
Sociedade percebeu a gravidade do problema
Pedro do Coutto
Pesquisa do Datafolha revelou um dado que merece reflexão profunda de toda a sociedade brasileira: para 61% da população, a violência contra a mulher é hoje o crime mais grave que ocorre no país. Pela primeira vez, esse tipo de violência aparece à frente de problemas historicamente associados à insegurança pública, como o tráfico de drogas e os assaltos à mão armada.
O resultado não representa apenas uma mudança estatística. Ele simboliza uma transformação na percepção coletiva sobre um dos mais persistentes dramas nacionais. O dado, por si só, poderia ser interpretado como um avanço civilizatório. Afinal, durante décadas, a violência doméstica foi tratada como um problema privado, restrito ao ambiente familiar e frequentemente invisibilizado pelo poder público.
RECONHECIMENTO – Hoje, a sociedade demonstra reconhecer que agressões contra mulheres não são conflitos domésticos comuns, mas uma grave violação de direitos humanos e um problema de segurança pública. O reconhecimento social é importante porque toda política pública relevante nasce, antes de tudo, da consciência coletiva de que existe um problema a ser enfrentado.
Mas a própria pesquisa traz um alerta preocupante. Embora a maioria dos brasileiros considere a violência contra a mulher o crime mais grave do país, quase metade da população ainda não reconhece determinadas formas de abuso psicológico e patrimonial como violência. Apenas pouco mais da metade dos entrevistados considera violento o comportamento de um homem que controla as saídas da companheira, suas amizades ou seu salário.
MECANISMOS SILENCIOSOS – Essa aparente contradição revela uma das maiores dificuldades no combate à violência de gênero no Brasil. A sociedade condena a agressão física visível, o feminicídio que ganha manchetes e os casos extremos que chocam a opinião pública. Entretanto, ainda encontra dificuldades para identificar os mecanismos silenciosos de controle, humilhação e dominação que frequentemente antecedem as agressões mais graves.
O problema é que a violência costuma nascer de pequenas formas de controle que, isoladamente, podem parecer insignificantes. A restrição da liberdade, o monitoramento constante, a dependência financeira forçada, a humilhação pública e o isolamento social constituem etapas de um processo que muitas vezes evolui para agressões físicas e, em casos extremos, para o feminicídio. Quando a sociedade normaliza essas práticas, acaba contribuindo involuntariamente para a perpetuação do ciclo da violência.
O levantamento também mostra que a experiência da violência é muito mais disseminada do que se imagina. Três em cada quatro mulheres afirmaram já ter vivenciado algum tipo de violência ao longo da vida, sendo os insultos, ameaças e intimidações as formas mais recorrentes. Esses números ajudam a explicar por que o tema passou a ocupar posição tão central na percepção dos brasileiros. A violência contra a mulher deixou de ser vista como uma estatística distante e passou a ser percebida como uma realidade presente nas famílias, nos ambientes de trabalho e nas comunidades.
INSEGURANÇA – Há ainda um aspecto político que não pode ser ignorado. A pesquisa surge num momento em que a segurança pública ocupa posição central no debate nacional. Nos últimos anos, o crime organizado, as facções criminosas e a violência urbana dominaram grande parte das discussões políticas. Agora, os números indicam que a população começa a compreender que a insegurança não está apenas nas ruas, mas também dentro de casa.
Isso impõe um desafio relevante aos governos, independentemente de ideologia. Combater a violência contra a mulher exige mais do que ampliar penas ou endurecer leis. O Brasil já possui uma das legislações mais avançadas do mundo nessa área. O problema está na aplicação efetiva das normas, na estrutura de proteção às vítimas, na agilidade do sistema de Justiça e, principalmente, na transformação cultural necessária para romper padrões históricos de comportamento.
A pesquisa também revela outro dado inquietante: uma parcela significativa da população ainda atribui parte da responsabilidade pela violência às próprias vítimas. Essa mentalidade demonstra que, apesar dos avanços institucionais, ainda persistem valores culturais que dificultam o enfrentamento do problema. Enquanto houver relativização da violência ou tentativa de transferir responsabilidades para as mulheres agredidas, o combate ao problema continuará encontrando barreiras profundas.
