Lula concentra R$ 12 milhões no impulsionamento digital na reta final da campanha

Flávio tenta conter fake news sobre caso Nossa Senhora e acaba ampliando o desgaste

Quando a religião entra na disputa eleitoral é um sinal de que está tudo errado

Crise do Supremo ameaça contaminar a Justiça Eleitoral na reta final da eleição

Mensagens entre Vorcaro e Hugo Motta revelam “sociedade” e parceria em negócio na Paraíba

Lama nos Três Poderes do Brasil é pior que a destruidora avalanche no Nepal

Vorcaro muda de patamar... - Blog da Denise

Charge do Caio Gomez (Correio Braziliense)

Carlos Newton

É um nunca-acabar. Quanto mais se aproximam as eleições, mais aparecem provas de que os Três Poderes no Brasil estão completamente apodrecidos, fazendo lembrar uma agressiva e realista canção de Caetano Veloso – “Enquanto os homens exercem seus podres poderes,/ morrer e matar de fome, de raiva e de sede/
são tantas vezes gestos naturais
”.

Talvez seja a mais importante música de protesto de Caetano, gravada em 1984, justamente no ocaso do regime militar. Mais de 40 anos depois, continua atual e tudo indica que a canção “terá que soar, terá que se ouvir por mais zil anos?”, como indagou o artista, que sempre critica as desigualdades sociais.

VIDA E ARTE – O mundo caminha assim, vida e arte se completam, mas no caso específico do Brasil, o fato concreto é que, nos últimos anos, as coisas pioraram muito no tocante ao respeito às leis, ao interesse público e à ética.

Nunca, na História do Brasil, desde a colonização, os poderes foram tão apodrecidos, e nada – absolutamente nada – consegue surpreender a opinião pública. Na semana passada, por exemplo, ninguém se surpreendeu com as notícias sobre Flávio Bolsonaro e a “turma do KN”, que vieram suceder as vexaminosas informações sobre o ministro Alexandre de Moraes, que se vendeu caro em termos financeiros, mas barato em termos éticos, pois destruiu a moral e a imagem da mulher e dos filhos, com o enriquecimento ilícito em família.

Ninguém estranhou também quando logo em seguida surgiu o escândalo das gravações de Vorcaro com Davi Alcolumbre, presidente do Senado, com Hugo Motta, presidente da Câmara, e com Fábio Faria, ex-ministro das Comunicações e genro de Silvio Santos.

NADA DE NOVO… – Ora, ninguém se surpreendeu, porque esses os três personagens vivem no submundo da política brasileira e justamente por isso se tornaram convidados especiais nas festas de Vorcaro, que misturavam sexo, drogas e rock and roll. Afinal, há anos sabe-se que  Alcolumbre chefia um quadrilha do Amapá, sua família envolveu-se no narcotráfico e foi ele quem abriu para Vorcaro as portas da Previdência do Amapá, que hoje está tecnicamente falida.

Hugo Motta é um aprendiz de Alcolumbre e segue fielmente os passos de seu mestre, enquanto Fábio Faria é um pobre menino rico,  filho de um empresário que se tornou governador do Rio Grande do Norte. Na esteira do pai, Fábio Faria chegou a se eleger deputado federal, virou ministro das Comunicações de Bolsonaro e agora chefia a emissora SBT News.

Portanto, nada de novo no front ocidental. Tudo já se sabia sobre eles e não há maiores surpresas nas orgias, exceto “aquela mulher de três metros” que tanto encantou Alcolumbre.

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P.S. 1
– A única coisa que causa alguma surpresa e ver um ministro como Cristiano Zanin fazendo o trabalho sujo de vetar a CPI do Master. É jovem, está apenas iniciando carreira de ministro, porém foi logo se comprometendo com os corruptos dos Três Poderes. Melhor faria caso se comportasse como um jurista independente, livre dos tentáculos de Lula, Moraes, Gilmar, Dino etc.

