PSB justifica oposição a Bolsonaro por se tratar de um “governo autoritário”

Carlos Siqueira explica como o partido vai se posicionar 

Mariana Haubert
Estadão

Os integrantes da Executiva Nacional do PSB decidiram nesta segunda-feira, 5, que o partido fará oposição ao governo do presidente eleito Jair Bolsonaro. O presidente da sigla, Carlos Siqueira, afirmou que o partido decidiu por esta posição porque as posições defendidas pelo futuro mandatário são contrárias aos preceitos da sigla.

“Fomos colocados na oposição pelo resultado eleitoral porque não apoiamos o candidato que ganhou e, por outro lado, e até mais importante, é porque o candidato que ganhou pensa diametralmente o oposto do que pensamos”, disse ao final de uma reunião entre a cúpula do PSB.

DEPENDE DA PAUTA – De acordo com Siqueira, a sigla fará oposição conforme as questões que serão apresentadas pelo novo governo. “Não será uma oposição sistemática, mas uma oposição em face de questões concretas que sejam colocadas e em defesa intransigente da democracia, da liberdade de imprensa, da preservação dos direitos sociais conquistados nos 30 anos de democracia”, afirmou.

Para Siqueira, a posição é coerente com a história do partido que, de acordo com ele, combateu a ditadura Vargas e a ditadura de 1964. “O partido se oporá a qualquer governo de natureza autoritária”, disse. Ele, no entanto, afirmou que os prenúncios do próximo governo “não são os melhores” porque Bolsonaro, para ele, “é um presidente que se elegeu dizendo que só aceitaria o resultado se lhe fosse favorável”. “Isso é revelador do que virá pela frente”, disse.

BLOCO DE OPOSIÇÃO – Siqueira ainda informou que o PSB procurará agora outras siglas que também serão oposição a Bolsonaro para articular como poderão atuar em conjunto. “A contradição principal doravante é se teremos ou não democracia”, disse.

Questionado sobre se formaria um bloco de oposição com o PT, Siqueira demonstrou insatisfação com a sigla e não indicou se o PSB pode reabrir um diálogo com o partido do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, condenado e preso pela Operação Lava Jato. O PSB elegeu 32 deputados para a próxima legislatura.

“Na verdade, os partidos de esquerda não ficaram felizes com a declaração do PT de que há um comandante da oposição. Não haverá uma oposição, mas várias. Naturalmente faremos um bloco”, disse.

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NOTA DA REDAÇÃO DO BLOG
O PT não tem lideranças e está completamente perdido, sem saber o que pretende. O PSB, o PDT e o PCdoB já praticaram formaram o bloco de oposição sem a participação do PT, que é um deserto de homens e ideias, como dizia Oswaldo Aranha. (C.N.)

MPF quer condenação de políticos envolvidos na Operação Cadeia Velha

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Picciani é o chefe, mas está liberado, por usar fralda geriátrica

Deu em O Tempo
(Estadão Conteúdo)

O Ministério Público Federal (MPF) apresentou ao Tribunal Regional Federal da 2ª Região (TRF2) as alegações finais no processo da Operação Cadeia Velha, que revelou esquemas de corrupção de lideranças da Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro (Alerj) com a construtora Odebrecht e empresas de ônibus urbanos do Rio.

De acordo com o MPF, os ex-presidentes da Alerj Jorge Picciani e Paulo Melo e o ex-líder do governo Edson Albertassi (MDB) cometeram crimes de corrupção passiva, organização criminosa e lavagem de dinheiro por décadas, e de forma reiterada, e devem ser condenados a longas penas, tendo em vista agravantes como o uso dos mandatos de deputados estaduais para liderarem essa organização ao lado do ex-governador Sérgio Cabral.

BLINDAGEM – Os procuradores do Núcleo Criminal de Combate à Corrupção do MPF escreveram nas alegações finais “que os acusados assumiram posição de blindagem dos interesses dos grupos que os financiavam, agindo não por razões partidárias ou ideológicas, mas por ganância. Era exigível deles um comportamento diverso, face aos relevantes cargos que ocupavam no momento em que praticaram os delitos”.

As alegações finais serão analisadas pelos seis desembargadores da 1ª Seção do TRF2. Os deputados são acusados de integrarem o Núcleo Político da organização, desmantelada em novembro de 2017 na Operação Cadeia Velha. Os executivos das empresas de ônibus e os operadores, que formavam os Núcleos Econômico e Financeiro Operacional da organização, respondem ao crime na 7ª Vara Federal Criminal do Rio de Janeiro, comandada pelo juiz Marcelo Bretas.

ATOS DE CORRUPÇÃO – No documento, o MPF reconheceu atos de corrupção cometidos pelos réus da Operação Cadeia Velha, envolvendo a Federação de Transportes Rodoviários do Estado do Rio de Janeiro (Fetranspor).

No caso de Jorge Picciani, houve duas formas de pagamento pelas empresas de ônibus: repasses somando R$ 49,9 milhões entre 2010 e 2015 como contrapartida por atos de ofício (34 crimes de corrupção passiva qualificada) e pagamentos de R$ 18,6 milhões em 2016 e 2017 (ao longo de 14 meses) em retribuição a atos funcionais com desvio de finalidade (14 crimes).

OS OUTROS – Paulo Melo será julgado por 25 crimes de corrupção ligados ao recebimento de, ao menos, R$ 54,3 milhões entre 2010 e 2015 (mais de R$ 15,6 milhões do total foram intermediados por Cabral).

Já Edson Albertassi dissimulou pagamentos mensais recebidos de 2012 até 2014 e que somaram mais de R$ 1,7 milhão. Para tanto, usou um falso contrato de publicidade entre a Fetranspor e três rádios de sua família: a Energia (88FM, de R$ 8 mil a R$ 20 mil por mês), Boas Novas e Adore (1320AM e 90,5FM, R$ 20 mil mensais, cada).

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NOTA DA REDAÇÃO DO BLOG
Nada acontecerá ao chefe da quadrilha, que se chama Jorge Picciani. Ser condenado em grande número de processos nada significa para ele, que fez operação de próstata, tem incontinência urinária e usa fralda geriátrica. Os juízes brasileiros são muito bonzinhos e concedem prisão domiciliar a todo criminoso que usa fralda geriátrica, como Picciani e Maluf. Em Brasília, Padilha também usa e Temer já está providenciando as dele. Se fosse na nossa matriz, os EUA, todos estariam em cana, fazendo faxina e arrumando a cela, diariamente. (C.N.)

Um desesperado poema de Machado de Assis, para a musa de olhos verdes

Resultado de imagem para machado de assisPaulo Peres
Site Poemas & Canções

O jornalista, crítico literário, dramaturgo, folhetinista, romancista, contista, cronista e poeta carioca Joaquim Maria Machado de Assis (1839-1908) é amplamente considerado como o maior nome da literatura nacional. Poeticamente, declara sua paixão pela “Musa dos Olhos Verdes”, que ninguém sabe se seria inspiradora da personagem Capitu, que tinha “olhos de ressaca”, da cor do mar, porém Machado de Assis jamais descreveu a cor deste mar.

