Presidenciáveis fazem promessas irrealizáveis, sem indicar como pretendem fechar as contas

3 thoughts on “Presidenciáveis fazem promessas irrealizáveis, sem indicar como pretendem fechar as contas

  1. À exemplo do sapjentíssimo Enéas, isso é mais outro tanto, só tem um que saberá, qual seja Pablo Marçal, diria Nhô Vitor, meu saudoso avô materno.

  2. Confundem o Chefe do Executivo com funções parlamentares.

    Esquecem que quem dita o Brasil e toda a desordem e todo o atraso é o Judiciário.

    Comanda tudo, não respeita a Lei e a Constituição vigente e jamais será eleito ou terá qualquer limitação, nem mesmo temporal, do seu mandato arbitrário, pessoal e ditatorial.

  3. Cronicamente mendaz: Já se perdeu a conta de quantas vezes Flávio mentiu sobre o dinheiro que recebeu de Vorcaro

    Mais uma vez Flávio foi pego na mentira a respeito do dinheiro que Vorcaro deu supostamente para bancar o filme sobre o ex-mito.

    Flávio Rachadinha havia declarado que os repasses de Vorcaro cessaram em maio de 2025, mas a revista piauí revelou que o banqueiro enviou mais US$ 1,666 milhão em setembro daquele ano para o Havengate Development Fund, o fundo americano que ‘administrava’ o dinheiro do filme Dark Horse, conforme relatório do Coaf.

    Há ainda mensagens que indicam outro pagamento em outubro. Já se perdeu a conta de quantas vezes o candidato declara algo sobre esse assunto e é obrigado a se desdizer quando surgem evidências de que ele não falou a verdade.

    Definitivamente, (…) não se pode esperar que o governo do País seja entregue a alguém que é cronicamente incapaz de dizer a verdade. Nisso, aliás, puxou ao ex-mito, que mentiu a mais não poder para chegar à Presidência e, depois, para governar. Deu no que deu.

    Desde que sua relação com Vorcaro veio a público, Flávio não esclarece os fatos. Tem seguido um rito: nega enquanto pode e só admite o que uma nova prova o obriga a reconhecer.

    Para piorar, o senador insiste em dizer que se tratava de “dinheiro privado” para “um filme privado”. Ora, chamar o dinheiro de Vorcaro de “privado” é uma falácia.

    (…) O caixa do Banco Master, de Vorcaro, era abastecido também por dinheiro descontado de aposentados em empréstimos que, segundo as investigações, eles nem sabiam que haviam contratado. Ou seja, estavam sendo roubados.

    Há, ainda, recursos de regimes de previdência de Estados e municípios e bilhões obtidos com a venda de carteiras suspeitas ao Banco de Brasília (BRB), um banco público.

    Diz-se que dinheiro não tem cheiro, razão pela qual, para efeitos tributários, pouco importa de onde ele veio. Flávio espera que a mesma lógica sirva para justificar seus negócios com o banqueiro que protagonizou o maior golpe da história do sistema financeiro nacional.

    Mas o dinheiro de Vorcaro tinha cheiro, sim, e era muito ruim: foi fruto de fraude generalizada, que inclui dinheiro afanado de aposentados.

    Se Rachadinha acha que ninguém tem nada com isso porque o dinheiro de Vorcaro é supostamente “privado” e que não há nada de errado em se relacionar financeiramente com um criminoso, a quem tratou afetuosamente como “irmão”, está obviamente enganado.

    Por isso, a história da dinheirama que Vorcaro despejou generosamente a título de financiar o projeto cinematográfico da família Bolsonaro ainda está muito longe de ser uma “página virada”, como deseja Flávio – sobretudo porque pairam no ar as suspeitas de que o dinheiro serviu não apenas para bancar o tal filme mequetrefe, mas também para sustentar a dolce vita de Dudu Bananinha nos EUA e para ser usado na campanha eleitoral deste ano, de forma obviamente irregular.

    Tudo isso está sendo investigado pela PF e, mais dia, menos dia, será esclarecido.

    Até lá, presume-se que Rachadinha se manterá agarrado à palavra mágica “privado” para tentar encerrar o assunto e, ao mesmo tempo, continuará terceirizando responsabilidades, como faz quando atribui à produtora do filme a obrigação de prestar contas.

    Ora, foi Flávio quem pediu o dinheiro a Vorcaro, foi ele que cobrou os pagamentos e, portanto, é ele quem deve explicações.

    Fonte: O Estado de S. Paulo, Opinião, 07/09/2026 | 03h02 Por Editorial

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