
Charge do Clayton (O Povo)
Bernardo Mello Franco
O Globo
Amizade não tem preço, diz a música de Tim Maia. Na política, há controvérsias. Daniel Vorcaro desfilava como amigo do peito de figurões da República. Retribuía o afeto com festas, mesadas, voos de jatinho e outras benesses.
A ternura transbordava da relação entre o banqueiro e Ciro Nogueira. Em conversa com a namorada, Vorcaro descreveu o senador como um de seus “grandes amigos de vida”. Os dois viajaram juntos para Paris, Nova York, Lisboa e Courchevel. Quando o dono do Master sumia, o presidente do PP se dizia com saudade.
PALAVRAS DE CARINHO – O dono do Master também ouvia palavras de carinho de Cláudio Castro, o ex-governador do Rio. “Você é meu amigo, não conta”, escreveu o bolsonarista, ao receber elogios a seus dotes de cantor. “Amigo, foi uma experiência incrível”, derramou-se, depois de um banquete às custas de Vorcaro.
Para Flávio Bolsonaro, o banqueiro parecia ser mais do que um amigo. “Irmão, estou e estarei contigo sempre”, escreveu o senador, após a primeira temporada de Vorcaro no xadrez. Solidário, ele foi visitá-lo na prisão domiciliar, quando o anfitrião era monitorado por uma tornozeleira eletrônica.
Na primeira tentativa de fechar uma delação premiada, o dono do Master tentou justificar seus atos de corrupção como meras demonstrações de amizade. A Polícia Federal rejeitou a conversa. Em relatório, afirmou que as relações do banqueiro com políticos eram pautadas pela “convergência de interesses ilícitos”.
SEM RESTRIÇÕES – A operação de ontem mostrou que a turma não fazia restrições ideológicas. Sócio de Vorcaro, Augusto Lima chamou o senador Jaques Wagner de “amigo” ao presenteá-lo com ingressos para um show da cantora Taylor Swift. Na tentativa de explicar as benesses, o petista expôs a intimidade com o banqueiro ao tratá-lo pelo apelido de “Guga”.
Fora dos palcos, o autor de “Não quero dinheiro” expunha uma visão nada romântica dos poderes da grana. “É todo mundo roubando. É o bispo, é o padre, é o sacristão, é o macumbeiro, é o presidente, é o deputado, é o cineasta”, filosofou Tim Maia, em documentário de 1987. “O mundo só vai ficar legal depois que terminar o dinheiro. Porém, que não me falte nenhum antes de terminar, entendeu?”, concluiu.
Como foi árdua a construção da legalização e constitucionalização da corrupção ao ponto de que possamos bradar que os mafiosos sejam “nossos criminosos”.
https://www.youtube.com/watch?v=jDN1tt_0wcY
Malgrado as traições.
https://www.bbc.com/portuguese/brasil-54472964
O sapo deu sua carcunda pro escorpião atravessar o rio.
Tão boãozim.
Ser corrupto já é uma tragédia mas esses que não precisam de dinheiro merecem o “fuzilamento”. Num país tão desigual essa corrupção toda é ABOMINÁVEL! Vindo da classe política se torna uma traição inominável!
Antigamente havia uma chamada leitura dinâmica pra ler rapidamente longos textos para buscar-lhes seus fundamentos argumentativos.
Mas, hoje, dada a mediocridade e submissão dos articulistas a interesses muito rasteiros, estando a milhões de quilômetros de distância das fontes primárias, ou se próximos, a desprezam, é perder tempo ler seus rabiscos. Ainda que seja uma passada d`olhos é perder precioso tempo de vida.
Se fosse à época da mídia impressa, pelos menos serviria como papel higiênico.
Não sei o que mais foi destruído por Lula e seu Aparato, se a Justiça, Democracia, República, Academia, Movimentos Sociais ou a Economia.
A lista é tão exaustiva que descrever item a item, é impossível.
O efeito é atômico.
Uma segunda reunião entre Flávio e Vorcaro
Não foi só no fim de novembro de 2025 que Flávio se reuniu com Daniel Vorcaro, num encontro assumido pelo Rachadinha, que foi à casa do banqueiro em São Paulo para, segundo ele, “dar um ponto final” nas negociações em torno do financiamento de R$ 134 milhões para o filme “Dark horse”.
Houve outras conversas presenciais.
Pelo menos uma delas ocorreu ainda no primeiro semestre do ano passado (2025). O local foi a mansão que Vorcaro alugava em Brasília. Foi um encontro a dois. Tratava-se, portanto, de uma casa eclética em matéria de convidados.
O imóvel chegou a receber também Moraes, algoz do pai de Flávio.
Fonte: O Globo, Opinião, 21/06/2026 05h40 Por Lauro Jardim
Senhor JOSE PEREZ , a morte para essa gente corrupta é ” refresco e natural ” , sendo que ter as mãos ” decepadas ” , é punição e castigo exemplar e permanente , lembrando aos pretendente a corruptos e corruptores o que os espera , quando pegos , além de proibirem seus herdeiros até a quinta geração de acessarem os bens , até que provem a origem dos bens deixados por seus patriarcas x matriarcas e benfeitores .
E os canalhas não citam Jacques Wagner e – claro que tem a ver – o Ladrão™. Por quê ?
https://www.estadao.com.br/politica/dialogo-de-vorcaro-cita-jaques-wagner-como-intermediario-para-recado-a-lula-indica-pf/