
Michele acusou enteados de promoverem ataques “coordenados”
Letícia Pille
O Globo
A ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro deixou de seguir nas redes sociais o deputado federal cassado Eduardo Bolsonaro (PL-SP) e o ex-vereador Carlos Bolsonaro (PL-RJ), ampliando os sinais de desgaste com os filhos do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) poucos dias após tornar públicas divergências com o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ).
O gesto de Michelle de deixar de seguir Eduardo e Carlos ocorre poucos dias após a ex-primeira-dama acusar os dois de atuarem de forma coordenada durante a crise aberta com Flávio. No vídeo publicado na semana passada, ela afirmou que as críticas começaram depois de o senador sair publicamente em defesa do deputado André Fernandes (PL-CE), em meio ao impasse sobre a candidatura ao Senado no Ceará.
“Vi as postagens do Flávio contra mim nas redes sociais. Palavras duras, tom agressivo, defendendo o André Fernandes e, em consequência, apoiando a aliança com o homem (Ciro Gomes) que chamou a ele, a mãe e a seus irmãos de corruptos e de ovos de serpentes”, afirmou.
OFENSIVA – Na sequência, Michelle disse que os ataques se estenderam aos outros filhos do ex-presidente e sugeriu que a ofensiva teria sido articulada previamente: “E não foi só ele. Os irmãos vieram juntos, de forma coordenada, com textos bem parecidos uns com os outros. Pareceu combinado, premeditado”.
A ex-primeira-dama também afirmou ter esperado um contato reservado de Flávio antes de o senador levar o embate para as redes sociais. “Peguei o telefone, procurei mensagens do Flávio, procurei uma ligação perdida, procurei qualquer sinal de que ele tinha tentado falar comigo antes de falar para o Brasil”, disse.
A crise teve início após Michelle defender que a vereadora Priscila Costa (PL-CE), vice-presidente nacional do PL Mulher e uma de suas principais aliadas, fosse contemplada com uma das vagas ao Senado pelo Ceará. A articulação pela direção estadual do partido, no entanto, caminhou em outra direção, abrindo espaço para uma composição envolvendo o grupo político de André Fernandes e setores ligados ao ex-ministro Ciro Gomes (PSDB).
INSIGNIFICANTE – No vídeo, Michelle também afirmou que chegou a interpretar o silêncio de Flávio diante dos ataques como um sinal de que ele concordava com as críticas dirigidas a ela. “Entendi que ele não queria o meu apoio ou que este era insignificante. E então eu me recolhi. Fiquei na minha e assim permaneço”, afirmou.
Nos dias seguintes, Flávio afirmou que tentou falar com Michelle antes da publicação do vídeo e disse que a convidou para participar de um encontro com lideranças femininas conservadoras. Até o momento, porém, não houve confirmação de que a ex-primeira-dama tenha recebido um convite formal nem de que pretenda participar da reunião.
Nos bastidores, interlocutores de Michelle afirmam que Jair Bolsonaro foi avisado previamente sobre a divulgação do vídeo e decidiu não impedir sua publicação, apostando que a esposa e o filho conseguiriam resolver o impasse sem ampliar ainda mais a crise familiar. Segundo aliados da ex-primeira-dama, o ex-presidente considera importante preservar a unidade do grupo, mas optou por dar espaço para que ambos tentassem se reconciliar.
RELAÇÃO CONTURBADA – Embora a crise tenha ganhado dimensão pública apenas na última semana, interlocutores da família afirmam que a relação entre Michelle e os enteados nunca foi considerada especialmente próxima. Nos bastidores do bolsonarismo, aliados reconhecem que divergências políticas e disputas por espaço dentro do partido vinham se acumulando há meses e se intensificaram à medida que a ex-primeira-dama passou a reivindicar maior protagonismo nas decisões eleitorais do PL.
