O risco de transformar a eleição brasileira em palco da direita internacional

Sem projeto, Flávio recorre ao espetáculo

Pedro do Coutto

O lançamento oficial da candidatura de Flávio Bolsonaro à Presidência deveria representar a afirmação de um projeto político nacional. O que se viu, porém, foi uma cerimônia marcada menos pela apresentação de uma agenda própria e mais pela tentativa de reafirmar a continuidade do bolsonarismo, pela presença simbólica de Jair Bolsonaro e pela intervenção de um presidente estrangeiro no debate eleitoral brasileiro. Em vez de projetar autonomia, o evento expôs a dependência de uma candidatura que ainda parece procurar sua própria identidade.

Flávio atacou o PT, criticou o governo Lula e prometeu chegar ao Palácio do Planalto acompanhado do pai, a quem atribui papel central em uma eventual vitória. A promessa tem força emocional para a base bolsonarista, mas também revela um paradoxo: uma candidatura que pretende representar o futuro continua organizada em torno da figura de um ex-presidente condenado a 27 anos de prisão por tentativa de golpe de Estado. O passado, nesse caso, não aparece apenas como herança eleitoral. É o eixo da narrativa.

INTELIGÊNCIA ARTIFICIAL – A própria convenção deixou isso evidente. Impedido de participar presencialmente, Jair Bolsonaro esteve presente por meio de uma mensagem produzida com inteligência artificial. A tecnologia permitiu reproduzir a presença política de um líder ausente, mas também criou uma imagem carregada de simbolismo: o candidato que busca representar a continuidade de um projeto precisou recorrer a uma versão virtual do próprio pai para ocupar o espaço que, em outras circunstâncias, seria naturalmente dele. A mensagem reforça a força do sobrenome, mas evidencia também a dificuldade de Flávio em se apresentar como liderança plenamente autônoma.

O elemento mais controverso, contudo, foi Javier Milei. A presença do presidente argentino transformou o lançamento em algo maior do que uma convenção partidária brasileira. Milei subiu ao palco, atacou Lula e o ministro Alexandre de Moraes e associou a candidatura de Flávio a uma suposta ofensiva continental contra o socialismo. A eleição brasileira passou, assim, a ser apresentada como parte de uma disputa ideológica latino-americana.

A estratégia tem lógica eleitoral. Flávio tenta transformar uma candidatura ainda marcada por dificuldades de articulação em um capítulo de uma onda conservadora internacional. Ao lado de Milei, busca transmitir a ideia de que não está isolado e de que existe uma corrente política regional capaz de enfrentar a esquerda. O problema é que essa associação pode funcionar para consolidar uma base já convencida, mas não necessariamente para ampliar o eleitorado.

PROJETO DEFINIDO – A eleição brasileira, afinal, não será decidida em Buenos Aires. Será disputada diante de uma sociedade que enfrenta problemas concretos, como segurança pública, custo de vida, emprego, saúde e educação. A presença de líderes estrangeiros pode produzir imagens fortes e alimentar as redes sociais, mas dificilmente substitui a necessidade de apresentar ao eleitor um projeto consistente para o país.

Há ainda uma questão institucional que não deveria ser minimizada. Um chefe de Estado estrangeiro participar ativamente do lançamento de uma candidatura presidencial no Brasil é algo incomum e politicamente sensível. Não se trata de afirmar que a presença de Milei constitua, por si só, uma interferência ilegal no processo eleitoral.

Mas sua participação introduziu uma dimensão externa em uma disputa que deveria, essencialmente, ser decidida pelos brasileiros. Ao atacar diretamente o presidente brasileiro e um ministro do Supremo Tribunal Federal durante um evento partidário, Milei deixou de ser apenas um convidado internacional e assumiu o papel de protagonista de uma disputa política doméstica.

REFERÊNCIA EXTERNA – O contraste é significativo. Enquanto Flávio procura se afirmar como alternativa para governar o Brasil, o palco do lançamento foi ocupado por referências externas: Milei, Jair Bolsonaro e até a inteligência artificial usada para recriar a presença do ex-presidente. A impressão que fica é a de uma candidatura que ainda precisa responder a uma pergunta fundamental: o que há de Flávio Bolsonaro além do sobrenome Bolsonaro?

