
Friedman diz que o modelo de negócio é para provocar
Lucas Altino
O Globo
Vencedor de três prêmios Pulitzer, o mais importante do jornalismo mundial, o americano Thomas L. Friedman criticou o papel das redes sociais que, na sua visão, contribuem para os ataques à confiança e à verdade — pilares fundamentais das democracias.
Para o colunista de política internacional do New York Times, as plataformas contribuem para descredibilizar as instituições ao permitirem a relativização da informação checada e verdadeira e, assim, se tornam ambientes que intensificam a polarização extrema.
PROVOCAÇÃO – “As redes sociais são inimigas da verdade e da confiança. O modelo de negócio deles não é te informar, é te provocar”, afirmou Friedman, em aula magna durante o XIV Fórum de Lisboa, promovido pelo IDP, pelo Lisbon Public Law (LPL) e pela FGV Justiça. “A democracia assenta na verdade e na confiança. Sem elas não conseguimos resolver problemas”, afirmou.
O fórum, organizado pelo ministro Gilmar Mendes, do Supremo Tribunal Federal (STF), reuniu juristas, economistas e políticos, da América Latina e Europa. O evento, que nos últimos anos foi alvo de críticas pela presença de autoridades dos três Poderes e pelos patrocínios, discutiu temas que vão da inteligência artificial e big techs a política internacional e futuro da ciência.
“SEGUNDO BIG BANG” – Sobre IA, Friedman costuma usar a expressão “segundo Big Bang” para definir a ruptura que o homem experimenta. “O homem criou a inteligência artificial que supera a capacidade do cérebro humano, alterou o clima, criou o ciberespaço como uma nova galáxia, dividiu o átomo, que pode destruir o mundo, inventou a aprendizagem profunda e aproxima-se do momento em que terá computação quântica, fusão energética e IA em simultâneo”, elencou o jornalista, que defendeu colaboração entre EUA e China para criar legislações.
“Ou aprendemos a colaborar com ela, ou seremos o seu animal de estimação. A única maneira de lidarmos com a IA é se ambos países construírem legislação e ética em conjunto. Se não o fizerem, haverá um problema sério com os dados e com quem os detém”, afima.
VENCEDOR DO NOBEL – Avanço tecnológico aliado a instituições confiáveis também permeou a aula magna do economista Joel Mokyr, professor da Northwestern University e vencedor do Prêmio Nobel de Ciências Econômicas em 2025. Ao analisar os fatores que historicamente sustentam o crescimento econômico dos países, Mokyr destacou que prosperidade depende da combinação desses dois fatores. Segundo ele, a incorporação tecnológica depende da confiança nas instituições, pois garante que as informações produzidas e repassadas são fidedignas.
Mokyr ressaltou ainda o papel da ciência como motor da inovação e alertou para ameaças democráticas promovidas pelo populismo e pela xenofobia, muitas vezes baseados em desinformação e preconceito, que comprometem o ciclo de inovação. Por isso, o fortalecimento das instituições é essencial para a preservação da democracia, disse.
“É provável que a política populista jogue fora o progresso junto com o elitismo, e geralmente o substitua por uma elite muito pior. Uma das maneiras pelas quais a tecnologia e a ciência avançam é por meio da migração de pessoas para os lugares onde elas podem ser mais produtivas”, afirmou o economista, que deu o exemplo do Vale do Silício, nos EUA, onde imigrantes têm desempenho acima da média.
AMEAÇA – A xenofobia também foi tema da fala de Luis Neves, Ministro da Administração Interna de Portugal, que colocou a massificação das fake news, os crimes de ódio e o populismo como os “grandes focos de ameaça à nossa forma de vida”, baseada no respeito pela diversidade.
“Há uma deturpação ocorrida nos últimos anos, principalmente no período pós-pandemia, e que ainda não encontramos o antídoto para combater. Essa é uma área onde se alavancam caminhos do populismo, sustentado na massificação de fake news”, disse.
COMBATE ÀS FAKE NEWS – O ministro elogiou as ações brasileiras de combate às fake news, que são os instrumentos do discurso de ódio, frisou. “Sei que o Brasil tem feito um grande percurso nessa temática, de redução curta e rápida daquilo que é esse tipo de comunicação”, afirmou.
Ex-diretor da Polícia Judiciária de Portugal, Neves também falou de tecnologia sob o ponto de vista da segurança pública. Ele cobrou maior equilíbrio entre o direito à privacidade e as investigação de crimes cibernéticos, como pornografia infantil. Segundo o ministro, o lobby das big techs impede o acesso a conversas encriptadas
METADADOS – “Parece que há permanente vigilância sobre a privacidade (por parte do estado), e isso é absolutamente falso. Apenas uma pequeníssima parte de telefones podem ser interceptados, se houver suspeita de crime grave, com crivo do juiz”, disse Luís Neves, que se queixou ao Parlamento Europeu sobre a impossibilidade de se acessar os metadados das redes sociais.
