Cunhado de Gilmar chamou Vorcaro de “irmão”
Rafael Moraes Moura
Johanns Eller
O Globo
Mensagens obtidas pela Polícia Federal (PF) no bojo das investigações do caso do Banco Master mostram que Daniel Vorcaro foi aconselhado em abril de 2024 pelo empresário Chiquinho Feitosa, então cunhado de Gilmar Mendes, a se aproximar do ministro, sob a alegação de que seria “importante para o futuro”. Nas conversas obtidas, Chiquinho se refere ao dono do Banco Master como “irmão” e se apresenta como uma ponte entre Vorcaro e o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF).
Pelas conversas, fica claro que Chiquinho tinha um contrato de consultoria com Vorcaro. Procurado, ele disse que teve um contrato de “curto período” com a Super Empreendimentos, do ecossistema do Master, mas não esclareceu o período de vigência, o valor nem o escopo de atuação (leia a íntegra da nota ao final da matéria). Segundo a Folha de S. Paulo, o montante era de R$ 500 mil mensais.
RELAÇÃO DIRETA – “Você tem que começar uma relação direta com ele! É importante para o futuro! Ele é um grande sujeito com grande caráter e um grande amigo”, escreveu Feitosa para Vorcaro em 19 de abril de 2024, ao sugerir a aproximação do banqueiro com o decano do STF.
Chiquinho é ex-senador, ex-deputado federal e presidente do Republicanos no Ceará, com atuação no setor de transportes. Na época da troca das mensagens, ele ainda era cunhado de Gilmar. O ministro se divorciou da advogada Guiomar Feitosa, irmã de Chiquinho, em novembro de 2025, ou seja, um ano e meio após o empresário sugerir a aproximação entre o banqueiro e Gilmar.
Em abril de 2024, quando Chiquinho encorajou Vorcaro a buscar o magistrado, o dono do Banco Master buscava interlocução com o ministro do Supremo em função de um julgamento sobre precatórios judiciais do setor sucroalcooleiro na Segunda Turma do STF, mesmo colegiado que dois anos depois se debruçaria sobre as investigações do Master. A análise do caso sobre os precatórios tinha sido interrompida um mês antes por um pedido de destaque de Gilmar.
RECURSO DA UNIÃO – O processo tratava de um recurso da União contra a destilaria Alcídia, que cobrava a reparação de prejuízos provocados pela política de fixação de preços do governo na década de 1980. A ação envolvia pagamentos entre R$ 350 milhões e R$ 500 milhões e interessava a Vorcaro, já que o resultado do julgamento poderia produzir uma tese que teria impacto direto nos negócios do Master.
No período de expansão meteórica do Master, o modelo de negócios do banco era em boa parte sustentado por precatórios – ordens de pagamento determinadas pela Justiça a municípios, estados ou da União que costumam demorar anos para serem liberados. O banco comprava esses papéis a um preço baixo e não só inflacionava os valores no balanço, como também os considerava créditos de recebimento garantido. Naquele ano, 47% da carteira era composta por precatórios e direitos creditórios comprados pelo Master.
Em nota, Gilmar disse que não teve conhecimento de “qualquer tratativa” entre Vorcaro e o ex-cunhado e alegou que não foi procurado por Chiquinho para tratar de assuntos do Master. O ministro informou que no dia 11 de abril de 2024, às 18h, recebeu Vorcaro em seu gabinete para uma audiência na sede do tribunal, “em ambiente institucional e não em espaço privado”, para tratar do processo da Destilaria Alcídia. Ao contrário do presidente da Corte, Edson Fachin, Gilmar não tem o hábito de divulgar sua agenda de audiências no gabinete.
PEDIDO DE DESTAQUE – Em mensagens obtidas, o banqueiro encaminha a um de seus advogados, Ciro Rocha Soares, uma mensagem de WhatsApp enviada por um interlocutor não identificado na manhã de 15 de março de 2024: “Gilmar pediu destaque, usou o ‘poder de veto’ para zerar a votação e enviar o processo julgamento presencial [sic].”
Na sequência, Vorcaro escreveu: “Cara, urgente isso pra mim, preciso sua ajuda [sic]. Gilmar esta contra mim num caso que estao usando pra ferrar todos meus precatorios”.