P.S. 2 – Para ser independente e garantir um futuro grandioso, Zanin precisaria limpar as mãos, em todos os sentidos. Mas ele parece preferir o convívio como os corruptos. “É a lama, é a lama”, como diria o magistral Tom Jobim, que era brasileiro até no nome. Seus pais o batizaram como Antonio Carlos Brasileiro de Almeida Jobim e ele jamais decepcionou o país. Mas quem se interessa? (C.N.)

Se faltar ao debate da Globo, Lula terá cadeira vazia questionada três vezes

Lula não confirmou ainda participação no evento

Carlos Petrocilo
Gabriela Echenique
Folha

As regras para o debate da TV Globo, na próxima quinta (1º), preveem que os candidatos presentes terão direito de fazer perguntas aos ausentes, o que pode afetar o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).

Lula não confirmou ainda participação no evento e vem dando indicações de que deve faltar. A pergunta à cadeira vazia do petista seria feita no segundo bloco, em que candidatos podem se questionar livremente.

DINÂMICA – “Na primeira rodada de tema livre, os candidatos presentes, se quiserem, antes de escolher o candidato a quem farão a pergunta, poderão fazer, em 30 segundos, a pergunta que fariam ao candidato que se ausentou”, dizem as regras enviadas pela emissora às campanhas. “Depois de feita a pergunta, escolhem um candidato presente e segue-se a dinâmica do debate”.

Assim, Lula poderá ser questionado três vezes por adversários presentes. Devem comparecer Flávio Bolsonaro (PL), Ronaldo Caiado (PSD) e Augusto Cury (Avante). A Globo promete dar visibilidade em diversos momentos a uma eventual cadeira vazia de Lula.

LUGAR VAZIO – “Se algum candidato convidado faltar ao debate, o seu lugar permanecerá vazio com uma placa que o identifique pelo nome. Na vez em que, pelo sorteio, faria a pergunta, seu lugar será mostrado com mais destaque e o mediador lembrará que ele não compareceu ao debate”, dizem as regras.

A campanha de Lula não bateu o martelo ainda sobre a presença no encontro. Aliados do presidente temem que ele fique em desvantagem por ser atacado por três oponentes.

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Na reta final, Lula e Flávio disputam milhões de votos de indecisos que estão fora da polarização

Lula e Flávio usam rejeição ao rival em busca do voto útil

Jussara Soares
CNN

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e o candidato do PL ao Planalto, senador Flávio Bolsonaro, entram na última semana da campanha reforçando o discurso pelo voto útil. Empatados tecnicamente na preferência dos eleitores e também na rejeição, ambos apostam na resistência ao principal adversário para sair à frente nas urnas no próximo domingo (4).

A estratégia é convencer o eleitor que não vê em nenhum dos dois seu candidato ideal a escolher aquele que tem mais chances de derrotar o nome que rejeita. Embora as pesquisas indiquem pouca chance de vitória já no primeiro turno, as duas campanhas devem insistir na possibilidade para atrair votos de outros candidatos nesta reta final.

PESO POLÍTICO – Mesmo que a disputa vá para o segundo turno, a ordem de chegada no domingo tem peso político. Sair à frente pode dar impulso à campanha e fortalecer as negociações por apoios para a etapa seguinte.

Na campanha de Lula, a orientação é ampliar a comparação entre os dois candidatos e reforçar a rejeição a Flávio. A campanha pretende explorar a investigação do senador no caso Master, relacionada ao financiamento do filme “Dark Horse”, além de retomar o caso da “rachadinha”, sobre o suposto desvio de salários de servidores de seu gabinete na Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj), e as suspeitas de ligação com a milícia.

Outra aposta é comparar o governo Lula com a gestão de Jair Bolsonaro. O presidente deve apresentar a eleição como uma escolha entre manter programas e conquistas de seu governo ou correr o risco de perdê-los.

DEMOCRACIA E NEGACIONISMO – É uma linha próxima à adotada em seu discurso na Assembleia Geral da ONU, quando Lula disse que, em 4 de outubro, os brasileiros escolherão entre “democracia e negacionismo” e entre avançar para um futuro com mais oportunidades ou retornar a um “passado de exclusão”.

