
Política externa transformada em extensão da disputa doméstica
Marcelo Copelli
Revista Fórum
Durante anos, a proximidade com lideranças conservadoras estrangeiras foi apresentada pelo bolsonarismo como demonstração de influência, prestígio e capacidade de articulação internacional. O tarifaço de 25% imposto pelos Estados Unidos sobre produtos brasileiros não inaugurou os questionamentos sobre essa estratégia.
Críticas semelhantes já haviam surgido quando disputas políticas internas passaram a ser projetadas para o ambiente internacional. O episódio, porém, conferiu nova dimensão ao debate ao associá-lo diretamente a potenciais impactos econômicos para o país. Esse é o verdadeiro problema político enfrentado por Flávio Bolsonaro após sua viagem a Washington. Não porque tenha participado da formulação da medida anunciada pela Casa Branca. Tarifas comerciais são instrumentos definidos por governos nacionais segundo interesses econômicos e geopolíticos próprios. Nenhum parlamentar brasileiro possui influência decisiva sobre decisões dessa natureza. O desgaste surgiu em outro plano.
ASSOCIAÇÃO – A coincidência entre a viagem do senador aos Estados Unidos e a imposição de barreiras comerciais contra produtos brasileiros produziu uma associação politicamente desconfortável para um campo que construiu boa parte de sua identidade pública em torno da defesa da soberania nacional.
Na política, fatos e percepções raramente caminham separados. Muitas vezes, a repercussão de um acontecimento é determinada menos por sua origem do que pelo significado que passa a assumir perante a opinião pública. Foi exatamente isso que ocorreu.
Independentemente das razões que levaram o governo americano a adotar a medida, o episódio acabou incorporado a uma discussão mais ampla sobre os efeitos da internacionalização crescente da disputa política brasileira.
ALÉM DAS FRONTEIRAS – A questão não está na manutenção de relações políticas internacionais. Isso faz parte do funcionamento normal das democracias contemporâneas. O ponto de tensão surge quando essas conexões passam a ser associadas à tentativa de ampliar, fora das fronteiras nacionais, conflitos que pertencem ao ambiente político brasileiro.
Durante muito tempo, essa estratégia produziu benefícios evidentes. Para seus apoiadores, reforçava a imagem de um movimento com influência além das fronteiras nacionais. Para seus críticos, representava uma aposta arriscada na busca de apoio externo para fortalecer disputas internas. O tarifaço tornou essa divergência mais visível.
Pela primeira vez de forma tão evidente, a discussão deixou de se concentrar apenas sobre instituições, decisões judiciais ou embates políticos e passou a envolver interesses econômicos concretos. Exportadores, empresas e setores produtivos entraram no centro de uma controvérsia que antes permanecia mais restrita ao debate político.
IDENTIDADE POLÍTICA – É justamente aí que reside a dimensão mais delicada do episódio para o bolsonarismo. Desde sua origem, o movimento transformou patriotismo, soberania e defesa dos interesses nacionais em pilares centrais de sua identidade política. Esses conceitos ajudaram a mobilizar apoiadores, orientar discursos e consolidar uma das narrativas mais poderosas da direita brasileira nos últimos anos.
Por isso, situações que parecem colocar em tensão interesses nacionais e estratégias partidárias tendem a produzir desgaste político. O problema não está apenas nos fatos. Está na dificuldade de conciliar determinadas percepções com uma narrativa construída ao longo do tempo.
A repercussão do tarifaço revelou essa vulnerabilidade. Uma estratégia que durante muito tempo foi apresentada como demonstração de influência passou a ser observada sob uma perspectiva diferente. O debate deixou de girar exclusivamente em torno de acesso, prestígio ou articulação internacional e passou a incluir perguntas sobre prioridades, coerência e responsabilidade política.
PREÇO POLÍTICO – Flávio Bolsonaro viajou aos Estados Unidos em busca de protagonismo político. Voltou associado a uma discussão muito maior do que aquela que pretendia protagonizar. O verdadeiro preço político da viagem não está na tarifa anunciada por Washington. Está no fato de que o episódio ampliou um questionamento que já vinha sendo formulado por adversários e observadores críticos: quais são os limites de uma estratégia que busca projetar disputas domésticas para o cenário internacional?