MUSA DOS OLHOS VERDES
Machado de Assis                                          
 

Musa dos olhos verdes, musa alada,
Ó divina esperança,
Consolo do ancião no extremo alento,
E sonho da criança;

Tu que junto do berço o infante cinges
C’os fúlgidos cabelos;
Tu que transformas em dourados sonhos
Sombrios pesadelos;

Tu que fazes pulsar o seio às virgens;
Tu que às mães carinhosas
Enches o brando, tépido regaço
Com delicadas rosas;
Casta filha do céu, virgem formosa

Do eterno devaneio,
Sê minha amante,
os beijos meus recebe,
Acolhe-me em teu seio!

Já cansada de encher lânguidas flores
Com as lágrimas frias,
A noite vê surgir do oriente a aurora
Dourando as serranias.

Asas batendo à luz que as trevas rompe,
Piam noturnas aves,
E a floresta interrompe alegremente
Os seus silêncios graves.

Dentro de mim, a noite escura e fria
Melancólica chora;
Rompe estas sombras que o meu ser povoam;
Musa, sê tu a aurora!

Para os banqueiros que mais lucram no mundo, Bolsonaro é uma ameaça

Charge do Khevissson (Arquivo Google)

Carlos Newton

Preocupados com o fenômeno Jair Bolsonaro, os dois principais banqueiros do país, que comandam o Itaú-Unibanco, deram uma longa entrevista à Folha de S.Paulo, publicada na edição desta segunda-feira, dia 5. Desde sempre, tenho uma curiosidade enorme em relação ao que pensam os banqueiros. Na minha opinião são meros agiotas, que remuneram com juros mínimos os recursos poupados pelos clientes e cobram juros máximos em operações corriqueiras, como saldo negativo na conta corrente ou financiamento do cartão de crédito. Nos dias de hoje, é missão impossível tentar que os banqueiros paguem juros maiores do que 0,5% ao mês nas aplicações, mas eles continuam cobrando cerca de 9% mensais nos cartões de crédito e no cheque especial, ou seja, 18 vezes mais…

Com inflação anualizada de 3%, os juros de cartões e cheque especial no Itaú-Unibanco estão quase em 200%, algo inaceitável, deplorável e abominável em qualquer país civilizado, vejam a que ponto chega a ganância dos banqueiros, que são os filhos bastardos, malditos e desumanos da velha exploração do homem pelo homem.

UM ESTRANHO PAÍS – Na verdade, o Brasil é o país mais estranho do mundo. Dificilmente, uma analista estrangeiro consegue entender nossas instituições. Temos uma estrutura estatal enorme, mas não funcionamos como nação comunista, pois as desigualdades sociais são as maiores do mundo. Insiste-se em tentar que a riqueza absoluta conviva em harmonia com a miséria absoluta, como se isso fosse possível, e o resultado é essa insegurança permanente que coloca a sociedade atrás da grades, mas não consegue trancafiar os criminosos.

Nem mesmo os brasileiros conseguem entender o que se passa aqui. Neste blog, há críticas permanentes aos governos do PT e do PSDB, que são acusados de terem “comunizado” o país, que agora, com Bolsonaro, seria novamente colocado nos rumos do “capitalismo”.

Como diz Francisco Bendl, tenho frouxos de riso quando leio essas maluquices, acusando Lula e FHC de serem “comunistas”, quando não passam de grandes pilantras, que jamais pensaram no povo e enriqueceram no poder, cada um a seu modo, seja na Avenida Foch ou na Serra de Atibaia, qual é a diferença?

SÓ SEMELHANÇAS – Entre FHC e Lula, só há semelhanças. O grande e modesto Itamar Franco entregou a seu sucessor um país que crescia 5,4%, havia pleno emprego, a inflação era de 0,6% ao mês, havia superávit nas contas públicas, saldo comercial de US$ 10,4 bilhões e uma dívida interna pequena, de 29,4% do PIB.

Depois das criminosas administrações do PSDB, PT e PMDB, o legado ao presidente eleito Jair Bolsonaro é caótico, um país totalmente dominado pelo capitalismo financeiro, em que os maiores aproveitadores são os banqueiros, embora sejam considerados cidadãos acima de qualquer suspeita, como no filme de Elio Petri, e acima também de qualquer crise, pois o país empobrece, mas eles continuam batendo recordes de lucratividade.

Da entrevista de Roberto Setúbal e Pedro Moreira Salles à Folha, pouco se aproveita, porque nada têm a dizer. Não são brasileiros, nem se importam com o país, vivem por conta dos 30 dinheiros que herdaram dos avós.

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P.S. 1 –
A entrevista apenas mostra que os banqueiros estão perplexos com Bolsonaro. Inquietos, não sabem se poderão ser atingidos pelas reformas.

P.S. 2 – De minha parte, espero que as reformas atinjam em cheio o sistema bancário, que a meu ver deveria ser totalmente estatal. Se me derem apenas um argumento sólido que me convença de que bancos privados são proveitosos para o país, ficarei eternamente grato. Apenas um. (C.N.)

Indústria se adianta e propõe a criação do Ministério do Capital e do Trabalho

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Charge reproduzida do Arquivo Goolhe

Pedro do Coutto

Dez entidades que representam os diversos setores industriais do país propuseram a Onyx Lorenzoni, encarregado da transição entre os governos Temer e Jair Bolsonaro, a criação de um Ministério que reúna tanto o capital quanto o trabalho. O Ministério seria Indústria, Comércio e Trabalho. Reportagem de Igor Ribeiro, Stella Fontes, Denise Heuman e Marli Olmos, manchete principal da edição de ontem do Valor, destaca a iniciativa.

As entidades industriais partem do princípio legítimo de que a produção, comercialização e o trabalho representam uma ampla frente de produção e de comercialização. Trata-se, a meu ver, de uma iniciativa tão lógica quanto indispensável na tentativa de harmonizar o capital e o trabalho. Essa tentativa, aliás, atravessa as décadas e até os séculos da história universal.

DUAS MATRIZES – Trata-se de dividir os resultados que as duas fortes matrizes conseguem obter. Não me refiro a divisão igualitária dos resultados. Porque divisão não quer dizer em partes iguais. Também é válida, é lógico, a divisão em partes desiguais, seguindo a presença parcial das duas fontes de desenvolvimento econômico.

Onyx Lorenzoni recebeu o documento e anunciou que vai levá-lo ao presidente Bolsonaro. O documento também propõe um pacto entre o capital e o trabalho. Ambos os setores enfrentam a influência da inflação. Só que os preços da indústria e do comércio não são fixados pelo governo. Ao contrário, apenas as reposições inflacionárias para os assalariados seguem os princípios governamentais. Além disso, as reposições dos salários nos índices encontrados pelo IBGE sucedem as taxas de inflação, não antecedendo a ela. Portanto, quando uma categoria profissional ontem um reajuste é para compensar os doze meses anteriores a ela. Ressalto também que a partir do mês em que os salários são alterados, inicia-se uma corrida contra o efeito inflacionário.

