Após crise pública, Bolsonaro pede a Flávio que encerre embate com Michelle

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  1. Washington ronda a política brasileira: Flávio busca apoio de Trump contra Lula

    A história parece querer se repetir, só não sabemos ainda se como farsa ou como tragédia

    Desde a crise que culminou no golpe militar de 1964, dificilmente um político brasileiro expôs de forma tão explícita sua subserviência a autoridades dos EUA durante uma disputa política interna quanto Flávio.

    Entretanto, as circunstâncias históricas são distintas. O mundo já não vive a Guerra Fria, o Brasil é uma democracia e as relações entre Brasília e Washington são marcadas por interdependência econômica.

    Ainda assim, os acontecimentos recentes recolocaram em debate a influência externa sobre os rumos da política brasileira. O episódio ganhou dimensão eleitoral após a visita de Flávio a Washington.

    Rubio deixou claro que permanecem “divergências substanciais” entre os dois países nas áreas de comércio digital, sistemas de pagamento eletrônico, propriedade intelectual, acesso ao mercado de etanol, combate ao desmatamento ilegal e tarifas preferenciais.

    Mas agradeceu a Flávio pela “generosa oferta de colocar uma equipe de transição à nossa disposição caso o senhor seja eleito”.

    Mas deixou evidente também que os governos dos EUA mudam, mas os interesses estratégicos permanecem. Ao agradecer a Flávio, Rubio confirmou a continuidade das medidas comerciais contra o Brasil.

    Trump comemora a eleição de governos de direita na América Latina, na expectativa de que isso contenha a presença comercial da China. Estabeleceu-se um cinturão conservador nas fronteiras do Brasil, agora formado por Argentina, Paraguai, Bolívia, Peru e Colômbia. A comparação com 1964 é inevitável.

    Ao longo das décadas de 1950, 1960 e 1970, além do Brasil, a CIA também participou de golpes na Argentina, na Bolívia, no Chile, no Paraguai, no Uruguai e no Peru.

    A história parece querer se repetir, só não sabemos ainda se como farsa ou como tragédia.

    Fonte: Correio Braziliense, Eleições, 28/06/2026 – 10:30 Por Luiz Carlos Azedo

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