PARADOXO – O Brasil vive, portanto, um momento paradoxal. De um lado, há um reconhecimento crescente da gravidade da violência contra a mulher. De outro, permanecem vivas formas sutis de tolerância social a comportamentos abusivos que alimentam exatamente o fenômeno que a população diz condenar. A boa notícia é que o problema deixou de ser invisível.
A má notícia é que reconhecer a existência da violência é apenas o primeiro passo. O verdadeiro desafio está em compreender que violência não é apenas aquilo que deixa marcas no corpo, mas também aquilo que corrói silenciosamente a liberdade, a dignidade e a autonomia de milhões de mulheres brasileiras. A pesquisa do Datafolha talvez revele justamente isso: a sociedade brasileira finalmente percebeu a gravidade do problema. Agora precisa compreender toda a sua extensão.
1) Licença … quem diria …
2) O Historiador Nelson de Paula descobriu que a bela Marylin Monroe era membro do Partido Comunista Britânico e o FBI sabia disso…
3) Este ano ela estaria fazendo 100 anos…
Nobílissimo Professor Rocha..
Fico com pena e dó dela….
aquele abraço
https://www.henrymakow.com/
“Ninguém é promovido na grande mídia sem ter uma agenda a cumprir. Ou melhor, sem que seus assessores tenham uma agenda a cumprir. E essa agenda quase sempre envolve enganar as massas ignorantes para que sigam algum tipo de comportamento nefasto.”
Fonte Revista Oeste:
Na votação do Projeto de Lei que endureceu as regras de progressão de pena para crimes hediondos (incluindo estupro), a resistência ao aumento das restrições partiu majoritariamente da bancada de partidos de esquerda. O texto alterou o tempo de cumprimento para a obtenção de benefícios, exigindo 80% da pena.
A proposta teve o voto contrário de 65 deputados, em sua maioria parlamentares filiados ao PT, PSOL, PV, Rede e Avante.
Precisa dizer mais?
A/O Deputad/a/e/i/o/u Erico Milton votou contra as penas maiores para crimes hediondos…
Isso vai de encontro com sua “ideologia” de defesa das mulheres….
Quem a vagabundagem oportunista efetivamente apoia.
https://www.dw.com/pt-br/ir%C3%A3-condena-jornalistas-por-cobrirem-morte-de-mahsa-amini/a-67178448
Vagabundagem, não vermes.
Quem não tem valores universais não tem valor alguma.
Os vermes ficam absolutamente caldos diante disto, e ainda são elogiados por estes bárbaros selvagens sanguinários.
https://agenciabrasil.ebc.com.br/internacional/noticia/2024-03/houthis-condenam-homossexuais-morte-por-crucificacao-e-apedrejamento
Não basta Deolane o elogiando e chamando de painho.
https://www.brasildefato.com.br/2025/06/10/embaixador-houthi-no-ira-elogia-posicoes-de-lula-sobre-gaza-e-pede-relacoes-diplomaticas-com-o-brasil/
Sr. Pedro
Vejam quem são “a favor” das mulheres deste Páis ….
O discurso no palanque é um, o discurso da cartilha comunista é outro…..
PT e Psol votam contra medida que aumenta cumprimento de penas para crimes hediondos
a deputada Erika Hilton (PSOL-SP) votou contra projetos que propunham o endurecimento de penas e o aumento do tempo de cumprimento de pena em regime fechado para condenados por crimes hediondos, incluindo estupro
“Compreender que violência não é apenas aquilo que deixa marcas no corpo.”
Não está além das marcas deixadas no corpo.
Exige enxergar o antes…
Exige enxergar o discurso que fere a dignidade…
Nem tudo se resolve com papel e tinta nem com ferro e fogo.
Na incapacidade de educar as partes, partimos para providenciar tratamentos sintomáticos
Um Estado corrupto e inquisitorial dá brechas para que estelionatárias forjem acusações falsas para extorquirem homens desconhecidos com quem jamais tiveram nenhum tipo de contato.
Condena, persegue e arranca patrimônio lícito de décadas de trabalho de um homem inocente, de sua esposa e dr seus filhos e entrega tudo para uma bandida e mentirosa porque a palavra de bandido vale mais do que todas as provas juntas.
Corrupção + Uso inquisitorial e falso da Lei que atropela a lógica e todas as provas = Crime contra toda a humanidade. Perseguição impune a casais e famílias inocentes.
Injustiça eterna.