Direção do PT acende o alerta com queda de Lula e cobra reação da campanha

Petistas atribuem rejeição a erros da campanha

Julliana Lopes
CNN

O aumento da desaprovação do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) nas pesquisas mais recentes provocou incômodo dentro do PT e abriu uma nova rodada de críticas à condução da campanha.

Dirigentes e integrantes do partido ouvidos reservadamente atribuem parte da piora, que varia de 3 a 7 pontos a depender do levantamento, a erros na coordenação política e na comunicação desta fase da disputa.

DESORGANIZAÇÃO – As reclamações atingem o núcleo mais próximo do presidente, que inclui nomes como Sidônio Palmeira e a primeira-dama Janja da Silva, mas não se restringem a eles. A avaliação de petistas é que a campanha ainda não conseguiu organizar uma mensagem capaz de conter o desgaste de Lula e responder com rapidez aos movimentos dos adversários.

Há também queixas sobre a divisão de funções e sobre o peso de decisões tomadas por um grupo considerado restrito. Internamente, dirigentes defendem uma participação maior do partido na definição da estratégia eleitoral.

A piora nos números reforçou, dentro do PT, a cobrança por ajustes na campanha. A avaliação é que o momento exige uma coordenação mais afinada entre partido, comunicação e núcleo político do presidente.

Um domingo na praça, revivendo pequenas lembranças do poeta Mauro Mota

ROGEL SAMUEL: A Elegia Nº1 de Mauro Mota

Mauro Motta, grande poema pernambucano

Paulo Peres
Poemas & Canções

O advogado, jornalista, professor, memorialista, cronista, ensaísta e poeta pernambucano Mauro Ramos da Mota e Albuquerque (1911-1984), membro da Academia Brasileira de Letras revive com este poema “Domingo na Praça” suas lembranças de menino criado em cidade do interior.

DOMINGO NA PRAÇA
Mauro Mota

Na praça, este domingo
não é de hoje: é antigo.
O banco, o lago, a relva
para onde é que me levam?

Ai, dezembro de acácias,
esta praça não passa.
E essa gente depressa
(a moça e a bicicleta)
passa para deixar-se
um pouco nesta tarde.

Ai, dezembro de acácias,
este cheiro, esta música…
Sou, domingo na praça,
um momento o que fui.       

Segunda Turma forma maioria para manter chefe da PF afastado por decisão de Mendonça

AGU recorrerá contra afastamento do chefe da PF e alegará violação de competência do presidente

Mendonça afasta Andrei Rodrigues do comando da PF, e Gilmar tenta bloquear

Decisão precisa ser referendada pela 2ª Turma do STF

Luísa Martins
José Marques
Folha

O ministro André Mendonça, do STF (Supremo Tribunal Federal), determinou nesta terça-feira (8) o afastamento de Andrei Rodrigues da direção-geral da Polícia Federal. Na mesma decisão, Mendonça também afastou preventivamente o diretor de Inteligência da PF, Leandro Almada. No início da sessão, com um pedido de vista, Gilmar Mendes tentou evitar os afastamentos, mas foi derrotado.

O que motivou Mendonça, segundo a decisão desta terça, foi a manipulação de um relatório interno da Polícia Federal usado pelo ministro Alexandre de Moraes, do STF, para pedir uma investigação contra o próprio Mendonça por abuso de autoridade, improbidade administrativa e crime de responsabilidade na condução do caso do Banco Master e do INSS (Instituto Nacional do Seguro Social).

JULGAMENTO – A decisão desta terça ainda precisa ser julgada pela Segunda Turma do Supremo, que é composta pelos ministros Luiz Fux (presidente), Gilmar Mendes, Dias Toffoli e Nunes Marques, além do próprio André Mendonça. Fux convocou uma sessão virtual extraordinária nesta terça para analisar a decisão de Mendonça contra Andrei Rodrigues.

