
Charge do Nando Motta (Brasil247)
Malu Gaspar
O Globo
Os últimos movimentos do governo de Donald Trump em relação ao Brasil chacoalharam a corrida eleitoral, mas daí a dizer que seu objetivo principal era ajudar Flávio Bolsonaro (PL-RJ) a superar Lula em outubro vai uma distância.
Quem acompanha a política americana — e, a esta altura, quem não acompanha também — sabe que, na agenda de Trump, seus próprios interesses vêm sempre antes de todos os outros, incluindo os de seu país.
TRUMP DITA A PAUTA – A definição do que sejam as prioridades dos Estados Unidos varia bastante naquela cabeça alaranjada, a ponto de um dos debates mais recorrentes entre os especialistas se dar em torno do que exatamente orienta a doutrina geopolítica trumpista. Ficou bastante claro nesta semana, porém, que, embora os Bolsonaros possam ser úteis à estratégia para a América Latina, não são eles que ditam a pauta.
Prova disso é a desorientação que tomou conta da candidatura bolsonarista com o anúncio, na terça-feira, de que o Escritório do Representante de Comércio dos Estados Unidos decidiu propor tarifas de 25% a uma série de produtos que, nas contas do Palácio do Planalto, respondem por um quinto das vendas do Brasil ao país. No mesmo dia, Trump postou em sua rede social uma foto da visita de Flávio à Casa Branca, chamando o filho Zero Um de Jair Bolsonaro de “um jovem inteligente que ama seu país”.
Dias antes, Flávio divulgara a mesma foto como “prova” de que Trump havia atendido a um pedido seu para classificar o Primeiro Comando da Capital (PCC) e o Comando Vermelho (CV) como organizações terroristas. Além de desviar a atenção dos milhões injetados por Daniel Vorcaro no filme sobre seu pai, a medida lhe permitia dizer que Lula, contrário à medida, defende bandido e não quer combater o crime.
CONTRA O PIX – Diante da proposta de tarifaço, porém, quem passou a faturar foi Lula, que espertamente deixou a questão da soberania em segundo plano para acusar Flávio de se aliar a Trump contra o Pix, unanimidade nacional que os americanos puseram entre os motivos para justificar o tarifaço.
Até então, as pesquisas internas das campanhas mostravam que o brasileiro médio achava até boa a ideia dos Estados Unidos combatendo as facções criminosas que aterrorizam a população por aqui. Meter a mão no Pix são outros quinhentos.
Vendo-se nas cordas, Flávio disse que já havia pedido a Trump para não taxar os produtos brasileiros e divulgou uma carta escrita às pressas para ser enviada a Marco Rubio pedindo que não autorizasse a taxação. Mas convenhamos: ou Flávio tem realmente o ouvido de Trump e pode ajudar a derrubar a taxação, ou ele foi apenas um papagaio de pirata pegando carona num anúncio sobre PCC e CV já programado. Como a decisão de Trump sobre as tarifas não veio ainda, seria precipitado cravar uma resposta.
TIRO NO PÉ – O certo é que, a cinco meses da eleição para deputado e senador que pode acabar com sua maioria no Congresso e enfrentando os piores índices de aprovação de seu mandato, Trump está mais preocupado em resolver seus próprios problemas. Nesse contexto, a guerra às drogas é bem mais útil que a do Irã, assim como proteger a economia americana da concorrência predatória.
Além disso, embora as recentes medidas sejam uma vitória da ala capitaneada pelo secretário de Estado, Marco Rubio, não há garantia de que Trump fincará pé nessa posição até julho. Basta lembrar que, há 20 dias, ele recebeu Lula na Casa Branca e combinou um cronograma para a negociação de um acordo bilateral entre os dois países.
OSCILAÇÕES – O que Trump fala não se escreve, e até o que se escreve pode ser revisto a qualquer momento. Como apontaram vários analistas nos últimos dias, o processo decisório em Washington é caótico, e seus rumos variam como biruta de aeroporto. “A ideia de que teremos Trump claramente do lado do Flávio até outubro é apressada e assume que ele tem uma disciplina que não é real”, diz Matias Spektor, professor na Escola de Relações Internacionais da FGV.