A relação com Carlos Bolsonaro é apontada por aliados como uma das mais delicadas. Além das críticas veladas feitas por Michelle no vídeo, os dois também estão em lados opostos de uma disputa interna por uma vaga ao Senado em Santa Catarina. Enquanto a ex-primeira-dama defende a candidatura da deputada Caroline de Toni (PL-SC), uma das principais lideranças do PL Mulher e aliada de primeira hora de Michelle, Carlos passou a ser cogitado para disputar o mesmo posto. A movimentação foi interpretada por interlocutores da ex-primeira-dama como uma interferência em um acordo político que já vinha sendo costurado para fortalecer o grupo liderado por Michelle.
Moisés Rosario:
Trabalha na empresa Youtuber, HanesBrands e Federación de Campesinos Hacia el Progreso
Estudou Ingeniería Química na instituição de ensino Universidad Autónoma de Santo Domingo (UASD)
O Ayatollah Ali Khamenei, assassinado em 28 de fevereiro de 2026 num ataque conjunto dos EUA. e Israel deixou um ensinamento que transcende sua morte. Não falava de mísseis nem de guerras. Falava de algo mais profundo: a força económica como o verdadeiro escudo de uma nação. “Se nos tornarmos fortes e poderosos na economia, as sanções perdem o significado e se tornam desnecessárias. Se alcançarmos a força economicamente, eles mesmos virão implorando por um compromisso financeiro. ”
O líder mártir entendeu o que o império nunca entenderá: que a guerra não se ganha apenas nos campos de batalha, mas nos mercados, nas fábricas, na capacidade de um povo produzir sem depender do inimigo. As sanções do Ocidente não eram punições: eram confissões de que não podiam derrotar o Irão à força. E Khamenei respondeu-lhes com a única arma que eles não podem destruir: a soberania económica.
Seu segundo ensino é ainda mais claro: “O Irão é o bandeirado no confronto com o sistema hegemônico global. A discussão não é sobre o tema nuclear… É sobre confrontar a ordem injusta e o domínio do sistema hegemônico no mundo atual. “Não se tratava de urânio enriquecido. Era sobre dignidade. De um povo que se recusou a ajoelhar-se perante uma ordem global concebida para mantê-los submissos.
O império matou-o. Mas o seu legado continua vivo em todos os iranianos que constrói, que produz, que resiste. Porque ideias não se matam com mísseis. Honram-se vivendo-as.
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Michele traidora
Michelle Bolsonaro acerta com Valdemar saída do comando do PL Mulher
Michelle acertou com o presidente do PL, Valdemar sua saída da presidência do PL Mulher. A decisão ocorreu depois da briga pública da ex-primeira-dama com Flávio.
O martelo foi batido nesta terça-feira (30), na ‘reunião’ de Michelle com Valdemar na sede do PL Mulher. Valdemar marcou a agenda com ela na tentativa de apaziguar os ânimos entre ela e Flávio Rachadinha, depois do vídeo publicado por Michelle com críticas ao enteado.
Michelle também vinha ameaçando desistir da disputa como senadora pelo DF e abandonar a política depois da desavença com Flávio ficar escancarada, segundo o colunista Lauro Jardim. No comunicado, no entanto, a ex-primeira-dama não aborda esse tema.
Michelle divulgou um vídeo na semana passada no qual deixou públicas as desavenças com Flávio. A ex-primeira-dama falou sobre um telefonema de Rachadinha no qual ele a “humilhou” e a “maltratou”. Disse ainda que ele determinou que ela se afastasse das decisões políticas e indicações do PL.
Michelle também falou sobre ataques que vinha recebendo desde o fim do ano do grupo baseado nos Estados Unidos. Ela não citou nomes, mas a fala foi vista como uma referência direta a Dudu Bananinha e seus aliados que vivem no exterior.
A pessoas próximas, a ex-primeira-dama vinha se mostrando estafada com os ataques que passou a receber.
Fonte: O Globo, Política, 30/06/2026 19h15 Por Bela Megale
O papel de vítima que ela vem desempenhando foi roteirizado pelo Boy de Mogi, seu ‘amigo’ desde os tempos da Câmara.