Andrei recebeu a notícia da decisão antes de discursar em um evento de início de curso de agentes da Polícia Federal. No auditório da Academia Nacional de Polícia, em Brasília, 735 alunos aguardavam sentados há cerca de 40 minutos um representante da chefia da PF se posicionar sobre o ocorrido.

ESTOPIM – Alexandre de Moraes e André Mendonça são os dois pivôs do que se tornou a maior crise institucional da história recente do STF. O estopim foram as mensagens, reveladas pelo Estadão e às quais a Folha também teve acesso, do ex-banqueiro Daniel Vorcaro para Moraes.

Às vésperas de ser preso pela Polícia Federal, o dono do Master pediu ao ministro informações sobre a investigação contra ele mesmo, marcou encontros entre os dois e inclusive perguntou se deveria fugir do país. O relatório contra Moraes foi produzido pela PF, mas a pedido de Mendonça. O material também registra pedidos para que fossem acionados Andrei Rodrigues, e o procurador-geral da República, Paulo Gonet.

CONTRA-ATAQUE – Moraes contra-atacou e, também com base em um documento da polícia, pediu que seu colega fosse investigado por abuso de autoridade. Este relatório, porém, é classificado pela própria PF como “sem valor probatório” e ainda traz queixas contra Jorge Messias, advogado-geral da União.

Edson Fachin, presidente do STF, determinou na última semana que Mendonça, Moraes, Gonet e Andrei prestem informações sobre os diálogos com Vorcaro. Agora, em um novo capítulo desta crise, Mendonça pediu o afastamento de Andrei e justificou pela “superlativa gravidade e ilicitude na produção dos ‘relatórios de inteligência’ publicizados pelo Ministro Alexandre de Moraes”.

Ele disse que isso “impõe a adoção de providências imediatas para evitar que as prerrogativas da magistratura, da advocacia pública e da própria atividade policial continuem sendo vilipendiadas”.

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NOTA DA REDAÇÃO DO BLOG – Mendonça partiu para o ataque e vai destruir Andrei Rodrigues, que estava emporcalhando a Polícia Federal, uma instituição que tem prestado extraordinários serviços à nação. O delegado Andrei Rodrigues está envolvido com Vorcaro até o pescoço, junto com a namorada, Renata Varandas, que acumula as funções de jornalista e lobista. Gilmar Mendes (ele, sempre ele) se apresentou para fazer o trabalho sujo de defender os corruptos, mas saiu derrotado. (C.N.)

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Imprensa petista faz comovente esforço para “desmoralizar” André Mendonça

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A imprensa ataca Mendonça, que responde pedindo orações

Carlos Newton

Termina na próxima sexta-feira, dia 11, o prazo dado pelo presidente do Supremo Tribunal Federal, Édson Fachin, para que os ministros Alexandre de Moraes e André Mendonça, assim como o procurador-geral Paulo Gonet e o delegado Andrei Rodrigues, diretor da Polícia Federal, enviem esclarecimentos sobre as investigações no caso do Banco Master.

Até agora, apenas o ministro André Mendonça cumpriu a determinação e foi além, requerendo que o presidente do STF marque a data de julgamento do pedido oficial de afastamento e investigação do ministro Moraes, por seu envolvimento com o banqueiro Daniel Vorcaro, com crimes de advocacia administrativa e falsidade ideológica.

AFASTAR MORAES – Após as manifestações de Moraes, Gonet e Andrei, o presidente do Supremo então pedirá que o plenário resolva se dará encaminhamento ao pedido para afastar Moraes da Corte e investigar seus procedimentos.

Simultaneamente, Fachin terá de encerrar o inquéritos das fake news e enviar ao plenário os pedidos para serem investigados os outros três acusados – Gonet, Andrei e o próprio Mendonça, apofundando a crise ética vivida pelo Supremo, um fato inédito, jamais ocorrido na História Republicana.

O agravamento do escândalo está tirando votos de Lula, uma circunstância que leva à loucura a maioria dos jornalistas em atiividade, que insistem em apoiar Lula, achando que ele é o menos pior. E assim a grande imprensa passou a atacar André Mendonça impiedosamente.