Flávio, por sua vez, vai reforçar a aposta no sentimento antipetista do eleitor de direita e insistir que é o único candidato da oposição com condições de vencer Lula. O alvo são, sobretudo, eleitores de Augusto Cury (Avante), Ronaldo Caiado (PSD) e Romeu Zema (Novo), que podem decidir pelo voto útil antes do primeiro turno.

A campanha do senador vê maior dificuldade para atrair os eleitores de Renan Santos. A avaliação é que o candidato do Missão tem uma base mais consolidada, ligada ao MBL, e menos inclinada a mudar de voto nesta reta final.

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Debate da Rede Globo se tornará o primeiro confronto direto entre Lula e Flávio

Flávio desafia Lula e transforma debate em duelo inevitável

Lauro Jardim
O Globo

Oficialmente, Lula ainda não bateu o martelo sobre a participação no debate da TV Globo na quinta-feira, para o qual foram convidados outros três candidatos: Flávio Bolsonaro, Augusto Cury e Ronaldo Caiado. Desde a pré-campanha, Lula repete a aliados que acha o formato dos debates eleitorais “contraproducente”, “muito engessado” e que “eles funcionam como uma armadilha”.

Na coordenação da campanha, é consenso que o presidente deve enfrentar os adversários diretamente pela primeira e única vez neste primeiro turno. Não parece razoável que Lula vá deixar sua cadeira vazia na quinta-feira, mesmo com todas as restrições que faz aos debates.

COMPARECIMENTO OBRIGATÓRIO – Ele está praticamente obrigado a comparecer por pelo menos dois motivos. Primeiro, porque sua situação nas pesquisas não lhe permite fugir do confronto com os adversários. Numa situação de empate técnico, a ida ao debate torna-se imperativa. E também porque ontem Flávio fez um desafio de forma agressiva, que não lhe deixa alternativa. Disse o filho de Jair:

“Vou no debate da Globo. Está confirmado. Ele que lute. Eu quero ir para lá debater com ele. Eu estou chamando o Lula para o debate: ‘Lula, eu quero você no debate da Globo, vem debater comigo porque eu vou esfregar a verdade na sua cara e vou mostrar que o meu projeto de Brasil é melhor que o seu”, afirmou”. O tom de desafio usado por Flávio sugere que ele sabe que Lula irá à Globo, mas não quis perder a oportunidade de provocá-lo.

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Confronto com a CNBB prejudica Flávio na disputa pelo católico indeciso

Ataque fala diretamente ao catolicismo já politizado

Rodrigo Toniol
Folha

A reação de Flávio Bolsonaro no último domingo (27), ao acusar setores da CNBB (Conferência Nacional dos Bispos do Brasil) de atuarem em conluio com o PT na disseminação da notícia falsa sobre Nossa Senhora Aparecida, revela que sua campanha entrou no modo redução de danos.

Segundo relatório do Instituto Democracia em Xeque, a controvérsia sobre Nossa Senhora Aparecida acumulou 977,6 mil publicações e 8,5 milhões de interações em cerca de 55 horas. Foi o terceiro maior volume de menções entre os eventos políticos de 2026 monitorados pelo instituto. O tema dominou o noticiário no fim de semana e, mais importante ainda, criou engajamento e mobilização em uma parcela da população que ainda não estava pensando nas eleições.

ARGUMENTO – Nas primeiras 48 horas da polêmica, Flávio permaneceu na defensiva, negando o boato e reafirmando que não havia qualquer plano de destronar Nossa Senhora Aparecida do lugar de padroeira do Brasil. Para fazer isso, sua campanha mapeou as redes de disseminação da notícia falsa que motivou a controvérsia e insistiu no argumento.

No domingo, no entanto, faltando apenas uma semana para a eleição, essa estratégia foi abandonada e o candidato deu um passo além. Foi para cima da própria CNBB, acusando “gente de dentro” da conferência de ter ajudado o PT na disseminação da história. A CNBB reagiu horas depois, negou participação na produção ou circulação de desinformação e respondeu que “a mentira não se combate com outra mentira”.