Esse será um dos maiores desafios de sua campanha. O apoio de Milei pode oferecer entusiasmo à militância e reforçar a imagem de pertencimento a uma direita internacional. Mas uma eleição presidencial exige mais do que mobilizar os já convencidos. Exige conquistar eleitores que não votaram no candidato anterior, dialogar com setores moderados e apresentar uma agenda capaz de ultrapassar as fronteiras ideológicas de sua própria base.

Flávio precisa administrar três forças: a fidelidade ao pai, que continua sendo seu principal patrimônio eleitoral; a necessidade de conquistar uma direita menos confrontacional e mais capaz de formar alianças; e a pressão para integrar uma articulação internacional que tem em Milei um de seus principais símbolos. O equilíbrio entre essas dimensões será decisivo para saber se sua candidatura conseguirá crescer ou permanecer restrita ao núcleo mais fiel do bolsonarismo.

MAIS DO MESMO– Por isso, o lançamento merece ser observado menos pelo espetáculo e mais pelo que revela. Ao colocar Milei no centro da cerimônia, apresentar Jair Bolsonaro por meio da inteligência artificial e fazer da crítica a Lula e Alexandre de Moraes um dos principais eixos do discurso, a candidatura parece ter escolhido reafirmar suas trincheiras antes de demonstrar capacidade de ampliar seu território político.

Milei pode ter ajudado Flávio a ocupar as manchetes e oferecido à campanha uma fotografia poderosa para sua base. Mas a mesma imagem que fortalece sua identidade ideológica também pode reforçar a percepção de dependência de referências externas e de uma política cada vez mais internacionalizada por líderes que não disputarão a Presidência do Brasil.

ARTIFÍCIO –  A presença de Milei produziu um efeito ambíguo. Para os que já estão com Flávio, foi um gesto de força e solidariedade política. Para os que estão fora desse campo, pode ter parecido justamente o contrário: a demonstração de que uma candidatura que pretende governar o Brasil ainda precisa recorrer a um presidente estrangeiro para ampliar sua estatura.

A eleição, entretanto, será brasileira. E o desafio de Flávio Bolsonaro será provar que consegue ser mais do que o herdeiro político de Jair Bolsonaro e mais do que o aliado brasileiro de Javier Milei. Precisará convencer o eleitor de que existe, em sua candidatura, um projeto próprio de país. Até aqui, o lançamento ofereceu muitas referências ao passado e ao exterior. O que ainda falta apresentar, com clareza, é o futuro que pretende construir para o Brasil.

11 thoughts on “O risco de transformar a eleição brasileira em palco da direita internacional