SEMPRE PERDENDO – Sob este aspecto a massa salarial está sempre perdendo a corrida contra os preços, encontrando-se sempre atrás da parcela de 1/12 do índice que mede a desvalorização da moeda. Harmonizar as duas frentes de produção econômica é um desafio mundial, e que no Brasil tornou-se um sonho de planejadores como Celso Furtado e Hélio Beltrão. Houve fases em que se registraram avanços, mas logo depois em pouco tempo houve sucessivos recuos, principalmente no longo período em que Delfim Neito ocupou o Ministério da Fazenda e do Planejamento, em governos diferentes, no caso dos mandatos de Emílio Médici e João Figueiredo.

Estabelecer um denominador comum capaz de assegurar os princípios mais sólidos do processo social foi no passado, é no presente e na minha visão será no futuro uma forma de tornar mais justa a distribuição da renda nacional. Nem que seja na base de 90% para o capital e 10% para o trabalho, incluindo os reflexos produzidos pelo sistema tributário. É preciso distribuir melhor a renda.

Bolsonaro viaja a Brasília para cumprir uma agenda que não significa nada…

Jair Bolsonaro acena para eleitores após votar Foto: Mauro Pimentel/AFP/28-10-2018

Esta viagem a Brasília não é recomendável para Bolsonaro

Deu em O Tempo
(Estadão Conteúdo)

O presidente eleito Jair Bolsonaro (PSL) viaja nesta terça-feira, 6, a Brasília acompanhado de alguns de seus principais assessores. Ele irá participar de uma sessão no Congresso Nacional em comemoração aos 30 anos da Constituição de 1988, evento que contará também com a presença dos chefes dos Três Poderes e da procuradora-geral da República, Raquel Dodge. Na quarta-feira, 7, Bolsonaro deverá se reunir com o presidente Michel Temer.

Jair Bolsonaro irá à Brasília em um jato da FAB, previsto para partir às 7h da Base Aérea do Galeão. A comitiva deverá ter 14 pessoas, entre elas o economista Paulo Guedes, já anunciado como futuro ministro da Economia, e Gustavo Bebianno, um de seus principais articuladores durante a campanha.

Ainda cumprindo mandato de deputado federal, Jair Bolsonaro está há mais de dois meses sem ir a Brasília. O presidente eleito levou uma facada em Juiz de Fora, em Minas Gerais, em 6 de setembro, durante ato de campanha. Desde então, passou um período internado em São Paulo e, desde o fim de setembro, não saiu mais do Rio.

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NOTA DA REDAÇÃO DO BLOG
Cansativa, arriscada e completamente desnecessária esta viagem a Brasília. Com toda certeza, Bolsonaro não deveria se expor às turbulências que são bastantes comuns no trajeto Rio Brasília, especialmente nesta época do ano. Empolgado pela eleição, comporta-se como se já estivesse curado, e isso não é verdade. É uma viagem totalmente inútil. (C.N.)

Política externa a ser implementada por Bolsonaro ainda não está bem clara

Resultado de imagem para comercio exterior chargesLuiz Carlos Azedo
Correio Braziliense

Com a entrega dos nomes da equipe de transição, que ocorre nesta segunda-feira (5/11), é possível que se clareie um pouco mais o que será o futuro do Itamaraty. O alinhamento de Bolsonaro com o presidente Donald Trump é uma nova ruptura com a política externa brasileira, que passou por um processo de partidarização sob comando do ex-chanceler Celso Amorim, nos governos Lula e Dilma, mas voltou ao velho pragmatismo na gestão do tucano Aloysio Nunes Ferreira.

Agora, após a repercussão negativa de suas declarações sobre a China, Cuba e Oriente Médio, Bolsonaro parece recuar da intenção de chutar o pau da barraca na política externa e anunciou um encontro com o embaixador chinês Li Jinzhang.

ATITUDE PREDATÓRIA – O presidente eleito havia acusado o país asiático de ter uma atitude predatória nos investimentos realizados no Brasil, além de ter visitado Taiwan em fevereiro passado, atitude inédita de um candidato a presidente da República desde que o Brasil reconheceu Pequim como o único governo chinês, em 1979.

A reação mais dura veio num editorial do jornal China Dayle, porta-voz informal do governo chinês: “Temos a sincera esperança de que, após assumir a liderança da oitava maior economia do mundo, Bolsonaro vai olhar de forma objetiva e racional para o estado das relações China-Brasil”, escreveu o jornal, que se refere a Bolsonaro como “Trump tropical”.

 

MAIOR MERCADO – “Bolsonaro estará ciente de que a China é o maior mercado para as exportações brasileiras e a maior fonte de superavit no comércio externo brasileiro”, acrescentou a publicação, lembrando que as duas economias são “verdadeiramente complementares” e “dificilmente concorrentes”.

Em 2017, o comércio entre o Brasil e a China atingiu 87,53 bilhões de dólares, aumento de 29,55%. A China vendeu bens no valor de 29,23 bilhões de dólares e importou mercadorias no montante de 58,30 bilhões de dólares, segundo dados das alfândegas chinesas.

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NOTA DA REDAÇÃO DO BLOG
Excelente análise de luiz Carlos Azedo. Mostra que Bolsonaro precisa se informar melhor sobre o comércio exterior. A situação econômica do país está muito frágil, não pode ficar sendo sacudida a todo momento. É preciso ter muita ponderação na diplomacia. (C.N.)

Sem barganhar cargos, Bolsonaro mostra que pode aperfeiçoar nossa democracia

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Charge do Paixão (Gazeta do Povo)

Jorge Béja

A intenção do presidente eleito Jair Bolsonaro de nunca, em hipótese alguma, negociar ou barganhar com o Congresso a aprovação de lei em troca de cargos no governo é merecedora de muitos e efusivos aplausos. Bravo, presidente! O senhor está corretíssimo.

O senhor também antecipa que vai utilizar as redes sociais para demonstrar a necessidade, o proveito e o ganho de lei, medida provisória ou projeto de Emenda à Constituição que o presidente enviar ao Congresso para a votação, caso o Parlamento não as aprove. Bravíssimo, presidente!

INEDITISMO – Tanto representará um ineditismo saudável e jamais praticado no Brasil. Nem sei se outro governante democrata no mundo age dessa maneira. Será um verdadeiro plebiscito, pois o povo-eleitor-mandante é quem terá voz forte e ativa, para julgar seus projetos enviados ao Congresso e decidir se os congressistas atenderam ou não à soberana vontade do povo. Todos nós brasileiros nos sentiremos mais cidadãos, nos sentiremos fortes e bem representados pelo mandatário que elegemos.

Mas usar as redes sociais apenas quando suas remessas ao Congresso retardarem a ser votadas ou não venham ser aprovadas, o que é louvável e inédito, também seria louvável e inédito, pelas mesmas redes sociais, submeter ao conhecimento do povo os motivos que levaram o Congresso à rejeição, quando rejeitadas ou houver demora para a apreciação e votação. Nesse caso, o senhor terá a oportunidade de rebater a argumentação do Parlamento e deixar que o povo brasileiro julgue com quem está a razão. Se tanto acontecer, viveremos uma democracia e tanto.

MOEDA DE TROCA – Seja como for, o importante é que no seu governo não haverá “moeda de troca”, porque não existe “moeda”, não existe “troca” e nem existe algo para ser trocado. Palácio do Planalto, Câmara dos Deputados e Senado Federal não formarão mais um balcão de compra e venda, de negociatas, muito menos de corrupção.

