
Charge do Cláudio (Folha)
Eliane Cantanhêde
Estadão
A classificação de PCC e CV como organizações terroristas, uma ameaça inaceitável à soberania brasileira, num contexto de intervenção na América Latina, pode não ser a única arma de Donald Trump contra o Brasil. Planalto, Itamaraty e setores alvos já se preparam para uma nova bomba: a conclusão do processo americano com base na “Seção 301”, que pode fazer grandes estragos na economia. O prazo está vencendo…
A “Seção 301” da Lei de Comércio dos EUA dá direito a Washington de investigar, retaliar e impor sanções a qualquer país, sob pretexto de práticas comerciais consideradas contra os interesses americanos. Ou seja, vale tudo. A abertura da ação, em julho de 2025, citou de Pix à Rua 25 de Março em São Paulo. Seria cômico, não fosse trágico.
RECUO – Trump recuou do tarifaço de 50% e da aplicação da Lei Magnitsky, mas voltou com tudo ao trocar a relevante cooperação da PF com FBI e DEA por uma intervenção unilateral da CIA, que atua com espionagem e faz o que bem entende nos países, à revelia dos governos. E com a 301 pairando no ar. Por trás desse movimento estão a eleição brasileira e a família Bolsonaro.
A intenção de Trump, o imperador do mundo, parece clara: transformar o Brasil num joguete nas suas mãos e consolidar o caminho para assumir o controle do “quintal dos EUA”. O Brasil é a principal economia e tem a maior população, o maior território e o maior peso político das Américas, enquanto Trump estende suas garras para México, Venezuela, Chile, Cuba…
Em tese, Trump pode usar PCC e CV para impor navios na costa brasileira, espionar governos, empresas e organizações aqui dentro – como, aliás, os EUA fizeram com Dilma Rousseff – e, em última instância, o que não dá nem para imaginar, promover ações armadas e prender nossos nacionais, como na Venezuela, onde executou cidadãos, até sem provas de envolvimento com o narcotráfico, e sequestrou o presidente.
“BOA QUÍMICA” – Ou seja: o presidente dos EUA avança várias casas no jogo para se afirmar como quem manda no Brasil, onde se autoriza a fazer, acontecer, definir a eleição presidencial de outubro e tomar conta da casa a partir de 2027. A “boa química” com Lula é só química, a aliança maligna com os Bolsonaro é ação e audácia.
O mais estarrecedor, entretanto, nem é a loucura de Trump, mas a ação antipatriótica e traiçoeira dos Bolsonaro. Eles, porém, têm de combinar, não com os russos, mas com todos os brasileiros, que tendem a se dividir quanto a esse assalto à soberania na mesma proporção da polarização política.
Flávio e Eduardo Bolsonaro comemoraram a invasão americana como vitória pessoal, um “grande dia”, e bombardeiam as redes sociais com a versão de que acionaram os EUA para combater o crime organizado, que o Brasil não tem condições de vencer. Logo no dia em que governo federal e governo paulista, apesar de adversários, deram uma bela demonstração de competência e ação comum contra o crime, no caso das Fintechs.
REPUBLIQUETA – Lula se contrapôs aos dois irmãos com um discurso contundente, usando suas mais simbólicas bandeiras desde o início do terceiro mandato: democracia e soberania.
“Não aceitamos ser tratados como moleques nem republiqueta!”, reagiu, em tom inflamado, cutucando o patriotismo e o amor próprio nacional.
Por ora, o efeito imediato do ataque americano é que não se fala mais em “Dark Horse”, em pedido de R$ 134 milhões a Daniel Vorcaro, no envio do “máximo” para os EUA, enquanto as forças políticas se realinham para as eleições em torno dos “terroristas” (como o próprio Lula passou a chamar) PCC e CV.
INGERÊNCIA – Flávio foca na segurança, no combate ao crime e no status de próximo da Casa Branca. Lula conclama os brasileiros a se unirem para defender o Brasil e dizerem não à ingerência externa da potência.
