Charge do Nando Motta (Brasil 247)
Roseann Kennedy
Estadão
A história política do País registrou um capítulo irônico na última terça-feira, 16. Ao ser condenado por unanimidade no Supremo Tribunal Federal (STF) por coação de ministros no curso do processo sobre a tentativa de golpe de Estado, o ex-deputado Eduardo Bolsonaro (PL-SP) consolidou seu papel de “camisa 10” no time do presidente Lula.
De forma involuntária, o filho “Zero Três” do ex-presidente Jair Bolsonaro transformou-se em um grande cabo eleitoral do petista. Além de presentear Lula com o discurso em defesa da soberania nacional, ele ainda corre o risco de tirar a próprio família de campo.
AGENDA NO EXTERIOR – Curiosamente, enquanto Eduardo era sentenciado a 4 anos e 2 meses de prisão — acusado de articular, nos Estados Unidos, sanções contra o Brasil e ministros do STF —, o presidente Lula cumpria agenda no exterior justamente propagando a bandeira da soberania nacional.
O resultado do julgamento no STF tem potencial para prejudicar mais a pré-candidatura do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) à Presidência da República. Eduardo sempre foi o principal fiador do nome do irmão no grupo político, a despeito de todas as críticas e das sinalizações de que uma chapa de centro-direita teria mais força para enfrentar Lula.
Vivendo em uma espécie de mundo paralelo nos Estados Unidos, Eduardo acabou colando a imagem do irmão às ameaças de um novo “tarifaço” americano contra produtos brasileiros, sobretudo após articular o recente encontro de Flávio com Donald Trump. Essa associação afasta o eleitor independente — que deve decidir o pleito deste ano —, uma vez que o teto dos votos radicais já está estabelecido.
SABOTAGEM INTERNA – Aliados que circulam no núcleo duro do bolsonarismo e da pré-campanha já identificam um movimento de sabotagem interna para que Flávio desista da disputa eleitoral de 2026.
É claro que a pressão está muito mais associada ao seu derretimento nas pesquisas após as revelações de conversas em que pedia dinheiro ao banqueiro Daniel Vorcaro, além do temor de novos escândalos. Contudo, a condenação de Eduardo joga combustível na crise. Os primeiros passos, segundo apurou a Coluna, sinalizam uma tentativa de viabilizar o nome do senador Rogério Marinho (PL-RN) para substituí-lo.
Ou seja, embora a bolha bolsonarista aposte em uma espécie de “VAR” jurídico para virar o jogo — forçando um paralelo do caso de Eduardo com o desfecho do julgamento de Carla Zambelli na Corte italiana, que apontou a parcialidade do ministro Alexandre de Moraes —, o risco real é de o grupo imitar a seleção da Itália: ver os Bolsonaros fora desta “Copa” eleitoral.
De narrativa em narrativa, sabotadores, vão perdendo o que restaria de juízo.
Ex-sindicalista Jaques Wagner vive como milionário em Salvador
Prédio onde. mora o petista que adora os luxos da burguesia tem píer privativo e teleférico para a Baía de Todos-os-Santos
O imóvel de R$2,5 milhões em Salvador, que teria sido negociado como propina para o líder do governo Lula (PT) no Senado, Jaques Wagner, vale dez vezes menos que O APARTAMENTO DE LUXO NO EDIFÍCIO MANSÃO VICTORY TOWER, ONDE MORA O SENADOR JAQUES WAGNER.
FICA NO CORREDOR DA VITÓRIA, METRO QUADRADO MAIS CARO DE SALVADOR.
APARTAMENTO COMO O DE WAGNER PODE CUSTAR MAIS DE R$20 MILHÕES. O PRÉDIO DO COMUNA QUE ADORA OS LUXOS DA BURGUESIA TEM PÍER PRIVATIVO E TELEFÉRICO PARA A BAÍA DE TODOS-OS-SANTOS.
Difícil é explicar como um sindicalista do PT, que chegou na Bahia com a mão na frente e outra atrás, acumulou patrimônio milionário na política.
Wagner disse que a Bahia “tem muro baixo”. Outra lorota: a espetacular Mansão Victory Tower, onde mora, é protegida por muros altíssimos.
O líder de Lula disse que seria para sua filha o tal apê de R$2,5 milhões, de 203m, praticamente uma quitinete para os padrões de luxo do petista.
Fonte: Diário do Poder, Política, 19/06/2026 0:29 Por Claudio Humberto
Jornalista mais Militante de Lula do que essa não existe, dá nojo. Vomita Brasil !