Novos depoimentos de Palocci acusam diretamente Lula por corrupção

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Palocci revela que Dilma “deu força” para Lula ser incriminado

Alyohha Moroni e Ederson Hising
RPC Curitiba e G1 PR

O ex-ministro Antonio Palocci disse em delação premiada que o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva sabia antecipadamente da 24ª fase da Operação Lava Jato, na qual foi conduzido coercitivamente (quando a pessoa é levada à força para depor), em março de 2016. O termo de depoimento da delação do ex-ministro faz parte de uma investigação sobre o vazamento dessa fase da operação. Conforme o depoimento, Paulo Okamoto e Clara Ant, presidente e assessora do Instituto Lula, ficaram sabendo que ocorreria uma operação contra o ex-presidente, mas sem saber se seria cumprida prisão ou condução coercitiva.

Segundo Palocci, Okamoto informou que teria “feito uma limpa” na casa dele em Atiabaia (SP), assim como Clara. O ex-ministro afirmou também que eles lamentaram o fato de que Lula não tenha feito o mesmo e que por isso foram encontrados documentos comprometedores na casa do ex-presidente e no sítio em Atibaia.

OUTROS DOCUMENTOS – Ainda segundo Palocci, havia outros documentos importantes que não foram aprendidos na sede do instituto e na casa de assessores do ex-presidente, e ele disse ter tratado com Clara sobre um HD que ela tinha e no qual estavam guardados registros de todas as reuniões oficiais feitas por Lula nos dois governos.

De acordo com o ex-ministro, ela informou que o HD não foi levado pela polícia e que teve o cuidado de deixá-lo em outro lugar.

O inquérito foi concluído pela Polícia Federal (PF), em 16 de janeiro. Com o indiciamento, o inquérito foi para o Ministério Público Federal (MPF) que avalia se oferece ou não denúncia à Justiça.

VAZAMENTO – De acordo com as investigações, a auditora da Receita Federal Rosicler Veigel, que atuava na força-tarefa da Lava Jato, disse à PF que, em fevereiro de 2016, contou ao então namorado, o jornalista Francisco José de Abreu Duarte, que uma “bomba” relacionada ao ex-presidente Lula estava prestes a “estourar”.

Ela disse que naquela ocasião tinha levado para casa cópias das decisões que teve acesso, sobre a operação em que Lula seria alvo. No entanto, negou que tenha entregue os documentos a Abreu. A auditora disse que foi ele quem retirou os documentos da bolsa, sem que ela soubesse.

O jornalista confirmou que vazou as informações sobre a operação para o dono do Blog da Cidadania. No entanto, Duarte negou que as informações tenham partido de Rosicler e invocou o direito constitucional para proteger a fonte.

“TUDO VAZAVA” – Em depoimento, Duarte disse que ficou com uma cópia da decisão judicial sobre Lula que estava na bolsa de Rosicler. Ele contou que precisava fazer alguma coisa a respeito e considerou que tudo vazava na Operação Lava Jato.

Por isso, conforme o depoimento, algo do “outro lado” também tinha que vazar. O jornalista afirmou que nunca se arrependeu da divulgação da decisão para o blog.

No depoimento, Palocci disse que em 2016 o ex-presidente o chamou para um encontro no Instituto Lula e perguntou se ele poderia assumir o pagamento das reformas feitas no sítio em Atibaia.

 

COMO JUSTIFICAR? – O ex-ministrou relatou que negou por achar que a polícia descobriria e pelo fato de que não existiram grandes saques em espécie para justificar o pagamento das reformas.

No mesmo depoimento, o ex-ministro contou que houve uma crise no governo federal em 2014 quando Lula estava esperançoso de que a publicação de uma matéria do Estadão – na qual delegados da operação atacavam o PT – fosse a oportunidade perfeita para retirá-los da Lava Jato.

Palocci disse ter presenciado Lula cobrando a então presidente Dilma sobre a situação no instituto.

COM ODEBRECHT – Outro assunto tratado no depoimento do ex-ministro foi uma reunião dele com Marcelo Odebrecht para falar sobre como evitar que documentos da Suíça envolvendo a empreiteira chegassem ao Brasil. Os documentos, no entanto, foram usados na operação.

O acordo de Palocci foi firmado com a PF no fim de abril de 2018 e homologado pelo Tribunal Regional Federal da 4ª Região (TRF-4). No termo de delação, o ex-ministro se comprometeu a pagar R$ 37,5 milhões como indenização pelos danos penais, cíveis, fiscais e administrativos dos atos que praticou.

Em outubro de 2018, às vésperas da eleição, o ex-juiz Sergio Moro retirou o sigilo de parte do acordo de delação do ex-ministro. Com isso, foi tornado público o termo em que Palocci afirmou que Lula usou o pré-sal para conseguir dinheiro para campanhas do Partido dos Trabalhadores (PT) e que as duas campanhas de Dilma Rousseff para a Presidência custaram R$ 1,4 bilhão, mais do que foi declarado.

“DEU CORDA” – Em janeiro deste ano, em outro termo anexado a um inquérito, o ex-ministro relatou entregas de dinheiro em espécie de propina paga pela Odebrecht ao ex-presidente. Em uma declaração complementar, ele também disse que Dilma ‘deu corda’ para Lava Jato implicar Lula.

No fim de janeiro, em mais um termo da delação, Palocci disse que determinou que o Grupo Schahin usasse dinheiro de propina para patrocinar um filme sobre o então presidente, co-produzido por uma empresa da qual o jornalista Roberto D’Avila – da GloboNews – era sócio.

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NOTA DA REDAÇÃO DO BLOG
O mais interessante é que ainda exista quem acredite que Lula e inocente e esteja sofrendo “perseguição política”, igual ao filho-senador de Jair Bolsonaro. Com diziam o empresário Phineas Barnum, ao justificar sua preferência pelo trabalho no mundo do circo, “a cada minuto nasce um otário”. (C.N.)

Duas cidades de Minas Geais foram evacuados por risco em barragens

Ginásio Barão de Cocais

Moradores de Barão de Cocais foram alojados neste ginásio

Deu na Folha

Duas cidades de Minas Gerais foram parcialmente evacuadas na madrugada desta sexta-feira (8) devido ao risco de rompimento de barragens. Os alertas ocorreram em Barão de Cocais, a 100 km de Belo Horizonte, e Itatiauçu, na região metropolitana. Em Barão de Cocais (a 146 km de Brumadinho), a Vale deu início a uma evacuação de 500 pessoas das comunidades de Socorro, Tabuleiro e Piteiras.

A Agência Nacional de Mineração (ANM) determinou a implantação do Plano de Ação de Emergência de Barragens de Mineração (PAEBM) após a avaliação de uma consultoria atestar que a estrutura não é estável —​a empresa, Walm, negou a Declaração de Condição de Estabilidade à barragem. ​​

INSPEÇÕES – A evacuação é uma medida é preventiva. ​De acordo com a mineradora, as inspeções no local foram intensificadas.

Em vídeo postado em rede social, um homem de Santa Bárbara, município vizinho, registrou o alerta dos alto-falantes. “Atenção, atenção: isso é uma emergência. Atenção, atenção: essa é uma situação real de emergência de rompimento de barragem. Abandonem imediatamente suas residências, sigam pela rota de fuga até o ponto de encontro, e permaneçam até que sejam passadas novas instruções.” Em seguida, é tocada a sirene (assista mais abaixo).

Em nota, a prefeitura do município afirma que os moradores foram evacuados por ônibus da Vale e outros veículos para o ginásio poliesportivo da cidade. ​

RISCO BAIXO? – A barragem Sul Superior tem volume de 6 milhões m³ de rejeitos principalmente de minério de ferro. Ela é uma barragem de 85 metros de altura, e segundo dados da ANM tinha o risco enquadrado como baixo e o dano potencial como alto —​ambos iguais à de Brumadinho.