LEITURA – Ao abrir uma nova frente com a CNBB, Flávio deu a indicação de que sua campanha está lendo o voto católico como já cristalizado nesta reta final. A acusação à CNBB funciona a partir de uma retórica cifrada, que faz sentido no bolsonarismo, mas cuja repercussão fora dele é mais difícil. A fala do candidato ressoa para setores católicos que já desconfiam da CNBB e fazem imediatamente a associação entre episcopado, esquerda e Teologia da Libertação. Para esse público, as entrelinhas são perfeitamente legíveis.

Mas isso não se aplica ao católico que não estava com o voto convicto em ninguém. A história de Nossa Senhora alcançou esse eleitor de maneira muito mais direta, porque mobiliza um símbolo religioso elementar, reconhecível e afetivamente carregado. Já o ataque à CNBB exige um repertório prévio. É preciso saber o que está sendo dito sem que seja dito explicitamente.

RESSONÂNCIA – Não faltam católicos conservadores próximos a Flávio Bolsonaro e ao PL para quem a acusação à CNBB encontra ressonância. Mas essa é uma conversa muito mais interna ao catolicismo politizado. Por isso, ao escolher responder à crise abrindo uma divergência dentro do próprio catolicismo, Flávio parece ter optado por consolidar os setores que já compreendem essa linguagem, em vez de disputar o público católico mais amplo que a notícia alcançou.

Talvez sua campanha esteja operando com a hipótese de que já chegou perto do teto entre os católicos. A atitude soa precipitada, mas agora já está feita e Flávio Bolsonaro passou a falar apenas com os católicos que dominam o idioma bolsonarista.

Ao falar sobre Nossa Senhora, ministros deviam lavar a boca com água sanitária

Imagens de Nossa senhora aparecida: download gratuito no Magnific (anteriormente Freepik)

Nossa Senhora nada tem ver com meras disputas eleitorais

Ana Pompeu e Luísa Martins
Folha

O presidente do STF (Supremo Tribunal Federal), Edson Fachin, deve levar para ser debatido no plenário da corte na quarta-feira (30) o caso da notícia falsa de que Flávio Bolsonaro (PL), se eleito presidente, retiraria de Nossa Senhora Aparecida o título de padroeira do Brasil.

Diante de novos sinais de crise, o presidente do Supremo pretende dar uma definição sobre o tema na primeira sessão da semana.

QUEIXA A FACHIN – Ainda nesta segunda-feira (28), o presidente do TSE (Tribunal Superior Eleitoral), Kassio Nunes Marques, se queixou a Fachin de interferências indevidas de ministros do Supremo na Justiça Eleitoral. No ofício, ele pediu medidas contra esse quadro.

Antes da formalização da manifestação de Kassio, o presidente Fachin já vinha refletindo sobre como lidar com mais esse episódio de disputa. Nos bastidores, interlocutores do ministro afirmam que o presidente quer evitar uma nova guerra de liminares às vésperas do primeiro turno das eleições.

Na manifestação enviada a Fachin, Kassio menciona a decisão do presidente do STF para frear a crise iniciada entre Alexandre de Moraes e André Mendonça. Ao suspender as medidas dos ministros, Fachin afirmou haver um “quadro de conflitos e sobreposições processuais que configuram grave lesão à ordem pública”.

CONFUSÃO GERAL – Na sexta (25), André Mendonça atendeu a um pedido da campanha de Flávio Bolsonaro (PL) e determinou, pelo TSE, a remoção de conteúdos “notoriamente inverídicos” que apontavam para uma suposta intenção do candidato de retirar da santa o título de padroeira do Brasil.

A decisão foi derrubada por Dino dois dias depois, no domingo (27). O ministro afirmou não haver, nas postagens, “grau de certeza de ilicitude para extrair duríssimas consequências contra a liberdade de expressão e, em última análise, contra a própria liberdade religiosa”.