“Pqp”, respondeu Soares. “Vou falar com ele agora. Peraí”. Soares atuava para aproximar Vorcaro de autoridades do Judiciário como o também ministro André Mendonça e o procurador-geral da República, Paulo Gonet. Três horas mais tarde, o advogado volta a mandar mensagens para o banqueiro. “Irmão, preciso saber quem está contra vc nesse assunto”, perguntou.
“MESSIAS” – “Messias”, respondeu o dono do Master, em referência ao advogado-geral da União, Jorge Messias, que defende no caso a União, autor do recurso cujo julgamento tinha sido interrompido por Gilmar.
“Ele quer usar disso pra exemplo. [André] Esteves nao sei a posiçao”, complementou em relação ao dono do BTG Pactual, que Vorcaro tinha como desafeto pessoal e nos negócios e concorrente no ramo dos precatórios.
O processo sobre a Alcídia foi alvo de uma série de interrupções. Em 25 de março de 2024, quando a análise do caso foi retomada, Gilmar pediu um novo destaque, interrompendo mais uma vez a discussão. Em 26 de agosto de 2024, o decano voltou a agir: cancelou o pedido de destaque. Quando o processo retornou à pauta, em 18 de setembro, foi a vez de Kassio Nunes Marques pedir vista.
MENDES E MENDONÇA – O processo foi finalmente julgado em outubro de 2024, quando a usina derrotou a União por 3 a 2. Os dois votos que ficaram do lado da União vieram de Gilmar Mendes e de André Mendonça, com quem o ministro tem travado atualmente uma guerra pública por conta da condução das investigações do caso Master.
Questionado, o ministro frisou que votou contra os interesses da destilaria e de Vorcaro, como se posicionou em “todos os demais casos do setor sucroalcooleiro julgados na Segunda Turma”.
CONTRAPARTIDA – Os três ministros que votaram a favor da tese que interessava a Vorcaro foram Edson Fachin, Dias Toffoli e Kassio Nunes Marques. No relatório que a PF entregou ao STF sobre a relação de Toffoli com o dono do Master, a posição do ministro no julgamento da Alcídia aparece como um possível motivo de contrapartida na compra de uma fatia do Tayayá pelo grupo de Vorcaro por R$ 35 milhões.
Nas mensagens em que o ex-banqueiro discute com o diretor jurídico do Master um pagamento mensal de R$ 500 mil ao filho de Kassio Nunes Marques, o advogado Kevin, de 25 anos, os valores também aparecem associados ao caso da Alcídia.
REUNIÃO – Em outro diálogo ocorrido um mês antes da retomada do julgamento dos precatórios, em 4 de setembro de 2024, Chiquinho Feitosa intermedia uma reunião entre Daniel Vorcaro e sua irmã, Guiomar Mendes, à época casada com Gilmar, no mesmo dia. “Posso marcar nossa reunião com a Guiomar às 15h ou 16h? O que você acha?”, pergunta Chiquinho.
Mais tarde, no horário combinado de 15h, Vorcaro volta a mandar mensagem confirmando o número da casa do encontro, ao que o cunhado de Gilmar responde com um emoji de polegar. Sócia do escritório Bermudes Advogados, um dos mais influentes em Brasília, Guiomar já atuou em processos relacionados a precatórios.
A advogada confirmou ter recebido Vorcaro no escritório junto com o irmão, que disse que o banqueiro tinha interesse em contratá-la. Mas segundo ela, na reunião Vorcaro não apresentou nenhum processo específico. “Eu pedi que mandasse as causas que iria avaliar, mas ressaltei que não prometia resultado. Ele disse que ia mandar, mas não mandou e não voltou mais”, afirmou Guiomar.
AUTOR DE PROJETO – Então primeiro suplente de Tasso Jereissati (PSDB-CE), Chiquinho Feitosa tomou posse no Senado Federal em 2021, quando o tucano se licenciou para participar da articulação das prévias do partido para a corrida presidencial de 2022. No período em que atuou como titular, foi autor de um projeto de lei que também entrou na mira dos interesses de Vorcaro.
