
A Casa Branca não decide o Planalto
Guga Chacra
O Globo
Os EUA não decidirão as eleições brasileiras, apesar de claramente o Departamento de Estado preferir a candidatura de Flávio Bolsonaro. O resultado dependerá de questões internas das campanhas no Brasil. Não está claro se Donald Trump atrai ou repele votos para candidatos brasileiros.
Além disso, o presidente americano, ao contrário de seu secretário de Estado, Marco Rubio, não aparenta preferir um ou outro candidato. Sequer demonstra interesse na votação no país sul-americano. Para completar, independentemente de o senador bolsonarista vencer ou de Lula ser reeleito, as relações entre Washington e Brasília tendem a melhorar depois de sabermos quem venceu.
RELAÇÕES BRASIL-EUA – Ao longo desta coluna, tentarei me focar nos pontos citados acima. Nesta semana, que estou entre São Paulo e o Rio de Janeiro, antes de voltar a Nova York, notei que as relações Brasil-EUA são o tema de maior interesse dos brasileiros em questões internacionais. Para alguém que vive no Brasil, naturalmente as relações bilaterais com os EUA, deterioradas nos últimos meses, são bem mais importantes do que a Guerra do Irã, a da Ucrânia e o conflito entre israelenses e palestinos.
Começo pelo Departamento de Estado. Rubio tem um objetivo ideológico: almeja que os países da América do Sul sejam governados pela direita. Hoje Colômbia, Peru, Equador, Chile, Bolívia, Paraguai e Argentina estão nas mãos de direitistas, ainda que bem diversos entre si. O regime venezuelano, na prática, já está nas mãos de Rubio, que comanda as decisões de Delcy Rodríguez.
Apenas o Brasil e o Uruguai seguem com presidentes da esquerda (a Guiana e o Suriname estão mais no contexto caribenho do que no sul-americano, apesar da localização geográfica). Obviamente, o secretário de Estado quer que os brasileiros passem a ser governados pelo direitista Flávio Bolsonaro.
SIMPATIA – Trump, por sua vez, simpatiza com Lula, como o próprio líder americano já afirmou em uma série de elogios feitos ao presidente brasileiro. Ao mesmo tempo, o republicano gosta de ter fãs na Presidência de países da América do Sul, como Javier Milei na Argentina ou Bolsonaro no Brasil, ainda que não os respeite como respeita Xi Jinping, Vladimir Putin, Narendra Modi, Recep Tayyip Erdogan e Mohammed bin Salman.
A questão é que Trump não se interessa pela região e a terceirizou para Rubio. Portanto, quando falamos de EUA em relação à eleição brasileira, o que vale é a posição ideológica do secretário de Estado e não a neutralidade trumpista.
DERROTA – O apoio de Rubio, no entanto, não chega perto do suporte dado pelos EUA a Viktor Orbán na Hungria, quando o vice-presidente JD Vance e influencers trumpistas viajaram a Budapeste para fazer campanha. Fracassaram e Orbán acabou derrotado, perdendo o cargo de premier. No Canadá, também houve diferenças, já que Trump pessoalmente ofendeu, e ainda ofende, a nação canadense, ao chamar o país de estado americano.
Em nenhum momento, Rubio ou Trump ofenderam o Brasil. Suas tarifas podem ter um efeito negativo ao candidato que apoiam. Este impacto, porém, está longe de ter o de outros fatores na eleição. Não é Washington que decidirá o pleito.
Caso Flávio Bolsonaro vença, a reaproximação será quase imediata, além de ser uma vitória geopolítica de Rubio. Uma vitória de Lula tende a enfraquecer o secretário de Estado na pauta brasileira, com uma reaproximação natural entre o presidente do Brasil e Trump.
“Ainda tentam convencer a população de que as catástrofes extremas e atípicas a que assistimos no céu são apenas caprichos da natureza ou meras coincidências. A narrativa oficial precisa de um culpado conveniente, e o El Niño surge como a desculpa perfeita para cobrir qualquer anomalia, justificando o caos e mantendo o povo na ignorância enquanto uma agenda bem mais obscura avança em segundo plano.
A verdade é que a manipulação do clima não é uma suposição, é uma realidade documentada e patenteada há décadas.
Se fores pesquisar a patente registada sob o número US 20030085296 A1, encontras a descrição clara de um método concebido para alterar, direcionar e até criar intencionalmente fenómenos meteorológicos de grande escala, como tornados e furacões. Está lá tudo explicitado, sem margem para dúvidas.
Enquanto a maioria das pessoas é levada a acreditar que estamos à mercê de mudanças climáticas descontroladas, a tecnologia para desenhar a tempestade onde bem entendem já existe e está operacional. Usam o pretexto dos fenómenos naturais para mascarar a intervenção direta, criar pânico, condicionar recursos e empurrar a sociedade para um controlo cada vez mais apertado.
O plano passa justamente por isso: provocar o impacto, culpar o povo e surgir depois com as soluções e restrições que sempre quiseram impor. O El Niño e as histórias habituais são a capa perfeita para ocultar a mão humana por trás do cenário.
Está na altura de olhar para além da televisão e questionar as narrativas pré-fabricadas. A informação está disponível para quem quer ver.”
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Mas nossa imprensa também interferem no nosso processo eleitoral