
Charge do Cazo (Blog do AFTM)
Eduardo Gonçalves
O Globo
A Polícia Federal rejeitou a segunda proposta de delação premiada apresentada pelo banqueiro Daniel Vorcaro, dono do Banco Master. A informação já foi comunicada oficialmente ao ministro André Mendonça, relator do caso no Supremo Tribunal Federal (STF).
A Procuradoria-Geral da República (PGR), com quem a defesa de Vorcaro também negocia, ainda não deu resposta formal sobre o caso. A PF considerou que o material não trazia novidades ao que já havia sido mapeado pelas investigações, além de não trazer elementos de provas, que são essenciais para os acordos de colaboração. Os investigadores têm em mãos oito celulares de Vorcaro, com acesso a documentos e mensagens.
SEM FATOS NOVOS – Segundo a percepção dos investigadores, o banqueiro teria poucas condições de corroborar os seus relatos com documentos, pois já não tem o controle do Master, liquidado pelo Banco Central em novembro. Investigadores sustentam que os anexos entregues não apresentam fatos suficientemente inéditos nem elementos de corroboração capazes de justificar o avanço de um acordo de colaboração. Também há uma percepção entre eles de que o banqueiro não está disposto a cooperar e estaria só tentando ganhar tempo longe de um presídio comum.
A PF e a PGR passaram os últimos dias analisando a segunda proposta. A avaliação predominante é que Vorcaro procurou mais se defender e justificar os favores à classe política do que admitir crimes e apontar novos caminhos de investigação, o que era esperado numa delação.
Vorcaro é suspeito de comandar um esquema de fraudes financeiras que lesou correntistas e investidores do Master, o que incluiu fundos de previdência de estados e municípios, como o Rioprevidência. O rombo no Fundo Garantidor de Créditos (FGC), que arca com aplicações de até R$ 250 mil, foi de cerca de R$ 50 bilhões.
FORA DAS NEGOCIAÇÕES – Esta é a segunda vez que a PF se retira das negociações com o banqueiro — a primeira ocorreu em maio e levou a uma troca na equipe de defesa. Na ocasião, o advogado José Luis Oliveira Lima, o Juca, deixou o caso, que agora tem à frente o criminalista Sérgio Leonardo.
Interlocutores da defesa do banqueiro, por sua vez, alegam que o material entregue traz um conjunto de histórias inéditas e é consistente. Para eles, há uma avaliação de que os investigadores estão com má vontade em prosseguir com o acordo.
Após firmar um acordo de confidencialidade, em março, o que marcou o início das tratativas, Vorcaro foi autorizado a ficar numa cela especial na Superintendência da Polícia Federal, em Brasília, onde pode receber diariamente os advogados das 9h às 17h.
TROCA DE INFORMAÇÃO – Um acordo de colaboração premiada é um meio de obtenção de provas e prevê, entre outros pontos, a confissão de crimes e o pagamento de multa. Em troca, o investigado obtém benefícios, como redução de pena e progressão de regime, entre outros.
Para ter validade jurídica, a delação precisa ser homologada pelo ministro do Supremo Tribunal Federal André Mendonça, relator do caso Master na Corte. E o ministro já deu indicativos de que não irá concordar com a colaboração se ela não acrescentar fatos novos à apuração. Se o acordo não for adiante, a PF e a PGR ficam impedidas de utilizar o conteúdo dos anexos já entregues.
Credibilidade de Flávio ficou abalada
Pesquisa mostra o efeito corrosivo do Master para o filho do ex-mito
Flávio se tornou novo campeão (56%) em rejeição eleitoral a pouco mais de três meses do primeiro turno, mostra pesquisa Quaest/Genial divulgada nesta quarta-feira (10/6).
Ele passou à frente de Lula (53%), líder até abril. Avança na direção dos dois terços de repúdio — patamar que já extrapolou (64%) entre os eleitores autodeclarados independentes.
Eleitores de Flávio estão em fuga, mostram diferentes pesquisas desde maio.
É consequência (sobretudo) da revelação do envolvimento de Rachadinha em negócios obscuros com o ex-dono do Banco Master, Daniel Vorcaro, que está preso por fraudes financeiras bilionárias.
O Efeito Master produziu grave corrosão na candidatura de Flávio. Sete em cada dez eleitores dizem suspeitar das conversas do candidato do PL com o ex-banqueiro Daniel Vorcaro.
Ampla maioria (65%) está convencida do conhecimento de Rachadinha sobre o envolvimento do ex-banqueiro Vorcaro em corrupção.
A onda de choque do Master não só abalou a candidatura, como a deixou na dependência da investigação policial sobre as fraudes bilionárias. Por isso, sobram dúvidas em Brasília sobre o rumo da campanha do filho do ex-mito.
Fonte: Revista Veja, Política, 11 jun 2026, 08h11 Por José Casado
“A onda de choque do Master não só abalou a candidatura de Flávio, como a deixou na dependência da investigação policial sobre as fraudes bilionárias.
Por isso, sobram dúvidas em Brasília sobre o rumo da campanha do filho do ex-mito.”
A infeliz opção de solidão e⁸ redução populacional!
https://www.instagram.com/reel/DX39nVVNkyF/?igsh=MTBva3QyZ2xqM3J4bw==
Sem “figuras premiadas”, impossivel preencher o “álbum”!
Lembram do Waldick Soriano, que tanto sucesso fez por este Brasil afora, e que cantava, quem eu quero não me quer, quem me quer mandei embora, e por isso que eu não sei, o que será de mim agora.
Pois é! A tal música parece ser o tema da delação do Vorcaro.
De quem ele quer falar, parece que a PF não quer ouvir, mas de quem a PF quer ouvir, ele não quer falar.
Esta criado o impasse e o delator sabe que o peixe morre pela boca, e que em boca fechada, não entra mosca.
Esta apostando no tempo, que faz a tudo ser esquecido.