Não há dúvida de que Trump pretende forçar o Brasil a seguir suas decisões, como de resto todos os outros países que julgue dever algo a ele e aos Estados Unidos — o que ainda pode tumultuar bastante nosso processo eleitoral. Mas também é fácil ver que atrelar sua estratégia de campanha ao apoio de alguém que não é confiável nem para os principais aliados só pode dar muito errado.
Estamos muito bem.
De um lado um progressista deste naipe.
https://youtu.be/lsD9WHEPrwE?si=9EswCKgyP9FKu8Gr
Do outro um bando de lunáticos que, conservador, pensa poder voltar no tempo ou segurar a marcha inexorável da História e que vêm na família, locus privilegiado, por exemplo da pedofilia, como uma miragem idealista da perfeição e porto seguro de sua viagem na maionese maniqueísta.
Não há solução pro país no lulobolsonarismo.
Nem no Trump, cujo objetivo é hegemonizar a Quarta Revolução Tecnológica.
E o povinho achando que ele dá sua vida para eleger fulano ou sicrano.
Tá de olho é nas terras raras e no potencial de consumo dos mais de 40 milhões de brasileiros que estão fora do mercado .
Mantidos aí por quem os vê como Bloco Reservado Eleitoral.
Trump e Cia atacam o PIX, que é apenas mais uma forma doméstica de pagamento e recebimento entre contas bancárias, e nada mais que isso, mas ele$ nada falam sobre a supremacia do dólar que faz a diferença no mundo todo, que desequilibra a boa convivência entre nações e impede o sucesso da Humanidade, como propõe o Papa Leão XIV. E, no caso do dólar, trata-se apenas de um papel pintado, sem lastro, vendido ao mundo à moda 171, a peso de ouro, metal este que, aliás, já está sendo preferido pelo mundo como reserva financeira no lugar do dólar até então vendido aos borbotões, face à desconfiança total no suposto poderio norte-americano que hj mais parece uma super bomba-relógio financeira prestes a explodir, face ao fim do caminho da plutocracia norte-americana superada pela autocracia chinesa, que diz estar pronta para enfrentar Tio Sam em todos os sentidos, que no bojo do BRICS propõe uma nova moeda para o comércio entre os país do bloco, motivo que levou Trump e Cia à guerra contra os parceiros da China.
Quem tem a moeda padrão, que é o meio de pagamento universal, tá mesmo muito preocupado com PIX, que opera com o Real, moeda podre.
Querem é ver como ele pode ocultar práticas criminosas que desafiam os fundamentos do capitalismo concorrencial.
Trump e Cia atacam o PIX, que é apenas mais uma forma doméstica de pagamento e recebimento entre contas bancárias, e nada mais que isso, mas ele$ nada falam sobre a supremacia do dólar que faz a diferença no mundo todo, que desequilibra a boa convivência entre nações e impede o sucesso da Humanidade, como propõe o Papa Leão XIV. E, no caso do dólar, trata-se apenas de um papel pintado, sem lastro, vendido ao mundão bobão aos borbotões, à moda 171, a peso de ouro, até que, de repente, alertado pelo Papa Leão XIV, passou a usar o próprio metal como reserva financeira no lugar do dólar, face à desconfiança total no suposto poderio norte-americano que hj mais parece uma super bomba-relógio financeira prestes a explodir, face ao fim do caminho da plutocracia norte-americana superada pela autocracia chinesa, que diz estar pronta para enfrentar Tio Sam em todos os sentidos, que no bojo do BRICS propõe uma nova moeda para o comércio entre os país do bloco, motivo que levou Trump e Cia à guerra contra os parceiros da China. https://tribunadainternet.com.br/2026/06/04/aposta-em-trump-expoe-flavio-bolsonaro-a-desgaste-eleitoral-inesperado/#comments