E na segunda-feira (28), Luiz Fux restabeleceu a decisão de Mendonça, dando o prazo de 24 para serem retiradas da campanha de Lula as notícias falsas sobre Nossa Senhora.

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NOTA DA REDAÇÃO DO BLOG
– “Não tomarás o nome do Senhor teu Deus em vão” (Êxodo 20:7) é o terceiro dos Dez Mandamentos. Por analogia, é conveniente que também não se tome em vão o nome de Nossa Senhora, mãe de Deus. Assim, sugere-se aos ministros do Supremo que, antes de fazê-lo nesta quarta-feira, pelo menos escovem os dentes e limpem as respectivas bocas com água sanitária, para não despertar a ira divina. (C.N.)

“Eu quero uma casa no campo, onde eu possa ficar no tamanho da paz…”

Conheça a emocionante história por trás da canção "Casa no Campo", uma das  mais belas da música brasileira, composta pela dupla Tavito e Zé Rodrix.  Tavito, nascido em Belo Horizonte e semprePaulo Peres
Poemas & Canções

Os músicos e compositores José Rodrigues Trindade, o carioca Zé Rodrix (1947-2009), e Luís Otávio de Melo Carvalho, o mineiro Tavito (1948-2019), retratam na letra de “Casa no Campo” a intenção de trocar a agitação da cidade grande pela vida simples e tranquila do interior.

A canção viria a se tornar um grande sucesso na voz de Elis Regina, através o Compacto Duplo gravado, em 1971, pela Philips.

CASA NO CAMPO
Zé Rodrix e Tavito

Eu quero uma casa no campo,
Onde eu possa compor muitos rocks-rurais,
E tenha somente a certeza
Dos amigos do peito e nada mais.

Eu quero uma casa no campo,
Onde eu possa ficar no tamanho da paz,
E tenha somente a certeza
Dos limites do corpo e nada mais.

Eu quero carneiros e cabras
Pastando solenes no meu jardim,
Eu quero o silêncio das línguas cansadas.
Eu quero a esperança de óculos,
Meu filho de cuca legal,
Eu quero plantar e colher com a mão
A pimenta e o sal.

Eu quero uma casa no campo
Do tamanho ideal, pau-a-pique, sapê,
Onde eu possa plantar meus amigos,
Meus discos e livros.
E nada mais.

A última semana de uma eleição em que milhões de votos ainda podem mudar

Amiga lobista gastou R$ 2 milhões para Lulinha e família verem a aurora boreal

O filho mais velho do presidente Lula, Fábio Luís da Silva, o Lulinha, com sua mulher em viagem à Europa

Lulinha e a mulher viajaram sem gastar um centavo

Malu Gaspar e Johanns Eller
O Globo

A lobista Roberta Luchsinger pagou mais de R$ 2milhões em uma viagem que fez para a Escandinávia com o filho mais velho do presidente Lula, Fábio Luís da Silva, o Lulinha, e as respectivas famílias, para acompanhar o fenômeno luminoso da aurora boreal em janeiro de 2025. Junto com a filha de Roberta, a esposa de Lulinha e os filhos também participaram do roteiro.

A cifra consta de um orçamento obtido pela Polícia Federal (PF) no celular de Roberta com o custo de cada um dos itens de luxo a que o grupo teve acesso na viagem, como mordomo e chef. De acordo com esse material, a aventura custou R$ 266,8 mil por pessoa.

SOB SIGILO – As informações constam em um inquérito sigiloso sobre Lulinha que está sob a relatoria do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Flávio Dino. Como contamos no blog, a Polícia Federal apura se Roberta e Lulinha cometeram tráfico de influência ao atuarem pelos interesses da fábrica de fertilizantes Unigel.

A viagem, que contou com passagens pela Suécia e Finlândia, além da Suíça, na Europa Central, foi revelada pelo Metrópoles em março passado. Os custos da regalia, contudo, não eram conhecidos até o momento.