Caiado e Zema imaginam tirar uma casquinha, colhendo os frutos que caem das duas árvores. O risco, porém, não é restrito ao campo e ao momento eleitoral, mas é principalmente diante do que vem depois, a partir de 2027.
O que está em jogo é: o Brasil aceita uma intervenção americana, um governo submisso e um estrangeiro mandando no País e nas suas terras raras e definindo seu futuro?
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NOTA DA REDAÇÃO DO BLOG – Os analistas parecem viver sob tensão permanente, tipo “Apocalypse Now”, mas a realidade é muito mais critiava e só falta Lula declarar guerra aos Estados Unidos, repetindo o comediante Peter Sellers no filme “O Rato que Ruge”. (C.N.)
Os males da oligarquia de Estado
Joaquim Falcão diz que mal-estar social é quando a lei passa a servir de instrumento de manutenção do status quo, e não de transformação, os interesses particulares se sobrepõem aos públicos
As oligarquias são arranjos sociais que se aproveitam do processo democrático para se beneficiar, a história registra. Mas, pela primeira vez ela “é produzida pelo Estado dentro dele próprio. Vem das autoridades, das ambições internas. Do progressivo descolamento entre o eleitor e o Estado Democrático de Direito”.
Este é o ponto de partida, e também de chegada, do novo livro do jurista Joaquim Falcão “A Oligarquia dos Poderes”, que estará nas livrarias no dia 2 de julho pela História Real, um selo da editora Intrínseca.
Não haveria melhor momento, diante da crise da democracia que estamos vivenciando, nem melhor autor, para desvendar esse processo. Falcão é membro da Academia Brasileira de Letras, foi um dos fundadores do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), criou e dirigiu por anos a Faculdade de Direito da Fundação Getúlio Vargas no Rio, responsável por um estudo seminal sobre o STF, o “Supremo em números”, que revelou pela primeira vez a exorbitância do uso das medidas monocráticas que desvirtuaram o colegiado.
Ele explica no livro como os oligarcas da atualidade “capturam a lei pelo texto, pela aplicação e pela interpretação”.
Passando a lei a servir de instrumento de manutenção do status quo, e não de transformação, os interesses particulares se sobrepõem aos públicos, provocando o que Falcão chama de “mal-estar social”, pois o cidadão comum não tem certeza sobre como as autoridades estatais se relacionam e negociam entre si. “Mal-estar pela interpretação judicial de tornar o que era inconstitucional, de repente, constitucional.
Mal-estar pela deturpação, por parte de alguns ministros de Tribunais Superiores e ministros do governo das normas processuais administrativas e judiciais. Com pedidos de vista, decisões monocráticas, despachos poderosos capazes de pôr ou tirar uma decisão estatal do conhecimento dos cidadãos”.
Para ele, o critério das regras que unem a Oligarquia dos Três Poderes é simples: exercer a competência da interpretação constitucional de tal modo que esta apenas os beneficie e não os prejudique diretamente. “O país vive na insegurança jurídica estimulada pelo próprio Supremo, o guardião de sua estabilidade”, afirma Joaquim Falcão. Parafraseando Descartes, Joaquim Falcão diz: “Existo, logo penso. Penso, logo duvido.”.
Falcão tem dúvidas sobre o desempenho e a eficiência do Estado Democrático de Direito criado por nossa Constituição, em sua missão de evitar oligarquias, populismos, autoritarismos. O autor afirma que não partilha a visão de que o presente é deserto das esperanças. Alimentado por um Brasil partido e radical. Nem que o futuro será terror local e global. Longe disso.
Ele explica: “Duvidar não é especular. Dúvida é incerteza sobre verdade consensual. Especular é incerteza sobre verdade imaginada”.
