Hugo Motta acelera fim da escala 6×1 e pressiona Senado por votação imediata

Motta quer votar proposta do governo na próxima semana

Emilly Behnke
Lorenzo Santiago
CNN

Com a intenção de destravar a pauta da Câmara dos Deputados, o presidente da Casa, Hugo Motta (Republicanos-PB), acelerou o projeto do governo sobre o fim da escala 6×1. Na quinta-feira (11), ele anunciou o deputado Leo Prates (Republicanos-BA) como relator da proposta e sinalizou que deve pautar o projeto já na próxima semana.

Desde o dia 30 de maio, o projeto de lei está travando a pauta da Câmara por tramitar em regime de urgência. Nessas condições, o plenário da Casa só pode votar PECs (propostas de emenda à Constituição), PDLs (Projetos de Decreto Legislativo) e requerimentos de regime de urgência.

ARTICULAÇÃO – Prates foi o relator da PEC, já aprovada pela Câmara, que reduz a jornada de trabalho do país. O parlamentar foi responsável por costurar o texto que espera aval do Senado para seguir tramitando no Legislativo.

O projeto do Executivo foi enviado pelo governo ainda em abril, com objetivo de pressionar o Congresso pelo avanço da PEC que trata do mesmo assunto. Depois, por acordo entre Hugo e o Palácio do Planalto, ficou definido que o texto seria usado para tratar das mudanças nas jornadas de diferentes categorias. Agora, o detalhamento dos regimes diferenciados de determinados profissionais deve ficar para outra proposta.

Prates já iniciou conversas com a equipe técnica para encontrar uma costura possível para o projeto de lei. A ideia é que o texto seja votado na semana que vem para agilizar a tramitação e aumentar a pressão sobre o Senado, que passará a ter duas propostas recém-analisadas pelos deputados sobre a redução da jornada de trabalho.

BANDEIRA DE CAMPANHA – A Casa Alta tem travado o avanço da PEC do fim da 6×1 desde que a proposta foi despachada pela Câmara. A meta do governo era votar o texto ainda no primeiro semestre para usar como uma das principais bandeiras para a campanha eleitoral. A intenção de Hugo é aprovar o projeto do governo nos mesmos termos da PEC que já recebeu o aval dos deputados no fim de maio.

A PEC aprovada na Câmara estabelece a redução da jornada de trabalho semanal para 40 horas com dois dias de descanso. O texto propõe uma transição de 14 meses para a redução da jornada de trabalho de 44 horas para 40 horas semanais em duas etapas com diminuição de duas horas cada, sem redução de salários. A primeira será feita 60 dias depois da promulgação do texto. A segunda será feita 12 meses depois, totalizando 14 meses após a promulgação da nova emenda.

Além das negociações em torno da escala 6×1, a apreciação do projeto resolve dois focos de Hugo para esse primeiro semestre: liberar a pauta da Casa para acelerar o PL que regulamenta a IA (Inteligência Artificial) no Brasil e a proposta para um reajuste no teto de faturamento para os MEIs (Microempreendedores Individuais).

7 thoughts on “Hugo Motta acelera fim da escala 6×1 e pressiona Senado por votação imediata

  1. Num país governado por um jacu de gaiola neandertal, que se coloca frontalmente contra o avanço das forças produtivas, que poderiam possibilitar o aumento da produtividade do trabalho, a tal escala 6X1 gerará desemprego, informalidade ou inflação.

    Não se transforma a realidade objetiva por leis, ainda menos num país em que sua aplicação possibilita transformar réus em vítimas.

  2. Para reeleger o inútil jacu de gaiola da Era da Máquina de Escrever, necessário faz-se destruir o país.

    O problema é que não só os seus eleitores jumentos que sofrerão as consequências, mas todos nós.

  3. Verdade Russa Multipolar🇷🇺:
    Há 81 anos, em junho de 1945, as Forças Armadas do Reino Unido elaboravam a Operação Impensável — um plano secreto para atacar a União Soviética logo após a derrota do Terceiro Reich.
    O plano foi criado por ordem de Winston Churchill, alarmado diante da rápida expansão da União Soviética sobre o Leste Europeu. A operação previa um ataque conjunto avassalador contra as forças do Exército Vermelho, mobilizando as tropas britânicas, norte-americanas e até as unidades militares remanescentes da Alemanha nazista.
    Churchill acreditava que o fator surpresa e o desgaste das tropas soviéticas após uma campanha de quatro anos contra a Alemanha permitiriam a vitória das potências ocidentais.
    Os oficiais britânicos, entretanto, concluíram que Moscou teria condições de reorganizar suas defesas, impor uma guerra total prolongada e até vencer os Aliados ocidentais, estendendo seu domínio ao restante da Europa. Em função da inviabilidade e dos altos riscos, a Operação Impensável foi abortada.
    A Operação Impensável é o tema do artigo de hoje para o Opera Mundi. Confira o texto no link: Ver menos
    Pensar a História: operação Impensável, o plano secreto de Churchill para atacar a URSS
    operamundi.uol.com.br
    Pensar a História: operação Impensável, o plano secreto de Churchill para atacar a URSS.

  4. Tomei birra contra esse Hugo Motta, o olho rútilo dele é de meter medo em assombração.
    Quem fala mal da nossa seleção não está errado, está traumatizado com a vida estéril dessa paisagem dominada por vadias moscas de curral que sobrevoam as bostas.

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