  1. OS ESTADOS UNIDOS PRECISARAM DA MÁFIA ITALIANA PARA VENCER A II GRANDE GUERRA. O BRASIL PRECISARÁ DO PCC, COMANDO VERMELHO E MILICIANOS PARA VENCER OS EUA DE DONALD TRUMP? Estamos na iminência da Terceira Guerra mundial, mas já será com paus e pedras como previu Einstein para a Quarta Guerra? Só se for para os EUA do Donald, já que seu arsenal bélico está acabando na Guerra contra o Irã! pasmem eleitores! O Valentão americano, evangélico nazista, supremacista branco, cristão belicista, escravista, sem as forças armadas supostamente mais poderosa do mundo, para continuar fazendo suas grosserias falaciosas e demais putarias globais? Vamos todos nos acostumando, a Terceira Mundial é ‘’quando’’ e não se vai acontecer ou não. As Guerras e demais tipos de carnificinas entre ratazanas comunistas pobres, miseráveis, faveladas e gatos supremacistas sanguinários se intensificaram a partir da pós-era glacial da revolução agropecuária de cerca de 10 mil anos atrás, Revolução Industrial da metade do Século 19, e das demais produtividades dos séculos mais recentes. Como disse o comunista Lula ‘’Pobre também gosta de coisa boa’’, por isso lulistas cristão comunistas e Bolsonaristas nazistas se enfrentarão até o fim dos tempos. As famílias do miserável Lula pau de arara tornaram-se prósperas, às custas do Estado e da República, bem com as famílias de mediano Bolsonaro. Ambos parasitando os poderes públicos há 40 anos, em coalizões partidárias, coligações, alianças, pactos, ligas, etc. Isto comunistas, nazistas, e colunas do meio oportunistas são todos responsáveis há 40 anos por esta situação brasileira apocalíptica. Há cerca de 2 meses, eu vi uma favelada na TV que tem 7 filhos e grávida, reclamando da miséria do Bolsa Família; a mulher do evangélico da teologia da prosperidade evangélica, o Eduardo ex-chapeiro produtor de hambúrguer, ambos de família mediana baixa, também está reclamando de o perrengue salariar de cerca de 40 mil reais. Como eles vivem nos EUA como ricos ninguém sabe ainda. É a multiplicação de pães e peixes de Jesus Cristos para os adeptos da Teologia da Prosperidade na politicagem negocial partidária, estatal, republicana do Brasil da República das Diretas-Já! O maior balcão de negociatas pútridas da história da humanidade. Pois é meus amigos os evangélicos nazistas evangélicos alemães não somente elegeram Hitler, colocando no poder supremo no mundo, mas também Donald Trump, Bolsonaro, Chaves e Maduro pseudo-comunistas, Evo Morares, Daniel Ortega, etc. Para os cristãos não importa se a coligação é com Deus ou com Satanás! Desde o dia em que Jesus, Pedro e o Espírito santo assassinaram Safira e Ananias por causa de doações da ‘’fogueira Santa’’, e depois que Jesus Fez uma coligação partidária com o Imperador romano Constantino, o inferno secular piorou. Os cristãos de ‘’Deus ou do Diabo’’, comunistas ou nazistas via de regra negociam apoio em troca de postos-chave no Estado, poderes públicos, privados ou público-privados, não importa, todas as instituições existentes vale a pena quando ‘’a alma não é pequena’’; as corruptas Organizações Não Governamentais também, tudo que possam levar vantagens (Lei do Gerson); com suas multiplicadas cores partidárias os cristão exigem não só espaços institucionais, bem como garantias legais, imunidade tributária, etc. Tenha medo! Tenha muito medo! Mesmo porque o paraíso foi criado como alternativa ao inferno secular criado pelo cristianismo comunista e cristianismo nazista de Jesus Cristo! Todavia, o suicídio está proibido, para o cristão que quiser acesso mais rápido ao lado de Jesus! Não se preocupem, cristão desesperados; o arrebatamento está prometido! Um pequeno atraso de 2 mil anos não é nada! Confiem na palavra de Albert Einstein; ‘’o tempo é relativo’’! KKKK! KKKK! KKKKK” LUÍS CARLOS BALREIRA. PRESIDENTE MUNDIAL DA LEGIÃO CIENTÍFICA BRASILEIRA

