
Governo americano desrespeitou regras diplomática, diz Amorim
Filipe Matoso
Isabela Camargo
G1
O assessor especial da Presidência para Assuntos Internacionais, Celso Amorim, afirmou nesta quarta-feira (12) que o governo dos Estados Unidos agiu de forma “bizarra” ao anunciar e dar andamento à indicação de Daniel Perez para a embaixada no Brasil antes da concessão do agrément, autorização formal necessária para que um embaixador seja aceito pelo país onde servirá.
A declaração de Amorim foi dada durante audiência na Comissão de Relações Exteriores e de Defesa Nacional da Câmara dos Deputados. Segundo Amorim, Washington descumpriu procedimentos diplomáticos consolidados internacionalmente ao divulgar a indicação e encaminhá-la para análise do Senado americano antes de receber a concordância formal do governo brasileiro.
CONTRÁRIO ÀS REGRAS – “O que aconteceu bizarramente nesse caso é que os Estados Unidos não seguiram de maneira nenhuma as convenções internacionais. Primeiro, eles deram publicidade antes da concessão do agrément e, talvez mais grave, eles prosseguiram com o processo dentro do Senado americano sem ter o agrément brasileiro. Este é um comportamento totalmente contrário às regras internacionais”, afirmou.
O assessor também questionou o momento da indicação e sugeriu que a decisão teve motivação política. “E é curioso porque eu acho que essas coisas não podem ser vistas em abstrato. Isso não aconteceu por acaso. Os Estados Unidos ficaram mais de um ano e meio sem embaixador aqui, quer dizer, logo que saiu o governo Biden, a embaixadora saiu, e ficou um ano e meio. Pareceu que o Brasil não tinha importância, ficava aqui o encarregado de negócios. De repente, na proximidade das eleições, às pressas, sem nosso consentimento, quis acreditar um outro embaixador”, completou.
Durante a audiência, Amorim citou o episódio como um dos fatores que contribuíram para o aumento das tensões diplomáticas entre Brasília e Washington nos últimos meses. Mais cedo, ele já havia afirmado que a tentativa de pressionar o Brasil a aceitar o nome do indicado americano sem respeitar os ritos previstos na Convenção de Viena representava um dos episódios recentes de atrito entre os dois países.
O IMPASSE – Daniel Perez foi indicado pelo presidente norte-americano Donald Trump para assumir a embaixada dos Estados Unidos no Brasil. Filho de imigrantes cubanos, ele preside a Câmara dos Deputados da Flórida e integra o Partido Republicano. A indicação recebeu parecer favorável de uma comissão do Senado dos Estados Unidos, mas ainda depende de aprovação pelo plenário da Casa.
Além disso, a nomeação exige o agrément do governo brasileiro, procedimento diplomático necessário para que um embaixador possa assumir suas funções. No início deste mês, o Departamento de Estado anunciou a revogação do visto da embaixadora do Brasil em Washington, Maria Luiza Ribeiro Viotti.
RESPOSTA – Segundo o governo americano, a medida foi adotada em resposta à demora das autoridades brasileiras em conceder o aval diplomático para a indicação de Perez. Os Estados Unidos afirmaram que o visto poderá ser restabelecido caso o Brasil conceda o agrément ao indicado. O episódio abriu uma nova frente de crise diplomática entre os dois países.
O posto de embaixador dos Estados Unidos em Brasília está vago desde janeiro de 2025, quando terminou a missão da embaixadora Elizabeth Bagley. Desde então, a representação americana no país é comandada pela encarregada de negócios Natasha Franceschi.
Eu até acreditaria, se não soubesse que tudo não passa de um sutil jogo combinado entre asseclas, visando aquela funusta “idéia fixa”!
Digo….funesto….
Lula, Amorim e cia, contra as loucuras de Trump e CIA, deveriam apelar isto sim para o Papa Leão XIV, hoje, a única pessoa no mundo que tem autoridade moral, e ascendência, para chamar Trump às falas e responsabilidades, e até pará-lo nas suas loucuras, começando por convidar o Papa para visitar o Brasil com urgência urgentíssima, antes que seja tarde demais. A simples visita do Papa, com cerca de bilhões de apoiadores mundo afora, e alguns milhões dentro dos EUA, sua terra natal, tipo antídoto natural contra Trump, já seria um belo recado contra as loucuras do MagaNão.
Amorzim é o gênio vergonhoso de Maduro.
Nada a oferecer no plano doméstico.
Bravatas internacionais dão votos e reeeeeeeelegem.
Se o próprio presidente da república desrespeita o Brasil então não serão os Estados Unidos que irão respeitar.
Amorim é estafeta de Barba.