
Defesa de Vorcaro apresentou proposta de delação premiada
Gerson Camarotti
G1
Diante da apresentação da proposta de delação premiada do ex-banqueiro Daniel Vorcaro, o Supremo Tribunal Federal (STF) sinalizou que a devolução integral do dinheiro desviado por meio de corrupção será condição fundamental para que o acordo de colaboração seja homologado.
A análise dos anexos da proposta de delação será feita pela Procuradoria Geral da República (PGR) e pela Polícia Federal (PF). Caso haja avaliação de que Vorcaro avançou de fato nas investigações, a homologação será analisada pelo relator do caso no STF, ministro André Mendonça.
NEGOCIAÇÃO – A partir de agora, haverá uma negociação da defesa de Vorcaro com a PGR e a PF. Mas, tudo estará condicionado ao ressarcimento de valores. A avaliação no Supremo é que a devolução terá que ser feita de imediato. Ainda que parte dos recursos já tenha sido gasta pelo banqueiro, a cobrança acontecerá para o ressarcimento monetário do que estiver em poder de Vorcaro. Mesmo valores que estejam no exterior, terão de ser devolvidos.
Também não será aceito o modelo feito na Operação Lava Jato, em que empresas fizeram acordo de devolução de recursos de forma parcelada em vários anos. A percepção no Supremo é que isso não deu certo. A defesa de Vorcaro vai ter que apontar onde estão os recursos do ex-banqueiro frutos de crime aqui no Brasil e no exterior, inclusive imóveis.
O temor da cúpula do BRB após reunião convocada às pressas pelo Banco Central
Reunião secreta no feriado
Numa reunião secreta realizada no feriado de 1º de maio, diretores e técnicos do Banco Central (BC) pressionaram dirigentes do BRB por uma alternativa rápida à crise de liquidez, e chegaram a sugerir que alguma medida poderia ser tomada ainda no final de semana caso a situação do banco estatal de Brasília se revelasse insolúvel.
Durante o encontro, que não foi registrado na agenda oficial de nenhum dos participantes, falou-se em realizar uma intervenção, mas cogitou-se também fatiar algumas áreas do banco e repassar a concorrentes, no que foi interpretado pelos executivos do BRB como uma pressão pela privatização da instituição.
Participaram das discussões pelo BC os diretores Ailton de Aquino (Fiscalização) e Gilneu Vivan (Organização do Sistema Financeiro e de Resolução) e três técnicos do órgão regulador. Pelo BRB estavam o presidente, Nelson de Souza, os diretores Antônio José Barreto de Araújo Júnior (Finanças e Controladoria) e Ana Paula Teixeira (Controles e Riscos) e o secretário de Economia do Distrito Federal, Valdivino José de Oliveira.
Na conversa que durou duas horas, os diretores do BC se disseram preocupados com a crise de liquidez e pediram aos dirigentes do BRB que fossem transparentes a respeito da situação do banco, mencionando a necessidade de encontrar uma “solução”.
No final de março, quando o BRB deixou de publicar seu balanço em razão de um rombo que, se exposto, poderia levar à intervenção ou à liquidação imediata, o BC deu até o final de maio para a instituição encontrar uma saída para a crise. Desde então, o banco estatal de Brasília vem pagando uma multa diária de R$ 30 mil por dia, enquanto tenta captar recursos para pagar seus compromissos, resolvendo o problema de liquidez, e cobrir o rombo no patrimônio, avaliado em R$ 8,8 bilhões.
(…)
Caso nenhuma das alternativas em negociação pelos executivos do BRB vá adiante, a privatização é uma possibilidade real.
O fato de o BC já estar sobrecarregado com a liquidação do Master também não ajuda.
A governadora Celina Leão tem se colocado contra uma eventual privatização do BRB.
O BRB beirou a insolvência nos últimos meses.
Ao final da reunião com o BC, o BRB conseguiu segurar o prazo do fim de maio para entregar uma solução. Se vai conseguir, é um outro problema.
Fonte: O Globo, Política, Opinião, 05/05/2026 05h00 Por Malu Gaspar
O casal devolverá também ?
No histórico dessas ‘devoluções’ tem algo de podre.
A Lava Jato está ai mesmo.
Dinheiro foi devolvido ao legitimo ladrão.