Sem receio da polêmica, Joaquim Falcão critica Rui Barbosa, a quem atribui as falhas que enxerga em nosso sistema republicano, que chama de “democracia originária”, que teria sido uma mera cópia do que já existia no exterior, sem atentar para nossas peculiaridades. Mas também considera a frase do “Águia de Haia”, que dá ao Supremo “o direito de errar por último” um prejuízo ao sistema de freios e contrapesos da democracia.
Na Democracia Originária “não pode existir palavra final”. O Supremo finalizante paralisaria os demais Poderes, ressalta, que vê o sistema como movente. “Palavra final significa que a democracia parou. Paralisou, acabou. Mesmo que a decisão final seja injusta, antiética ou antidemocrática. Freios e contrapesos perdem razão de ser”.
Outro aspecto da vida institucional brasiliense abordado por Falcão são as “parentelas”, que se encontram, sobretudo nas festas na Capital, classificadas por ele de “amálgamas da Oligarquia dos Poderes”. Para ele, impedimento e suspeição passaram a ser letra morta na lei. Usando a definição de Constituição de Frei Caneca, “a ata do pacto social”, Falcão conjectura:
-“E se os três Poderes, maiores beneficiados por esse pacto, resolverem desfazê-lo ou mudá-lo? Trocando liberdade por controle e submissão dos cidadãos?”
O Globo, Opinião, 07/06/2026 04h30 Por Merval Pereira
CN, essa Eliana vai ganhar o troféu Piada do Ano,
Mãe Dinah, apareceu. Andava sumida aqui da TI .
Soberania de Botiquim
Nossa soberania precisa que as organizações criminosas não seja declaradas terroristas?
Não depende de os EUA não desligarem o GPS.
https://www.youtube.com/shorts/yG0v3fqInuk
Este kô da designação, sei lá. Parece que tão com medo de alguma possível lista.
Os EUA monitoram as organizações há pelo menos vinte anos.
Não. Depende de …
Vejam a cronologia do México presidido pela amiguinha do Lula.
– 20 de janeiro de 2025: o presidente dos EUA assinou a ordem executiva determinando o processo de designação de cartéis como organizações terroristas.
– 20 de fevereiro de 2025: entrou em vigor a designação de seis cartéis mexicanos e outras organizações como Organizações Terroristas Estrangeiras (FTO).
– Maio de 2025: o Departamento do Tesouro começou a divulgar e sancionar integrantes específicos de cartéis já enquadrados como terroristas. Um exemplo foi a sanção contra dois líderes do Cartel del Noreste em 22 de maio de 2025.
– Junho de 2025: os EUA anunciaram sanções contra cinco líderes do Cartel Jalisco Nueva Generación (CJNG), incluindo seu principal líder.
Chatgpt
Estariam corretas as fofocas das rede?
https://www.youtube.com/watch?v=Z6c-Xt_pm18
A nossa lista sairá antes das eleições?
https://www.instagram.com/p/DZRDHQ3DeZy/
Será que conseguiram segurar a divulgação da lista?
KKKKKKK
CV proíbe entrada de oficiais de Justiça em área dominada pelo tráfico
https://www.metropoles.com/distrito-federal/na-mira/cv-proibe-entrada-de-oficiais-de-justica-em-area-dominada-pelo-trafico
ROUBARAM O BRASIL DE MIM !
Trump se revelou como o maior comedor de criancinhas, jovens e adultos comunistas.
Agora deu na veneta de comer nossos bandidos, criminoso e terroristas, onde esse cara vai parar?
Nossa salvação vai ser o jornalismo de esquerda homiziados no Globo, Folha e Estadão, sem estaremos fu… ferrados a curto prazo.
Os maus agentes públicos e cidadãos , deveriam ter as mãos ” decepadas ” , por terem roubado o dinheiro e patrimônio público e traído o Brasil , aliando-se a governos estrangeiros numa verdadeira ” trama e conspiração ” escancarada , visando uma intervenção (política x militar) nos assuntos internos do Brasil e seu povo .