
Evasivo, Flávio trabalha com propostas fantasiosas
Renata Galf
Folha
O senador Flávio Bolsonaro (PL), que é candidato à Presidência, evitou dizer como deve votar em relação ao fim da escala 6×1 no Senado, mas reforçou que defende proposta alternativa à apoiada pelo governo Lula (PT). Segundo ele, o trabalhador deve ter liberdade para escolher a própria jornada.
As declarações foram dadas em entrevista para o programa Domingo Espetacular, da Record, divulgada neste domingo (30). Ao ser questionado sobre como votaria, caso a apreciação da proposta fosse agora em setembro, ele não cravou qual seria seu posicionamento. Reforçou, porém, que defende um desenho alternativo.
“LIBERDADE” – “O que a gente está defendendo? É a liberdade. Você vai ter todos os seus direitos trabalhistas garantidos como estão na Constituição Federal. Mas vai trabalhar quantas horas você quiser, você vai montar a sua escala de trabalho”, disse Flávio. “Essa é a alternativa que nós vamos oferecer, que é a liberdade para o trabalhador escolher a sua jornada de trabalho.”
Flávio citou casos recentes, como os pedidos de recuperação judicial das Casas Bahia do Habib’s, como argumentos contra a proposta do governo. Ele afirma que tais casos mostrariam que o Brasil tem hoje um “ambiente muito hostil para criação de empregos”.
BANDEIRA DE LULA – A proposta do fim da escala 6×1 sem redução de salário é uma das principais bandeiras da campanha à reeleição de Lula. Aprovada na Câmara no primeiro semestre, ela estava travada no Senado, mas teve avanço nos últimos dias e há expectativa de que seja analisada nesta semana.
O avanço da pauta foi selado na última quarta-feira (26), após reunião do presidente da República com os presidentes da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), e do Senado, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP).
Na última quinta (27), o senador Omar Aziz (PSD-AM) divulgou o relatório da PEC (Proposta de Emenda à Constituição), atendendo ao governo Lula e mantendo o texto aprovado pela Câmara em maio. Isso porque uma alteração na PEC pelo Senado obrigaria o texto a voltar para a Câmara, o que dificultaria a promulgação antes da eleição.
EMENDAS – A oposição, por sua vez, protocolou 14 emendas para alterar a PEC aprovada pela Câmara. Uma delas propôs manter a jornada de 44 horas semanais na Constituição e deixar uma eventual redução a critério de negociação coletiva ou contrato por hora. Essa ideia segue o modelo defendido por Flávio. A bancada bolsonarista também apresentou uma PEC que estabelece um novo regime de trabalho, com pagamento por hora trabalhada.
Questionado novamente neste domingo quanto a se apresentaria o contrato, novo documentos ou números auditados referentes ao dinheiro dado pelo ex-banqueiro Daniel Vorcaro para a produção do filme sobre o ex-presidente Jair Bolsonaro, Flávio se esquivou e repetiu as mesmas respostas que vem dando em outras entrevistas. O senador tem dito que não haveria nada errado em buscar patrocínio privado para um filme privado.
Apesar de ter prometido prestar contas sobre o financiamento do filme “Dark Horse”, Flávio tem resumido essa prestação à perícia privada feita pela própria produtora do longa, mas que não detalhou uma série de itens.
INDULTO – Durante a entrevista, ao ser questionado quanto a se indultaria seu pai, que hoje está em prisão domiciliar, Flávio criticou a corte no contexto do julgamento do 8 de Janeiro, dizendo que o processo foi uma “grande farsa” e que houve uma perseguição. Nesse contexto, afirmou que se eleito, trabalhará para que a anistia aos envolvidos no 8/1 seja aprovada ainda neste ano e que, caso não dê tempo, concederá indulto aos condenados.
No último ano, Jair Bolsonaro foi condenado pela Primeira Turma do STF (Supremo Tribunal Federal) a 27 anos e 3 meses de prisão por tentativa de golpe de Estado. Ele foi apontado como líder de uma trama golpista colocada em marcha ainda durante seu governo, o que incluiu pressão sobre comandantes militares para a adoção de medidas de exceção que evitassem a posse de Lula e o mantivessem no poder.