Essa sua atitude, se vier a ser mesmo posta em prática, vai revolucionar a Democracia, consolidando-a justamente pelas mãos e pela inteligência de quem eleitores duvidaram que fosse um democrata.

Como a Receita Federal pode ajudar Sérgio Moro neste novo superministério?

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Charge do Solda (Arquivo Google)

Kleber Cabral
Estadão

Recente reportagem do Estadão informou que Sérgio Moro avalia nomes ligados à Receita Federal para serem levados ao Ministério da Justiça. A intenção de Moro vai no sentido de reconhecer o êxito das experiências da força-tarefa e o papel essencial que a Receita Federal exerceu em mais de 4 anos de operação. O protagonismo dos auditores fiscais na linha de frente das investigações, não por acaso, foi ressaltado por Deltan Dallagnol no Seminário Desafios para o Próximo Governo, realizado pela Unafisco Nacional em agosto deste ano.

De acordo com Dallagnol, o avanço da Operação Lava Jato deveu-se em boa parte pela relevância do trabalho interinstitucional e classificou como essencial a atuação da autoridade tributária, destacando o levantamento feito pelos auditores fiscais de redes de relacionamentos de envolvidos no caso, chamada de “aranha”.

“BIG-BANG” – Foi a expertise de rastreamento da Receita, que envolve conhecimento e base de dados, que permitiu a força-tarefa a enxergar toda a conexão criminosa; permitiu o “big-bang” da Lava Jato.

Além da atuação na linha de frente das investigações, a Receita Federal foi essencial na identificação de empresas usadas pelas organizações criminosas, noteiras, doleiros, pseudo-prestadoras de serviço, e ainda desenvolveu sistemas específicos para o tratamento de grandes volumes de dados (big data), ampliando sobremaneira a quantidade de pessoas físicas e jurídicas fiscalizadas e autuadas.

Mas é bom que se diga que levar alguns auditores fiscais para o novo superministério não terá a força para mudar significativamente o combate à lavagem de dinheiro, à corrupção e à sonegação. É necessário que a Receita Federal esteja engajada efetivamente na luta, cumprindo seu papel no combate a esses ilícitos, exercendo plenamente seu potencial.

SONEGAÇÃO – A lavagem de dinheiro e a corrupção estão intrinsecamente ligadas à sonegação, que é muitas vezes crime antecedente da lavagem. A maioria dos casos não segue adiante sem o auto de infração dos auditores fiscais, no qual estão descritos precisamente fatos, valores, documentos, provas da ocorrência do fato gerador e também da responsabilidade penal dos agentes.

É o auditor fiscal da Receita Federal quem possui competência legal, expertise e acesso a inúmeras fontes de informações fiscais e bancárias, com o poder-dever de rotineiramente exercer o controle da arrecadação, fiscalização tributária, previdenciária e aduaneira do país.

Infelizmente, a administração da RFB há anos vem negligenciando essa atuação ordinária em torno do combate aos ilícitos em pauta.

SEM PRÓ-AÇÃO – Não obstante iniciativas recentes, a exemplo da criação das chamadas equipes de fraude, ao longo de anos a atuação da Receita restringiu-se quase sempre a esforços reativos, após demanda do Ministério Público ou do Poder Judiciário.

Não é de hoje que a Unafisco Nacional critica a administração da RFB pelo tratamento equivocado dado às Pessoas Politicamente Expostas, por não considerar as PPE como parâmetro para a seleção dos contribuintes a serem fiscalizados, o que permitiu que casos famosos da Lava Jato passassem incólumes debaixo dos nossos radares. As dificuldades de acesso aos dados das DERCAT (Declaração de Regularização Cambial e Tributária), a troca dos CPF/CNPJ dos que aderiram à Lei de repatriação, a criação de sigilo para os próprios auditores fiscais, tudo isso enfraquece a posição da Receita Federal como um dos atores mais relevantes no combate à lavagem de dinheiro, à corrupção e à sonegação.

Sergio Moro está no caminho certo ao trazer para perto de si, no Ministério da Justiça, nomes do Fisco. Mas será ainda mais importante para o próximo governo, eleito com o discurso do combate a corrupção, que a administração tributária seja renovada, tenha nova administração, que adote princípios republicanos na ocupação dos cargos comissionados e cumpra fielmente seu papel, como verdadeiro órgão de Estado.

Kleber Cabral é auditor fiscal e presidente da Unafisco Nacional

Bolsonaro discute extradição de Cesare Battisti com embaixador italiano

O embaixador da Itália no Brasil, Antonio Bernardini, ao lado do presidente eleito Jair Bolsonaro Foto: Divulgação

Embaixador pede que o Supremo julgue logo a extradição

Igor Mello
O Globo

O embaixador da Itália no Brasil, Antonio Bernardini, discutiu nesta segunda-feira pela manhã a extradição do ex-guerrilheiro Cesare Battisti com o presidente eleito Jair Bolsonaro . Em diversos momentos, Bolsonaro já se manifestou favorável à medida.

Bernardini conversou por cerca de uma hora com Bolsonaro. Segundo ele, há sintonia entre as visões do presidente eleito e do governo italiano sobre o caso.

EXTRADIÇÃO – “Claro que falamos do caso Battisti. O caso é muito claro, a Itália está pedindo a extradição e o caso é discutido no Supremo Tribunal Federal. Esperamos que o Supremo tome a decisão no prazo mais curto possível” – afirmou, acrescentando: “Ele tem a mesma ideia que eu sobre o caso”.

Além de discutir a extradição, a delegação italiana tratou da ampliação das relações comerciais e da cooperação entre as nações depois da posse do novo governo. Há tratativas para uma visita do presidente brasileiro à Itália, mas “tudo será definido no futuro”, garantiu.

– Foi uma conversa muito simpática. O nome Bolsonaro é de origem italiana, o presidente falou da origem da família – relatou. Mais cedo, Bolsonaro recebeu uma comitiva diplomática chinesa, liderada pelo embaixador do país no Brasil, Li Jinzhang. Maior parceiro comercial do Brasil, a China foi alvo de críticas de Bolsonaro durante a campanha eleitoral.

ENTENDA O CASO – Battisti teve sua extradição requerida pela Itália em razão de ter sido condenado naquele país a prisão perpétua por quatro assassinatos na década de 1970, quando era integrante de um grupo militante de esquerda. No entanto, o então presidente Luiz Inácio Lula da Silva decidiu, no final de 2010, conceder a Battisti status de asilado no Brasil.

Em outubro do ano passado, Battisti foi detido em Corumbá (MS), cidade próxima à fronteira com a Bolívia, carregando dólares e euros em espécie, numa indicação de que poderia estar planejando uma fuga do país, o que levou a Itália a reiterar seu pedido ao governo brasileiro pela extradição.

Battisti, no entanto, foi solto por ordem da Justiça e responde ao processo em liberdade, sob algumas medidas restritivas.