FAKE NEWS – Desta vez, as fake news são plantadas pelos jornalistas  favoráveis ao PT, que se esmeram em criar situações desfavoráveis a André Mendonça. O mínimo que estão propagando é que não há diferença entre ele e Moraes, porque ambos seriam ligados a Daniel Vorcaro.

Mas outras notícias vão além, dizendo que Mendonça atua num instituto especializado em desviar recursos públicos, sem que haja nenhuma prova nesse sentido. O ministro realmente foi fundador do Instituto Iter, voltado para o aperfeiçoamento profissional na área jurídica, que em dois anos instruiu quase 4 mil alunos.

Após repercussão sobre contratos para aperfeiçoamento de servidores públicos, Mendonça não somente cedeu suas cotas, como também levou o instituto a funcionar sem fins lucrativos, com o ministro atuando apenas como professor.

TIROTEIO – É impressionante o tiroteio da imprensa petista para atingir André Mendonça, e já se afirma até que Fachin pode tirá-lo da relatoria dos casos Master e INSS.

O mais incrível, tipo Piada do Ano, é noticiar que Alexandre de Moraes tem condições de continuar como ministro e poderá até presidir o Supremo a partir de agosto, conforme está previsto no sistema de rodízio, pois atualmente ele é vice-presidente.

As notícias plantadas pelo PT informam que Moraes conta com apoio do ministro Gilmar Mendes, que já se manifestou a seu favor, Dias Toffoli, Flávio Dino e Cristiano Zanin, além de Cármen Lúcia, com a qual se relaciona muito bem, enquanto Mendonça tem apenas o apoio de Luiz Fux, sendo incógnitas as posições de Édson Fachin e Nunes Marques.

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P.S. –
Essas previsões são uma grande conversa fiada. Está tudo ainda no ar, e Fachin ainda nem sabe como conduzir a sessão, porque o jurista Jorge Béja já esclareceu, aqui na Tribuna da Internet, que o Regimento exige oito presenças para decidir questões constitucionais, mas só há sete votantes, porque Moraes, Mendonça e Toffoli (afastado da relatoria do caso Master) estão impedidos de participar. Quer dizer: antes de tudo, Fachin tem de estudar uma saída para esse imbróglio jurídico-regimental, enquanto la nave va, sempre fellinianamente. (C.N.)

Após condenações pelo golpe, candidaturas de militares e policiais caem 36%

Pesquisa evidencia que Flávio não subiu, porém desta vez foi Lula que despencou

Charge da Semana – Pesquisa eleitoral 2022 - Jornal A Estância de Guarujá

Charge do Babu (A Estância de Guarujá)

Bianca Gomes
Estadão

A última rodada da pesquisa Quaest registra que o  presidente Lula da Silva (PT) e o senador Flávio Bolsonaro (PL) continuam à frente dos demais candidatos na primeira etapa da disputa, registrando 36% e 29% das menções, respectivamente. No segundo turno, os dois estão empatados, cada um com 41% das intenções de voto.

No primeiro turno da pesquisa divulgada na semana passada, portanto antes dos embates entre os ministros da Corte André Mendonça e Alexandre de Moraes, Lula tinha 37% das intenções de voto, contra 30% de Flávio. Ou seja, ambos oscilaram para baixo, na margem de erro.

Já no cenário de segundo turno, o petista aparecia com 42%, ante 41% do bolsonarista. Agora, a diferença entre os dois no segundo turno é inexistente, o que não acontecia desde março, quando ambos também apareciam no mesmo patamar numérico.

EM PLENA CRISE – O levantamento da Quaest foi realizado entre quinta-feira, 3, e domingo, 6 de setembro, ou seja, em meio à crise que se instalou no Supremo Tribunal Federal (STF).

Os dados do primeiro turno referem-se à simulação que inclui o ex-coach Pablo Marçal (PRTB), que registrou candidatura, mas está inelegível.