A Defesa Civil confirmou também o alerta em Itatiaiuçu (a 36 km de Brumadinho). 60 pessoas do distrito Pinheiros foram evacuadas de suas casas em ônibus e levadas para hotéis, devido a riscos em uma barragem da mineradora ArcelorMittal, segundo o porta-voz da Defesa Civil de MG, tenente-coronel Flávio Godinho. ​

A barragem foi enquadrada no nível de emergência GT1, o menor de três níveis de emergência.

MAIS MORTOS – As ações foram tomadas duas semanas após a barragem da mina do Córrego do Feijão se romper em Brumadinho, na região metropolitana de Belo Horizonte.

Nesta quinta-feira (7), o número de mortos no desastre de Brumadinho chegou a 157. Há ainda outras 182 pessoas desaparecidas entre funcionários da mineradora e moradores da região. Do total de vítimas, 134 já foram identificadas.

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NOTA DA REDAÇÃO DO BLOGComo se permitiu que houvesse cidades inteiras situadas a jusante das barragens. Por que até hoje essas populações não foram removidas?  A resposta é simples. O Brasil é uma esculhambação e ninguém se preocupa com a vida dos brasileiros. Apenas isso. (C.N.)

Pneumonia de Bolsonaro não é comum, mas deve evoluir bem, dizem especialistas

Bolsonaro se submeteu a uma cirurgia no Hospital Albert Einstein, em São Paulo, desde 27 de janeiro Foto: Reprodução

Médicos esperam debelar a pneumonia dentro de cinco dias

Rafael Ciscati
O Globo

O quadro de pneumonia apresentado pelo presidente Jair Bolsonaro , segundo especialistas consultados pelo Globo, não é comum em pacientes que passaram por cirurgias como a dele (a reversão da colostomia ). Mas, se tratado precocemente, tende a evoluir bem, apesar de estender o tempo de internação, dizem profissionais ligados às áreas de tratamento intensivo e de gastroenterologia.

Bolsonaro está no hospital Albert Einstein, na zona sul de São Paulo, desde o dia 27 de janeiro, quando foi internado para retirar a bolsa de colostomia que carregava junto ao corpo desde que sofrera um atentado à faca, durante a campanha à presidência da República. Segundo o boletim médico divulgado pelo hospital na tarde de hoje, uma tomografia de tórax constatou quadro semelhante à pneumonia. Bolsonaro, que recebe cuidados semi-intensivos, também apresentou um “episódio isolado de febre”, diz o boletim.

EXPLICAÇÃO – Segundo o médico intensivista Jorge Salluh, professor da Universidade Federal do Rio de Janeiro, trata-se de uma complicação importante para a saúde do presidente, e que ocorre em poucos casos semelhantes ao dele: “É o tipo de complicação que ocorre de 10% a 15% das cirurgias de andar superior de abdômen. Prolonga a internação” — afirma Salluh. “Mas, se tratada precocemente, tem bons resultados clínicos”.

Segundo o Hospital Einstein, foi feito um ajuste no tipo de antibiótico usado pelo presidente. De acordo com o cirurgião Eduardo Grecco, especialista em aparelho digestivo e professor da Faculdade de Medicina do ABC, o tratamento precoce com antibióticos é o correto em situações assim, e o quadro de Bolsonaro deve evoluir bem.

De acordo com Grecco, é provável que a pneumonia do presidente tenha sido causada por uma infecção bacteriana. Ele especula que a complicação decorreu da internação prolongada e pelo longo período que Bolsonaro passou em jejum:

IMUNIDADE – “O presidente ficou muito tempo internado sem se alimentar. Uma hipótese é que tenha caído sua imunidade, e isso o deixou exposto a infecções” — explica o especialista.

O período prolongado passado no hospital aumenta as chances desse tipo de ocorrência. Nesse ambiente, o paciente pode ficar mais exposto a vírus e bactérias:

— Por isso, o desejo do médico é o de operar e, tão logo for possível, mandar para a casa — diz Grecco.

De acordo com Elaine Moreira, da Federação Brasileira de Gastroenterologia, o longo período passado em repouso e o desconforto decorrente da cirurgia abdominal também aumentam as chances de uma infecção:

DESCONFORTO – “Ainda que esteja fazendo fisioterapia, Bolsonaro passa muito tempo em repouso. E sente o desconforto decorrente da operação. Isso diminui a complacência pulmonar, a capacidade de o pulmão se expandir. E aumenta as chances de infecção” — afirma ela.

Segundo Elaine, é possível que a internação de Bolsonaro seja prolongada por pelo menos mais sete dias. É o tempo que, no geral, os médicos esperam para avaliar a evolução do tratamento com antibiótico.

Por ora, Bolsonaro mantém a dieta oral líquida, associada à nutrição intravenosa. Deve evoluir para dieta pastosa e, por fim, sólida, conforme recuperar os movimentos do intestino delgado.

Procuradora diz que críticas da OAB às propostas de Moro ‘não surpreendem’

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Procuradora Thaméa afirma que a OAB não combate a corrupção

José Carlos Werneck

Mais uma voz abalizada se levanta em apoio às excelentes medidas anticrime apresentadas ao país pelo ministro da Justiça, Sergio Moro. Agora foi a vez da competente procuradora Thaméa Danelo, responsável pela operação Lava Jato em São Paulo, que minimizou as declarações do presidente da Ordem dos Advogados do Brasil, Felipe Santa Cruz, a respeito das propostas de Moro, afirmando que tais críticas já eram esperadas.

“Não me surpreende esse tipo de posicionamento da OAB nessa questão. Quando apresentamos as 10 medidas contra a corrupção no Congresso, eles também foram contra, mas apresentaram propostas alternativas”, afirmou em entrevista, nesta quinta-feira, à rádio Jovem Pan.

INSEGURANÇA? – O presidente da OAB disse que as prisões de políticos, que devem aumentar em quantidade e tempo, caso as propostas de Moro sejam aprovadas, vão gerar um “apagão das canetas diante da insegurança jurídica”.

Sobre esse trecho, a procuradora foi taxativa. “Não há insegurança jurídica nesse caso. O que causa insegurança é a corrupção”.

No entender da procuradora, que antes de assumir a chefia da Lava Jato em São Paulo comandou as investigações sobre as fraudes ocorridas com o uso da Lei Rouanet, a situação é idêntica à das 10 Medidas Contra Corrupção.

REAÇÃO FIRME – Como se vê, as críticas bizantinas às medidas propostas pelo competente ministro Sergio Moro, como as do presidente da OAB, são desdenhadas por todos aqueles que enxergam o projeto com grandeza e realismo e não tentam criar falsos argumentos, que na verdade têm objetivo de preservar os privilégios dos políticos e empresários criminosos que transformaram este país no império da corrupção.

Presidente da CUT se reúne com Mourão e critica reforma da Previdência

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Vagner Freitas já convocou uma assembléia nacional da CUT

Deu em O Tempo
(Estadão Conteúdo)

Após ser recebido pelo vice-presidente da República, Hamilton Mourão, no Palácio do Planalto, o presidente da Central Única dos Trabalhadores (CUT), Vagner Freitas, afirmou que vai realizar uma assembleia nacional, no próximo dia 20, a fim de organizar os trabalhadores para a “resistência” da reforma da Previdência. Ele considera que o texto preliminar da proposta retira direitos.

Em novembro, durante ato a favor do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, Freitas disse que o presidente Jair Bolsonaro foi eleito com menos de 30% dos votos do povo brasileiro e que a CUT não o reconhecia como presidente da República. Um mês depois, voltou atrás e disse que Bolsonaro foi eleito por 57 milhões de pessoas e que a CUT iria procurar o governo para negociar os interesses dos trabalhadores.

