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Escolha marca virada na relação do clã Bolsonaro com o RJ
Thaísa Oliveira
Folha
O PL definiu que a convenção nacional do partido que vai oficializar a candidatura do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) à Presidência será em São Paulo, a princípio em 25 de julho. O martelo foi batido por Flávio e pelo presidente do PL, Valdemar Costa Neto.
A escolha de São Paulo marca um divisor na relação do clã Bolsonaro com o Rio de Janeiro. A cidade foi palco das duas convenções que lançaram Jair Bolsonaro à Presidência —em 2018 pelo então PSL e, em 2022, pelo PL. Essa será a primeira convenção do PL em São Paulo. Antes da filiação do ex-presidente, as convenções do partido eram realizadas em Brasília.
FORÇA DO PALANQUE – Pesou na decisão de Flávio e Valdemar a força do palanque paulista. O senador estará ao lado do governador Tarcísio de Freitas (Republicanos), que tenta a reeleição, e do deputado estadual e presidente da Assembleia Legislativa, André do Prado (PL), que será candidato ao Senado.
O palanque de Flávio no Rio, reduto eleitoral dele e do pai, atravessa um momento difícil. O candidato a governador, o deputado estadual Douglas Ruas (PL), presidente da Alerj (Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro), ainda é desconhecido do eleitorado.
Além disso, o ex-governador Cláudio Castro (PL) desistiu de concorrer ao Senado após ter sido alvo de duas operações da Polícia Federal em um intervalo de 15 dias —uma delas relacionada ao escândalo do Banco Master. Hoje, os dois favoritos para a vaga do partido ao Senado são o deputado federal Carlos Jordy e o senador Carlos Portinho. O TSE (Tribunal Superior Eleitoral) definiu que as convenções partidárias devem ser realizadas neste ano entre os dias 20 de julho e 5 de agosto.
Vamos ver a próxima pesquisa depois que o o escândalo do BolsoMaster (a petralhada é imune pra criar fakenews – como é bom ser crápula protegido por lei), mostrou que é tão enorme que incluiu até a malandragem petista velha de guerra.
KKKKK
O Brasil, sabotado e de quatro!
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Soberania como moeda de troca
Com o ex-mito em prisão domiciliar – cumprindo pena de 27 anos, transitada em julgado–, o país acompanhou o julgamento de Dudu Bananinha, cassado, que resultou em condenação de 4 anos de prisão.
Por sua vez, o filho Rachadinha que se apresenta como candidato a presidente está cada vez mais enrolado em graves questões criminais. A tendência é que logo também esteja condenado ao cárcere. Ressalta-se que Bananinha só não está cumprindo pena por estar foragido.
Ou seja, é literalmente uma família dedicada ao crime e que, infelizmente, corrompeu, no sentido mais literal, a política.
A família Bolsonaro veio para mudar o padrão existente. A política foi renegada para um campo inferior.
Entraram em jogo a milícia, o uso ostensivo de fake news, os métodos violentos de ataque à democracia –que culminaram na tentativa de golpe de 8 de janeiro–, a corrupção desenfreada e a ofensiva frontal às relações democráticas e políticas.
A posição de se afirmar contra a política é uma tática comum da direita mundial. Fazem política para os incautos afirmando que não são políticos. São mestres na arte de iludir e enganar.
Como não têm critérios éticos, é extremamente difícil enfrentá-los em razão da falta absoluta de limites.
Neste momento, o Brasil acompanha, perplexo, um fenômeno em que o grupo bolsonarista de direita se propõe a entregar a soberania brasileira ao governo Trump em troca de um salvo-conduto para a família não ser presa.
É algo abjeto, mas encontra algum respaldo em parte da podre elite nacional. É mais do que entregar as terras-raras, o petróleo e as riquezas brasileiras. É entregar a soberania. É abrir mão do Brasil.
É uma ousadia nunca vista. Esse grupo, de 4 e com uma humilhante subserviência, se dispõe a aceitar que o país vire um apêndice dos EUA.
“Código de ética” é um termo que não existe no mundo sórdido e sujo dessa direita.
Fonte: Poder360, Opinião, 19.jun.2026 – 6h00 Por Antônio Carlos de Almeida Castro, o Kakay, advogado criminal.
Como Eduardo montou nos EUA rede de contatos que o levaram a Donald Trump e à condenação no STF
Expedição de seis dias e 15 compromissos nos Estados Unidos em novembro de 2018 ajudou a construir a rede de relacionamentos que o deputado hoje aciona para tentar punir o STF
Passava das 20h quando Steve Bannon chamou a atenção dos convidados com algumas batidinhas na taça de vidro. Ele agradeceu à presença das mais de 50 pessoas que tinham comparecido ao seu jantar de aniversário de 65 anos, em sua casa em Capitol Hill, Washington DC, e afirmou ter um convidado ilustre naquela noite.
Bannon apontou para Eduardo Bolsonaro — então deputado federal pelo PSL de São Paulo e cujo pai, Jair Bolsonaro, havia acabado de ser eleito presidente da República após derrotar Fernando Haddad (PT) — e declarou que o brasileiro seria o representante do The Movement no Brasil. Era uma referência ao grupo internacional de ultradireita fundado por ele.
A festa na casa de Bannon, estrategista da campanha vitoriosa de Donald Trump à Casa Branca em 2016, coroava uma semana de agendas na capital americana, em Nova York e na Flórida. Os contatos feitos naquela semana, entre 26 de novembro e 1º de dezembro de 2018, hoje facilitam o acesso de Eduardo no governo Trump em meio às suas articulações para impôr sanções ao Brasil.
Eduardo vem nutrindo bom relacionamento com alguns dos contatos que conheceu na viagem de 2018. Ele voltaria a se encontrar com muitos deles em idas aos Estados Unidos e mesmo no Brasil, com a organização da versão brasileira do CPAC, uma conferência ligada à direita trumpista.
A articulação de Eduardo o colocou no alvo de autoridades brasileiras. Ele foi condenado pela Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal (STF) na terça-feira, 16, a quatro anos e dois meses de reclusão, em regime inicial semiaberto, pela prática do crime de coação no curso do processo.
O colegiado entendeu que ele atuou para interferir no julgamento da ação penal em que seu pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro, foi condenado por tentativa de golpe de Estado.
Segundo a denúncia da Procuradoria-Geral da República (PGR), o ex-deputado fez declarações públicas e publicações em redes sociais em que afirmou ter feito gestões para que o governo dos Estados Unidos impusesse sanções a autoridades brasileiras, incluindo ministros do STF, e medidas econômicas ao País, em razão do que considera uma perseguição política a seu pai.
(…)
O Estado de S. Paulo, Política, 21/06/2026 | 07h51 Por Guilherme Caetano, Brasília
https://www.estadao.com.br/politica/como-eduardo-montou-nos-eua-rede-de-contatos-que-o-levaram-a-donald-trump-e-a-condenacao-no-stf/