O banqueiro trocava envelopes com minutas de proposições do Congresso com o presidente nacional do PP, senador Ciro Nogueira (PI). Entre os textos que iam e voltavam estava o que pretendia instituir o Sistema Brasileiro de Comércio de Emissões de Gases de Efeito Estufa, assinado pelo então cunhado de Gilmar.
ÍNTEGRA DA NOTA DO GABINETE DO MINISTRO GILMAR MENDES
Chiquinho Feitosa é ex-cunhado do Ministro. O Ministro não teve conhecimento de qualquer tratativa entre ele e Daniel Vorcaro, não foi por ele procurado sobre os assuntos mencionados e não responde por relações privadas ou profissionais de ex-parente.
A audiência ocorreu em 11 de abril de 2024, às 18h, no gabinete do Ministro, no Supremo Tribunal Federal, e contou com a presença dos advogados do Banco Master. Foi realizada na sede do Tribunal, em ambiente institucional, e não em espaço privado. O recebimento de advogados em audiência é prerrogativa assegurada pelo art. 7º, VIII, da Lei 8.906/1994. Na ocasião, tratou-se de causa do setor sucroalcooleiro — ARE 1327995, de relatoria do Ministro Edson Fachin, em que figura como recorrida a Destilaria Alcídia S/A.
Nesse processo, julgado pela Segunda Turma em 3 de junho de 2025, o Ministro Gilmar Mendes votou contra os interesses do Banco Master. O voto foi contra o pagamento do precatório, no sentido defendido pela União. Ficou vencido, acompanhado pelo Ministro André Mendonça. Prevaleceu a posição dos Ministros Edson Fachin, Nunes Marques e Dias Toffoli, favorável à empresa.
O voto foi o mesmo em todos os demais casos do setor sucroalcooleiro julgados na Segunda Turma. No ARE 1312127 (Raízen), relatado pelo Ministro, ele votou contra o pagamento do precatório, e a União saiu vitoriosa em 16 de setembro de 2024, vencidos os Ministros Edson Fachin e Nunes Marques. No ARE 1392660 (Jalles Machado), votou duas vezes contra o pagamento à usina — em 6 de agosto de 2024 e em 19 de agosto de 2025 —, ficando vencido nas duas ocasiões, acompanhado pelo Ministro André Mendonça. No ARE 1500251 (Raízen), pediu destaque em 15 de agosto de 2025 e interrompeu julgamento que se encaminhava em favor da usina. Na STP 976-ED, votou em todas as sessões contra a liberação do precatório de mais de R$ 5 bilhões.
Em nenhum desses processos o Ministro votou em sentido favorável aos interesses apontados pela reportagem — inclusive após a audiência mencionada.
ÍNTEGRA DA MANIFESTAÇÃO DE CHIQUINHO FEITOSA
1. Quando me reportei a ele sugerindo que se aproximasse do Ministro, fiz isso de forma despretensiosa, sem nenhuma outra intenção.
2. A maneira que me referi a ele, é uma forma que adoto com todas as pessoas com quem me relaciono.
3. Nunca fui ponte entre o Vorcaro e o Ministro Gilmar. Ele era um banqueiro bem sucedido e que mantinha relacionamentos com várias pessoas.
4. Tive um contrato de consultoria com a Super Empreendimentos durante um curto período. À época uma empresa idônea que atuava em diversos segmentos, e despertava interesse no mercado.
5. Afirmo com certeza que nunca me referi ao Daniel sobre esse jantar, que nunca existiu.
6. Marquei com minha irmã Guiomar, uma reunião a pedido do Daniel. Ele ficou de trazer para ela números de processos, coisa que nunca aconteceu.
A CIA e o MOSSAD, sem dúvidas nenhuma, vão colocar as mãos no Caso Banco Master/Vorcaro e nos Assaltos aos Velhinhos Aposentados, aí o Brasil vai conhecer as entranhas do Judiciário, Legislativo e Executivo , bem nítidos e sem os histerismos dos “PeTralhas da Corte Maior” . Será que o “Decano Fora das Leis” vai colocar dedo em riste e gritar contra as Autoridades Internacionais ? Silêncio ,as ondas já estão chegando com os sonhos das tormentas para o Crime Oganizado. Escutem os sinais…..