DIZ MOURÃO – Nesta quinta-feira (7), segundo o presidente da CUT, Mourão evitou entrar no mérito dos termos da reforma da Previdência e sugeriu que o debate deve ser feito no Congresso Nacional. A reunião foi solicitada pela CUT e pelo Sindicato dos Metalúrgicos do ABC quando Mourão estava interinamente na Presidência da República, mas acabou adiada para esta semana.

“Viemos perguntar qual é, de fato, a proposta do governo. Toda vez tem uma notícia diferente. Se a proposta é de capitalização, não temos concordância sobre isso. E, se é essa a proposta, tem que ser levada para ser discutida com a sociedade”, disse o presidente da CUT.

Para Freitas, o regime de capitalização favorece o capital financeiro nacional e internacional e impede que o trabalhador receba aposentadoria e benefícios de assistência social. “Da forma que está sendo colocada (a reforma), retira direitos.”

TIPO POUPANÇA – A capitalização é uma espécie de poupança que o trabalhador faz para garantir a aposentadoria no futuro, na qual o dinheiro é investido individualmente. O modelo atual é o de repartição, no qual quem contribui paga os benefícios de quem já está aposentado.

Freitas também disse que não concorda com a ideia da carteira de trabalho verde e amarela, proposta pelo ministro da Economia, Paulo Guedes. “Uma coisa é emprego, outra é bico, não vamos confundir”, criticou.

Presidente da CUT se reúne com Mourão e critica reforma da Previdência

Deu em O Tempo
(Estadão Conteúdo)

Após ser recebido pelo vice-presidente da República, Hamilton Mourão, no Palácio do Planalto, o presidente da Central Única dos Trabalhadores (CUT), Vagner Freitas, afirmou que vai realizar uma assembleia nacional, no próximo dia 20, a fim de organizar os trabalhadores para a “resistência” da reforma da Previdência. Ele considera que o texto preliminar da proposta retira direitos.

Em novembro, durante ato a favor do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, Freitas disse que o presidente Jair Bolsonaro foi eleito com menos de 30% dos votos do povo brasileiro e que a CUT não o reconhecia como presidente da República. Um mês depois, voltou atrás e disse que Bolsonaro foi eleito por 57 milhões de pessoas e que a CUT iria procurar o governo para negociar os interesses dos trabalhadores.

DIZ MOURÃO – Nesta quinta-feira (7), segundo o presidente da CUT, Mourão evitou entrar no mérito dos termos da reforma da Previdência e sugeriu que o debate deve ser feito no Congresso Nacional. A reunião foi solicitada pela CUT e pelo Sindicato dos Metalúrgicos do ABC quando Mourão estava interinamente na Presidência da República, mas acabou adiada para esta semana.

“Viemos perguntar qual é, de fato, a proposta do governo. Toda vez tem uma notícia diferente. Se a proposta é de capitalização, não temos concordância sobre isso. E, se é essa a proposta, tem que ser levada para ser discutida com a sociedade”, disse o presidente da CUT.

Para Freitas, o regime de capitalização favorece o capital financeiro nacional e internacional e impede que o trabalhador receba aposentadoria e benefícios de assistência social. “Da forma que está sendo colocada (a reforma), retira direitos.”

TIPO POUPANÇA – A capitalização é uma espécie de poupança que o trabalhador faz para garantir a aposentadoria no futuro, na qual o dinheiro é investido individualmente. O modelo atual é o de repartição, no qual quem contribui paga os benefícios de quem já está aposentado.

Freitas também disse que não concorda com a ideia da carteira de trabalho verde e amarela, proposta pelo ministro da Economia, Paulo Guedes. “Uma coisa é emprego, outra é bico, não vamos confundir”, criticou.

Deu em O Tempo
(Estadão Conteúdo)

Após ser recebido pelo vice-presidente da República, Hamilton Mourão, no Palácio do Planalto, o presidente da Central Única dos Trabalhadores (CUT), Vagner Freitas, afirmou que vai realizar uma assembleia nacional, no próximo dia 20, a fim de organizar os trabalhadores para a “resistência” da reforma da Previdência. Ele considera que o texto preliminar da proposta retira direitos.

Em novembro, durante ato a favor do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, Freitas disse que o presidente Jair Bolsonaro foi eleito com menos de 30% dos votos do povo brasileiro e que a CUT não o reconhecia como presidente da República. Um mês depois, voltou atrás e disse que Bolsonaro foi eleito por 57 milhões de pessoas e que a CUT iria procurar o governo para negociar os interesses dos trabalhadores.

DIZ MOURÃO – Nesta quinta-feira (7), segundo o presidente da CUT, Mourão evitou entrar no mérito dos termos da reforma da Previdência e sugeriu que o debate deve ser feito no Congresso Nacional. A reunião foi solicitada pela CUT e pelo Sindicato dos Metalúrgicos do ABC quando Mourão estava interinamente na Presidência da República, mas acabou adiada para esta semana.

“Viemos perguntar qual é, de fato, a proposta do governo. Toda vez tem uma notícia diferente. Se a proposta é de capitalização, não temos concordância sobre isso. E, se é essa a proposta, tem que ser levada para ser discutida com a sociedade”, disse o presidente da CUT.

Para Freitas, o regime de capitalização favorece o capital financeiro nacional e internacional e impede que o trabalhador receba aposentadoria e benefícios de assistência social. “Da forma que está sendo colocada (a reforma), retira direitos.”

TIPO POUPANÇA – A capitalização é uma espécie de poupança que o trabalhador faz para garantir a aposentadoria no futuro, na qual o dinheiro é investido individualmente. O modelo atual é o de repartição, no qual quem contribui paga os benefícios de quem já está aposentado.

Freitas também disse que não concorda com a ideia da carteira de trabalho verde e amarela, proposta pelo ministro da Economia, Paulo Guedes. “Uma coisa é emprego, outra é bico, não vamos confundir”, criticou.

Flávio Bolsonaro é investigado pelo núcleo de combate à corrupção do MPF/RJ

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Flávio Bolsonaro imita Lula e alega ser “perseguido político”

Arthur Guimarães e Paulo Renato Soares
TV Globo

O senador Flávio Bolsonaro (PSL-RJ) é investigado pelo Núcleo de Combate à Corrupção do Ministério Público Federal do Rio de Janeiro. É a primeira investigação criminal que se tem notícia contra o parlamentar. A informação é do Jornal Nacional. A investigação começou em maio de 2018 e teve origem na denúncia de um advogado sobre as negociações de imóveis realizadas por Flávio Bolsonaro.

A assessoria do senador Flávio Bolsonaro declarou, em nota, que “ele é vítima de perseguição política e que ele repudia a tentativa de imputar irregularidades e crimes onde não há”.

NÚCLEO CRIMINAL – A procuradora regional da República, Maria Helena de Paula, então coordenadora criminal, determinou que o caso fosse analisado pelo Núcleo Criminal de Combate à Corrupção.

No despacho, a procuradora cita as suspeitas que foram levantadas contra o então deputado estadual: aumento patrimonial exponencial e  negociações relâmpago e extremamente lucrativas

O Jornal Nacional apurou que o Núcleo de Criminal de Combate à Corrupção do MPF abriu a investigação e tem dados de movimentação financeira do filho do presidente Jair Bolsonaro. Esta é a segunda investigação contra o senador dentro da Procuradoria Regional no Rio de Janeiro. A primeira, que trata do mesmo assunto, é no âmbito eleitoral e apura falsificação de documento público para fins eleitorais e de lavagem de dinheiro.

QUESTÃO DE FORO – Depois que Flávio Bolsonaro foi eleito senador, a Procuradoria Regional Eleitoral consultou a Procuradoria Geral de Justiça se o caso deveria ir para Brasília por causa do foro privilegiado de Flávio Bolsonaro.

Nesta quarta-feira (dia 6), a procuradora-geral da República, Raquel Dodge, determinou que a investigação permaneça no RJ porque os fatos aconteceram antes dele ser eleito senador e a apuração não tem relação com o cargo.