Para se associar a Moro, parlamentares articulam uma Frente Anticorrupção

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Ministro Moro vai influir muito também no Congresso

Daniela Lima
Folha/Painel

Surge no Congresso a bancada de Moro. Após o juiz Sergio Moro aceitar o comando do Ministério da Justiça do governo Jair Bolsonaro, parlamentares começaram a articular uma frente no Congresso em apoio ao pacote anticorrupção que o juiz pretende adotar como marca de sua gestão. A ideia é que o grupo, formado por senadores e deputados que se elegeram com a bandeira do combate à corrupção, seja a base de sustentação de medidas que ele propuser ao Legislativo. Detalhe: a proposta tem o aval de integrantes da oposição.

Os parlamentares que articulam a frente pró-Moro, mas são oposição a Bolsonaro acham que, com o apoio ao juiz, podem fazer com que a pauta de combate à corrupção não seja vista como um ativo exclusivo da gestão do presidente eleito, mas da sociedade como um todo.

FORÇA-TAREFA – O grupo pretende manter contato permanente com a coordenação da Lava Jato em Curitiba. Um dos idealizadores das Dez Medidas contra a Corrupção, o coordenador da força-tarefa que iniciou a operação, Deltan Dallagnol, foi consultado sobre a formação da frente.

Em outra frente, os delegados que tentam emplacar Erika Marena na chefia da Polícia Federal devem ganhar o apoio da ADPF (Associação dos Delegados de Polícia Federal). Eles vão sugerir o nome dela a Moro. Em 2017, Marena estava no topo da lista enviada pela entidade a Michel Temer. De lá para cá, ela coordenou a polêmica Operação Ouvidos Moucos.

SUSPEIÇÃO – Na base do tudo ou nada, parlamentares do PT avaliam que o novo pedido de suspeição do juiz Moro que a defesa de Lula vai apresentar ao Supremo nesta segunda-feira (dia 5) vai obrigar a corte a se posicionar sobre a atuação do juiz.

Os que acompanham de perto os processos e apoiam o ex-presidente dizem que, “diante de toda a trama”, o STF terá que decidir se a atuação de Moro “não causou qualquer prejuízo à estética da imparcialidade tão cara à Justiça”.

O recurso estava previsto antes mesmo de Moro aceitar o convite de Bolsonaro. A defesa de Lula vai pedir a revisão da decisão do STJ, que negou a suspeição do juiz. Se o Supremo aceitar o pedido, o processo pode ser considerado nulo –hipótese hoje vista como improvável.

De ‘vice dos sonhos’, Magno Malta passou a ‘elefante na sala’ e será ministro

Senador Magno Malta (PR-ES) durante discussão de projeto que criminaliza movimetos sociaisFoto: Jorge William / Agência O Globo

Magno Malta será ministro na cota pessoal de Bolsonaro

Patrik Camporez e Natália Portinari
O Globo

O Brasil aguardava a primeira declaração oficial do presidente eleito, Jair Bolsonaro , no último dia 28, quando este pediu que Magno Malta (PR) fizesse uma oração. “Os tentáculos da esquerda jamais seriam arrancados sem a mão de Deus”, disse Malta na oração improvisada. Depois, segurou a mão do futuro chefe de Estado e rezou um Pai-Nosso.

O pastor-senador seria “o vice dos sonhos”, segundo Bolsonaro. Mas, enquanto o candidato esperava uma definição, Malta já fazia campanha por sua reeleição ao Senado nas igrejas capixabas.

PREFERIU O SENADO – Quando O Globo revelou que o pastor não seria vice, em 11 de julho, Bolsonaro foi ao gabinete dele tirar satisfação. Malta contemporizou para não tornar a recusa pública enquanto Bolsonaro buscava outro nome. Depois, lançou sua candidatura ao Senado em evento com 250 pastores.

A campanha de Malta, com gastos declarados de R$ 2,7 milhões, porém, naufragou. Sem mandato, foi chamado de “elefante na sala” pelo general Hamilton Mourão, vice-presidente eleito. De olho em um cargo, já declarou ter preferência pelos ministérios da Defesa e das Relações Exteriores. A previsão é que seja anunciado titular do Ministério da Família, o que pode ser a fusão das pastas de Desenvolvimento Social e Direitos Humanos.

— Ele foi um guerreiro pesado na campanha de Bolsonaro. Um dos motivos que o levaram a perder a eleição foi ter viajado para cima e para baixo atrás do Bolsonaro. Foi um cara fundamental, aguerrido — diz Silas Malafaia, da Assembleia de Deus Vitória em Cristo.

EXTROVERTIDO – Malta nasceu em Macarani (BA) e se formou pastor em um seminário batista em Recife (PE), em 1981. Era cantor da banda de pagode gospel Tempero do Mundo, com composições como “Aquele que cheirava já não corre atrás/Jesus Cristo venceu Satanás”. Seu primeiro cargo foi de vereador de Cachoeiro do Itapemirim (ES), em 1993.

Pulou para deputado estadual do Espírito Santo, deputado federal e, por fim, senador. Ganhou notoriedade polemizando. Em 2008, levou um homem mascarado ao Senado. A jornalistas, disse que ele seria testemunha de que o traficante Fernandinho Beira-Mar planejava sequestrar sua filha. Afirmou estar ameaçado por ter ido “muito fundo” nas investigações da CPI do Narcotráfico, que presidia.

Na CPI da Pedofilia, em 2009, acusou o cobrador de ônibus capixaba Luiz Alves de Lima de estuprar a própria filha, de 2 anos. Após nove meses preso, o réu foi inocentado e processa o senador.

LULA E DILMA – Malta apoiou Lula e Dilma Rousseff. E se aproximou de Aécio Neves, mas se afastou quando a imagem do tucano foi associada à corrupção.

— Será que leva tanto tempo para uma pessoa como Magno Malta saber que o PT é o demônio? Claro que não. Era oportunista — critica o deputado e pastor evangélico Marco Feliciano (Pode-SP).

Procurado, Malta disse que acreditou no sonho de acabar com a miséria vendido pelo PT e “se encantou” com Lula, para logo se desiludir:

— Quando colocaram milhões de pessoas no Bolsa Família, o diabo soprou no ouvido e falou: “Agora ninguém tira mais vocês, não”. Eles começaram um striptease moral. Começaram a atacar os valores da família e da fé. Quiseram legalizar o aborto, a droga, e aí veio a onda da ideologia de gênero, o ataque às famílias.

SERÁ MINISTRO – O deputado Carlos Manato (PSL-ES) disse, semana passada, que Malta será ministro:

— Ele é merecedor, por tudo o que fez pelo Bolsonaro. Segunda ou terça, deve ser confirmado. O presidente deixou claro: Magno estava cotado para ser ministro mesmo antes de senador.

Aliados dizem que Malta julgava estar eleito, e foi rodar o país com Bolsonaro. Visitou o aliado várias vezes no Hospital Albert Einstein e gravava vídeos conduzindo orações. Na reta final, ao perceber o risco de perder, despejou dinheiro na campanha, mas era tarde.

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NOTA DA REDAÇÃO DO BLOG
A matéria tem clara intenção de desconstruir Malta, para atacar Bolsonaro de forma indireta. Realmente, não gosto desse tipo de jornalismo praticado nesta eleição pelo Globo, que protegeu e tentou eleger um criminoso de verdade, como Eduardo Paes, que destruiu as finanças do Rio de Janeiro, e agora ataca um político que é ficha-limpa e nada consta. Realmente é desanimador. (C.N.)

