
Senador diz que tem preferência por vice mulher
Deu no O Globo
O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), pré-candidato à Presidência, disse nesta sexta-feira que, além de trabalhar por uma anistia para o pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro, pretende convidá-lo para integrar seu eventual governo.
A declaração foi dada em entrevista ao programa CNN 360°, da CNN Brasil. “O Jair será sempre o meu norte, minha bússola, minha referência, a pessoa com quem eu me consulto. Se ele quiser exercer um cargo no meu governo, é óbvio que vai exercer”, afirmou o senador.
PREFERÊNCIA POR MULHER – Flávio acrescentou que, se eleito e caso uma eventual anistia seja aprovada, pretende subir a rampa do Palácio do Planalto ao lado do pai na posse presidencial. Na entrevista, ele também demonstrou ter preferência por uma mulher para o cargo de vice na chapa.
“Mais uma vez, eu insisto aqui, ultimamente, eu tenho refletido e as pesquisas têm mostrado, eu tenho preferência por uma vice. É o que nós estamos buscando, a pessoa com experiência que possa agregar de verdade”, disse Flávio Bolsonaro.
Ele também comentou o caso do senador Ciro Nogueira, ministro da Casa Civil durante o governo do ex-presidente Jair Bolsonaro. “São acusações graves que pesam contra ele. Mas ele tem a sorte de ter na relatoria do caso no Supremo um ministro que não vai agir fora dos autos, que vai cumprir a lei e não vai perseguir ninguém “, disse, referindo-se ao ministro André Mendonça.
ARTICULAÇÃO – “A gente não está negociando o apoio do senador Cío Nogueira. O que nós sempre conversamos foi o apoio da federação. São dois partidos juntos, o Progressista e o União Brasil, e são bancadas grandes, são dezenas de parlamentares”, acrescentou.
Também nesta sexta, a defesa de Jair Bolsonaro protocolou no STF uma revisão criminal, instrumento que visa reexaminar uma ação já transitada em julgado, para anular a condenação do ex-presidente a 27 anos de prisão. O pedido, endereçado a Edson Fachin, ocorre após o senador Davi Alcolumbre (União Brasil-AP) promulgar a Lei da Dosimetria, que pode beneficiar o ex-mandatário, já que reduz penas e flexibiliza regras de progressão de regime. No documento de 90 páginas, os advogados pedem que o processo seja anulado por cerceamento de defesa e pleiteiam a anulação da delação de Mauro Cid.
Caso as nulidades evocadas pela defesa não sejam acolhidas, os advogados querem que o STF afaste a condenação por crimes como organização criminosa armada, golpe de Estado e tentativa de abolição do Estado Democrático de Direito. O documento sustenta que o ministro relator, Alexandre de Moraes, decretou o trânsito em julgado antes da análise adequada de recursos cabíveis e afirma que houve cerceamento do direito recursal.
SORTEIO – Também nesta sexta, Moraes foi sorteado relator das ações — movidas pela Federação PSOL-Rede e pela Associação Brasileira de Imprensa (ABI) — que questionam a chamada lei da dosimetria, aprovada pelo Congresso na semana passada após a derrubada do veto integral do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e promulgada por Alcolumbre.
Logo após assumir a relatoria, o ministro solicitou informações, a serem prestadas pelo presidente da República e pelo Congresso Nacional, no prazo de cinco dias. Em seguida, os autos serão remetidos ao ao advogado-geral da União e ao procurador-geral da República, sucessivamente, no prazo de três dias, para manifestação.
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Flávio Rachadinha se desespera inconformado com o fato de Barba ser recebido com pompa na Casa Branca e tirar aquela foto (para campanha) com Trump, sorridentes.
A foto de Lula e Trump sorridentes na Casa Branca é insuportável para a famligia do ex-mito e seus seguidores.
“Inveja mata”, diz a frase.
Os bolsonaros espalhavam que tinham o monopolio do acesso a Trump, mas era mais um de suas fake news, conforme revelou Barba.
Ciro Nogueira virou assombração: Flávio já benze o gabinete
Tal pai, tal filho: Flávio aplica o rito do descarte com o ex-aliado Ciro Nogueira
Flávio provou esta semana que é um herdeiro legítimo não apenas do sobrenome, mas do método. Ao ser confrontado com o escândalo de corrupção que envolve Ciro Nogueira e o Banco Master, o senador não hesitou em empurrar o aliado de longa data para debaixo do ônibus.
O que antes parecia ser uma parceria estratégica para 2026, com Ciro sendo ventilado como o vice ideal, foi reduzido por Flávio a uma reles “cortesia”. A “vida como ela é” em Brasília não tem espaço para gratidão.
Flávio, que se pelava de medo de ser tragado pelo lamaçal do Banco Master, resolveu largar a mão de Ciro com a mesma velocidade com que o seu pai entregava ministros ao primeiro sinal de crise.
Para o filho do ex-mito, o convite ao senador do PP nunca passou de uma especulação de salão, um agrado feito “lá atrás” que o vento – e a Polícia Federal – trataram de levar.
Enquanto Ciro Nogueira tenta equilibrar-se entre carros de luxo confiscados e uma mesada de R$ 500 mil reais, o bolsonarismo já procura um novo hospedeiro.
Flávio faz o jogo da pureza conveniente: elogia o ministro André Mendonça por não “perseguir ninguém”, numa tentativa canhestra de se descolar do aliado caído enquanto se afasta do cheiro de queimado.
O saldo da semana é cruel para o bolsonarismo (e Centrão). Lula saiu de dos EUA com sorrisos de Trump e um “I love you”, enquanto os adversários terminam a sexta-feira em clima de funeral político, sacrificando Ciro Nogueira no altar da própria sobrevivência.
É o descarte por cortesia, uma especialidade do Clã que não garante parcerias e deixa rastro de feridos no campo de batalha.
Fonte: Metrópoles, Opinião, 09/05/2026 07:21 Por Redação Blog Ricardo Noblat
Se o Bolsonaro emplacar, aí a bagunça vai piorar. 20 anos de Lula e 8 de Bolsonaro destroem qualquer país. Que sorte a nossa.
“Vamos comparar o Brasil de Lula e de Bolsonaro”, diz Edinho Silva, presidente do PT.
O argumento não parece forte o suficiente para reeleger Lula.
Não vai dar para jogar nas costas do ex-mito todas as mazelas de um Brasil que foi governado pelo PT por 17 anos, até agora, e pelo ex-mito, por 4 anos (e com pandemia).