Jornalista americano diz que não houve coletiva porque Trump teria “esmagado” Lula

Lula diz ter tido reunião “muito produtiva” com Trump

Lula disse ter pedido que Donald Trump forçasse um sorriso

Carlos Newton

Um dos detalhes mais curiosos do almoço entre os presidentes Lula da Silva e Donald Trump foi o fato de ter sido entregue ao governante norte-americano dois documentos: a cópia do acordo nuclear Brasil/Irã e a lista com o nome de todas as autoridades brasileiras e familiares que ainda estão com os seus vistos suspensos para entrar nos EUA.

“Entreguei a lista dos nomes brasileiros que ainda estão proibidos de entrar nos Estados Unidos. Como foi aprovada a dosimetria no Congresso Nacional, que vai diminuir a pena de todo mundo, quem sabe o Trump entenda a necessidade de liberar o visto desses brasileiros que estão proibidos de entrar aqui”, disse Lula durante coletiva de imprensa na Embaixada do Brasil, em Washington, após a reunião com Trump, em que revelou também ter entregue a cópia do acordo com o Irã.

DESPREPARO – O relato dessas cenas é deprimente e revela o despreparo do político brasileiro, que arrota soberania, mas se sujeita a esse tipo de subordinação.

Primeiro, ao entregar a Trump a cópia de um acordo que os EUA já conhecem de sobra; depois, ao tentar favorecer autoridades brasileiras proibidas de entrar nos Estados Unidos, como o ministro Alexandre de Moraes e sua mulher Viviane Barci, que têm 129 milhões de motivos para se angustiarem com a situação.

Outros ministros barrados pelo governo Trump são Luís Roberto Barroso, Dias Toffoli, Cristiano Zanin, Flávio Dino, Cármen Lúcia, Edson Fachin e Gilmar Mendes, além de autoridades secundárias, tipo Jorge Messias (AGU) e Paulo Gonet (PGR), além de simples funcionários, como Cristina Yukiko Kusahara Gomes (chefe de gabinete de Moraes).

FALSA ALEGAÇÃO – O mais patético foi Lula ter comentado que a Lei da Dosimetria, ao reduzir penas de condenados pela tentativa de golpe de Estado, pode melhorar a disposição do governo Trump para revogar as sanções contra autoridades brasileiras.

Lula fez essa alegação a Trump, comportando-se como se fosse o criador da Dosimetria, mas é claro que o governo americano sabe que o petista sempre foi contra o projeto  e até vetou sua aprovação, mas agora se mostra adepto da Dosimetria, vejam até que ponto vai a desfaçatez dele.

Por essas e outras, o jornalista americano Eric Daugherty afirmou que aumentam os comentários de que Trump teria “esmagado” Lula a portas fechadas, justamente por isso não houve declaração conjunta nem a entrevista coletiva, que tinha sido convocada.

A afirmação do jornalista cita o fato de Trump ter comentado rapidamente a reunião, afirmando apenas que  “correu bem” e indicando que representantes dos dois países devem voltar a se reunir nos próximos meses…

POSSIBILIDADE – Entre políticos exóticos e despreparados como Trump e Lula, tudo é possível, ambos pensam que são donos do mundo. Portanto, pode até acontecer que Trump atenda ao singelo pedido de Lula de devolver vistos, mas exija de troco as terras raras ou coisas assim.

Mas é muito difícil a liberação dos vistos de Moraes e Viviane, porque o ministro brasileiro está sendo processado pelo próprio presidente americano, através de sua empresa de mídia Trump Media & Technology Group (TMTG), que entrou na Justiça dos EUA contra Moraes em 2025. A ação é movida em conjunto com a plataforma de vídeos Rumble, parceira do grupo empresarial de Trump.

Inclusive, Moraes está fugindo da citação nesse processo, o que significa que será julgado à revelia e condenado, inapelavelmente.

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P.S. –
Lula não sabe nada disso, não entende nada disso, vive num mundo de ilusão. Não consegue compreender que Moraes não tem salvação. Trump pode até devolver o visto ao ministro brasileiro, o isso não significará nada. Moraes jamais irá pisar nos Estados Unidos, porque corre o risco de ser preso por estar se esquivando de responder ao processo. (C.N.)

15 thoughts on “Jornalista americano diz que não houve coletiva porque Trump teria “esmagado” Lula

  1. Lula se reuniu e almoçou secretamente com Trump na Casa Branca e deixou a imprensa do lado de fora falando sozinha.

    Depois, já na Embaixada e em entrevista coletiva, Lula deu sua ‘versão tabajara’ da reunião para a qual fora convocado por Trump.