“No caso em exame, os fatos investigados no inquérito policial, que está em fase bastante incipiente como relatado, precedem o início do mandato de Senador da República pelo representado e não têm relação com o exercício deste mandato parlamentar”, escreveu a procuradora Raquel Dodge. E a investigação criminal vai passar por este mesmo processo.

OUTRA DECISÃO – O Jornal Nacional apurou que o MPF encaminhou, nesta quinta-feira (7), o caso para a Procuradoria Geral da República (PGR) por causa do foro do senador. A PGR também vai ter que decidir se a investigação por suspeita de lavagem dinheiro e corrupção contra o senador Flávio Bolsonaro fica em Brasília ou no Rio de Janeiro.

Investigações anteriores, envolvendo um relatório do Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf), apontaram operações bancárias suspeitas de 74 servidores e ex-servidores da Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj).

O documento revelou movimentação atípica de R$ 1,2 milhão na conta de Fabrício Queiroz, ex-assessor do senador Flávio Bolsonaro, entre janeiro de 2016 e janeiro de 2017, incluindo depósitos e saques.

MOVIMENTAÇÃO – O ex-assessor e ex-motorista de Flávio Bolsonaro movimentou em uma conta o total de R$ 1.236.838 entre 1º de janeiro de 2016 e 31 de janeiro de 2017. Durante esse período, Queiroz, de acordo com apontamentos do Conselho de Atividades Financeiras (Coaf), fez saques em espécie no total de R$ 324.774, e teve R$ 41.930 em cheques compensados.

Na época, um dos favorecidos foi a ex-secretária parlamentar Michele de Paula Firmo Reinaldo Bolsonaro, atual mulher do presidente eleito, que recebeu cheque no valor de R$ 24 mil.

Mas o presidente eleito Jair Bolsonaro negou qualquer irregularidade nos depósitos realizados na conta da mulher dele, Michele de Paula Bolsonaro, por Fabrício José Carlos de Queiroz, atribuindo o pagamento a um empréstimo feito ao ex-assessor.

A descoberta da força de Deus, na poesia de Casimiro de Abreu

Resultado de imagem para casimiro de abreuPaulo Peres
Site Poemas & Canções

O poeta Casimiro José Marques de Abreu (1839-1860) nasceu em Barra de São João (RJ) e foi um intelectual brasileiro da segunda geração romântica. Sua poesia tornou-se muito popular durante décadas, devido à linguagem simples, delicada e cativante, como se vê nesse poema em que conta que em sua infância descobriu “Deus”.

DEUS
Casimiro de Abreu

Eu me lembro! Eu me lembro! – Era pequeno
E brincava na praia; o mar bramia,
E, erguendo o dorso altivo, sacudia,
A branca espuma para o céu sereno.

E eu disse a minha mãe nesse momento:
“Que dura orquestra! Que furor insano!
Que pode haver de maior do que o oceano
Ou que seja mais forte do que o vento?”

Minha mãe a sorrir, olhou pros céus
E respondeu: – Um ser que nós não vemos,
É maior do que o mar que nós tememos,
Mais forte que o tufão, meu filho, é Deus.

Previdência terá contribuição menor para empresas e maior para empregados

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Charge do Duke (dukechargista.com.br)

Pedro do Coutto

São duas reportagens muito importantes publicadas nas edições de ontem de O Globo e de O Estado de São Paulo. Focalizam pontos essenciais do projeto de reforma da Previdência. A primeira reportagem é de Daiane Costa, Nilson Lima Neto e Geralda Doca. A segunda reportagem é de Adriana Fernandes e Idiana Tomazelli. Ambas focalizam com nitidez o projeto básico de reforma da Previdência elaborado pela equipe econômica do ministro Paulo Guedes.

O fato surpreendente para nós, os leitores, é que a equipe parte de uma proposta de diminuir a contribuição das empresas para com o INSS. De outro lado, a mesma equipe prevê aumentar de 11 para 14% as contribuições dos empregados e funcionários públicos. A meu ver, uma contradição.

NEM ISSO – Um versão ao contrário poderia até ter sido colocada em discussão. Mas nem isso. Contribuição maior só para empregados e servidores.

O texto final do projeto ainda está na dependência do que o presidente Jair Bolsonaro decidir. Mas o governo como um todo empenha-se em considerar a reação do Congresso Nacional. Não adianta se colocar em discussão um texto que provoque reação contrária de expressiva fração de deputados e senadores. Tem que se levar em conta, digo eu, o impacto negativo junto à opinião pública.

Um dos pontos que está suscitando resistência é o aumento do desconto mensal para empregados e funcionários que possuem remuneração mais alta. Tal ideia se aplicada na prática atingiria todos aqueles cujos salários ultrapassem o teto de 5.800 reais. O teto de 5.800 reais hoje se aplica tanto aos celetistas e funcionários que recebem acima desse limite. Assim, somente os fundos de aposentadoria complementar poderão fornecer a seus segurados a diferença entre 5,8 mil e o último salário no momento da aposentadoria.

UM PESO ENORME – O desconto de 14% possui um peso muito grande que talvez esteja acima da capacidade suportada pelos que integram a força de trabalho do país. De qualquer forma, quem ganha mais poderá ter contribuição maior. E as empresas, sem considerar sua lucratividade, passarão a contribuir menos.

De outro lado a matéria de O Globo publica estudo feito pelo economista e consultor do Senado, Pedro Fernando Nery, o qual a mim parece um delírio. Ele acha que o rombo da Previdência Social causado por servidores das empresas estatais e funcionários públicos atinge 7 trilhões de reais no seu conjunto. Relativamente ao funcionalismo ele atribui um déficit de 1 trilhão e 500 bilhões de reais. Uma fantasia. Inclusive os dados não citam o prazo no qual seu autor projeta o cálculo. Ele ainda inclui os municípios brasileiros destacando seu déficit acumulado de 800 trilhões de reais.

Não se entende em que universo em se desenrola o raciocínio de Pedro Fernando Nery. Tenho a impressão que o panorama traçado se localiza nas mágicas estrelas da Ursa Maior. Uma odisseia no espaço universal.

Bolsonaro piora, Mourão não assume e o país não tem ninguém a governá-lo

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Mourão não governa, enquanto Bolsonaro finge que governa

Carlos Newton

Foi um espanto saber que o presidente Jair Bolsonaro teve febre (38ºC) na noite de quarta-feira e, após ser submetido a exames, apresentou quadro compatível com pneumonia . A informação foi confirmada através do boletim médico do Hospital Albert Einstein, em São Paulo, onde ele está internado desde a semana passada, e também pelo porta-voz da Presidência, Otávio do Rêgo Barros.

O mais espantoso é que essa informação significa que o presidente da República não está desempenhando suas funções, o escritório montado no Hospital Albert Einstein jamais foi usado, não há previsão de que Bolsonaro reassuma nos próximos dias, e mesmo assim o vice-presidente Hamilton Mourão continua impedido de exercer as atribuições para as quais foi eleito.

VOLTA FORÇADA – Desde o dia 27 de janeiro, um domingo, o presidente viajou para São Paulo para os preparativos da operação a que se submeteria na segunda-feira, dia 28, uma cirurgia muito complicada, com anestesia geral e que durou nove horas. Mesmo assim, o Planalto manteve a farsa de fazê-lo reassumir o cargo na manhã de quarta-feira, embora estivesse proibido de receber visitas e até de falar, para evitar a formação de gases no aparelho gastrointestinal.

No hospital, foi montado um escritório para Bolsonaro despachar, mas desde então o único ato administrativo que teve foi assumir um documento ainda deitado na cama. Depois, piorou, teve febre, continuou com restrição a visitas e a conversas, mas mesmo assim o vice-presidente Mourão não assumiu.