  2. COMO EXPLICAR O FENÔMENO DA POLARIZAÇÃO POLÍTICA NO BRASIL capturado há 136 anos pela república do militarismo e do partidarismo, politiqueiro$, e seus tentáculos velhaco$ ? “NOTA DA REDAÇÃO DO BLOG – Além de Ratinho Jr., Eduardo Leite e Aldo Rebelo, outros políticos importantes também declaram apoio a Caiado, como Ciro Gomes e ACM Neto, candidatos a governador do Ceará e da Bahia. Mas as pesquisas somente indicam 3% de preferência para Caiado. Por que será? (C.N.)” O PROBLEMA não é apenas o Caiado e os demais puxadinhos do continuísmo da mesmice dos me$mo$ que, na verdade, no frigir os ovos, não apresentam nada de novo e alvissareiro para o conjunto da população, mas é isto sim o defeito congênito da república do militarismo e do partidarismo, politiqueiro$, e seus tentáculos velhaco$, que nasceu assim, dominada pelos me$mo$, arvorados em sócios-proprietários da dita-cuja, que não vão largar do osso nunca, ou apenas quando a bomba-relógio-finaneira armada pelos me$mo$ há 136 anos explodir, ao que parece, como decorrência natural do sistema de gastança, comilança e impostança, dominado pela loucura por dinheiro, poder, vantagens e privilégios, sem limite$, polarização essa operada à moda revanchista por ora empacada na versão sindicalismo versus militarismo (tipo porão da famigerada ditadura militar), tudo conforme o grau de consciência, informação, o discernimento, a índole e a mentalidade do povo brasileiro, ora dividido em três segmentos sociais, a saber: situação, oposição e os indignados que são contra o continuísmo da mesmice dos me$mo$, fato esse revelado nas ruas do país, desde Junho de 2013, aos gritos de “sem partidos, sem violência, sem corrupção, sem golpes, sem ditaduras, sem estelionatos eleitorais, vocês não nos representam”, que diante das eleições dos me$mo$ passaram a se manifestar nas urnas via abstenções e votos em branco e nulos. Portanto, não é à toa que a polarização que aí está segue mais longeva do que as anteriores, mas isto sim porque ela tem as suas próprias razões, bases, raízes e ramificações…, e não será com mentiras que ela será derrotada mas isto sim apenas com a verdade dos fatos, como, aliás, disse o Lula ao Trump, via New York Time. https://tribunadainternet.com.br/2026/07/27/polarizacao-ameaca-democracia-porque-a-politica-deixou-de-produzir-renovacao/?fbclid=IwY2xjawTUOuVwZG9mAWV4dG4DYWVtAjExAGJyaWQRMVNJdlZSUGxVbnZGWXpSamdzcnRjBmFwcF9pZBAyMjIwMzkxNzg4MjAwODkyAAEejHjctDck8FF8M8-yXmAXHNllRph8kf_Bh5ANLAchufSaIcRM_XAxnjG5kgY_aem_tiIJQfGDXUQdEOkIhgk9Gw

  3. “uma candidatura que pretende representar o futuro continua organizada em torno da figura de um ex-presidente condenado a 27 anos de prisão por tentativa de golpe de Estado”

    Vejo que o Sr do Coutto tornou-se um analista preocupado com o futuro do país. Isso é bom, pois na eleição de 2022, apoiou abertamente a candidatura do narcotraficante Luladrón, um quadrilheiro retirado da cadeia pelos seus cupinchas, com práticas políticas mafiosas do séc XIX. Por quê mudou de idéia?

    Como bom analista político, o Sr do Coutto não sabe que o narcotraficante Luladron deu apoio, inclusive material, ao opositor de Milei na eleição dos hermanos.

    • Nobre Tribunario… Sábias e oportunas Palavras…Assino como minhas fossem…

      Essa maldição que por ora destrói o nosso Brasil…vai passar…vai para onde TODOS vão…
      Essa desgraça maldita …teve o apoio no último pleito de 95% dos “jornalista” traidores da liberdade de expressão plena…E agora o “articulista” vem com seus “arroubos” de consciência escrevendo suas lamentações tardias…inoportunas e descabidas..
      Pois estes 95%
      SÃO CÚMPLICES…
      do atual momento tenebroso e maldito do Brasil.
      MALDITOS SEJAM TODOS OS QUE APOIARAM ESSA MALDICAO QUE ASSOLA O NOSSO BRASIL.

      É o que penso…

      YAH NOSSO CRIADOR SEJA LOUVADO…

  4. Ao ler esse texto do nobre senhor Coutto, verifiquei a sensatez das palavras e as colocando de forma não ao ataque pessoal ou política mas em um contexto que realmente está acontecendo.
    Isso demonstra o profissionalismo quando edita os seus textos, sem ataques, sem palavras chulas e sim neutro, buscando apenas o consenso em que apresenta a realidade política que atravessa o pais.
    Parabéns pelo texto e nós leitores desse blog agradecemos a coerência e visão tanto do futuro quanto de país.

  5. O uso indevido do presidente argentino, discursando ao lado do candidato Flávio e do governador Tarcísio de Freitas, fazendo ataques pessoais contra o chefe do Executivo e um ministro do STF, configurou uma interferência indevida no processo eleitoral.

    Flávio trouxe Javier Milei para lacrar nas redes sociais na tentativa de tirar o foco de notícias negativas das últimas semanas, dentre as quais mais um negócio mal explicado, o das notas fiscais pagas por Daniel Vorcaro, por um suposto pagamento ao escritório de Advocacia do filho 01. Até hoje, não foi apresentado o contrato do filme Dark Horse, com pagamentos de 163 milhões, pagos pelo Banco Master, por ordens expressas de Vorcaro como prioridade máxima.