Quando uma ação concebida para demonstrar influência passa a alimentar dúvidas sobre soberania, prioridades e interesses nacionais, a controvérsia deixa de ser apenas conjuntural. Ela se transforma em um teste de coerência política. E foi exatamente esse teste que o tarifaço colocou diante do bolsonarismo.
Não entendo esta histeria dos jacuínos, a soberania do Estado Narcotraficante está e será preservada. Não há qualquer possibilidade de uma invasão dos EUA pra o exterminar.
Inclusive já deve estar se a adaptando à necessidade de repatriar os “nossos criminosos”, que, muito provavelmente face ao Escudo das Américas e sua designação de terroristas.
A dúvida é que, se diante da futura pressão populacional, o Narcotraficante irá reivindicar território do Estado Cleptopatrimonialista.
Inclusive já deve estar se a adaptando à necessidade de repatriar os “nossos criminosos”, que, muito provavelmente face ao Escudo das Américas e sua designação de terroristas, serão expulsos dos outros países sérios.
Tá tudo dominado, não vos preocupei!
Caspa em cabeça quente vira pipoca.
A incursão do crime organizado na Amazônia e Nordeste, já seria a demarcação da expansão do futuro Território Autônomo?
Números-chave da expansão do crime organizado na Amazônia e no Nordeste
– 344 dos 772 municípios da Amazônia Legal (44,6%) registram presença ou influência de facções criminosas.
– 17 facções criminosas foram identificadas atuando na Amazônia Legal.
– 46 das 88 organizações criminosas mapeadas no Brasil possuem atuação em estados do Nordeste.
O Nordeste concentra cerca de 52% das organizações criminosas identificadas nacionalmente (46 de 88).
A região possui facções nacionais como o Primeiro Comando da Capital e o Comando Vermelho, além de dezenas de grupos regionais atuando em disputas territoriais.
Estados como Bahia, Ceará, Pernambuco e Rio Grande do Norte figuram entre os principais focos de expansão e conflito entre facções.
A taxa de homicídios na Amazônia Legal permanece cerca de 31% acima da média nacional, segundo estudos recentes.
ChatGpt
https://www.facebook.com/share/19GMKoSQJQ/
“Animais já precisaram de advogados de defesa.”
“Na Idade Média, era comum ver animais passando por julgamentos formais em tribunais na Europa.
Insetos, roedores e grandes mamíferos respondiam legalmente por estragos em plantações ou outros incidentes locais. O ponto curioso é que eles tinham direito a testemunhas e até a um defensor público para acompanhar o caso.
Os tribunais da época emitiam sentenças oficiais, incluindo ordens de despejo para que pragas de gafanhotos abandonassem as terras, com tudo registrado em atas jurídicas.”
Isto é que é planejamento estratégico, que falta no Estado cleptopatrimonialista.
Os EUA cantaram a pedra de combate do crime organizado brasileiro há 10 anis, diante da falta de ação do Estado oficial, o Narcotraficante, já buscou expandir seu território para abrigar os futura repatriados.
Principais ações dos EUA contra PCC e CV (com datas)
• Anos 2000 – Início da ampliação do monitoramento das atividades internacionais do PCC e do CV por agências norte-americanas.
• 2010–2020 – Intensificação da cooperação entre EUA, Brasil e países vizinhos para combater tráfico de drogas e lavagem de dinheiro ligados às facções.
• 2023–2025 – Aumento das investigações sobre a expansão internacional do PCC e do CV e suas conexões com redes criminosas transnacionais.
• 2025 – Fortalecimento da cooperação regional após medidas adotadas por países sul-americanos contra as facções.
• 2025–2026 – Estudos e avaliações do governo dos EUA para enquadrar PCC e CV como organizações terroristas.
• 28 de maio de 2026 – Anúncio oficial do governo dos EUA da designação do PCC e do CV como Organizações Terroristas Estrangeiras (FTO) e Terroristas Globais Especialmente Designados (SDGT).
• 5 de junho de 2026 – Entrada em vigor da designação, permitindo bloqueio de ativos, sanções financeiras e criminalização do apoio material às facções.
ChatGpt
Em termos de planejamento estratégico, o estado Narcotraficante dá de lavada no Cleptopatrimonialista oficial.
… há mais de 20 anos.
Quem não estiver satisfeito com a bagaça, que vá pro Paraguai.
E é bom apressar, pois a fila só cresce.
https://www.bbc.com/portuguese/articles/cwyw7696n1zo
Dados, sem inferência … ainda.
