No dia seguinte, com a derrubada do veto da dosimetria, quebrou-se o salto do Supremo Tribunal.

    Quebrar o salto é uma coisa, andar sem ele é quase impossível. A melhor solução é descalçar o outro pé.

    Se Lula tivesse indicado Rodrigo Pacheco nada disso teria acontecido. Ele teria sido aprovado, Lula e Davi Alcolumbre estariam felizes e ninguém estaria triste.

    Lula mostrou sua preferência por Messias, mesmo sabendo da contrariedade de Alcolumbre e do seu séquito. Ele sabia desde dezembro que o advogado-geral da União poderia ser rejeitado.

    Desde dezembro o governo vive assombrado por maus indicadores nas pesquisas, prenúncio de dificuldades com o Congresso.

    Numa trapaça da sorte, Messias foi rejeitado numa quarta-feira e, no dia seguinte, o Congresso derrubou o veto de Lula ao refresco dado aos condenados pela trama golpista de 2022/2023.

    Basta relembrar o julgamento da cabeleireira Débora Rodrigues pela Segunda Turma do STF. Ela escreveu, com batom, “Perdeu, mané” na estátua da Justiça da Praça dos Três Poderes.

    Alexandre de Moraes, Cármen Lúcia e Flávio Dino condenaram-na a 14 anos. Cristiano Zanin deu-lhe 11 anos. A voz da sensatez veio de Luiz Fux, que ficou com uma pena de um ano e seis meses.

    Essa barafunda de rigor e leniência reflete o caos jurídico alimentado pelo tribunal. Quando se trata de uma senhora, mãe de dois filhos, a questão soa simples.

    A complexidade da coisa muda quando o STF anula multas milionárias e confissões de empreiteiros, moendo alguns resultados da Lava-Jato.

    Condenando-se a cabeleireira a 14 anos embaralharam-se as condenações e na charanga da dosimetria acabaram tomando carona o ex-mito e os generais da trama golpista.

    O rigor da onipotência pavimentou o terreno para a leniência.

    Fonte: O Globo, Opinião, 03/05/2026 03h30 Por Elio Gaspari

  2. Lições acerca do fisiologismo à brasileira.

    E sua EVOLUÇÃO:

    “Se Lamarck estivesse certo, os pombos já teriam joelhos”

  3. Esse cara é um narcisista, ele é o ser supremo, todos devem obediência a ele no seu modo de entender. É a alma mais honesta do mundo, ia acabar com a guerra da Ucrânia na mesa de um bar tomando cerveja. Esse cara para mim só serve para enganar os trouxas.

  4. Passaram raspando as indicações de Cristiano Zanin e Flávio Dino. A sabedoria política sinalizava indicar Rodrigo Pacheco, o candidato da maioria dos senadores e dos ministros do STF.
    Foi aí, que Lula perdeu.
    Justamente uma ala do STF, com Alexandre de Morais como sujeito oculto, Flávio Bolsonaro e Davi Alcolumbre, que derrotaram Messias para impor uma humilhação histórica a Lula.

    O cenário é ver vaca não reconhecer bezerro.

    Neste momento, está havendo um culto do Pastor Silas Malafaia, na Igreja Vitória em Cristo da Assembleia de Deus na Penha/ RJ, que marca a reconciliação entre Silas e Flávio. Os dois brigaram, porque Silas estava fechado com Tarcísio de Freitas.
    Presentes no culto:
    Flávio Bolsonaro
    Cláudio Castro candidato ao Senado,
    Douglas Ruas, candidato a governador,
    Marcelo Crivella, candidato ao Senado,
    Sóstenes Cavalcante, esperando uma brecha para alguma coisa.

    Se isso não é campanha antecipada, então o que será que é?

    O jogo está sendo jogado é será pesado contra a continuidade do governo Lula.

    A sorte está lançada. Estamos do outro lado do Rio, prontos para o massacre presentes no retrocesso geral, amplo e irrestrito.

  5. Os falcões e brutamontes do governo, estão doidos para retaliar quem traiu.
    Não é uma boa política. Perdeu, vira a página e bola para frente, que o campeonato é longo. Mês que vem tem as festas juninas e depois a Copa do Mundo, portanto a água vai passar debaixo da ponte das eleições só a partir de agosto.

    Advogo a tese de, que uma vez rejeitado pelo Senado o nome indicado pelo presidente, ele deve indicar outro nome, de preferência uma mulher jurista.

    Limongi, li nesta manhã o artigo de Ignácio Loyola Brandão no Estadão hoje. O filho mais ilustre de Araraquara, membro da ABL, comentou sobre a Feira de Livros, a Flippoços, notadamente sobre a escritora Ana Clara, que lançou o Livro: “Uma mulher qualquer” de 38 páginas.
    Loyola lembrou, que trabalhou com ela na Revista Claudia e que ambos seguiam o modelo de Graciliano Ramos, o escritor sintético por excelência, que consistia em escrever o estritamente necessário.
    Título: até 20 caracteres
    Texto. Máximo de 9 linhas

    Loas e odes ao incrível Graça.
    Não consegui dormir com Insônia e uma Angústia das minhas Vidas Secas e tive medo das Memórias do Cárcere na Ilha Grande.

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *