Demora na demissão de Eduardo Bolsonaro amplia tensão entre entre ministro da Justiça e STF

Demissão de Flávio foi publicada nesta segunda-feira

Bela Megale
O Globo

A demora do ministro da Justiça, Wellington César Lima e Silva, para oficializar a demissão de Eduardo Bolsonaro da Polícia Federal azedou ainda mais o clima entre ele e integrantes do Supremo Tribunal Federal (STF). A demissão do ex-deputado foi assinada na sexta-feira (18) e publicada apenas nesta segunda-feira (21) no Diário Oficial da União (DOU).

Ministros do STF vinham questionando a lentidão na conclusão do processo, destacando que a Polícia Federal já havia encerrado o procedimento administrativo há cerca de dois meses, recomendando a demissão de Eduardo Bolsonaro.

FALTAS SEM JUSTIFICATIVA – A medida encerra o processo disciplinar aberto contra o ex-deputado por ter faltado ao serviço sem justificativa por mais de 30 dias consecutivos, após deixar de reassumir suas funções na corporação.

Aliados do ministro da Justiça explicaram que a pasta precisou corrigir alguns aspectos técnicos antes da publicação oficial da demissão, o que teria influenciado na demora. Contudo, a demora provocou desconfiança e agravou as tensões entre o chefe da Justiça e o STF.

Ainda segundo fontes da pasta, Eduardo Bolsonaro pode ser alvo de um novo ofício de perda de cargo assim que for transitada em julgado a condenação no STF por coação no processo relacionado à trama golpista.

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