O trio master dos envolvidos com o Master anda roxo de medo. Moraes, Dino e Beiçola devem fugir do Brasil se o Flávio for eleito. Os covardes comandantes das FFAA que até agora apoiaram o trio, vão se fazer de tontos e desentendidos.
Armação Ilimitada
Clonam o celular até do Ministro da Defesa.
https://g1.globo.com/politica/noticia/2026/09/18/ministro-da-defesa-tem-celular-clonado-e-golpistas-mandam-mensagem-pedindo-contribuicao-para-evento-beneficente.ghtml
“SER UM DISSIDENTE é discordar ativamente das regras, ideias, crenças ou orientações de um grupo, partido ou sistema estabelecido.” Detesto a interferência estrangeira na disputa eleitoral do Brasil, bem como tenho nojo de sofismas, distorções, deturpações, manipulações tendenciosas de fatos, mentiras e enganações, mas uma coisa é uma coisa e outra coisa é outra coisa, de modo que a julgar pelas emblemáticas Manifestações de Junho de 2013, com aquela imensa população nas ruas do Brasil aos gritos de “sem partidos, sem violência, sem corrupção, sem golpes, sem ditaduras, sem estelionatos eleitorais, vocês não nos representam”, que, decerto encontrou inspiração no megaprojeto novo e alternativo de política e de nação, antissistema, que propõe ao país uma nova política de verdade, que atende pelo nome de democracia direta com meritocracia e Deus na causa, na estrada da vida há mais de 30 anos, além da democracia norte-americana que estribada no poder e força do dinheiro em detrimento do mérito tb deixa muito a desejar, não há como negar que no Brasil existe dissidentes políticos, pessoas que, aliás, em grande quantidade, não concordam mais com o continuísmo da mesmice do sistema político-partidário-eleitoral que detém o monopólio eleitoral sob o controle de donos de partidos, com todas as suas consequências nefastas, instabilidade, insegurança, gastanças, comilança, tributação excessiva, golpes, ditaduras, estelionatos eleitorais, polarização, guerra tribal primitiva, permanente e insana por poder, dinheiro, vantagens e privilégios, sem limite$, modelo de congresso, fundões partidários bilionários, emendas bilionárias impositivas, Vorcaros, eleições caras demais da conta de dois em dois anos, avesso à maioria de mulheres nos executivo, legislativo, judiciário, etc. etc e tal, de modo que, até por isso, são pessoas obrigadas a se abster de votar nos me$mo$, ou votar em branco ou nulo, por falta de opções dissidentes a tudo isso que aí está e que mantém o país capturado, há 136 anos, não obstante o prazo de validade vencido há muito tempo. Portanto, no caso, com conhecimento de causa, e de cátedra, somos obrigados a dizer que, neste aspecto, Donald Trump tem razão, e até autoridade moral para criticar, construtivamente, a ausência de dissidentes nas eleições, até porque ninguém pode negar que lá nos EUA são permitidas as candidaturas avulsas, antissistema, à disposição inclusive dos dissidentes. E cadê no Brasil, o mesmo direito aos dissidentes brasileiros, por falta dos quais mais de 1/3 dos eleitores, como restará demonstrado mais uma vez, nas próximas eleições, a exemplo das eleições anteriores, continuarão sendo obrigados a optar pelas abstenções e pelos votos em branco e nulos, tendo em vista a dissidência face ao sistema que consideram apodrecido, em que pese a imprensa falada, escrita e televisionada, ligada à famigerada ditadura militar, avessas à liberdade de expressão dos dissidentes, continuar fazendo de tudo, vistas grossas, ouvidos moucos, cancelamentos, etc., etc e tal, para esconde-los e sufocá-los ? https://www.facebook.com/reel/924852446939251
Ninguém acusou André Mendonça de nada. E é justamente esse o problema
Lênin descreveu esse método há mais de um século. Ele continua funcionando perfeitamente no Brasil
RIO DE JANEIRO, 17 de setembro de 2026 — Você desliza o dedo pela tela e a manchete passa de relance: “Flávio Dino proíbe a Polícia Federal de investigar André Mendonça.” Meio segundo de leitura, talvez menos. E, sem perceber, você já escolheu um dos dois caminhos.