A farsa é tamanha que foi o ministro Sérgio Moro quem assinou o decreto de nomeação do ministro do Turismo, Marcelo Álvaro Antônio, cujo nome verdadeiro é diferente, mas usa esse pseudônimo em sua atividade política.

ATO NULO – O decreto de nomeação do ministro codinome tem o valor semelhante ao de uma nota de três dólares. Apesar dessa nulidade do ato, que para ser válido precisa ser assinado pelo presidente da República, o surpreendente ministro de nome variável já reassumiu ilegalmente o cargo, vejam a que ponto de esculhambação administrativa este país chegou.

Agora, o presidente Bolsonaro pegou uma pneumonia, cuja tradução simultânea significa, na melhor das hipóteses, pelo menos mais dez dias no estaleiro, para dizermos o mínimo. Mesmo assim, o vice-presidente Mourão não é chamado a assumir a função constitucional que lhe cabe.

Alguém poderia informar o motivo desse flagrante boicote ao vice-presidente da República? O povo quer saber. Aliás, o governo tem até porta-voz, mas o general de plantão no cargo nada informa a respeito.

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P.S. 1
– Pessoalmente, não me preocupo com isso, porque em 2010/2011 a Bélgica ficou 511 dias sem governo, não houve problemas e o país continuou a crescer.

P.S. 2 – No caso do Brasil, nem interessa se existe governo ou não, porque o país parece ser ingovernável. Aqui, mudamos os presidentes, mas quem continuam comandando tudo são os banqueiros, que no filme “Casablanca” seriam considerados “os suspeitos de sempre”. (C.N.)

Nove estados pedem ao Supremo que autorize corte nos salários de servidores

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Caiado, de Goiás, entregou pessoalmente a mensagem ao Supremo

Flavia Lima
Folha

Em carta ao presidente do STF (Supremo Tribunal Federal), ministro Dias Toffoli, secretários da Fazenda de nove estados pedem à Corte o restabelecimento da medida que prevê a possibilidade de redução da jornada de trabalho de servidores públicos com correspondente corte de vencimentos. A medida poderia ser adotada em caso de frustração de receitas.

O texto é assinado pelos secretários de Fazenda de Minas Gerais, Rio de Janeiro, Rio Grande do Sul, Goiás, Paraná, Ceará, Pará, Alagoas e Mato Grosso do Sul.

OUTRO PEDIDO – O grupo pede também que volte a valer a medida que, também em cenário de perda de receitas, permite que o Executivo ajuste os limites financeiros dos Poderes Legislativo e Judiciário e do Ministério Público nos casos em que não o façam.

A Folha apurou que Henrique Meirelles, secretário da Fazenda e do Planejamento de São Paulo, se dispôs a assinar o documento, pois apoia o seu conteúdo, mas não teria dado tempo de submetê-lo à Procuradoria do Estado.

A carta foi entregue na segunda-feira (4) pelo governador de Goiás, Ronaldo Caiado (DEM), e sua secretária da Fazenda, Cristiane Alkmin Schmidt, ao ministro Dias Toffoli.

MEDIDA CAUTELAR – Os dispositivos previstos na LRF (Lei de Responsabilidade Fiscal) estão suspensos por medida cautelar. O assunto, porém, voltará à pauta do STF em 27 de fevereiro, quando o Supremo deve julgar a ADI (Ação Direta de Inconstitucionalidade) 2.238 —que se coloca contra os dispositivos em questão.

Alguns governadores chegaram a apoiar publicamente a revisão da cautelar, mas não em documento, como ocorreu nesta semana.

Embora impopular, a possibilidade de cortar salários e reduzir carga horária de servidores é cada vez mais importante aos estados, que veem na medida um meio de reajustar as suas contas, bastante pressionadas pelos gastos com pessoal ativo e inativo.

AJUSTE FISCAL – Na carta, os secretários afirmam que as medidas hoje suspensas “trazem importantes instrumentos de ajuste fiscal para os estados”.

“Desta forma esperamos e confiamos que essa Egrégia Corte, em seu papel de guardião da ordem constitucional, assegurará a plena eficácia da Lei de Responsabilidade Fiscal, que se trata de um importante marco no controle dos gastos públicos”, afirma o grupo.

A carta é assinada por Cristiane Alkmin Schmidt, secretária da Fazenda de Goiás, Gustavo de Oliveira Barbosa, de Minas Gerais, Marco Aurelio Santos Cardoso, do Rio Grande do Sul, Fernanda Pacobahyba, do Ceará, René de Oliveira e Sousa Júnior, do Pará, George Santoro, de Alagoas e Luiz Claudio Rodrigues de Carvalho, do Rio de Janeiro, Felipe Mattos, de Mato Grosso do Sul e Rene Garcia Jr., do Paraná.

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NOTA DA REDAÇÃO DO BLOGA situação desses Estados é assustadora. Os governadores que assumiram em janeiro estão impressionados com a irresponsabilidade de seus antecessores. Mas o pior mesmo é a falta de solidariedade dos  poderes Legislativo e Judiciário, que não diminuem os respectivos  gastos e deixam os governadores relegados à própria sorte. Essa realidade logo será vivida pelo governo federal, que pensa estar sendo salvo pela reforma da Previdência. Na verdade, a dívida pública é uma bomba relógio. O Supremo e o Congresso pensam que ela só vai estourar no colo do governo, como aconteceu no atentado do Riocentro. Mas estão enganados, todos iremos pelos ares. (C.N.)

Com apoio do PSL, Centrão boicota líder do governo para forçar substituição

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Vitor Hugo, líder escolhido por Bolsonaro, não agradou 

Daniela Lima
Folha/Painel

Na Câmara, caciques de partidos do Centrão querem fazer do líder do governo, Major Vitor Hugo (PSL-GO), a primeira vítima de sua insatisfação com a articulação política do Planalto. O movimento conta com o apoio de ala numerosa do PSL, sigla de Jair Bolsonaro, e até de integrantes da Casa Civil, que desconfiam da capacidade do nome escolhido pelo presidente. Há articulação para, com o início das sessões de votação na próxima semana, impor derrotas e expor o isolamento de Hugo na Casa.

Integrantes de legendas como DEM e PRB estão na linha de frente da articulação contra Vitor Hugo, que não encontra defensores nem entre quadros do PSL. A ordem na sigla, inclusive, é ignorar pedidos do líder por assinaturas em projetos e requerimentos de CPIs.

PREOCUPAÇÃO – A insatisfação na Câmara com o escolhido de Bolsonaro preocupa não só a Casa Civil, mas também outras alas do governo. Há o temor de que o problema se arraste para além da apresentação da reforma da Previdência, o que poderia prejudicar o andamento do texto.

No Ministério da Economia, auxiliares de Paulo Guedes já adotaram o mote de que, no que diz respeito à condução do texto que vai tratar de mudanças nas regras da aposentadoria, “o líder do governo é Rodrigo Maia (DEM-RJ)“, o presidente da Câmara.

 

A insatisfação com o novato Vitor Hugo na Câmara pode dar fôlego a uma surpresa no Senado. Na tentativa de reacomodar o MDB – isolando Renan Calheiros (AL) do resto da bancada –, o presidente Davi Alcolumbre (DEM-AP) patrocina a indicação de Fernando Bezerra (MDB-PE) para líder do governo.

ARTICULAÇÃO – Bezerra é visto como um nome habilidoso e experiente. Além de Alcolumbre, a articulação para fazer dele líder do governo no Senado passa por senadores do próprio MDB. Flávio Bolsonaro (PSL-RJ) também foi sondado sobre o assunto. O martelo será batido pelo presidente, que está hospitalizado.

Depois da derrota, Renan se afastou das conversas no Senado. Seus aliados estão magoados. O modo como ele saiu da disputa deixou todos os que auxiliaram sua candidatura em uma sinuca de bico.

