Charge do Jean Galvão (Folha)
Pepita Ortega
O Globo
O presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Edson Fachin, terá mais um desafio na condução do julgamento que pode abrir uma investigação contra Alexandre de Moraes. No domingo, ministros travaram mais um embate sobre os procedimentos que podem afetar a sessão marcada para terça-feira.
Após uma série de manifestações, o ministro Cristiano Zanin ordenou ontem à Polícia Federal (PF) a remessa ao seu gabinete de cópia do conteúdo integral do celular de Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, e foi seguido pouco depois com a mesma determinação por Gilmar Mendes. Horas antes, o colega André Mendonça enviou ofício a Fachin, reforçando sua posição contrária ao compartilhamento de todo esse material.
“TUMULTOS PROCESSUAIS” – Agora, caberá ao presidente do STF encaminhar a questão para que não haja “tumultos processuais”, na própria definição de Mendonça. Em meio à escalada da crise no Supremo Tribunal Federal, o presidente da Corte, Edson Fachin, adotou uma série de medidas, na semana passada, visando evitar “tumultos processuais” na apreciação, tanto do relatório sobre as mensagens do ex-banqueiro Daniel Vorcaro ao ministro Alexandre de Moraes, como sobre a acusação de suposta parcialidade do ministro André Mendonça na Operação Compliance Zero.
As principais decisões foram a de assumir a relatoria do caso Moraes e separar as sessões que vão analisar cada um dos relatórios elaborados pela Polícia Federal. Mendonça alegou que não há necessidade de análise de todos os dados baixados de um iPhone de Vorcaro para a instrução do julgamento e criticou posição anterior do próprio Zanin pela publicidade do conteúdo.
JUSTIFICATIVA – O magistrado alega que a queda do sigilo poderia causar prejuízo a investigações em andamento e serviria apenas para tumultuar o julgamento de amanhã. O episódio eleva a pressão da ala ligada a Moraes por um adiamento da sessão, hipótese até aqui rechaçada por Fachin.
O presidente do STF vem se manifestando nos últimos dias para baixar as tensões e tentar organizar a sessão. Ao assumir a relatoria do caso Moraes, Fachin resolveu um dos principais questionamentos relacionados ao rito do julgamento previsto para terça-feira: a quem caberia fazer o primeiro e principal pronunciamento sobre o teor do relatório em que a PF identificou Moraes como interlocutor de Vorcaro.
Ainda não há definição sobre quais os procedimentos a serem adotados durante o julgamento, mas a resolução sobre a relatoria do caso impede, por exemplo, que Mendonça fosse o responsável por investigar, eventualmente, Moraes.
PRAZOS – Já para negar o pedido de Moraes para que, na mesma sessão, fosse julgado também o relatório que o cita como o documento que implica Mendonça, Fachin usou os prazos que já havia fixado para as manifestações do caso.
O presidente do STF lembrou que os envolvidos no relatório sobre Moraes — o próprio ministro, Mendonça, o procurador-geral da República, Paulo Gonet, e o diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Passos Rodrigues — termina na segunda, na véspera do julgamento. No caso de Mendonça, o relator da Operação Compliance Zero tem até o dia 21 para apresentar seu parecer.
CONTORNOS – Fachin também anotou que os casos Moraes e Mendonça tem “contornos e objetos bem delineados” e isso permitiria que eles fossem analisados separadamente, “preservando os limites” do que será discutido em plenário na próxima terça-feira. Assim, o ministro marcou para o próximo dia 23 o debate sobre o relatório que atribui supostos crimes ao relator do caso Master.
O presidente do STF rememorou de decisões que deu ao longo da semana se deram em razão de um “quadro de conflitos e sobreposições de decisões” que o levaram a assumir os casos com o objetivo de “assegurar o adequado direcionamento dos trabalhos da Corte”. Na ocasião, Fachin considerou que havia um “quadro de conflitos e sobreposições processuais que configuram grave lesão à ordem pública e à integridade” do STF.
Alcidio Torres
Estudou na instituição de ensino Iscte – Instituto Universitário de Lisboa .
“Não há guerra contra o Irão”
Os caixões chegam a casa. A palavra “guerra”, não.
JD Vance, vice-presidente dos EUA, diz que não há guerra contra o Irão. Se não há guerra, o que é que enche os caixões?
Libby Klinner sabe. O marido, Major Alex Klinner, morreu no Iraque em missão contra o Irão. Disseram-lhe que não tinha direito aos benefícios de combate porque “não estávamos em guerra”. Ela respondeu à Associated Press: “O meu marido perdeu a vida porque estamos em guerra, e depois disseram-me que, como não é tecnicamente uma guerra, perdemos algo. Tudo se resume a uma questão de princípio.”
A Força Aérea reconheceria depois que a informação estava errada, porque o subsídio nunca dependeu da palavra “guerra”.
Trump concorda com Vance. A 5 de setembro, na Sala Oval, chamou ao confronto com o Irão “conflito militar”, “muito intermitente”, “batatas pequenas” para Washington.
Quatro dias depois, em Dallas, na convenção republicana de meio de mandato, o mesmo Trump sobe ao palco e chama-lhe guerra. Promete terminá-la depois das eleições.
A mesma guerra. O mesmo homem. Quatro dias. Duas versões oficiais.
Não é uma diferença de palavras. É uma diferença de dinheiro. Se é guerra, há pagamentos de combate, isenções fiscais, pensões de viuvez de guerra. Se é “conflito intermitente”, não há. O caixão é o mesmo. A conta é que muda.
É este o precedente que fica montado. Dezenas, talvez centenas, de famílias de militares mortos nesta guerra vão ouvir a mesma resposta, enquanto convier a quem paga. Não importa quantas vezes o próprio presidente lhe chame guerra em comícios e convenções. Para o Estado que paga, a guerra só existe quando é mais barato dizê-lo.
Quem trata assim quem morre em combate está a assinar, hoje, a razão pela qual amanhã não haverá ninguém disposto a pegar em armas para defender a América.
Os caixões continuam a chegar, enquanto a palavra “guerra” foi disparada por um míssil para debaixo do tapete.
P.S. Não encontrei uma única notícia sobre isto em português. Se alguém viu, deixe o link nos comentários.
https://g1.globo.com/politica/eleicoes/2026/pesquisa-eleitoral/noticia/2026/09/14/quaest-2-turno-setembro.ghtml
O povo está tão desesperado que vota em qualquer coisa que dispute contra Lula.
Mesmo todos os outros candidatos anunciando medidas impopulares.
A ELEIÇÃO ABANDONOU O ZEMA
O tal do Romeu Zema Neto está com míseros 1% de intenções de voto na pesquisa de 1º turno da Genial/Quaest de hoje.
Crie vergonha na cara. Não atrapalhe. Vá arrumar o que fazer!
Flávio ultrapassa Lula
Lula despenca de 45% das intenções de voto em julho para 40% agora;
Já Flávio sobe de 37%, em julho, para 42% no levantamento atual.
Pesquisa Genial/Quaest – 2º turno
Apresentadores (como Natuza) e comentaristas (como Flávia Oliviera) da GloboNews entram em modo desespero.