STF deverá condicionar delação de Vorcaro à devolução integral de recursos desviados

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  1. O temor da cúpula do BRB após reunião convocada às pressas pelo Banco Central

    Reunião secreta no feriado

    Numa reunião secreta realizada no feriado de 1º de maio, diretores e técnicos do Banco Central (BC) pressionaram dirigentes do BRB por uma alternativa rápida à crise de liquidez, e chegaram a sugerir que alguma medida poderia ser tomada ainda no final de semana caso a situação do banco estatal de Brasília se revelasse insolúvel.

    Durante o encontro, que não foi registrado na agenda oficial de nenhum dos participantes, falou-se em realizar uma intervenção, mas cogitou-se também fatiar algumas áreas do banco e repassar a concorrentes, no que foi interpretado pelos executivos do BRB como uma pressão pela privatização da instituição.

    Participaram das discussões pelo BC os diretores Ailton de Aquino (Fiscalização) e Gilneu Vivan (Organização do Sistema Financeiro e de Resolução) e três técnicos do órgão regulador. Pelo BRB estavam o presidente, Nelson de Souza, os diretores Antônio José Barreto de Araújo Júnior (Finanças e Controladoria) e Ana Paula Teixeira (Controles e Riscos) e o secretário de Economia do Distrito Federal, Valdivino José de Oliveira.

    Na conversa que durou duas horas, os diretores do BC se disseram preocupados com a crise de liquidez e pediram aos dirigentes do BRB que fossem transparentes a respeito da situação do banco, mencionando a necessidade de encontrar uma “solução”.

    No final de março, quando o BRB deixou de publicar seu balanço em razão de um rombo que, se exposto, poderia levar à intervenção ou à liquidação imediata, o BC deu até o final de maio para a instituição encontrar uma saída para a crise. Desde então, o banco estatal de Brasília vem pagando uma multa diária de R$ 30 mil por dia, enquanto tenta captar recursos para pagar seus compromissos, resolvendo o problema de liquidez, e cobrir o rombo no patrimônio, avaliado em R$ 8,8 bilhões.
    (…)

    Caso nenhuma das alternativas em negociação pelos executivos do BRB vá adiante, a privatização é uma possibilidade real.

    O fato de o BC já estar sobrecarregado com a liquidação do Master também não ajuda.

    A governadora Celina Leão tem se colocado contra uma eventual privatização do BRB.

    O BRB beirou a insolvência nos últimos meses.

    Ao final da reunião com o BC, o BRB conseguiu segurar o prazo do fim de maio para entregar uma solução. Se vai conseguir, é um outro problema.

    Fonte: O Globo, Política, Opinião, 05/05/2026 05h00 Por Malu Gaspar

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