 

“Propostas do pacote de Moro estão do lado certo da história”, diz Barroso

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Luís Roberto Barroso elogiou o pacote, sem entrar em detalhes

José Carlos Werneck

O ministro Luís Roberto Barroso, do Supremo Tribunal Federal, que tem uma trajetória de brilhante advogado, eminente jurista e profundo conhecedor da Ciência do Direito. elogiou o conteúdo do projeto anticrime elaborado pelo ministro da Justiça Sergio Moro.

Ele não comentou a proposta de maneira mais detalhada,não se atendo a filigranas e questiúnculas de menor importância, pois como as medidas serão objeto de apreciação, pelo Poder Legislativo, o mais provável é que, se o pacote vier a obter aprovação nas duas Casas do Congresso Nacional, a Oposição, como é normal numa Democracia, proponha algumas modificações pontuais e as submeta à apreciação, através de ações no STF.

O ministro Luís Roberto Barroso foi taxativo ao afirmar: “Eu naturalmente não posso comentar as especificidades do projeto, até porque alguns questionamentos podem chegar aqui no STF. Mas acho que o combate ao crime organizado e à corrupção estrutural e sistêmica deve fazer parte de qualquer país civilizado”.

SEM DETALHAR – E declarou o ministro: “Não vou comentar as propostas detalhadamente, mas acho que são ideias que estão no lado certo da história”, enfatizou, afirmando que não examinou o projeto “no detalhe”.

“Pode ser que tenha alguma coisa questionável”, admitiu, concordando com o teor geral da proposta.

Como se vê, como bem definiu o editor da “Tribuna da Internet”, jornalista Carlos Newton, também conhecedor profundo de questões referentes ao Direito, a “proposta de Moro é muito adequada e atende às necessidades atuais deste país.

Bolsonaro está com pneumonia e os médicos agora atuam em duas frentes

á internado desde o dia 27 e se recupera da cirurgia para a reversão da colostomia Foto: Reprodução

Jair Bolsonaro continua a ser alimentado por uma sonda pelo nariz

Silvia Amorim e João Paulo Saconi
O Globo

O presidente Jair Bolsonaro teve febre (38ºC) na noite desta quarta-feira e, após ser submetido a exames, apresentou quadro compatível com pneumonia . A informação foi confirmada através do boletim médico do Hospital Albert Einstein, em São Paulo, onde ele está internado desde a semana passada, e também pelo porta-voz da Presidência, Otávio do Rêgo Barros. A origem do quadro é bacteriana.

Quarta-feira, Bolsonaro foi submetido a uma tomografia de tórax e abdome evidenciou boa evolução do quadro intestinal após a reversão da colostomia ( o procedimento foi realizado no dia 27 de janeiro ). Para tratar o quadro de pneumonia, os médicos ajustaram a dose de antibióticos que está sendo administrada ao presidente e mantiveram os demais tratamentos.

No sábado, Bolsonaro apresentou quadro de náusea e vômitos devido ao acúmulo de líquido no estômago e passou a utilizar uma sonda neogástrica para fazer a drenagem do conteúdo. De lá para cá, nos últimos quatro dias, os boletins médicos constataram a estabilidade da saúde dele.

BACTERIANA – Há dois dias, Bolsonaro chegou a utilizar as redes sociais para criticar o que chamou de “militância maldosa” em torno da própria recuperação, que, segundo ele, estava em “evolução plena”.  No domingo, com o início do tratamento com antibióticos, ficou confirmado que a internação deveria durar pelo menos mais uma semana.

O porta-voz da Presidência, Otávio do Rêgo Barros, explicou que a pneumonia é bacteriana e não viral e confirmou o reajuste na dose do medicamento. “Os médicos introduziram novo antibiótico de amplo espectro para debelar essa pneumonia”.

Barros não soube dizer se a pneumonia vai ampliar o período de internação. Inicialmente, a previsão era que Bolsonaro deixasse a unidade de saúde cerca de 10 dias após a cirurgia — a alta deveria ter acontecido na quarta ou na quinta-feira desta semana. “Não sei se esse antibiótico agregado ao pacote (de tratamento) vai aumentar o prazo de permanência do presidente aqui”.

SEM DETALHES – O porta-voz não quis entrar em detalhes sobre as possíveis causas da pneumonia. “Eles (médicos) têm algumas possibilidades identificadas mas não gostaria de avançar por se tratar de possibilidades”.

Também revelou que Bolsonaro tem apresentado dificuldade para dormir. “O presidente tem tido alguma dificuldade de dormir. Desde ontem os médicos estão pensando em auxiliá-lo de alguma forma” — disse, negando que Bolsonaro esteja tomando medicamentos para adormecer.

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NOTA DA REDAÇÃO DO BLOG
Em tradução simultânea, a situação se complicou bastante. Bolsonaro não tem prazo para ter alta, primeiro tem de curar a pneumonia e isso geralmente ocorre em sete dias. Ao mesmo tempo, tem de recuperar a função intestinal, e seu organismo está enfraquecido, porque não tem alimentação sólida há 13 dias e somente na terça-feira voltou a ingerir água. Este é o quadro médico atual. (C.N.)  

Especialista diz que todas as mortes em Brumadinho poderiam ser evitadas

Resultado de imagem para tragedia em brumadinhoAna Lucia Azevedo
O Globo

O piezômetro é o mais simples e imprescindível equipamento de uma barragem de rejeito de mineração. É um tubo cheio de furos que mede o nível de água. Quando o nível aumenta, ele dispara um aviso por sensores alertando que a água não está sendo drenada e há risco de rompimento. A ferramenta representa para a barragem o que um estetoscópio é para o médico. Medições anômalas e piezômetros que não funcionam são o equivalente a um coração que infarta, explica Carlos Barreira Martinez, professor de segurança em barragens das universidades federais de Minas Gerais e de Itajubá, um dos mais respeitados especialistas do país.

“A barragem (de Brumadinho, em Minas Gerais) corria risco de estourar, a Vale sabia e não fez nada”, lamentou ele ao ler os depoimentos dos funcionários da Vale dos engenheiros da alemã TÜV SÜD .

NINGUÉM MORRERIA – Martinez ficou em choque: “Meu Deus, meu Deus, essas pessoas não precisavam ter morrido. A mina deveria ter sido imediatamente evacuada e as comunidades alertadas. A Vale não podia ter feito isso, poderia ter evitado essas mortes e não o fez. Não quero acreditar que foi um crime deliberado, que são maus a esse ponto. Acredito que foi ignorância, soberba, arrogância tecnológica. Acharam que nem Deus afundaria o Titanic.

O número de piezômetros em uma barragem varia em função do tamanho dela. Mas elas costumam ter dezenas deles. E basta um ter problemas para o sinal de grave alerta disparar. Problemas como os relatados pelos engenheiros à polícia federal são de elevada gravidade.

SEM EXPLICAÇÃO — Não tem qualquer explicação possível essa atitude. São mortes que a empresa e as pessoas que decidiram por ela carregarão para sempre — frisa Martinez.

Os três funcionários da Vale e dois engenheiros da TÜV SÜD que ficaram presos durante uma semana (e que prestaram os depoimentos responsáveis por alarmar Martinez) tiveram pedidos de habeas corpus aceitos pelo Superior Tribunal de Justiça (STJ) na terça-feira.

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NOTA DA REDAÇÃO DO BLOGAgora já se sabe, com toda certeza, os responsáveis pelas mais de 300 mortes em Brumadinho. Mas será que serão presos? Duvido muito. Nem mesmo com a mulher de Moro exigindo as prisões… (C.N.)

Venezuela vive histeria nas redes sociais e ajuda dos EUA pode virar estopim

“Wall Street Journal” dá destaque à tragédia de Brumadinho

Nelson de Sá
Folha

Com chamada no “Drudge Report”, a Bloomberg relatou na terça-feira a “histeria” na Venezuela, onde “os rumores rodopiam noite e dia”. São “áudios de WhatsApp com homens se apresentando como ‘Comissário X’ e descrevendo planos super-secretos’. Por exemplo, “soldados de Colômbia e Brasil estão prontos para romper a fronteira”.

