Caiado se fortalece ao ganhar apoio de Eduardo Leite, Ratinho Jr e Aldo Rebelo

PSD oficializa Caiado como candidato à Presidência

Na Convenção, Caiado atacou durante Flávio e Lula

Pedro Augusto Figueiredo
Estadão

O PSD realizou neste domingo, 26, a convenção partidária que confirmou a candidatura de Ronaldo Caiado a presidente da República e do presidente da sigla, Gilberto Kassab, como vice da chapa. Embora tenha tecido as já usuais críticas ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), o ex-governador de Goiás mirou sua artilharia também no senador Flávio Bolsonaro (PL), consolidando a mudança de postura em relação ao pré-candidato de direita que havia iniciado nos últimos dias.

“Não é possível que o Brasil vai querer optar por aqueles que são os maiores rejeitados da política nacional”, disse o ex-governador de Goiás. “Me dê a chance, povo brasileiro, porque eu vou bater o Lula e nós vamos criar um país diferente e devolver o Brasil aos brasileiros de bem”, discursou Caiado à militância do PSD.

MAIS ATAQUES – Caiado ainda afirmou que Flávio é o candidato “escolhido pelo Lula” para disputar o segundo turno. “Quem rouba com a mão esquerda ou com a mão direita é ladrão”, acrescentou, atacando os petistas.

Em outro momento, o candidato do PSD disse que o filho de Jair Bolsonaro (PL) é “frango de granja” e depende do pai para guiar sua vida política. “Qualquer coisa fala assim ‘chama o papai, vou ler uma carta dele’. Não, o Caiado, é galo de terreiro. Sou acostumado na briga”, discursou.

Em uma entrevista coletiva antes do início da convenção, realizada na sede do PSD em São Paulo, ele disse que Flávio e Lula, que estão na frente nas pesquisas de intenção de voto, dependem de brigas e “crises inúteis” para alimentarem suas candidaturas e desviam o foco daquilo que realmente interessa à sociedade brasileira.

BRIGA COM TRUMP – O petista, segundo ele, busca provocar o presidente dos EUA, Donald Trump, com esse objetivo, enquanto o lado de Flávio insulta autoridades. “Um se retroalimenta da vaidade do outro”, afirmou.

“Para governar o país, precisa muito de independência moral e coragem pessoal. Coragem para poder, amanhã, libertar o País do sequestro do PT e das facções. De não ter um candidato que seja um ‘Kinder Ovo’, com uma surpresinha todo dia”, afirmou Caiado, em relação a Flávio.

Ele mencionou escândalos que envolvem seus rivais, como rachadinha, Mensalão, Petrolão, escândalo do Master e os desvios no INSS.

EXPLICAR DENÚNCIAS – Para Caiado, a direita não pode colocar alguém no segundo turno “que tenha tanto o que explicar da sua vida” e não tenha tempo de defender os interesses da população. “E hoje está aí às voltas com tantas denúncias em sua curta trajetória”, afirmou em seu discurso.

Inicialmente, Caiado evitou criticar Flávio, mesmo após a publicação do áudio em que o senador pede dinheiro ao ex-dono do Master, Daniel Vorcaro. Recentemente, contudo, o ex-governador mudou o tom e passou a apontar discordâncias sobre o modo como o pré-candidato do PL atuou no mais recente tarifaço aplicado pelo governo Trump ao Brasil e também por Flávio ter colocado em dúvida a segurança das urnas eletrônicas.

No campo das propostas, o candidato do PSD adotou a já conhecida linha-dura na segurança pública e prometeu confiscar o patrimônio de agressores de mulheres, colocando os bens à disposição das vítimas.

RATINHO E LEITE – Caiado trocou o União Brasil pelo PSD no início do ano para ser candidato. Na nova sigla, enfrentou a concorrência do governador do Paraná, Ratinho Júnior, que era o favorito, mas acabou desistindo da candidatura, e do governador do Rio Grande do Sul, Eduardo Leite.

Apesar da disputa, Leite e Ratinho Jr. participaram da convenção e declararam apoio a Caiado, assim como o pré-candidato ao governo do Distrito Federal, José Roberto Arruda, do presidente da CPI do INSS, senador Carlos Viana (PSD), e outros aliados políticos, como o atual governador de Goiás, Daniel Vilela (MDB).

A escolha por Kassab como vice ocorreu após o partido não conseguir atrair outras siglas do Centrão, como a federação União Progressista, o Republicanos e o MDB, que devem optar pela neutralidade.

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NOTA DA REDAÇÃO DO BLOG
Além de Ratinho Jr., Eduardo Leite e Aldo Rebelo, outros políticos importantes também declaram apoio a Caiado, como Ciro Gomes e ACM Neto, candidatos a governador do Ceará e da Bahia. Mas as pesquisas somente indicam 3% de preferência para Caiado. Por que será? (C.N.)

6 thoughts on “Caiado se fortalece ao ganhar apoio de Eduardo Leite, Ratinho Jr e Aldo Rebelo

  1. Se Flavio é o oponente ideal para Loola e Caiado mete a ripa nele, quem ganha é Loola.
    A quimera da Terceira Via precisa combinar com os Institutos de Pesquisas.
    Os comunistas colocarem sua fichas num cara da UDR é sintomático.
    Entenda-se por ‘sintomático’, fazer o diabo.
    Como sei que, “mas sabe el diablo por viejo que por diablo”, aconselho a combinar com ele antes que qualquer tiro no escuro.
    Nota. Explicações mais científicas sobre essa situação poderia ser resolvidas por Dilma Roussef, a dama do verbo arrevesado, ela não fez o diabo, fizeram com ela.
    Fonte: eu mesmo.
    Hehehehehheheeh

  2. Por que será ? “NOTA DA REDAÇÃO DO BLOG – Além de Ratinho Jr., Eduardo Leite e Aldo Rebelo, outros políticos importantes também declaram apoio a Caiado, como Ciro Gomes e ACM Neto, candidatos a governador do Ceará e da Bahia. Mas as pesquisas somente indicam 3% de preferência para Caiado. Por que será? (C.N.)” O problema não é apenas o Caiado e os demais puxadinhos do continuísmo da mesmice dos me$mo$, mas isto sim o defeito congênito da república do militarismo e do partidarismo, politiqueiro$, e seus tentáculos velhaco$, que nasceu assim, com os me$mo$ arvorados em sócios-proprietários da dita-cuja, que não vão largar do osso enquanto a bomba-relógio-finaneira armada pelos me$mo$ há 136 anos não explodir, ao que parece, polarização essa operada à moda revanchista ora na versão sindicalismo versus militarismo, tipo porão da famigerada ditadura militar, conforme o grau de consciência, o discernimento, a índole e mentalidade do povo brasileiro, ora dividido em três segmentos sociais, a saber: situação, oposição e os indignados que são contra o continuísmo dos me$mo$, fato esse revelado nas ruas do país, desde Junho de 2013, aos gritos de “sem partidos, sem violência, sem corrupção, sem golpes, sem ditaduras, sem estelionatos eleitorais, vocês não nos representam”, que diante das eleições dos me$mo$ passaram a se manifestar nas urnas via abstenções e votos em branco e nulos.

  3. Tentam, continuam tentando, vão tentar, mas não adianta, não há espaço para terceira. Mas a mídia comprada juntamente com essa Tribuna da Internet não se cansam de propagandear a terceira. Continue tentando, quem sabe daqui a 4 anos essa coisa vinga. KKKKKKK

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