“Só há liberdade se houver segurança e só há segurança se cada um de nós estiver disposto a abdicar muito pouco da nossa privacidade. É a única forma de termos esse equilíbrio”, finalizou.
Não se fala mais em fim da corrupção como projeto de governo
É como se dissessem: como todos são ladrões, quem rouba menos tem vantagem.
É preciso recuperar a noção de ética para servidores públicos
Os petistas agora fazem uma conta estranha: quantos bolsonaristas estão envolvidos no escândalo do Banco Master, e quantos petistas estão na mesma situação? Como se quem tenha menos indiciados ou investigados por corrupção leve vantagem sobre o outro grupo.
Não se fala mais em fim da corrupção como projeto de governo. É como se dissessem: como todos são ladrões, quem rouba menos tem vantagem. Parece briga de crianças: “Foi ele quem começou”.
Perdeu-se o pudor, justifica-se tudo como se fosse normal ter coleção de relógios de luxo, símbolo internacional de ostentação dos novos-ricos, ou aceitar carona em jatinhos e pagamentos de diárias em hotéis.
Guardar dinheiro vivo, de preferência em moedas valorizadas — dólar ou euro —, é normal. O ex-deputado Geddel Vieira Lima tinha malas de dinheiro num apartamento em que ninguém morava.
É preciso recuperar a noção de ética para os servidores públicos, sejam deputados, senadores ou ministros dos tribunais superiores.
Ministros aceitam pegar carona em jatinhos particulares para ver jogos de futebol em camarotes especiais e posam para fotografias sorridentes.
Participam de empreendimentos, mas por que não revelam seus ganhos? Por que, quando surgem informações de negócios nebulosos, não contrapõem às críticas documentos que mostram a legalidade?
É o caso do financiamento do filme sobre Bolsonaro, teoricamente financiado por Daniel Vorcaro. Cadê o contrato? Cadê os comprovantes de gastos? Por que fazem financiamento privado sem documentos que provem que ele realmente existiu?
A triste conclusão é que nossa organização institucional está entranhada pelos vícios da corrupção, e seus representantes não se preocupam com isso.
Um político importante, presidente de partido, acusado de diversos desvios de conduta, aparecer despudoradamente no dolce far niente de Ibiza, na costa mediterrânea da Espanha, é sinal de perda de noção do que seja um servidor público.
Os acordos por debaixo dos panos são comuns aos partidos políticos. Na Bahia, o escândalo do ex-governador Jaques Wagner parece não existir, pois seu principal adversário, o ex-prefeito de Salvador, candidato ao governo do estado, também tem lá suas ligações com o Banco Master. Fica-se, então, nessa disputa de quem “rouba menos”.
Antigamente era o “rouba, mas faz”. Nada mudou no horizonte, só que, hoje, devido aos avanços tecnológicos, fotos, vídeos, gravações são mantidos “nas nuvens”, onde a Polícia Federal vai buscar informações valiosas que revelam o passado que gostariam de esconder.
O cansaço dos eleitores é evidente pela rejeição dos dois candidatos mais conhecidos e bem votados: o quarto mandato de um contra o segundo do outro grupo.
Não há novidades à frente, não há esperanças a estimular. Mais do mesmo, a abrir caminhos para novidades como o candidato Renan Santos, do Missão, que aparece com 10% de escolhas em São Paulo e tem o tamanho de ex-governadores da direita tradicional.
Cresce no eleitorado, sobretudo jovem, com a autodefinição: “Sou Milei na forma e Bukele no conteúdo”.
Fonte: O Globo, Opinião, 23/06/2026 04h30 Por Merval Pereira
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Fonte: O Estado de S. Paulo, Política, 23/06/2026 | 08h53 Por Luiz Vassallo e Marcelo Godoy / Fausto Macedo
O livro “A Máquina do Caos” descreve bem o poder das redes sociais e o quão mal podem fazer. O jornalista pede colaboração entre os EUA e China para haver uma legislação e ética em relação à IA, mas isso parece inviável, hoje.
O jornalista escreveu um livro chamado “O Mundo é Plano”, bastante interessante (mas otimista em demasia) e alguns que leem somente o título e que acreditam que o mundo é plano no sentido físico, dirão que ele concorda com a tese deles.
