Questões externas se sobrepõem às demandas do país
Dora Kramer
Folha
A política externa, as relações do Brasil com outros países, não é assunto que faça sucesso com o público interno. Se o noticiário internacional dos meios de comunicação é restrito a acontecimentos pontuais, nas campanhas eleitorais o tema nunca fez parte do cardápio. Até agora.
Um espaço inédito vem sendo ocupado por questões que ultrapassam as fronteiras nacionais. Há os embates com os Estados Unidos e a Argentina, a ideia de importação dos métodos de combate ao crime de El Salvador e o reflexo, na eleição brasileira, do avanço da direita extrema na América Latina.
MERA PROPAGANDA – A inserção do eleitorado no debate sobre o que se passa ao redor e alhures não deixa de ser uma novidade interessante. Necessária até, desde que não fosse rasa —reduzida à produção de mera propaganda— nem substituísse a abordagem aprofundada dos assuntos internos a respeito dos quais os candidatos, notadamente os favoritos nas pesquisas, têm deixado muitíssimo a desejar.
Tarifas, insultos, vistos negados, crescimento da “onda azul”, riscos de interferência externa —tudo isso tem a sua importância, mas nada disso pode servir ao diversionismo sem resultados de quem tem a obrigação primeira de dizer (e convencer) o que pretende como projeto para levar o Brasil adiante.
ESPETACULARIZAÇÃO – A exibição de governantes e pretendentes nas vestes de santos guerreiros anima o espetáculo, mas não fornece ao público pagante dos ingressos na forma de impostos, resposta à altura das necessidades. Elas eventualmente até ficam amortecidas no ambiente barulhento, mas não desaparecem.
As tais das demandas continuam liderando a lista de preocupações, caso da economia, da segurança pública, da qualidade dos serviços públicos, da corrupção; da realidade, enfim. Barreiras a interferências indevidas e instrumentos de defesa da institucionalidade existem e são acionados quando necessário. É preciso que exista com igual ou maior intensidade dedicação à melhoria objetiva da vida dos (sobre)viventes no país.
BBC News Brasil :
“É tudo uma questão política”
Para o economista americano Joseph Stiglitz, vencedor do Nobel de Economia, as novas tarifas impostas pelos Estados Unidos ao Brasil não têm relação real com investigações comerciais ou com o combate ao trabalho forçado.
Em entrevista à BBC News Brasil, Stiglitz classifica as justificativas apresentadas pelo governo de Donald Trump como uma “farsa desonesta” e afirma que as medidas refletem interesses políticos e corporativos americanos.
O economista argumenta que Trump demonstra “animosidade contra o Brasil” por sua defesa da democracia, da soberania digital e de sistemas de pagamento independentes, como o Pix.
Stiglitz também sustentou que a estratégia tarifária americana pode acabar enfraquecendo a posição dos Estados Unidos e fortalecendo a influência da China na economia global.
Leia a entrevista completa para a repórter Julia Braun no nosso site. Link na bio: @BBCBrasil
#BBCBrasil #Stiglitz #Trump #Politica .
Na Argentina, “agentes”, deixaram ao ponto de “tomada” assim como farão com o Brasil e então saberemos que os mandantes dos destrambelhados são os mesmos pagantes “banqueiros”!
Se a direita extrema ou a extrema direita quiser desgraçar o Brasil, não tema, a nossa extrema esquerda está vigilante como sempre e não vai deixar.
Nossos jornalistas estão aí mesmo pra acionar a sirene de alerta de bombardeio genocida.