Todo o roteiro e os preparativos foram feitos por Roberta com a assessoria de Marina Mantega, filha de Guido Mantega, ex-ministro dos governos Lula e Dilma Rousseff. Marina trabalha na agência TTW, que também organizou outras viagens internacionais realizadas pela lobista, e se apresenta como “especialista de destinos turísticos de alto luxo” e “consultora de viagens”.

É LUXO SÓ… – Ainda segundo os diálogos, Roberta pagou um sinal de R$ 339 mil para fechar o negócio com a TTW em outubro de 2024. O valor consta em diálogos de WhatsApp.

O roteiro contou com uma programação luxuosa que incluía até serviços de chef e mordomo. Nos Alpes Suíços, Roberta e Lulinha e seus familiares ficaram hospedados no luxuoso hotel HUUS Gstaad. O orçamento contemplava ainda passeios de ski por seis dias consecutivos.

Nessa mesma época, em 8 de janeiro, Roberta mobilizou a agência TTW para fretar um jatinho para levá-los da Suíça para Estocolmo, na Suécia, ao custo de R$ 220,8 mil. Dessa forma, para além do roteiro orçado pela TTW, os gastos com a viagem ultrapassam os R$ 2 milhões.

NENHUM CRIME – Procurada pela equipe da coluna, a defesa de Fábio Luís da Silva afirmou que ele “não cometeu nenhum crime e esclarecerá, nos autos e perante as autoridades competentes, qualquer fato que possa estar sob apuração” (confira a nota completa ao final da matéria). Questionado, o advogado de Roberta Luchsinger, Roberto Podval, não retornou o contato.

Além da suspeita de tráfico de influência a favor da Unigel em um contrato firmado entre a empresa e a Petrobras com condições prejudiciais para a petroleira, a PF também apura a atuação de Roberta e Lulinha para favorecer uma empresa de Antonio Carlos Camilo Antunes, que ficou conhecido como Careca do INSS, do setor de canabidiol junto ao Ministério da Saúde.

Nesse caso, contudo, a empreitada não foi adiante com a revelação das fraudes do INSS em 2025, quando Antunes foi preso. A partir da Operação Sem Compliance, os investigadores descobriram os vínculos do Careca do INSS com Roberta Luchsinger e, indiretamente, Fábio.

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NOTA DA REDAÇÃO DO BLOG
– O que falta para incriminar Lulinha? Na verdade, não falta nada, absolutamente nada. O problema é que as instituições estão podres e a impunidade reina neste país. (C.N.)

Seleção agora encara a perigosa Índia, atual 138ª colocada no ranking da Fifa…

Ancelotti ignora críticas a seu trabalho: 'Não afetam a ideia que tenho para futuro da seleção' | Jovem Pan

Já passou da hora de chutar o Ancelotti para bem longe…

Vicente Limongi Netto

A nova e fraca seleção finalmente conseguiu vencer a fortíssima Austrália, depois do empate milagroso no jogo anterior.  Poderia ter vencido de 10 a 0, porém o resultado prático, técnico e objetivo seria o mesmo. Importância zero na nova caminhada pelo hexa.

Nesta quadra da vida do cidadão, as eleições que resultarão no futuro do país estão em rigoroso primeiro plano no dia a dia dos brasileiros. O torcedor está se lixando para a atual capenga seleção pentacampeã. Está preocupado é com os preços dos alimentos, com o aumento da gasolina, com o emprego.  

JOGOS INFAMES – A CBF tenta segurar a permanência do intragável treineiro Carlos Ancelotti preenchendo a data Fifa com joguinhos infames.  O inacreditável plano da CBF acredita que o torcedor esqueça o vexame da copa de 2026, caso vença joguinhos medonhos contra adversários patéticos.

O próximo duelo será contra a Índia, seleção respeitadíssima no ranking da Fifa. A Austrália, que atualmente faz frente à seleção brasileira, está em 23º lugar no ranking da Fifa.  A ameaçadora Índia – oh, coitada! – está na 138ª posição.

Os donos da CBF entendem de tudo e um pouco mais, menos de futebol.