Michelle diz que foi “humilhada” pelo enteado
Bela Megale
O Globo
O vídeo no qual Michelle Bolsonaro expõe desavenças com o PL e com o senador e pré-candidato à Presidência Flávio Bolsonaro foi recebido como uma bomba na legenda.
Uma ala significativa, que inclui lideranças da sigla, passou a defender que Michelle seja retirada da presidência do PL Mulher. “O papel dela seria o de agregar, mas está fazendo o oposto. Não vejo condições de seguir no comando do PL Mulher”, disse à coluna um mandachuva do partido.
NO COLO DE LULA – Outra liderança afirma que a ex-primeira-dama “jogou a eleição no colo do Lula” com o vídeo publicado na noite de quarta-feira (24). Além de dificultar a entrada de Flávio Bolsonaro no eleitorado feminino, ao afirmar que foi “humilhada” e “maltratada” pelo enteado, Michelle tirou o foco da saída de Jaques Wagner (PT-BA) da liderança do governo.
“Ao invés de estarmos batendo bumbo no envolvimento de um quadro do governo no escândalo do Master, estamos resolvendo uma crise dentro de casa”, afirmou um dirigente do PL. A avaliação feita pela ala do partido que quer a saída de Michelle do comando do PL Mulher é que a ex-primeira-dama mostra imaturidade política para ocupar um cargo dessa magnitude. Esse grupo defende que até a candidatura de Michelle ao Senado pelo Distrito Federal seja reavaliada.
O presidente do PL, no entanto, está tentando colocar panos quentes. Publicamente, Valdemar Costa Neto tem buscado minimizar os efeitos das críticas de Michelle e afirmado que a questão será resolvida.
ACERTO – Há semanas, Valdemar e outros integrantes do partido entraram em campo para tentar convencer Michelle a desistir de emplacar a vereadora Priscila Costa como candidata ao Senado pelo PL. Ao consolidar a aliança com Ciro Gomes (PSDB) no Ceará, o PL acertou que uma vaga na chapa seria indicada pelos tucanos e a outra seria do pai do deputado federal André Fernandes, o deputado estadual Alcides Fernandes (PL-CE).
O argumento levado à ex-primeira-dama foi de que ela já havia vencido a queda de braço para formar as chapas em Santa Catarina e no Distrito Federal, onde contrariou os interesses da direção do PL e emplacou Carol de Toni (PL-SC) e Bia Kicis (PL-DF).
Até a publicação dos vídeos de Michelle, a cúpula do PL acreditava que a ex-primeira-dama aceitaria, mesmo com resistência, a imposição. Michelle Bolsonaro mostrou que não é uma presidente figurativa do PL Mulher e que a sigla precisará dançar conforme a música que ela tocar.
Por outro lado:
“A População de Abutres Está se Multiplicando.”
“Extraordinariamente em Israel
O súbito crescimento da população dessas aves sarcófagas é outro sinal do fim dos tempos. Em três passagens proféticas diferentes, Deus prediz que matará tantos dos inimigos de Israel que convocará as aves que se alimentam de carniça para virem ao campo de batalha e se banquetearem com a carne dos mortos, como um modo de purificar a terra.”
https://www.espada.eti.br/n1951.asp
Adendos, em:
https://www.facebook.com/share/r/1EXoURevxS/
“Racha” e “Rachadinha”.
Rachadinha e Rachadona!
Uma dupla do barulho!
Um abraço,
José Luis
Acordo com o Irã vai revelando capitulação de Trump
Desde que o regime iraniano não caiu depois de EUA e Israel terem lançado as primeiras bombas contra Teerã, em fevereiro, era previsível que o presidente americano entraria em modo TACO —o acrônimo em inglês para “Trump sempre amarela”.
A guerra, afinal, é impopular entre os apoiadores do mandatário e provocou um surto inflacionário global.
Uma base apoiadora desmotivada para ir às urnas e eleitores independentes revoltados com a alta de preços são a receita para um fracasso dos republicanos no pleito legislativo de novembro.
Mesmo Donald Trump, com sua miopia estratégica, conseguiu ver isso. Ainda assim, surpreende a escala de concessões feitas aos iranianos pela Casa Branca.
É verdade que a reabertura do estreito de Hormuz à navegação, já parcialmente retomada, era o objetivo principal do mandatário neste momento, mas o custo de fazê-lo não foi pequeno.
Em relação ao programa nuclear do regime teocrático, as negociações estão em curso. O americano, contudo, não parece ter obtido nenhum grande benefício.
Os iranianos dizem não ter objetivos militares com o programa, mas essa antiga alegação não os impediu de enriquecer urânio a 60% —não há aplicação civil conhecida que exija enriquecimento superior a 20%.
No que provavelmente é o maior trunfo obtido por Washington, Teerã se comprometeu a diluir no próprio país os cerca de 400 kg de urânio altamente enriquecido que possuem.
Mas ainda não há clareza sobre como se dará o processo nem qual será o grau de fiscalização que os inspetores internacionais serão capazes de exercer daqui em diante.
Em contrapartida, os iranianos podem desde já voltar a exportar petróleo e terão, gradualmente, acesso a fundos que estavam congelados pelas sanções.
Fica proibida, por apenas dois meses, a cobrança de pedágio dos navios que passam por Hormuz. Após esse prazo, é possível que haja uma cobrança que inexistia antes da guerra.
Está prevista, ainda, a criação de um fundo internacional de US$ 300 bilhões para a reconstrução do Irã.
O memorando não trata de limitações ao programa de mísseis, que vêm sendo usados contra Israel e países do golfo Pérsico, nem da interrupção do apoio que Teerã dá ao Hamas, ao Hezbollah e aos houthis.
Ao contrário, os aiatolás obtiveram vitória estratégica importante ao unificar os fronts e fazer com que o fim das operações de Israel contra o Hezbollah, no Líbano, fosse considerado condição para o acordo com os EUA.
Em Tel Aviv, o sentimento é de que o país (Israel) foi abandonado, ou mesmo traído, por Trump.
A “rendição incondicional” que o republicano exigira de Teerã no início da guerra parece, hoje, mais bem descrita como uma capitulação de Washington.
Trump tenta vender o memorando de entendimento entre as duas nações como uma vitória, mas fazê-lo requer brigar com a realidade.
Folha de S. Paulo, Opinião, 24.jun.2026 às 22h00 Por Editorial
Michele detonou a candidatura de Flávio Bolsonaro. Os dois vídeos altamente profissionais caíram como uma bomba na campanha e na cúpula do PL.
Na mesa, símbolos que dão recado
A mão significa amor em Libras,
A estrela de Davi, um aceno as religiões neopentecostais,
A caneta Bic, um símbolo de Bolsonaro, projetando simplicidade,
Acho que Michele quer ser a nova Evita Perón, assumindo o espólio do Bolsonaro para disputar a presidência em 2030.
O projeto da primeira dama Bolsonarista, inclui a desidratação e a derrota de Flávio e a vitória de Haddad em São Paulo. O caminho assim, estaria livre de adversários fortes, porque a estrela do PT, o presidente Lula não poderá concorrer em 2030 e não tem um nome com o carisma de Lula para entrar em campo como seu sucessor. Talvez Fernando Haddad, tenha esses requisitos.
Bem, Michele mostrou habilidade e comando da narrativa eleitoral, com foco nos evangélicos e nas mulheres. Será num páreo duro de doer e vencer.