
Fachin discutiu tema com Gonet, que se afastou do caso Master
Ana Pompeu
Ricardo Della Coletta
Folha
O presidente do STF (Supremo Tribunal Federal), Edson Fachin, pressionou o procurador-geral da República, Paulo Gonet, a se afastar do caso do Banco Master e não participar da sessão da corte que vai analisar o relatório que aponta Alexandre de Moraes como interlocutor do ex-banqueiro Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, porque, no mesmo documento, também há menções ao chefe da PGR.
Segundo interlocutores da corte, nos últimos dias Fachin cogitou determinar, via medida judicial, o afastamento de Gonet do caso. Por fim, Fachin concluiu que o melhor seria uma construção que envolva um gesto do próprio procurador.
REPRESENTAÇÃO – O chefe da PGR esteve no gabinete da presidência do STF durante a tarde de quinta-feira (10). Ele e Fachin conversaram por cerca de meia hora. Pessoas a par das tratativas afirmam que Fachin sugeriu que a PGR seja representada, na próxima terça-feira (15), por outro procurador. Uma opção aventada por Fachin foi o vice-procurador-geral da República, Hindenburgo Chateaubriand.
Nos bastidores, a avaliação é a de que a ausência de Gonet é especialmente relevante caso o órgão opte pela manifestação oral no plenário. Na investigação policial, há diálogos em que o advogado Ciro Soares encaminha ao ex-dono do Banco Master mensagens atribuídas ao procurador. Em outros trechos, Vorcaro pede a Moraes que acione o Gonet e o chefe da Polícia Federal, Andrei Rodrigues, para barrar uma operação contra a instituição financeira.
Além disso, ainda de acordo com as apurações, o filho do procurador-geral pediu ao banqueiro para ir a um evento custeado por ele em Londres, com despesas pagas. Em conversas com sua equipe nos últimos dias, Gonet negou ter relação próxima com Vorcaro e disse que Moraes jamais pediu interferência em investigações sobre o Master. Integrantes do órgão que trabalham diretamente com o procurador-geral afirmam ainda que Gonet conhecia o advogado Ciro Soares e o tratava de forma amigável por ser seu estilo.
PROCEDIMENTO – O Conselho Superior do Ministério Público Federal abriu, no último dia 3, um procedimento para apurar as menções ao procurador-geral da República nas mensagens do ex-banqueiro. Gonet quer aproveitar o caso para rebater alegações de suspeição.
Nos bastidores, integrantes próximos a ele avaliam que a medida é oportuna para que o Conselho marque uma sessão e o chefe da Procuradoria possa se manifestar. Nos últimos dias, Fachin tem mantido uma rotina intensa de conversas com colegas e assessores sobre os caminhos para arrefecer a crise instalada no STF. Dentre os tópicos das reuniões, está a organização da sessão da próxima terça.
Diante do ineditismo do caso, ainda há muitas questões em aberto, inclusive o que pode ser de fato decidido na ocasião, quem deverá ter direito a voto, em que momento e de que forma.
Sessão para sair do litigioso para entrar no acochambramento.
Entre mortos, feridos, estropiados, esquartejados ninguém se lascou, vão continuar usufruindo da mais altas privilegiaturas.
E eu, cá do mais baixo proletariado pergunto filosoficamente, “O que é um peidinho pra quem já está todo cagado”
Outra sugestão filosófica para o Doutor Alexandre sair dessa ‘casa de cabôco’ em que se meteu, bradar peremptoriamente, “É melhor escapar fedendo do que morrer cheiroso.”
Tás brincando!
Que malha é essa rede?