MINISTÉRIO – Questionado se Jair Bolsonaro seria um ministro, caso ele quisesse participar do governo, Flávio respondeu que dependeria da decisão do próprio pai, mas que nunca conversou com ele a respeito. “Vai depender da vontade dele”, disse o senador, que afirmou ter no pai um conselheiro.
Durante a entrevista, Flávio falou ainda sobre o STF, acrescentando que o próximo presidente deve poder indicar ao menos quatro ministros à corte, contando a vaga decorrente da aposentadoria de Luís Roberto Barroso e que ainda não foi preenchida, depois de o governo Lula ver o nome de Jorge Messias ser rejeitado no Senado.
“PATRIOTAS” – Flávio evitou adiantar nomes que indicaria, caso eleito, mas afirmou que seriam patriotas, e também contra o aborto e contra as drogas. “Eu vou indicar homens e mulheres que sejam comprometidos em serem contra o aborto, em serem contra as drogas e que não usem a caneta para fazer injustiça com ninguém”, disse. “O perfil vai ser esse: homens e mulheres que sejam de verdade patriotas e que pensem em trazer segurança jurídica de volta e resgatar a credibilidade do Supremo.”
Ao longo de todo seu governo, o ex-presidente Jair Bolsonaro manteve uma postura de ataques ao STF, que deu uma série de decisões contrárias aos interesses do então mandatário. Fora do poder, o bolsonarismo mira neste ano as eleições do Senado, tendo como bandeira o impeachment de ministros da corte.
É de tendência escravocrata.
O que está acontecendo com Augusto Cury?
O Índice de Popularidade Digital (IPD) medido pela Quaest tem mostrado nas últimas três semanas um dado surpreendente: o crescimento exponencial de Augusto Cury no ambiente digital. No período, ou seja, do dia 10 de agosto e até quarta-feira passada, o candidato do Avante subiu. Para ser mais exato, quase dobrou. No mesmo período, Lula e Flávio Bolsonaro caíram; Renan Santos estacionou; e Romeu Zema registrou uma ligeira queda.
As campanhas de Flávio, Renan e Ronaldo Caiado levantaram suspeitas nos últimos dias pelo fato de, por exemplo, Cury ter pulado de 8,3 milhões para mais de 10,5 milhões de seguidores nas redes sociais em menos de uma semana. Em conversas privadas, falam da possibilidade de robôs estarem inflando a popularidade de Cury.
Pode ser. Mas o IPD da Quaest, que mede a influência, a relevância e a reputação de políticos no ambiente da internet, tem meios de visualizar robôs e excluí-los do cálculo. Em 2018, por exemplo, o IPD detectou antecipadamente a força de dois candidatos desacreditados, Jair Bolsonaro e Wilson Witzel; em 2024 o mesmo aconteceu com Pablo Marçal quando disputou a prefeitura de São Paulo.
Aliás, existe uma semelhança entre Marçal e Cury. Em 2024, com aquelas participações bizarras nos debates, todos analistas sem exceção trataram o Marçal apenas como um candidato grotesco e só. De fato, ele era grotesco, mas cresceu. Cresceu muito.
Cury também, de certa forma, é tratado — pelos políticos seja pelos analistas de política — como um escritor de autoajuda sem programa de governo factível, sem grupo político e sem nenhum apoiador de respeito ao lado dele — enfim, é tratado como alguém que não deve ser levado a sério.
De acordo com um levantamento da consultoria Bites, Cury foi o candidato “que mais adicionou seguidores em seus perfis oficiais nas redes sociais (2,6 milhões, crescimento de 18% na sua base) e o segundo em volume de interações (6,7 milhões), atrás apenas de Flávio Bolsonaro (6,9 milhões)”. E foi, também na semana passada, “o segundo nome mais buscado do país entre os presidenciáveis” (ficou atrás apenas de Lula).
Nem sempre, claro, o barulho nas redes sociais se transforma em voto. As pesquisas da semana — Quaest na quarta-feira e Datafolha na quinta-feira — responderão se o burburinho que Cury vem conseguindo no ambiente digital se converterá em intenção de voto.
O Globo, Política, Opinião, 31/08/2026 05h52 Por Lauro Jardim
A explicação do vice de Augusto Cury para a alta em duas pesquisas
Júlio Delgado foi deputado federal por cinco mandatos antes de se filiar ao Avante
A subida de Augusto Cury em duas pesquisas divulgadas nesta segunda-feira foi recebida com euforia na campanha do candidato do Avante.