O tom da Bloomberg foi jocoso, mas o espanhol “ABC” havia aberto o dia de forma mais séria, “EUA vão enviar militares para Brasil e Colômbia para garantir que ajuda chegue à Venezuela”. E “a intenção é colocar à prova o apoio de Maduro no exército”.

MAIS ALARME – O “Financial Times” não chegou a tanto, mas destacou no final do dia que “Comboios de ajuda à Venezuela correm risco de virar estopim”.

E o “Miami Herald”, também linkado no “Drudge”, ouviu de especialistas que “Saída [de Maduro] sem violência parece improvável”. E, se ele estiver no poder daqui a três meses, um dos cenários é “guerra civil, muitos mortos e 3 a 5 milhões de refugiados”.

Também no final do dia, o ex-presidente do Uruguai José Mujica deu entrevista à “BBC”, para dizer: “Se os EUA não tiverem outra opção senão intervir, eles vão intervir. A questão central é evitar a guerra”. Para tanto, defendeu eleições gerais na Venezuela.

EMPRESAS COM PODER – No alto da home e do aplicativo do “Wall Street Journal”, a manchete: “É mais fácil contar os vivos’: Desastre abala a fé do Brasil na mineração”.

A longa reportagem, que envolveu cinco jornalistas no Brasil, três deles enviados a Brumadinho, destaca que, “conforme mais corpos são retirados, preocupações se espalham num país onde os vastos recursos naturais criaram empresas com mais poder que governos”.

Já o “Financial Times” perfilou o presidente da Vale, Fabio Schvartsman, um “executivo de cabeça fria, discreto e reservado”, e destacou declarações como: “Eu estou completamente despedaçado pelo que aconteceu”. Cita de um analista da Bernstein Research que ele “transformou a empresa” e que “ninguém quer voltar atrás”.

POR ASSASSINATO – Jornais como “El País”, no original em espanhol, e o colombiano “El Tiempo” noticiaram os planos de Sergio Moro com títulos como “planeja eximir policiais que matam por ‘medo ou surpresa’” ou “eximir policiais por assassinato”.

O “FT” entrevistou o ministro e não tocou na questão. Sob o título “Moro leva sua cruzada para os corredores do poder no Brasil”, destacou já no segundo enunciado que a “decisão de se juntar ao governo Bolsonaro levou a acusações de conflito de interesse”.

Em especial, diz o “FT”, “a prisão de Lula evitou que o popular ex-líder concorresse, ajudando Bolsonaro a assegurar vitória”. Reação de Moro: “Eu não posso ficar como refém da fantasia de alguém que cometeu um crime”.

A velha “esquerda” e a nova “direita” estão completamente ultrapassadas

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Charge do Ivan Cabral (ivancabral.com)

Nelson Paes Leme
O Globo

Pela primeira vez, em muitos anos, está exposta uma polarização entre conceitos científico-políticos ultrapassados na história mas que no Brasil de hoje têm grande atualidade. Aliás, a mídia e até alguns setores da academia têm insistido nesse falso dilema: o confronto entre “esquerda” e “direita” mundo afora. O capitalismo globalizado de blocos econômicos e as perplexidades ambientais decisivas de sobrevivência da espécie e da biosfera não comportam mais esse tipo de dicotomia jurássica e já tornaram esses conceitos totalmente ultrapassados e sem qualquer sentido científico.

Principalmente com o fim da Guerra Fria no apagar das luzes do século passado e a entrada da China no ranking dos players mais agressivos da nova economia globalizada de mercado. Portanto, falar em venezuelização ou cubanização do Brasil é totalmente descabido.

CASO ELEITORAL – O Brasil esteve dividido intrinsecamente nesse segundo turno eleitoral, mas por motivos completamente diversos: um Estado gigantesco, continental, tributária e federativamente inadministrável, que tem resultado numa péssima distribuição de renda e serviços essenciais à população e na rapinagem que tomou conta desse verdadeiro butim gigante, saqueado permanentemente por uma classe política, constituída, em sua imensa maioria, de vorazes marginais despreparados e despudorados, sem qualquer compromisso ideológico, ainda que com doutrinas e lutas de séculos passados, salvo, naturalmente, as exceções de praxe.

Esse é o verdadeiro problema brasileiro. Nada tem a ver com “esquerda” e “direita”.

SATURAÇÃO – O que houve foi a saturação com o modelo de democracia que viemos praticando desde a edição da Constituição congressual de 1988. Ledo e perigoso equívoco de quem desavisadamente envereda por essas sendas dúbias de “esquerda” e “direita”. Muitos “progressistas” votaram no candidato soi-disant de “direita”. Basta verificar como seu índice de rejeição despencou na reta final.

Quem venceu estas eleições plebiscitárias, especialmente para o Executivo central do país, não foi a “direita” ou a “esquerda”, mas o voto de protesto de uma população exausta de tanta ignomínia na política. O voto revoltado. O voto indignado a exigir mudanças estruturais profundas. O candidato vencedor representa predominantemente esse voto, em que pese o decisivo apoio dos “anticomunistas”.

ANTICOMUNISTA – Ora, só existe uma visão política mais atrasada do que ser “comunista” a essa altura do desaparecimento da luta de classes e da revolução proletária a nível global: é ser “anticomunista”. Como ser contra ou a favor de algo que a História Universal já enterrou de vez desde o século passado? Com o avanço da Revolução Técnico-Científica e as ferramentas de pesquisa que a internet nos proporciona, qualquer criança hoje pode identificar na Assembleia Francesa dos jacobinos e girondinos a origem dos termos “esquerda” e “direita”, transportados para a Rússia revolucionária de 1917 dos mencheviques e bolcheviques.

Hoje, com a globalização dos mercados e a substituição das ideologias pelas hegemonias de blocos, perderam totalmente o sentido. Até porque a China dita “comunista” já se tornou o maior capitalismo globalizado do planeta, segundo estudo sério do FMI reproduzido na revista “Exame” em 2017.

UM EQUÍVOCO – Enquanto isso, o ainda candidato, hoje eleito, fazia uma visita ao Extremo Oriente e ignorava solenemente a existência da China Continental, visitando apenas Taiwan. Um equívoco histórico certamente.

Não é muito diferente dessa “direita” a mentalidade de certa “esquerda” bolivarianista, representada pelo candidato do PT derrotado. Ainda crê em inserir o Brasil — que o mesmo estudo do FMI coloca em quinto lugar no ranking dos maiores capitalismos até meados deste século, atrás da própria China, da Índia, dos EUA e da Indonésia, nessa ordem —como líder de um suposto movimento “socialista” na América Latina.

E falam sério, em calorosos debates no Fórum de São Paulo, uma das maiores asneiras intelectuais da atualidade. Pois o candidato do lulopetismo de cooptação e favores antirrepublicanos crê piamente que o Brasil possa vir a se tornar uma grande Venezuela. É a nova “direita” versus a velha “esquerda”. E la nave va…

(artigo enviado por Mário Assis Causanilhas)

Na nova Previdência, idoso de baixa renda vai receber menos de um salário mínimo

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Charge do Bruno (Arquivo Google)

Gustavo Porto, Idiana Tomazelli e Adriana Fernandes
Estadão

O governo Jair Bolsonaro pretende criar regras diferenciadas para o público que hoje recebe o Benefício da Prestação Continuada (BPC), concedido a idosos e pessoas com deficiência de baixa renda. A principal mudança é que o valor do pagamento não ficará atrelado ao salário mínimo como é hoje.