– Nordeste: Lula venceu nos nove estados da região em 2022, obtendo suas maiores margens eleitorais nacionais.
– Amazônia Legal: Lula venceu na maioria dos municípios da região, especialmente em cidades pequenas e médias.
“Fraudes”!
o artigo é muito bom na analise da quase inexistente , capacidade de analise, planejamento mínimo e real sentimento de nacionalidade, por parte da famiglia e seus fanáticos ceguidores.
a canalhice do patriotismo raquítico e raso quase tudo encobre, menos o essencial: é apenas a ação de marketing disponivel( pela obtusidade, infantilidade e ideologias doentias de nossa esquerda) e assim poderia ser usado livremente para pavimentar o caminho da felicidade do poder e fortuna do clã.
a repulsa sentida por grande parte da populacao, que sente na carne, no passado, no presente e no horror supremo, no futuro, os efeitos da devastação da pseudo esquerda, obviamente facilitou e facilita um discurso de pura oposicao, sem necessidade de qualquer fundamento teorico e com perspectivas de realização.
este inferno astral de flavio e toda sua turma, era prevudivel afinal o velho ditado nao perde o efeito: malandragem quando é demais, um dia engole o malandro.
mas faltou no artigo( para mim) a analise das acoes de lula, do pt, do governo e da parte expressiva da mídia, pseudo intelectuais e parte da populacao bovinamente aplauditiva e apoiativa.
as constrangedoras e repetidas bravatas de lula, assumindo claramente a figura de bêbado fanfarrão de boteco decadente, nao tiveram nenhuma influencia nas ações de trump?
nao era comentário cirrenye qye as bravatas e dancinhas de maduro, conyribuiram para seu fim?
e as de nosso bufão, alem de delirio do gado ( sim está na hora de chamar esta massa remunerada que tudo aplaude de gado) manchetes ridiculas de nacionalismo doente de mofado anti imperialismo e destruicao da ja refuzida capacidade de protagonismo diplomatico?
eu, tenho vergonha imensa, raiva por ter ajudado a criar ums figura e um sistema tao rasos, tao primitivos e tao destruidores.
infelizmente seus enormes e profundos tentáculos, serão muito difíceis de eliminar e seu
unico legado extra corporis, sera a consolidacao de outro monstro de cor trocada, mascaras de outro brilho, mas apenas a oiyra face desta destruicao de uma nação.
O remédio, em:
https://www.facebook.com/share/v/1BQYbU8Uzg/
NA VERDADE, O EPICENTRO da motivação para a criminalidade assustadora, generalizada, espalhada no mundo todo, em todos os segmentos sociais, inclusive na política, como denunciada pelo Papa Leão XIV, ao qual os loucos, suas quadrilhas e cúmplices, arvorados em donos do mundo, não querem dar ouvidos e nem voz, é uma só, tal seja o próprio EUA com a sua loucura compulsiva por dinheiro, poder, vantagens e privilégios, sem limite$, imposta à Humanidade com a sua plutocracia putrefata, com jeitão de cleptocracia e ares fétidos de bandidocracia, fantasiada de democracia apenas para locupletar espertos e ludibriar a cognição de inocentes úteis, copiada mal e porcamente no Brasil há 136 anos, pela república do militarismo e o partidarismo, politiqueiro$, e seus tentáculos velhaco$, que restaram superadas pela autocracia chinesa que levou Trump à loucura de deflagrar uma espécie de guerra preliminar contra todos os parceiros da China, que pode chegar à terceira guerra mundial, atômica, com Rússia e China na alça de mira, com o Brasil pagando o pato por ser o B dos BRICS, a nosso ver. Que classifiquem os criminosos como quiserem, mas, pelo amor de Deus, não venham trazer mais loucuras e encrencas políticas, histéricas e estéreis, para um país já repleto de encrencas carente isto sim de uma mega solução, via evolução, séria, responsável, verdadeira, autêntica, redentora, como imaginamos seja a Democracia Direta, com Meritocracia e Deus na Causa, adiante da plutocracia norte americana e da autocracia chinesa, uma possível nova via Política genuinamente brasileira em prol do sucesso da Humanidade. https://www.gazetadopovo.com.br/republica/diretor-da-pf-critica-decisao-dos-eua-sobre-pcc-e-cv-e-defende-prisao-de-foragidos/?utm_source=facebook&utm_medium=midia-social&utm_campaign=gazeta-do-povo