Michelle trabalhou como secretária parlamentar na Câmara dos Deputados entre os anos de 2004 e 2008. Era muito requisitada.
Nesse período, ela foi lotada em diferentes gabinetes — incluindo o do então deputado federal Valdemar Costa Neto — antes de ser transferida para o gabinete do ex-mito, onde ambos se conheceram.
Trajetória Michelle na Câmara dos Deputados
Antes de se tornar figura pública, Michelle exerceu funções de assessoria e secretariado na esfera legislativa. Sua passagem pela Câmara abrangeu os seguintes momentos:
Período geral: Atuou na casa entre 2004 e 2008.
Gabinete de Valdemar: Durante esse intervalo, ela trabalhou no gabinete do então deputado federal e atual presidente do Partido Liberal (PL), Valdemar Costa Neto.
Encontro com o ex-mito: Ela foi posteriormente transferida para o gabinete do ex-mito, com quem se casou mais tarde
Saída de Michelle do PL Mulher é celebrada por ala do partido
A saída de Micheque do PL Mulher foi celebrada por lideranças do PL e parte dos parlamentares. A ex-primeira-dama vinha acumulando desafetos, especialmente entre deputados e deputadas federais que não haviam sido apadrinhados por ela.
A queixa central era que os candidatos respaldados por Michelle em suas campanhas seriam, em geral, mais competitivos dentro do próprio PL do que aqueles que não faziam parte do grupo de agraciados por ela.
Os apelos para que Michelle apoiasse mais candidaturas chegaram às lideranças do PL, mas ela deixava claro que a escolha era exclusividade dela.
As queixas, que antes circulavam de forma reservada, cresceram após Michelle publicar um vídeo com críticas a Flávio na semana passada. De salvadora, ela passou a ser vista como um “problema” dentro do partido.
As lideranças mudaram o discurso sobre ela, que antes era considerada peça-chave para a campanha presidencial, mas agora incomoda a cúpula.
— Se ela vai trabalhar para desagregar, é melhor que fique distante — disse à coluna um integrante da cúpula do PL, que já defendia a saída dela do PL Mulher.
A avaliação de grande parte da legenda é que não havia mais clima para que Michelle permanecesse no comando, a menos que abraçasse a campanha de Flávio Rachadinha.
O plano de Valdemar, presidente do PL, é lançar a ex-primeira-dama ao Senado pelo DF, na chapa da governadora Celina Leão e ao lado de Bia Kicis.
Valdemar e Michelle tiveram uma ‘conversa dura’. A ex-primeira-dama estava de cabeça quente e chegou a ameaçar se desfiliar do PL. Depois de conversas com aliados, decidiu adiar a decisão.
O Globo, Opinião, 01/07/2026 04h01 Por Bela Megale
Apenas mais um teatro, para consumo externo, de uma famiglia de tranqueiras.
Mostraram para a Micheque que ela ‘não era assim uma Brastemp’, como imaginava ser.
É isso.
Michelle prevê que escândalos vão nocautear campanha de Flávio
Micheque teve uma longa conversa nesta terça-feira com o Boy de Mogi e o resumo do encontro é o seguinte: sem chance de apoiar Flávio Rachadinha para a Presidência sob qualquer hipótese, mas com chance de ser candidata ao Senado pelo DF.
A crise entre Michelle e Flávio explodiu há exatamente uma semana e virou um peso que Rachadinha vai ter que carregar até o dia da eleição — logo ele que precisa melhorar seu desempenho nas pesquisas justamente entre as mulheres; e, mais ainda, entre as evangélicas.
A chance de reconciliação entre os dois é zero, de acordo com alguns interlocutores de Michelle.
Nos últimos dias, além de garantir que não estará ao lado de Flávio nesta campanha, tem dito que sua campanha será abalada em breve por mais escândalos, que nocautearão sua candidatura.
Fonte: O Globo, Opinião, 01/07/2026 06h02 Por Lauro Jardim
Valdemar usa Micheque como “mão de gato” na tentativa de inviabilizar pré-candidatura de Rachadinha.