Essa medida foi a que teve pior repercussão entre os parlamentares no Congresso Nacional, após a divulgação da minuta da reforma da Previdência com exclusividade pelo Broadcast. Deputados e senadores já avisam que uma medida como essa não passa no plenário das duas Casas. A avaliação é de que a ideia penaliza a população que hoje já sofre para conseguir se sustentar.

IDÉIA ANTIGA – O ex-presidente Michel Temer também tentou propor a possibilidade de pagar benefícios assistenciais abaixo do salário mínimo, mas foi um dos primeiros pontos a cair em meio às negociações com os parlamentares. No governo, a percepção é de que não se pode atrelar o salário mínimo, que estabelece a remuneração básica do trabalhador, à assistência, cujo pagamento não requer nenhuma contribuição.

Para tentar vencer as resistências, a equipe econômica propõe uma idade menor que a atual, de 65 anos, para que os mais pobres comecem a receber o benefício assistencial. Pessoas “em condição de miserabilidade” e que não tenham conseguido contribuir à Previdência pelo tempo mínimo exigido para a aposentadoria receberão R$ 500,00 a partir dos 55 anos. O valor aumenta para R$ 750,00 a partir dos 65 anos.

Haverá ainda um benefício extra para pessoas acima de 70 anos e que tenham contribuído por ao menos dez anos ao INSS. Esse período é insuficiente para pedir aposentadoria, mas vai garantir um adicional de R$ 150,00.

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NOTA DA REDAÇÃO DO BLOG –
Vamos adotar o modelo chileno, com recorde de suicídio de velhinhos. Que país é esse, Francelino Pereira? Pergunte aí em cima ao Renato Russo… (C.N.)

 

Declarações do ministro da Educação provocam reações no Congresso

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Vélez deu entrevista à “Veja” e falou um monte de bobagens

Deu no G1

Declarações e propostas do ministro da Educação, Ricardo Vélez Rodríguez, têm causado polêmica e já provocaram reações no Congresso – parlamentares defendem que o ministro vá ao Congresso para dar explicações. Na edição do último fim de semana, a revista “Veja” publicou entrevista concedida pelo ministro Entre outros assuntos, Rodríguez disse que a universidade não é para todos e defendeu incluir a disciplina educação moral e cívica no currículo do ensino fundamental – para os estudantes aprenderem o que é ser brasileiro e quais são “os nossos heróis”.

Rodríguez afirmou que, viajando, o brasileiro é um “canibal”. “Rouba coisas dos hotéis, rouba o assento salva-vidas do avião; ele acha que sai de casa e pode carregar tudo. Esse é o tipo de coisa que tem de ser revertido na escola”, disse o ministro.

EXPLICAÇÕES – Na Câmara e no Senado, já estão prontos pedidos para que Ricardo Vélez Rodríguez explique as declarações, consideradas desrespeitosas, preconceituosas e que atacam direitos garantidos na Constituição.

No Senado, Randolfe Rodrigues (Rede-AP), líder do partido, contestou o ministro e disse que a educação é direito de todos. “Não se pode, a despeito de querer banir uma pretensa ideologização, tentar impor uma outra ideologia nas escolas. Na verdade, o que ele argumenta fere um princípio constitucional que é o princípio da liberdade de cátedra. E do pluralismo de ideias pelo qual está assentada a nossa educação”, disse o senador.

O deputado Alessandro Molon (PSB-RJ) quer que o ministro vá ao plenário da Câmara dar explicações. “Ele atacou de forma inaceitável a honra dos brasileiros, chamando a todos de ladrões. E nós não aceitamos isso. Ele tem que vir à Câmara se explicar e pedir desculpas aqui ao povo brasileiro”, disse Molon.

MORAL E CÍVICA – Na noite desta segunda-feira (4), o ministro voltou a defender o ensino de moral e cívica em um vídeo na página do Ministério da Educação.

“Eu vou dar muita ênfase a isso, à retomada desse processo de ensino de valores fundamentais, fundantes da nossa vida cidadã. Tanto no ensino infantil quanto no ensino fundamental, ao longo de todo o ensino fundamental e – por que não? – continuando no nível universitário”, afirmou.

O senador Major Olímpio, do PSL, partido do presidente Jair Bolsonaro, apoia a proposta do ministro. “Isso vai valorizar, vai ampliar a formação e a visão do cidadão brasileiro a partir da escola, coisas mínimas que hoje, se observa: que as pessoas não sabem mais cantar o Hino Nacional, não conhecem o símbolo pátrio. Então, isso é importante. Não conhecem minimamente a estrutura de funcionamento do estado brasileiro”, disse o senador.

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NOTA DA REDAÇÃO DO BLOG
Realmente, ministério de Bolsonaro tem uns integrantes indefensáveis, como este Ricardo Vélez, o chanceler Ernesto Araújo e a pastora Damares Alves, além de Paulo Guedes, cada vez mais enrolado com a Previdência, não toca no assunto dívida pública e não aceita fazer auditorias. Na minha opinião, os destaques são o ministro Sérgio Moro, da Justiça, entre os civis, e o general Santos Cruz, da Secretaria de Governo, entre os militares. Depois voltaremos ao assunto, que é muito importante. (C.N.)

Nova condenação não tem impacto imediato, mas complica situação de Lula

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Charge do Jota A (Portal O Dia/PI)

Sérgio Roxo
O Globo

Apesar de não ter um impacto imediato, a condenação de Luiz Inácio Lula da Silva no caso do sítio de Atibaia complica a situação jurídica do ex-presidente.  Além disso, a decisão da juíza Gabriela Hardt, da 13ª Vara Criminal Federal de Curitiba, reforça o sentimento de dirigentes petistas de que a principal liderança do PT, hoje com 73 anos, não tem perspectiva de voltar a viver em liberdade tão cedo.

O discurso do PT de que todas as investigações contra Lula são resultado de uma perseguição por parte do ex-juiz Sergio Moro perdem força, uma vez que a condenação partiu de uma outra magistrada. Os caciques petistas, no entanto, provavelmente manterão essa linha com o argumento de que Hardt é ligada a Moro.

25 ANOS – Caso a decisão desta quarta-feira seja confirmada na segunda instância, Lula terá uma pena de prisão de 25 anos no total, considerando também o caso do tríplex, pelo qual cumpre pena desde abril do ano passado. Davi Tangerino, professor de direito penal da FGV-SP, explica que a nova pena só passará a ser somada a que ele já cumpre se houver uma condenação em segunda instância. Até lá, ela não produz efeito prático.

Mas, caso a confirmação da sentença aconteça, a perspectiva de progressão de regime (possível depois de cumprido um sexto da pena) fica também distante e só poderia ser pleiteada depois que Lula cumprisse quatro anos e um mês da pena, o que acontecerá em maio de 2022.

FALTA O STF – Por isso, a esperança de Lula deixar a prisão em Curitiba continua depositada no Supremo Tribunal Federal (STF). O presidente da Corte, Dias Toffoli, marcou para 10 de abril o julgamento sobre a prisão após condenação em segunda instância.

A decisão desta quarta-feira também deve reforçar os argumentos de petistas e advogados para que se busque a prisão domiciliar do ex-presidente. O interesse no benefício, no entanto, já foi alvo de uma crise entre seus advogados no ano passado. Também integrante da defesa, o ex-presidente do STF Sepúlveda Pertence deu entrada com um pedido para que Lula cumprisse a pena em casa. Cristiano Zanin, à frente da defesa, desautorizou o pedido.

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NOTA DA REDAÇÃO DO BLOG
Zanin retirou o pedido de prisão domiciliar porque significaria que Lula estava aceitando a condenação. Na verdade, o culpado de tudo é mesmo Lula, que tinha recursos para comprar o tríplex e o sitio, mas resolveu bancar o malandro, porque nem sabe direito o que significa a expressão lavagem de dinheiro, e a ignorância é a mãe de todos os vícios, como se dizia antigamente. (C.N.)