Após recusa da PF, a Procuradoria caminha para negar delação de Daniel Vorcaro

Manifestações serão enviadas ao STF

Camila Bomfim
G1

A Procuradoria-Geral da República (PGR) vai enviar até esta quarta-feira (17) duas manifestações decisivas sobre Daniel Vorcaro. A PGR vai se manifestar sobre a delação – que deve ser negada – e também sobre o local da prisão do banqueiro.

O segundo parecer deve ser bem técnico, sem apontar o melhor local da prisão. A previsão é que a PGR indique que concorda com o local que for considerado o melhor pelo relator do caso no Supremo Tribunal Federal (STF), ministro André Mendonça.

CALENDÁRIO – Existe a possibilidade de a PGR enviar as manifestações ainda nesta segunda (15) mas, por receio de não dar tempo – já que são dois pareceres a serem elaborados – internamente, a equipe trabalha com o calendário de envio até quarta. O destino de Daniel Vorcaro após as negativas da PF para sua delação premiada e a possível iminente recusa da PGR não será uma decisão fácil.

A PF quer que ele vá pro complexo da Papuda, em Brasília. Se ficar em cela comum, há risco de segurança, questões sobre sua integridade física; se for para a Papudinha, já há um outro investigado lá: Paulo Henrique Costa, ex-presidente do BRB.

O local é pequeno e os investigados não podem ter contato. Prisão domiciliar é um desejo da defesa, mas pedidos anteriores de outros investigados têm sido negados por André Mendonça.

11 thoughts on “Após recusa da PF, a Procuradoria caminha para negar delação de Daniel Vorcaro

  1. Estaria esperando acharem alguma filigrana jurídica como no assassinato da Lava Jato?

    Pode ser bobagem, pois os tempos são outros.

    O aparelho repressivo e censor está em baixa.

  2. Não é a direita, mas o bolsonarismo que, hoje, tende a perder para Lula

    O problema, para os que se opõem ao PT, não é a força de Lula. É a incapacidade de o campo oposicionista produzir uma liderança competitiva

    Após uma série de pesquisas confirmar a tendência de vitória do lulopetismo na corrida pelo Planalto em outubro próximo, a despeito da contrariedade do ministro do STF Kassio Marques que, na Presidência do TSE, suspendeu monocrática e liminarmente uma pesquisa AtlasIntel que apontou, em primeira mão, a queda de Flávio após a divulgação pública dos áudios em que ele pede dinheiro – milhões de dólares – ao “irmão” Vorcaro, ex-banqueiro envolvido na crise do Banco Master, em processo de liquidação pelo BC, diversos analistas e cientistas políticos apontam como praticamente irreversível a chance de reeleição de Barba, que deverá continuar a afundar o país (pela quarta vez).

    Porém, esses mesmos analistas e cientistas políticos cometem, em sua maioria, um erro e, eu diria, uma injustiça com o eleitorado antipetista e verdadeiramente de direita: eles atribuem justamente a este espectro da população a possível futura derrota para a “alma mais honesta deste país”.

    Ora, o antipetismo, sim, tende a perder por ser menor – ao menos segundo as pesquisas atuais – ou para o lulopetismo ou para quem não tem tanta rejeição assim pelo partido do mensalão e do petrolão.

    Mas a direita, não. Porque não é a direita que está disputando a eleição presidencial, e sim um grupelho oportunista, patrimonialista, egotista, corrupto, reacionário, antidemocrático e totalmente incapaz não só de administrar o país – vide o ex-mito -, mas até mesmo de disputar uma eleição tão dura.

    Nomes aos bois

    A eleição não é Lula contra a direita. É Lula contra o clã Bolsonaro. Se a sociedade brasileira, seja lá por qual motivo, resolveu não permitir que outrem representasse a oposição ao PT, são outros quinhentos. Mas atribuir a essa gente o selo de líder da direita do país é uma ofensa a quem de fato se identifica com o antiesquerdismo ou com o liberal-conservadorismo.

    A família das rachadinhas, dos imóveis comprados em dinheiro vivo, dos milicianos, de Vorcaro e afins representa, no máximo, a si mesma e a uma turba de fanáticos aloprados que bate continência para pneu e bebe detergente.

    O problema, para os que se opõem ao PT, não é a força de Lula. É a incapacidade de o campo oposicionista produzir uma liderança competitiva, minimamente preparada e desvinculada dos escândalos, das excentricidades e do culto à personalidade que transformaram o bolsonarismo em um projeto familiar de poder.

    Se as pesquisas estiverem corretas e forem ratificadas em outubro próximo, não será uma derrota da direita. Será, antes de tudo, mais uma derrota do próprio bolsonarismo.

    O Antagonista, Opinião, 15.06.2026 15:07 Por Ricardo Kertzman

    • “A eleição não é Lula contra a direita. É Lula contra o clã Bolsonaro.

      A família das rachadinhas, dos imóveis comprados em dinheiro vivo, dos milicianos, de Vorcaro e afins representa, no máximo, a si mesma e a uma turba de fanáticos aloprados que bate continência para pneu e bebe detergente.”

  3. O Calado, tem que fechar a matraca e recolher-se a sua insignificância.

    UM OLIGARCA!

    A voz cavernosa desse sujeito, mete medo.

    Deus nos livre!

    José Luis

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