  2. Maior medo de Lula era que Trump o humilhasse; não quis imprensa por perto

    Lula também não queria perguntas sobre suas ofensas a Trump, dizem jornalistas americanos

    O presidente Lula (PT) estava com pânico de ser humilhado pelo americano Donald Trump, com quem se encontrou ontem (7).

    Para evitar qualquer aperto, fez com que a Casa Branca barrasse a imprensa, que havia sido convidada para participar dos primeiros trinta minutos da reunião.

    Conseguiu também cancelar a coletiva conjunta com Trump, após o encontro, preferindo um ato solo, na Embaixada do Brasil em Washington, para (comodamente) poder definir sozinho o resultado do encontro, para o qual fora convocado.

    Fonte: Diário do Poder, Opinião, 08/05/2026 0:32 Por Claudio Humberto

    Lula se saiu bem na foto, para desespero de bolsonaristas.

  3. Trump é cabo eleitoral de Lula

    Na verdade, Trump é cabo eleitoral de Lula, e ambos não são tão diferentes um do outro

    Se não, vejamos. No ano passado, ao impor tarifas alfandegárias ao Brasil e sancionar ministros do governo e juízes do STF, mas voltar atrás na maioria das medidas depois de conversar com o chefão petista — que já havia sido afagado por Trump na Assembleia Geral da ONU e com o qual ele viria a encontrar-se pessoalmente —, o presidente americano possibilitou a Lula que se apresentasse como grande vencedor na luta pela soberania brasileira.

    Agora, ao receber o chefão petista na Casa Branca, com uma cordialidade que normalmente não é dispensada a ninguém que o critica publicamente, como faz Lula, e emprestando ao chefão brasileiro mais adjetivos positivos, como “bom homem”, “dinâmico” e “inteligente”, Trump fortaleceu ainda mais a imagem de estadista tão necessária a Lula neste momento que antecede a campanha eleitoral pela reeleição.

    O chefão petista saiu de Washington dizendo acreditar que Trump não vai interferir nas eleições deste ano em prol dos adversários do PT e reforçando o discurso de defesa da soberania.

    “Eu acho que não é uma boa política um presidente de outro país ficar interferindo nas eleições de outros países. É um princípio básico para que a gente não permita a ocupação cultural, política e a soberania de outro país”, afirmou Lula, em coletiva na capital americana.

    Trump deixou o ex-mito no passado, é vendedor da própria mãe, e só o ressuscitará como aliado se Flávio vier a ganhar a eleição presidencial, naturalmente.

    Para o presidente americano, Lula tem se demonstrado um esquerdista conveniente, apesar do discurso antiamericano, e talvez até pense que a reeleição do chefão petistas possa ser tão confortável para os Estados Unidos quanto a manutenção de Delcy Rodriguez no comando da Venezuela. (…)
    No final das contas, o chefão petista não é tão diferente assim de Trump.

    Metrópoles, Política, Opinião, 08/05/2026 04:12 Por Mario Sabino

    Trump disse que Lula é um “bom homem”, “dinâmico” e “inteligente”.

  4. Teatralizar o encontro entre Lula e Trump é um erro político

    A análise de que teatralizar o encontro é um erro político sustenta-se na visão de que transformar uma reunião diplomática necessária em um “espetáculo” de marketing eleitoral pode ser arriscado para ambos, especialmente considerando o contexto de polarização e as tensões pré-existentes, conforme Josias de Souza.

    Aqui estão os pontos centrais dessa perspectiva, baseada em relatos recentes:

    Risco de Marketing Eleitoral: Transformar a visita à Casa Branca em um “troféu” eleitoral reflete mais ansiedade do que uma estratégia sólida, confundindo diplomacia com salvação política.

    Neutralização de Dano: Analistas apontam que o encontro foi, acima de tudo, um serviço de normalização das relações, tentando conter os danos causados por “envenenamentos” anteriores nas relações entre Brasil e EUA.

    Evitando o “Reality Show”: Houve uma avaliação de que o encontro deveria evitar transformar-se em um espetáculo midiático, especialmente diante da forte presença de Trump, o que levou a comitiva brasileira a optar por reuniões a portas fechadas.

    Contexto de Tensões: O encontro ocorreu após meses de tensões, incluindo tarifas impostas pelos EUA a produtos brasileiros e divergências sobre o processo contra Jair Bolsonaro, caracterizando uma “trégua frágil”.