O POVO apartidário, avesso à maldita polarização política nefasta que tanto inferniza e infelicita a vida da Humanidade, quer apenas saber se existe entre o céu e a terra algo diferente, melhor, mais evoluído, mais humano e mais alvissareiro do que isso tudo que aí está há séculos, ora representado e imposto erga omnes pela plutocracia putrefata norte-americana e pela autocracia chinesa ? DR. GILMAR, a vista da sua vasta experiência, é sempre um bom convidado. TODAVIA, o que tem causado espécie ao conjunto da população não é a sua presença no Roda Viva mas é isto sim o fato de a imprensa falada, escrita e televisionada não dar vez e nem voz a ninguém do povo do lado de fora do cercado do sistema partidário, digo, ninguém com projeto próprio, novo e alternativo de política e de nação, que vai além das cercanias partidárias, fato que passa a impressão de que ela, a imprensa, é mais conservadora do sistema do que o próprio sistema que ela tb manipula em benefício próprio, arvorada em dona da liberdade de expressão, gerente do establishment conservador, por isso inimiga capital, fidagal e radical da Internet e das redes sociais, suas concorrentes diferenciadas e rivais naturais, sistema esse tipo navio furado no qual o povo entra apenas de gaiato, como bucha de canhão e massa de manobras dos seus operadores, não obstante ser a democracia de verdade, na teoria, o poder e governo do povo para o povo, portanto credor da finalidade precípua do Estado, via Constituição, que é a consecução do bem comum, dever de todos, e todas, de buscar incansavelmente até encontrar a melhor forma de realizá-lo, busca essa que não pode ser cerceada por forma nenhuma de factoide, blá-blá-blá, gogó e trololó, desprovida do borogodó que convém ao conjunto da população. Neste sentido, o povo apartidário quer apenas saber se existe entre o céu e a terra algo diferente, melhor, mais evoluído, mais democrático, mais humano e mais alvissareiro do que isso tudo que aí está há séculos ora representado e imposto erga omnes pela plutocracia putrefata norte-americana e pela autocracia chinesa ? https://www.facebook.com/reel/1811965686853574
Thomas Friedman é um escritor e jornalista famoso. Mais um, pelo que se vê, que embarca nesse movimento de humanizar as redes sociais.
Mas eu me pergunto por que o Gilmar Mendes se compromete com essas atividades no exterior (nas oropas!). Ora, o Brasil está numa merda danada (atrasado, pobre, com um sistema judiciário e político corrupto) e o juiz, para se promover, ganhar diária fora de sede e dar umas voltinhas pela Alemanha, tem tempo e permissão para organizar meetings internacionais.
O país não precisa desses intelectuais Marias Antonietas. Para que servem essas discussões internacionais quando não fazemos nem mesmo nosso dever de casa?
As Redes Sociais, com defeitos e virtudes, expuseram as chagas dos Desgovernos Esquerdopatas que através de dados mentirosos sustentam uma Nação subserviente a suas ideias e com a miséria e a fome destruindo suas bases Familiares. Estou lendo Entrevistas e Artigos de Cientistas sobre o que a Covid provocou na vida do Cidadão em todas as partes do mundo sob a Ditadura e Desvios das Organizações de Saúde e seus Militantes que ficaram Ricos com o Terror que pregaram no mundo. Ontem Jornalistas Europeus falam que dentro dessas Pesquisas esse Grupo de Pesquisa vão pedir aos países os Atestados de Óbitos e Laudos Médicos para a comprovação se a Mortes foram de Covid ou foram Pesquisas Políticas para tocar terror e subjugar os Cidadãos, e, o Brasil foi citado como dados sem segurança e estes dados vão ter que serem fornecidos por quem totalizou essas contas de mais de 700.000 mortos, dados preocupantes para os Cientistas Internacionais. Quem vai fornecer esses dados somente com Planilhas do “data isso ou data aquilo” se preparem, vão pedir Laudos Médicos e Atestados de Óbitos com Legitimidade Médica e Medicinal. Cedo ou tarde as Redes Sociais disseminando informações mostraram o quanto elas podem ajudar a mudarmos o caos da Cidadania que a Implantação de Ditaduras escondem, empobrecem, escraviza e mata uma Nação toda em nome de uma “CleptoDitaduraDemocrática” , vide o 08 de janeiro e os Atos Inconstitucionais do Judiciário. Se houver Censura no Brasil o povo nem precisa ir às urnas, os Poderes já terão seu Presidente Eleito e continuaremos rumando para o além do fundo da lama do fundo do poço. Na Administração Pública, isso é Lei por inteiro, todos os Poderes, os Três, são OBRIGATORIAMENTE AUDITÁVEIS, e o Poder que se arvora ser INAUDITÁVEL, confessa que pratica impunemente GESTÃO CRIMINOSA E TEMERÁRIA. A CENSURA É A MÃE E O PAI DAS DITADURAS !
QUE LIBERDADE É ESSA, SE A LÍNGUA É ESCRAVA ? (HERÓI DA PÁTRIA BRASILEIRA, FREI JOAQUIM DO AMOR DIVINO CANECA )