Celso Amorim faz campanha contra o Brasil no exterior e Augusto Heleno reage

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Para defender Lula, Amorim arrasou a imagem do país

José Carlos Werneck

O jornalista Claudio Humberto publicou no sábado uma matéria em seu site “Diário do Poder” revelando que, com uma postura diametralmente às funções por ele exercidas em defesa do País nos governos do PT, o diplomata Celso Amorim, ex-ministro das Relações Exteriores e da Defesa, resolveu fazer propaganda internacional contra o Brasil, denegrindo a nação em entrevista à rede de TV americana CNN.

O texto informa que Amorim, o outrora bajulador de governos, inclusive militares, agora mente contra o Brasil, fazendo o general Augusto Heleno, futuro ministro da Defesa, reagir acusando Amorim de ser o primeiro ex-chanceler a reunir diplomatas em campanha, no exterior, contra seu próprio país, “mentindo sobre a prisão do Lula, em atitude impatriótica, vergonhosa e injustificável”.

INTERVENÇÃO? – Celso Amorim demonstrou que ignora a democracia brasileira e desrespeita a vontade da maioria da população, ao sugerir nas entrelinhas a necessidade de intervenção internacional no País, sob a justificativa de que está preocupado com a possibilidade de o Brasil estar próximo de um novo regime autoritário, a partir de sua interpretação das ideias e projetos do presidente eleito Jair Bolsonaro.

“Celso Amorim fez barbaridades para colocar o Brasil no Conselho de Segurança da ONU, como membro permanente, com direito a veto. Não deu certo. Conseguiu, no entanto, acesso à História, pela porta dos fundos. É o primeiro ex-chanceler a usar vários diplomatas a ele ligados, em uma campanha, no exterior, contra seu próprio país, mentindo sobre a prisão do Lula [condenado por corrupção e lavagem de dinheiro]. Atitude impatriótica, vergonhosa e injustificável”, escreveu o general Augusto Heleno, no Facebook.

INDIGNAÇÃO – Inúmeros diplomatas, inclusive embaixadores do Brasil no exterior, estão indignados com as declarações de Celso Amorim e sugerem que alguém vá à CNN rebater as declarações com a verdade sobre as “canalhices do PT”. Principalmente porque o ex-ministro aproveita uma citação de Lula pela repórter Christiane Amanpour, da CNN, para apontar “contradição” na prisão do petista, afirmando serem “frágeis” as acusações.

Na entrevista, Celso Amorim não citou o atentado à faca sofrido pelo presidente eleito durante a campanha, nem relembrou à entrevistadora de seu serviço prestado à ditadura militar como diretor-geral da Embrafilme, entre 1979 e 1982. Mas disse se preocupar com direitos humanos e liberdade de expressão, antes de denunciar “negligência ao meio ambiente, indígenas, afrodescendentes e homossexuais”, antes mesmo de Bolsonaro assumir.

TORTURA – “Nunca tivemos algo semelhante no Brasil. Nem mesmo na ditadura militar, na qual a tortura era praticada mas não elogiada e nem admitida publicamente. Bolsonaro não só a admite como diz que, além de torturar, a ditadura militar deveria ter matado mais pessoas”, disse Amorim à CNN.

O ex-ministro de Lula e Dilma Rousseff profetiza que a proposta de alterar a política de desarmamento do novo governo pode provocar tiroteios em massa no Brasil, como os que acontecem nos Estados Unidos.

“Não sabemos o que vai acontecer pois Bolsonaro tem pregado a violência, insiste em distribuir armas. Vamos ter algo similar ao que acontece nos Estados Unidos, que é algo que nunca tivemos. Temos outro tipo de violência, mas não do tipo de tiroteio em massa, o que podemos vir a ter. Mas não sabemos ainda; é cedo demais. Se formos basear a nossa opinião no que ele disse na campanha e em toda a sua vida, temos muitos motivos para nos preocupar”, afirmou, entre outras bobagens, o ex-ministro que obedecia servilmente as ordens de Marco Aurélio Garcia, “interventor” dos governos do PT no Itamaraty e que nem diplomata era.

Leonardo Boff diz entender os excessos de Ciro pelo “caráter iracundo” dele

Boff afirma que os partidos precisam fazer autocríticas

Géssica Brandino
Yahoo Notícias(Folha Press)

O teólogo, filósofo e escritor, Leonardo Boff, 88 anos, respondeu às declarações do ex-candidato à Presidência Ciro Gomes (PDT), que em entrevista à Folha de S.Paulo o chamou de “um bosta” e “bajulador”, além de insinuar que ele não havia criticado o mensalão e o petrolão.

“Minha posição é dos filósofos, dentre os quais me conto: nem rir nem chorar, procurar entender. Entendo seu excesso a partir de seu caráter iracundo, embora na entrevista afirma que ‘tem sobriedade e modéstia'”, disse.

COLÉGIO DE LÍDERES – Apesar da fala de Ciro, Boff defendeu a participação do político numa “espécie de colégio de líderes, vindos das várias partes de nosso país continental, para que as resistências e oposições tenham sua base em vários estados e não apenas naqueles econômica e politicamente mais relevantes”.

Um dos iniciadores da Teologia da Libertação, Boff falou com a reportagem por e-mail e fez uma análise sobre o papel da esquerda após a eleição de Jair Bolsonaro (PSL).

“Creio que agora a situação é tão dramática que precisamos de uma Arca de Noé onde todos nós possamos nos abrigar, abstraindo das diferentes extrações ideológicas, para não sermos tragados pelo dilúvio da irracionalidade”, afirmou, dizendo que disse a situação requer uma autocrítica. “Penso que todos os partidos têm que se reinventar sobre bases éticas e morais mais sustentáveis. Toda crise acrisola, nos faz pensar e crescer”.

Como o senhor responde às declarações do ex-candidato à Presidência Ciro Gomes durante entrevista à Folha de S.Paulo?
Considero Ciro Gomes uma das maiores e imprescindíveis lideranças do Brasil. Ele é importante para a manutenção da democracia e dos direitos sociais. Ele ajuda a alargar os horizontes dos problemas que enfrentamos com o seu olhar próprio. O que faz e diz é dito e feito com paixão. Entretanto, a paixão necessária nem sempre é um bom conselheiro. Creio que foi o caso de sua crítica a mim chamando-me com um qualificativo que não o honra. Minha posição é dos filósofos, dentre os quais me conto: nem rir nem chorar, procurar entender. Entendo seu excesso a partir de seu caráter iracundo, embora na entrevista afirma que “tem sobriedade e modéstia”. Sigo a sentença dos mestres espirituais: “se não entender o que alguém diz a seu respeito tenha pelo menos misericórdia”, virtude central do cristianismo assumida, decididamente, pelo Papa Francisco. Procuro viver essa virtude.