Na pesquisa divulgada neste feriado de 7 de Setembro, o candidato Augusto Cury (Avante) tem 8% dos votos, Pablo Marçal tem 1% de menções. Renan Santos (Missão) aparece com 3%, enquanto Ronaldo Caiado (PSD) tem 3%, Romeu Zema (Novo), 2%, e Samara Martins (UP), 1%. Os demais nomes não pontuaram. Nesse cenário, os indecisos são 9%, e os votos brancos ou nulos, 8%.

NA ESPONTÂNEA – A Quaest fez 2.004 entrevistas a domicílio com brasileiros de 16 anos ou mais entre os dias 3 e 6 de setembro. A margem de erro é de dois pontos porcentuais, e o nível de confiança, de 95%. O levantamento está registrado no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob o protocolo BR-01720/2026.

Na pesquisa espontânea, quando o entrevistado não tem acesso a uma lista com os nomes dos candidatos, Lula registra 28% de menções, seguido por Flávio, com 20%, e Cury, com 4%. Outros nomes somam 5%. Os indecisos na espontânea são 42%, e 1% votará branco ou nulo.

Em um eventual segundo turno entre Lula e Flávio Bolsonaro, o presidente tem 41% das intenções de voto, e o senador, 41%. Nesse cenário, indecisos representam 5%, enquanto 13% que votarão branco ou nulo ou não irão votar.

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NOTA DA REDAÇÃO DO BLOG
– Quando a eleição se aproxima, as pesquisas têm de ser mais acertadas, para que os institutso não se desmoralizem. Nas próximas pesquisas, Lula continuará caindo e sua rejeição subindo. Nas minhas pesquisas pessoais, feitas com motoristas de taxi e de uber, ninguém aguenta mais Lula, somente os fanáticos. Em tradução simultânea, pode ser que Lula seja derrotado, mas por enquanto ninguém pode garantir. (C.N.).

Nem Moraes, nem Mendonça: crise no STF exige investigação sem blindagens

O voto de Cármen Lúcia pode decidir o futuro de Alexandre de Moraes no Supremo

PL leva guerra contra Lula ao TSE e tenta transformar eleição em batalha judicial

PT pede inelegibilidade de Nikolas e leva à Justiça o caso de suposto documento falso

“Supremo e os 9” é uma crise pode derrubar Moraes ou Mendonça, diz pesquisador

Charge do Miguel Paiva (Brasil 247)

Deu na CNN

A crise no STF (Supremo Tribunal Federal) atingiu um nível tão grave que o debate já não é mais sobre os desdobramentos das acusações, mas sim sobre quem conseguirá sobreviver politicamente ao conflito. A avaliação é de Felipe Recondo, jornalista e pesquisador do STF, ao WW.

Segundo Recondo, diante do volume e da gravidade das suspeitas que pesam sobre os ministros Alexandre de Moraes e André Mendonça, torna-se cada vez mais difícil imaginar que ambos permaneçam no Tribunal ao final desse processo. “Começo a apostar no Supremo e os 9”, afirmou, em referência à possibilidade de que um dos ministros não sobreviva à crise.

ACUSAÇÕES – Recondo destacou que é preciso separar dois conjuntos distintos de suspeitas. De um lado, estão as acusações contra Alexandre de Moraes, que envolvem seu suposto relacionamento com Daniel Vorcaro, o contrato da esposa do ministro, além de ligações, mensagens e uso de cartão de crédito. Do outro, há a acusação de que André Mendonça teria utilizado a Polícia Federal para direcionar investigações contra colegas.

O pesquisador ressaltou que essa segunda acusação tem origem em um relatório produzido por uma parte da Polícia Federal que, segundo ele, estaria “em guerra” com Mendonça. Ainda assim, Recondo foi enfático: “Sendo isso verdade, é também grave.”

Para ele, se fosse estabelecido como prática que um ministro pode usar delegados para conduzir investigações direcionadas contra colegas, as consequências seriam “extremamente graves” para o funcionamento das instituições.