    Flávio não tem propostas consistentes para governar o Brasil, copia teses da Direita Internacional, ora de Trump, ora do argentino bufão e do presidente de El Salvador, o Bukele das prisões desumanas

    Bem, e quanto a melhora das condições de vida tô povo, nada. Só arminha, tiro, porrada e bomba, não vai tirar a nação da estagnação económica.
    Caso Flávio pense que as ações do hermano Milei, implementadas na Argentina trarão para o Brasil, uma era de prosperidade nunca vista, pode tirar o cavalinho da chuva, porque o libertário Milei, piorou um pouquinho mais, a já trágica condição de vida dos argentinos.

    O craque Lionel Messi, no final da disputa pelo mundial da Espanha, reclamou da miséria vivida pelos argentinos, a perda de direitos sociais e dos salários excorchantes, que não duram 15 dias, o restante até chegar ao final do mês, Los hermanos passam a pão e água. Milei concordou com Messi e acusou o peronismo, quer dizer os governos anteriores. Então, em mais de dois anos, o cara conseguiu piorar o que já estava ruim! Flávio Bolsonaro ao se associar a Javier Milei, sinaliza para a classe média e a classe operária, que caso um raio caia nas nossas cabeças e ele vença as eleições de outubro, a nossa situação econômica vai piorar, assim como piorou para os argentinos.

    Se as propostas da Direita Internacional, vem causando sofrimento e dor para a população de seus países, qual a lógica do povo em votar nessa gente que ama a exclusão social?
    O povo americano sofre com Trump, o senhor da guerra, que levou os níveis inflacionários da economia americana, desempregou como nunca antes na América e explodiu as estatísticas de miseráveis nos EUA? ! Quem em sã consciência vai querer esse destino para sua vida.

    A coisa está tão ruim para os americanos, que Trump está com medo de perder as eleições de meio de mandato, agora em outubro e perder a maioria na Câmara e no Senado.

  6. O presidente Javier Milei, aquele que fala com seu cachorro morto, seu guru espiritual, coisa de maluco mesmo, doido varrido, precisa arrumar um inimigo externo para esconder as graves condições de miséria do povo argentino, então, escolheu o Brasil para bater na esperança de uma retaliação que una o povo argentino em torno dessa figura grotesca.

    Milei está repetindo o último presidente da Ditadura Argentina, o general Galloti, que invadiu as ilhas Malvinas, chamadas de Falkand pela Inglaterra na esperança de unir o povo visando a continuidade vida Ditadura Militar. Ocorre que, a Inglaterra enviou sua Armada e derrotou os argentinos no mar e em terra de forma impiedosa e ainda com o apoio dos EUA, que descumpriu o Tratado do Rio de Janeiro, que versa sobre a proteção dos países da América do Sul em caso de ataque militar de outros países. Ninguém saiu em apoio aos argentinos. Consumada a rendição incondicional, a Ditadura Argentina acabou.

    Esses expedientes populistas costumam fracassar, porque ferem a lógica e são desumanos. , por causa das vidas perdidas a troco de nada.

  7. Javier Milei é dependente de Donald Trump, que emprestou dinheiro para Milei seguir com a fama de bom pagador da dívida bilionária da Argentina com o FMI. Se a grana americana faltasse, a Argentina seria rebaixada como caloteira e sendo assim, não poderia conseguir empréstimos nos organismos internacionais como o Banco Mundial, por exemplo.Trump também ajudou na campanha para o Parlamento argentino, muito importante para a eleição dos partidários do Milei no Congresso. O presidente hermano conseguiu um fôlego para aprovar suas pautas econômicas no Parlamento.
    Portanto, Milei é devedor de Trump e vai fazer tudo que seu mestre mandar, inclusive criar um contencioso militar na fronteira entre os dois países. E só o Trump pedir, que o Milei faz.

  8. E ninguém vê o risco da extrema esquerda se tornar hegemônica no Brasil.
    A esquerda já abocanhou quase tudo que rende dinheiro, mas como cachorro no cocho vigia a direita, rosnando.

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