Ciro questionou sua opinião sobre o mensalão e o petrolão. Sobre o “mensalão” e o “petrolão” sempre fui crítico. Mostrei-o em meus artigos publicados no Jornal do Brasil online, onde escrevi, semanalmente, durante 18 anos. Todos eles estão no meu blog onde se pode conferir. Aconselho ao ex-ministro que leia o livro que publiquei a partir da atual crise brasileira: “Brasil: concluir a refundação ou prolongar a dependência”, com 265 páginas, editado pela Editora Vozes neste ano. Leia, por favor, o capítulo “Os equívocos e erros do PT e o sonho de Lula”, das páginas 89-96 e em outras passagens. Um intelectual, ciente de sua missão, não pode deixar de criticar malfeitos, venham de onde vierem. Assim o fiz em todo o tempo.

Na entrevista Ciro o chama de bajulador.
Não me incluo entre os eventuais bajuladores de Lula. Nunca fui filiado ao PT por convicção, pois, o ofício do pensar filosófico e teológico não pode se restringir à parte, donde vem partido, mas deve procurar pensar o todo e a parte dentro do todo. Somos eu e Frei Betto (também não filiado ao PT) amigos de Lula de longa data, desde o tempo em que organizava as greves e a resistência à ditadura militar. Portanto, bem antes de ser político e presidente. Todas as vezes que o encontrávamos em Brasília, eu e minha companheira Márcia, fazíamos-lhe críticas, por vezes tão duras por parte de Márcia que tinha que dar chutes em sua perna, por debaixo da mesa, para se moderar. Tanto ele como nós fazíamos as críticas como amigos sinceros fazem entre si. Os amigos se criticam olhos nos olhos para construir, os adversários o fazem pelas costas para destruir. E assim o entendia Lula. Somos amigos-irmãos que têm os mesmos sonhos e os mesmos propósitos fundamentais., Frei Betto era igualmente duro na crítica, não obstante a grande amizade que os unia e une.

União Europeia quer fechar acordo com Mercosul antes da posse de Bolsonaro

Resultado de imagem para mercosulJamil Chade e Eduardo Laguna
Estadão

O acordo comercial entre Mercosul e União Europeia – em negociação há quase 20 anos, mas já na reta final – ganhou um novo impulso após as declarações da equipe do presidente eleito Jair Bolsonaro de que o bloco sul-americano não será prioridade no novo governo. A intenção, segundo o presidente da delegação do Parlamento Europeu para as relações com o Mercosul, o deputado português Francisco Assis, é tentar fechar algum tipo de entendimento comercial ainda durante o governo de Michel Temer.

 “Estamos preocupados”, disse. “Há uma enorme incógnita sobre qual será o futuro do Mercosul e, portanto, sobre como ocorrerá essa relação de negociação com a União Europeia.” Segundo ele, o Mercosul entregou uma proposta aos europeus no dia 24 de outubro. “Haverá uma tentativa por parte da UE de fazer uma contraproposta”, disse.

ESTÁ NA PAUTA – A negociação com o Mercosul entrou na pauta da reunião da UE da próxima quarta-feira, com a comissária de comércio exterior do bloco, a sueca Cecilia Malmström.

O acordo, se confirmado, será o mais importante já assinado pelo bloco europeu. Para levá-lo adiante, no entanto, é preciso vencer resistências dentro da própria União Europeia, já que grupos protecionistas fazem pressão para adiar o acordo.

Durante a campanha eleitoral, Bolsonaro defendeu acordos bilaterais com países desenvolvidos e criticou a política externa dos governos do PT, que deram prioridade a acordos com países africanos, sul-americanos e asiáticos. Na primeira entrevista após o resultado do segundo turno, o futuro ministro da Economia, Paulo Guedes, disse que a criação do Mercosul foi ideológica e que o bloco não seria prioridade.

TRADIÇÃO DIPLOMÁTICA – Na visão de especialistas em relações internacionais, a ênfase nos acordos bilaterais pode significar uma mudança na tradição diplomática brasileira do multilateralismo. “No fundo, isso faz sentido. Um dos motivos que atrapalham o desfecho nas negociações por livre comércio entre Mercosul e União Europeia é que, quando o Brasil avança, a Argentina recua”, diz Joaquim Racy, professor de economia da PUC-SP.

Na Europa, existem duas preocupações com o novo posicionamento, que inclui uma aproximação com os Estados Unidos: a substituição de produtos europeus por bens americanos, que entrariam no Brasil em melhores condições; e o fim de um equilíbrio geopolítico na América Latina entre os interesses americanos e europeus. A China já pressiona Bolsonaro pela manutenção do atual acordo comercial e alertou, em editorial, que a economia brasileira sofrerá com eventual rompimento com Pequim.

A última rodada de negociações entre Mercosul e UE, em setembro, foi interrompida sem que os dois lados chegassem a uma conclusão sobre tarifas para produtos agrícolas e industriais, como a carne bovina sul-americana e os laticínios europeus. Procurado, o Itamaraty não se manifestou.

Moro quer formar sua equipe com membros da força-tarefa da Lava Jato

Juiz Sérgio Moro 24/10/2018 REUTERS/Paulo Whitaker

O futuro ministro Moro está empolgado com a missão

Deu em O Tempo
(Estadão Conteúdo)

O juiz Sérgio Moro vai levar para o Ministério da Justiça integrantes da força-tarefa da Operação Lava Jato. O magistrado já avalia nomes ligados à Polícia Federal, que voltará a ficar sob o comando da pasta, e à Receita Federal. Para colocar em prática a promessa de uma “agenda anticorrupção e anticrime”, Moro terá o maior orçamento da pasta nesta década. Serão R$ 4,798 bilhões em 2019, 47% a mais do que a dotação autorizada para este ano. Ao mesmo tempo, herdará um déficit de pessoal em órgãos como a Polícia Rodoviária Federal.

Na quinta-feira passada, o magistrado aceitou o convite do presidente eleito, Jair Bolsonaro, para integrar o futuro governo. Antes da oficialização do seu nome, Moro e Bolsonaro conversaram na sala da casa do deputado na Barra da Tijuca, no Rio.

ACORDO DE 100% – Por meia hora, a discussão teve a participação do economista Paulo Guedes, que vai comandar o novo Ministério da Economia. Depois, por 40 minutos, Bolsonaro e Moro ficaram sozinhos discutindo pontos prioritários do governo. Após o encontro, em coletiva, Bolsonaro disse que eles estavam alinhados: “Chegamos a um acordo de 100% em tudo”.

Além de nomes da Polícia Federal e da Receita, o juiz tem afirmado a interlocutores que gostaria de contar com “um ou dois nomes” ligados ao Ministério Público Federal, mas admite que a participação de representantes desse braço da Lava Jato é “mais complicada” porque dependeria de exoneração de cargos.

Moro deve começar a analisar a estrutura do ministério assim que a equipe de transição começar a repassar os dados. Na terça-feira, ele concede a primeira entrevista coletiva para falar dos seus planos à frente da pasta.

ORÇAMENTO – Moro vai assumir uma pasta ampliada e com órgãos de combate à corrupção que estão atualmente em outros ministérios, como a PF e parte do Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf). Por conta disso, ganhou também um orçamento mais robusto. Os R$ 4,7 bilhões que terá à disposição dizem respeito apenas a gastos discricionários, ou seja, despesas de custeio e investimento que poderão ser livremente administradas pelo chefe da pasta. Os valores não são comprometidos, por exemplo, com salários de servidores, inscritos na categoria de gasto obrigatório.