Candidato a vice-presidente na chapa de Cury, o ex-deputado Júlio Delgado arrisca uma explicação para os números da Nexus/BTG e da Atlas/Bloomberg:
— Ele já tinha 8 milhões de seguidores nas redes sociais. Agora as pessoas começaram a perceber que o escritor Augusto Cury é o candidato Augusto Cury.
Para o vice de Cury, o psiquiatra e best-seller de autoajuda está se beneficiando de uma “estafa com a polarização” entre Lula e Flávio Bolsonaro.
No entanto, Delgado diz acreditar em outras razões não mensuráveis em pesquisas.
— Nem tudo tem explicação técnica. Às vezes a coisa pode ter um fator sobrenatural — aposta.
Cury surpreendeu ao aparecer em terceiro lugar na Nexus/BTG, com 11% das intenções de voto. Na Atlas/Bloomberg, figurou com 7,8%.
Como esses institutos não fazem entrevistas presenciais, dirigentes de outras campanhas receberam os números com cautela. A Nexus aborda os eleitores por telefone, e a Atlas faz enquetes online.
As novas pesquisas do Datafolha e da Quaest, a serem divulgadas esta semana, mostrarão se as entrevistas presenciais confirmam a alta do candidato do Avante.
O Globo, Política, Opinião, 31/08/2026 12h10 Por Bernardo Mello Franco
Cury começa a largar Caiado, Zema e Santos na poeira.
Campeões da Festa do Peão de Barretos 2026
Os principais campeões das modalidades individuais de montaria da Festa do Peão de Barretos 2026 foram Assyrio José Dias (Rodeio Internacional em Touros), Júlio César de Oliveira (Cutiano) e Renan Almeida Alves (Liga Nacional de Rodeio).
1. Rodeio Internacional (Montaria em Touros)
• Campeão: Assyrio José Dias (Sertanópolis – PR)
• Desempenho: Marcou 90,50 pontos na montaria final a bordo do touro Metanol (Cia. Scatolin), acumulando uma somatória geral de 357,00 pontos ao longo do evento.
2. Estilo Cutiano (Montaria em Cavalos)
• Campeão: Júlio César de Oliveira (Santa Fé do Sul – SP)
• Soma da pontuação: Terminou a competição com 273 pontos totais, recebendo nota 92 na apartação final com a égua Justiceira.
3. Liga Nacional de Rodeio (LNR)
• Campeão: Renan Almeida Alves (Orlândia – SP)
• Desempenho: Conquistou o bicampeonato inédito da LNR com 89,75 pontos na final montando o touro Águia Negra (Cia. Gutt Bulls).
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Valores das premiações em Barretos
Na Festa do Peão de Barretos, os valores individuais recebidos pelos campeões variam de acordo com a modalidade e a categoria do campeonato.
No topo das premiações, o grande campeão nacional da PBR Brazil faturou um pacote avaliado em cerca de R$ 500 mil, composto por R$ 200 mil em dinheiro e uma picape Mitsubishi Triton Katana zero-quilômetro.
Além disso, o vencedor da etapa específica de Barretos da PBR levou R$ 100 mil.
Para as demais modalidades do rodeio, a organização define um orçamento global de premiação por categoria, o qual é distribuído entre os finalistas:
Distribuição de Prêmios por Modalidade (Valores Globais da Categoria)
Modalidade / Campeonato Valor Total Distribuído
Touro (Barretos International Rodeo) R$ 400 mil
Team Penning R$ 392 mil
Cutiano (Cavalos) R$ 200 mil
Ranch Sorting R$ 174 mil
Liga Nacional de Rodeio (LNR) R$ 150 mil
PBR Brazil (Etapa Final) R$ 150 mil
Team Roping R$ 120 mil
Três Tambores R$ 110 mil
Sela Americana R$ 14 mil
Bareback R$ 14 mil
Rodeio Júnior R$ 10 mil
Benefícios Internacionais
Além do dinheiro e dos veículos, os campeões das modalidades de Team Roping, Três Tambores, Montaria em Touros e os quatro melhores olocados da LNR conquistaram vagas para as finais regionais do milionário The American Rodeo nos Estados Unidos.