    Oposição e Contradição: A oposição brasileira utilizou o encontro para apontar contradições, explorando a reaproximação de Lula com Trump após críticas intensas feitas pelo presidente brasileiro sobre soberania.

    Em suma, a visão crítica é que o “teatro” da diplomacia — a ênfase exagerada na “química” entre os líderes — pode obscurecer a necessidade de resultados concretos e ser facilmente revertida contra o governo em cenários de alta polarização.

  5. Um encontro amistoso, mas opaco, entre Lula e Trump

    Silêncio da Casa Branca e relatos apenas de Lula nublam os reais interesses dos EUA no Brasil

    Qualquer conclusão sobre o encontro, na quinta (7), entre os presidentes Lula e Trump na Casa Branca não passará de exercício açodado.

    As versões públicas emitidas apenas pelo governo brasileiro e a falta de acordos bilaterais, somadas ao caráter imprevisível do americano, denotam incertezas.

    Nenhuma conversa oficial entre líderes estende-se além do previsto —neste caso, por três horas— sem uma pauta relevante e o interesse de ambos os lados em melhorar as relações.

    Fato é que tal objetivo sobreviveu aos desatinos do republicano —do aumento de tarifas, passando pela invasão da Venezuela e a guerra dos EUA contra o Irã, até as ameaças de Trump contra a Colômbia e a edição de sua doutrina para expandir o domínio de Washington na América Latina.

    O Itamaraty (leia-se: Lula) foi hábil em cancelar a entrevista coletiva no Salão Oval, convertida em arapuca do americano para os líderes de Ucrânia, África do Sul e Canadá. Mas a medida gerou interrogações sobre os interesses reais de Trump e as exigências a Lula.

    Uma exceção foi a abordagem do brasileiro a respeito do tarifaço, claramente aplicado como retaliação do americano à condenação do ex-mito por sua tentativa de golpe. Trump concordou em reavaliar o tema nos próximos 30 dias.

    Lula acenou com o acesso de empresas americanas às jazidas brasileiras de minerais críticos, especialmente às de terras raras. Explorou, assim, a necessidade de Washington de garantir alternativas à China para o fornecimento dos insumos a suas indústrias de tecnologia e defesa.

    Se realmente reiterou a Trump a exigência do Brasil a investidores estrangeiros de agregar valor aos minerais no país, por princípio de soberania, dúvidas surgem sobre qual será a reação dos EUA. Mas sabe-se que defesa da soberania não comove Trump.

    Há de considerar a prudência de Lula ao afastar da conversa a intenção de Trump de designar as facções PCC e CV como organizações terroristas. Preferiu entregar a proposta de criação de um grupo de países para tratar do crime organizado.

    Os elogios trocados entre os presidentes pouco dizem sobre o futuro das relações bilaterais entre Brasil e EUA num momento de incertezas geopolíticas — parte delas causadas por Trump.

    Somente acordos e parcerias estratégicas darão uma resposta definitiva. Sem tais desdobramentos em curto e médio prazos, o encontro jamais extrapolará a imagem do aperto de mão, a ser usada como aprouver a cada lado.

    Folha de S. Paulo, Opinião, 8.mai.2026 às 22h00 Por Editorial

  6. Flávio Rachadinha está desesperado e não se conforma com o fato de Barba ser recebido com pompa na Casa Branca e ter tirado aquela foto (para campanha) com Trump, sorridentes.

    “Inveja mata”, diz a frase.

  7. Lula agiu muito bem ao se reunir com Trump para discutir problemas relevantes que afetam ou podem afetar seus países. É o que dirigentes deveriam fazer sempre. Claro, os opositores, principalmente os que pendem para o lado da extrema-direita, sempre vão criticar procurando picuinhas.

    Vamos ver nos próximos meses se essas reuniões redundam em benefícios ao Brasil, principalmente no tocante às tarifas.

    Então, comentários sobre o teor da conversa, principalmente com o intuito de aludir humilhação a Lula, não passa de fofoca, o que obviamente passa longe de jornalismo.

  8. “Jornalista americano diz que não houve coletiva porque Trump teria “esmagado” Lula”

    kkkkk, piada do ano.

    disse me disse…

    Menos, CN

  9. No sorriso cínico do eterno sindicalista, transparece a velha sabujice do servo satisfeito: acredita ter arrancado alguma migalha de vantagem enquanto o patrão, com a bota firme em seu pescoço, apenas afrouxa a pressão o suficiente para mantê-lo obediente e agradecido.

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