
Flávio Bolsonaro tem mais chances de vencer do que Lula
William Waack
Estadão
Três perguntas deveriam ter sido respondidas no debate da TV Globo. Alguém conseguiu virar o voto de alguém? Alguém sentiu ter cometido um erro ao ter escolhido no primeiro turno o candidato que escolheu? Alguém se sentiu mais motivado a comparecer às urnas no domingo?
A resposta às três perguntas é “não”. A impressão produzida pelo debate é a de que não foi o evento decisivo, determinante, do que sairá das urnas neste domingo.
POR PONTOS – É óbvio que cada lado dirá que seu candidato foi excelente, ótimo e massacrou o oponente. E somará pontinhos nesta resposta ou naquela pergunta. Ocorre que esse tipo de acontecimento político não é decidido por pontos, como numa luta de boxe. Ele é decidido pelas emoções − ou impressões − que acaba deixando nos dois lados.
inguém saiu nocauteado, o que era exatamente a proposta da campanha de Flávio Bolsonaro. Como ele entrou no palco em vantagem (apertada, mas em vantagem) segurar esse tipo de “empate” significa segurar a dianteira em relação ao oponente. Essa é a única acepção de “ganhador” que se poderia tirar do evento.
A aposta da campanha de Flávio foi cumprida à risca: falar para frente, falar de segurança e custo de vida. Nesse sentido, ficou para Lula o papel do “ideológico”, do “rico” contra “pobre”, do enaltecimento de um passado que o primeiro turno das eleições provou não ser suficiente para fechar a conta da reeleição.
MESMA IMPRESSÃO – Como sempre acontece em situações nas quais as emoções trazidas por imagens se sobrepõem a qualquer “racionalidade” de números e argumentos – e isso é potencializado pela revolução digital – a “impressão” deixada por Flávio e Lula é a mesma desde o começo. Um senador jovem com ar simpático contra um ancião irritadiço e feições idem.
É isto que permite afirmar que as acusações mútuas no bloco derradeiro, o bloco das baixarias, provavelmente está precificado na votação do dia 4 último.O que não significa dizer que ela se repetirá tal e qual neste domingo. São longas horas ainda, mas elas se parecem muito com os últimos dias. A competição parece estabilizada em margem mínima, com Flavio em vantagem.
Sábias ponderações, em:
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Avisem a Janja, aquela que perdeu a pensão do falecido, por insistir em participar da montagem dos “Estanca-dores de Sangrias”, conforme:
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Adendos “Vorcariantes”, em:
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o debate na TV valeu muito pouco pois o eleitor já estava decidido em quem votar. Os indecisos não vão alterar o resultado pois vão se dividir em dois grupos iguais e a abstenção não vai diminuir e se fosse o caso, os votos novos também viriam divididos. Ou seja, o Flavio ganha com quase 4% dos votos válidos. Nem a pesquisa da Foice de São Paulo/Grobo Lixo conseguiu fabricar um número favorável ao Ladrão.