O primeiro é o caminho gentil. Que colega solidário. Dino protegeu Mendonça de um constrangimento.
O segundo é o caminho que interessa. Espera aí: por que a Polícia Federal estaria investigando um ministro do Supremo?Pronto. Ninguém acusou ninguém de nada. E a suspeita já está de pé, andando sozinha pela sua cabeça.
Vamos aos fatos, que são poucos e simples. Dino determinou nesta quinta-feira que a Polícia Federal e a CVM investiguem a suposta relação do ex-banqueiro Daniel Vorcaro com as concessionárias que administram o serviço funerário de São Paulo, depois que reportagens revelaram um encontro entre Vorcaro e André Mendonça em março de 2025. Na mesma decisão, ele escreveu que “é vedado qualquer ato investigativo que possa atingir o ministro André Mendonça”, porque isso compete ao presidente do STF.
Tecnicamente, está correto. Juridicamente, está correto. E é exatamente por isso que o detalhe importa.
Em 1917, Lênin escreveu um artigo curto chamado “Political Blackmail” (Chantagem política). A definição dele é cirúrgica: expor, ou ameaçar expor, histórias verdadeiras e mais frequentemente inventadas, com o objetivo de causar dano político ao adversário.
Cento e nove anos depois, o mecanismo continua intacto, e ele nunca precisou de uma acusação para funcionar. Precisa de três coisas apenas: um nome, uma palavra pesada ao lado desse nome, e um jornal para carregar os dois juntos até a mesa do café da manhã do país inteiro.
Agora preste atenção no que me chamou a atenção.
Dino não precisava fazer aquele alerta. A Polícia Federal sabe perfeitamente que não pode investigar um ministro do Supremo por conta própria, ignorando as regras de competência. Isso é o abecedário do processo penal brasileiro. Não é notícia, não é novidade, não é risco iminente.
Mas o nome foi escrito. Por extenso. André Mendonça.
Não houve acusação. Não houve denúncia. Não houve condenação. Houve apenas a proximidade tipográfica entre um nome e um conjunto de palavras: Polícia Federal, investigação, banqueiro preso, cemitérios, dinheiro. E quando a imprensa embrulha tudo isso numa manchete de seis palavras, o serviço está completo, e ninguém precisou sujar as mãos.
Eu já vi esse filme antes. Vimos esse mecanismo de associação rodar durante anos contra Bolsonaro, e contra tanta gente que nunca se sentou no banco dos réus, mas que passou a carregar uma dúvida permanente colada ao sobrenome. A dúvida é mais barata que a prova e dura muito mais tempo.
O ponto não é decidir aqui se Mendonça errou ou acertou ao receber quem recebeu. Isso será apurado, e deve ser apurado, e eu quero ver apurado. O ponto é entender como a sua opinião sobre ele foi formada antes de qualquer apuração existir.
Porque existe uma forma muito eficiente de destruir a reputação de um homem público, e ela não exige provas. Não é preciso dizer que ele é culpado.
Basta fazer o público se perguntar se ele é.
Rogerio Pires é jornalista, professor, pesquisador, mestre, doutor H.C. em educação e gestor público com atuação na área de educação tecnológica e políticas de inovação no Estado do Rio de Janeiro.
Maranhense é muito bonzinho:
https://veja.abril.com.br/politica/flavio-dino-proibe-policia-federal-de-investigar-andre-mendonca-em-caso-sobre-cemiterios-de-sp/
O ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinou (???) expressamente nesta quinta-feira, 17, que a Polícia Federal não investigue seu colega de Corte, o também ministro André Mendonça,na ação que investiga contratos da Prefeitura de São Paulo com empresas que administram cemitérios da cidade. Na decisão, Dino afirma que apenas o presidente do STF pode pedir a investigação de alguns dos ministros.
Diz o canalha comunista:
“Desde logo, esclareço ser vedado qualquer ato investigativo, que possa atingir o Exmo. Ministro André Mendonça, pois este encaminhamento compete exclusivamente ao Presidente do STF junto ao Colegiado
Fonte: https://veja.abril.com.br/politica/flavio-dino-proibe-policia-federal-de-investigar-andre-mendonca-em-caso-sobre-cemiterios-de-sp/