NOVOS RUMOS –  Recondo também apontou que o desfecho da crise pode estar atrelado ao processo eleitoral. “A depender do processo eleitoral e do Senado no ano que vem, nós tenhamos algum tipo de consequência para essa ruptura que existe hoje dentro do Supremo”, disse.

Para ele, a situação é “sem precedentes” e ainda aguarda respostas formais dos envolvidos, além de eventuais medidas adicionais para tentar contornar o impasse.

“Nós estamos diante de acusações e suspeitas de lado a lado, que talvez nos levem a pensar quem é que sobrevive ao final desse processo, ou Alexandre de Moraes ou André Mendonça”, concluiu Recondo, reforçando que suas análises foram feitas no calor dos acontecimentos, sem que as respostas definitivas dos ministros envolvidos ainda tivessem sido apresentadas.

Setembro pode ser decisivo para a crise que tomou conta do STF

No 7 de Setembro, Tarcísio deixa desfile militar e vai ao culto com Flávio Bolsonaro

Um lamento sertanejo muito realista, na inspiração de Gil e Dominguinhos

Tribuna da Internet | O comovente lamento do sertanejo, na visão de Gil e  Dominguinhos

Dominguinhos e Gil, parceiros e grandes amigos

Paulo Peres
Poemas & Canções

O cantor, compositor, político e escritor baiano Gilberto Passos Gil Moreira, o famoso Gilberto Gil, e seu parceiro Dominguinhos (1941-2013) fizeram a letra de “Lamento Sertanejo” de uma maneira bem realista. Eles se inspiraram na vida de tantos que partem do interior do país à procura de oportunidades melhores e, ao chegarem na cidade grande, deparam-se com uma realidade bem diferente daquela conhecida em suas vidas.

A música foi gravada por Gilberto Gil no LP Refazenda, em 1975, pela Warner, e fez enorme sucesso.

LAMENTO SERTANEJO
Dominguinhos e Gilberto Gil

Por ser de lá
Do sertão, lá do cerrado,
Lá do interior do mato,
Da caatinga e do roçado,
Eu quase não saio,
Eu quase não tenho amigo.
Eu quase que não consigo
Ficar na cidade
Sem viver contrariado.

Por ser de lá,
Na certa, por isso mesmo,
Não gosto de cama mole
Não sei comer sem torresmo.
Eu quase não falo
Eu quase não sei de nada
Sou como rês desgarrada
Nessa multidão, boiada
Caminhando a esmo…

Lula e Flávio disputam o voto do trabalhador com projetos diferentes de país

Eleição promete ser decidida no confronto

Míriam Leitão
O Globo

Os eleitores dizem que o mais importante para decidir seu voto são as propostas: 45% apontam esse fator como decisivo à pesquisa Quaest. A ideologia do candidato é determinante para apenas 17% dos entrevistados, enquanto 14% avaliam o desempenho na televisão.

A questão é que esta campanha presidencial não deverá ser marcada pelas propostas, mas por uma disputa de ideias e, sobretudo, por um embate entre os candidatos.

REDUÇÃO DE JORNADA – No caso do trabalho, por exemplo, a proposta de Lula é a redução da jornada, com tudo o que isso significa em termos de aumento de conforto e qualidade de vida para os trabalhadores. Essa medida, no entanto, beneficia diretamente quem tem carteira assinada, que é apenas um segmento do mercado de trabalho.

Flávio Bolsonaro tem defendido o trabalho por hora, o que, a rigor, não representa uma novidade, pois essa modalidade já foi prevista na Reforma Trabalhista aprovada durante o governo Michel Temer. O candidato do PL, porém, insiste nesse ponto numa tentativa de captar e consolidar o voto entre trabalhadores de aplicativos, que em muitos casos são remunerados por hora, além de uma parcela da juventude e dos trabalhadores por conta própria.

Como o mercado de trabalho brasileiro é muito heterogêneo e a redução da jornada é um benefício garantido principalmente aos trabalhadores formais, os informais, que representam uma parcela expressiva da força de trabalho, não seriam diretamente beneficiados pela medida.