Mesmo com as severas restrições fiscais que impactam o orçamento federal, o valor disponível em 2019 para Justiça e Segurança Pública será inclusive maior que os R$ 4,693 bilhões do orçamento de 2016, ano no qual os gastos nas áreas foram inflados pela organização dos Jogos Olímpicos do Rio de Janeiro.

NA CONTRAMÃO – O aumento de recursos para as duas áreas vai na contramão do arrocho no Orçamento do próximo ano. O gasto discricionário total para 2019 terá uma redução de R$ 13,432 bilhões em relação ao volume disponível neste ano. Entre as áreas que terão menos recursos para gastos administrativos e investimentos estão Transportes, Integração Nacional, Cidades, Turismo e Desenvolvimento Social.

A diferença é explicada pela atenção maior que o tema da segurança pública ganhou no governo de Michel Temer, que em fevereiro deste ano criou um ministério próprio para a área.

Outros órgãos que podem ser incorporados pelo superministério de Moro também terão verba maior no ano que vem. Para 2019, os recursos previstos para a Controladoria-Geral da União (CGU) somarão R$ 110,843 milhões, um crescimento de 16% em relação a este ano e o maior valor desde que o órgão passou a ter orçamento próprio, em 2013.

DÉFICIT DE PESSOAL – Mesmo neste cenário de um orçamento maior, Moro terá de administrar déficit de pessoal em alguns dos órgãos sob a tutela da superpasta. Responsável pelas investigações de combate ao crime organizado ligado ao narcotráfico e ao desvio de verbas públicas, prioridades do futuro ministro, a PF tem um déficit de ao menos 4 mil vagas, segundo a Associação Nacional dos Delegados de Polícia Federal (ADPF).

A entidade diz que a previsão legal é de um quadro de funcionários com aproximadamente 15.200 policiais e 3.100 servidores administrativos. Atualmente, há apenas um concurso em andamento que prevê a contratação para 500 vagas. Já no Coaf, órgão responsável por mapear e informar as autoridades sobre transações financeiras suspeitas, há um déficit histórico de pessoal. O conselho é composto por 40 pessoas. Uma proposta para aumento do efetivo já havia sido encaminhada para o Ministério da Fazenda.

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NOTA DA REDAÇÃO DO BLOG
É frustrante saber que o ministério de Sérgio Moro está fora da contenção de gastos. É um sinal de que continuará a haver irresponsabilidades fiscais no governo da União. E o resultado já se conhece – provoca-se aumento da inflação e da dívida pública. Apenas isso. (C.N.)

No auto-retrato de Lya Luft, ela cuida da vida como se fosse um jardineiro

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Site Poemas & Canções

A professora, escritora, tradutora e poeta gaúcha Lya Fett Luft, no poema “Auto-Retrato”, mostra que é uma intelectual revolucionária, pois defende a igualdade de gêneros também na literatura.

AUTO-RETRATO
Lya Luft

Alguém diz que sou bondosa: está tão enganado que dá pena.
Alguém diz que sou severa, e acho graça.
Não sou áspera nem amena: estou na vida como o jardineiro
se entrega em cada rosa: corte, sangue, dor e aroma
para que a beleza fique na memória
quando a flor passa.

(Amar é lidar com os espinhos de quem ama por inteiro: com força, não com fraqueza.)

Bolsonaro precisa de uma preparação psicológica para ser presidente do Brasil

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Bolsonaro precisa entender que o Brasil é um Estado laico

Carlos Newton

Primeiro, o atentado a faca, em plena campanha, com a hemorragia que não cessava, a gravidade da cirurgia, a quase morte. Depois, a recaída, outra cirurgia perigosa num corpo já enfraquecido. Enfim, a lenta recuperação já na fase final do segundo turno, com as orações repetidas e a inabalável fé em Deus. Parece um enredo de ficção, mas é tudo verdade, diria Orson Welles, ao comentar este calvário na vida de um homem chamado Jair Messias Bolsonaro.

Na semana passada, ele chamou o alfaiate para fazer o terno da posse – azul marinho, com camisa branca e uma gravata surpresa, que pode até ser em tons discretos e verde e amarela, cairia bem.

PREPARAÇÃO INTERNA – É claro que o presidente eleito precisa se preparar para a posse, decidir se vai usar o carro aberto ou o blindado, que parece mais adaptado à situação atual. Mas a preparação externa é uma bobagem, o importante mesmo é a preparação interna, para o exercício do governo de um dos mais importantes países do mundo – quinto em extensão territorial/população, uma das dez maiores economias do mundo e que atravessa uma crise assustadora, devoradora e arrasadora.

O fato concreto é que Bolsonaro dá sinais de que precisa de preparação interna, pessoal e intransferível, porque todo esse imbróglio eleitoral e a quase morte fizeram exacerbar sua religiosidade, a ponto de promover uma oração pela TV, em transmissão direta, para comemorar a eleição na noite do domingo 28.

Nunca se viu nada igual. Depois o presidente, ao apresentar seu programa de governo, o texto vem encabeçado pela citação bíblica do versículo 32 do capítulo do Evangelho de João: “E conhecereis a verdade, e a verdade vos libertará”.

TEMENTE A DEUS – Tudo bem que o novo presidente seja religioso, temente a Deus. Isso é ótimo, claro. Teoricamente, significa que não vai roubar, matar ou torturar comunistas. Eu posso dormir tranquilo.

Pessoalmente, sou religioso, igual ao Luiz Vieira e também ando com Jesus Cristo no meu coração. Mas sou ecumênico, respeito e admiro todas as religiões, como o Espiritismo, o Judaísmo, o Budismo, as  Religiões Africanas, o  Protestantismo etc. Já fui assinante das revistas dos Testemunhas de Jeová, frequentei a Igreja Messiânica e até os Mantos Amarelos. Mas não aceito o desvirtuamento religioso que ocorre com o islamismo, por exemplo. Não, não estou louco, o Papa Francisco também gosta das outras religiões, que Deus o abençoe sua caminhada rumo ao ecumenismo.

Quando começou essa onda pentecostal, fiquei pensando que seria de grande ajuda para diminuir a criminalidade, mas estava enganado, porque nas favelas a força do Deus Dinheiro fala muito mais alto.

ESTADO LAICO – Eu não sou nada, minha vida não interessa, sou apenas um sujeito meio estranho, cheio de curiosidade e que hoje se interessa pelas novas mensagens de Cristo, através de Irmã Faustina, a nos pedir que sejamos mais misericordiosos.

Mas a vida de Jair Messias Bolzonaro interessa a todos, porque é o presidente eleito, que promete cumprir a Constituição, cujo texto determina que o Estado seja laico. É uma imposição, não dá para ficar distraído e dizer que não sabia de nada.

Por isso, insisto que Bolsonaro necessita de apoio psicológico para ser presidente. É preciso que ele tenha exata compreensão de que é o presidente de todos os brasileiros. Tem de entender que Deus e os médicos o salvaram para que ele salve a todos nós, inclusive os palestinos e ciganos que adoram viver neste imenso país que abre os braços para todos, feito o Cristo Redentor.