Erro de Moraes abriu a brecha jurídica para Fux “absolver” Bolsonaro

Alternativa local: entenda como a sanção a Moraes pode ser contornada

Moraes errou tanto que já é considerado “terrorista” nos EUA

Carlos Newton

Um dos ditados mais conhecidos é “quem com ferro fere, com ferro será ferido”. Sua origem é a Bíblia, no Evangelho de São Mateus (26:52). Antes do martírio de Jesus, o apóstolo Pedro saca a espada e fere um serviçal do magistrado que fora levar a ordem de prisão. Jesus cura o homem ferido e repreende Pedro.  A advertência exata é: “Guarde a espada! Pois todos os que empunham a espada, pela espada morrerão”.

O ditado cristão pode ser aplicado agora a Alexandre de Moraes, no polêmico julgamento do ex-presidente Jair Bolsonaro e dos demais acusados de participar do golpe de estado contra Lula da Silva.

PRECIPITAÇÃO – Como todos os mortais, o ministro Moraes tem lá os seus defeitos, entre os quais se destacam a vaidade e a precipitação, que o levaram a cometer erros primários no penoso ofício de julgar, especialmente ao conduzir o “Inquérito do fim do mundo”, aquele que não acabará nunca, algo jamais visto em nenhum dos 216 países da ONU.

Este apelido foi dado ao Inquérito das Fake News, aberto no Supremo em 2019 pelo então presidente Dias Toffoli, para evitar críticas aos ministros, porque ele fora flagrado recebendo uma mesada de R$ 100 mil do escritório de advocacia de sua mulher, sem declarar ao Imposto de Renda, e queria considerar como fake news esta acusação.

Nesse inquérito na terra do nunca jamais, o relator Moraes tem cometido muitos erros, ao incluir outras investigações alheias a fake news, além de estar agindo como vítima, acusador e julgador simultaneamente, o que viola a imparcialidade.

VIROU TERRORISTA – Moraes cometeu tantos erros que acabou perseguindo jornalistas e militares de direita, com desrespeito à liberdade de expressão, impondo censura prévia à atuação deles nas redes sociais, decretando-lhes prisão e pedindo sua extradição a países onde se refugiaram, como Estados Unidos e Espanha.

O resultado desse radicalismo foi a inclusão de Moraes e sua mulher na severa Lei Magnitsky, que os considera “terroristas” por desrespeitarem direitos humanos, no estilo de “quem com ferro fere, com ferro será ferido”.

Exageros à parte, nada consegue parar Moraes, que resolveu aplicar um golpe ao julgar Bolsonaro e os demais, agendando pauta na Primeira Turma do STF, embora se tratasse de um julgamento que só  poderia ser feito no plenário, devido à sua máxima importância. 

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P.S. 1– Agora, Luiz Fux está aproveitando justamente este erro de Moraes para armar um esquema processual destinado a absolver Bolsonaro. Foi por isso que Fux se transferiu para a Segunda Turma, que vai julgar o recurso derradeiro do ex-presidente, os embargos infringentes. 

P.S. 2 – Se Gilmar não conseguir dar um golpe jurídico para evitar que o recurso de Bolsonaro vá a julgamento, o ex-presidente será inocentado na Segunda Turma por 3 votos a 2, e o processo transitará em julgado, porque o STF tem consolidado o entendimento de que não cabe recurso ao plenário contra a condenação proferida por uma das Turmas nessas ações penais que são de competência delas. O recurso é sempre de uma Turma para outra, e o plenário não é chamado a opinar, que seria a única forma de voltar a condenar e prender Bolsonaro. (C.N.)

10 thoughts on “Erro de Moraes abriu a brecha jurídica para Fux “absolver” Bolsonaro

  1. Ah, Merval, Ah, Merval..

    Merval,

    Tú esquecestes o que fizeram com o jornalista Tim Lopes..??

    Relembre a morte de Tim Lopes, torturado e executado por traficantes da Vila Cruzeiro

    https://extra.globo.com/casos-de-policia/relembre-morte-de-tim-lopes-torturado-executado-por-traficantes-da-vila-cruzeiro-24654674.html

    PS.

    Merval, eu sei que tu tens carta branca na Surcusal dos Infernos, mas não dá uma dessas nesse momento de trevas que o Partideco dos Traficantes nos colocou nesses cinco mandatos…

    O que fizeram com o jornalista se não foi terrorismo, então foi alguma brincadeirinha do Grupo Escolar Karl HaMarxs passando trote na 4a Série……

    ..

    aquele abraço

    • Depoimentos de testemunhas e dos envolvidos no caso indicaram que Tim fora sequestrado, torturado, julgado e executado por traficantes, comandados por Elias Pereira da Silva, o Elias Maluco. Em 9 de junho, a polícia confirmou o assassinato do jornalista.

      O corpo foi carbonizado, numa fogueira de pneus, o chamado microondas. Somente em 5 de julho, um exame de DNA confirmou que os restos mortais encontrados num cemitério clandestino, no alto da favela, eram mesmo do jornalista.

  2. Senhor Carlos Newton , esquecestes de mencionar que todos esses atropelos ás leis , pelo juiz do STF Alexandre de Morais , também tem as digitais do juiz do STF Luís Fux , aprovando e sacramento todas elas , dando-lhes legitimidades , e só falta-nos saber por quais cargas d’água o juiz Luís Fux , resolveu se bandear e aparecer como o salvador dos fracos e oprimidos , mesmo tendo-os condenados em sua maioria e inocentado seu mandante .

  3. Fim da linha para o ex-mito

    Não há mais para onde correr. O STF fechou o cerco sobre o ex-mito.

    A rejeição do seu recurso foi a pá de cal nas últimas tentativas jurídicas. As condenações por golpismo estão mantidas.

    Xande, o ministro relator do processo, agora tem a caneta na mão e pode determinar a prisão a qualquer momento.

    O jogo acabou. Recursos legais esgotados.

    Como já foi dito, a cadeia chegou.

    Fonte: Metrópoles, Opinião, 10/11/2025 08:46 Por Ricardo Noblat

    • Caro Carlos Newton, quando serão lembrados os que tramaram e fizeram resultar no 08.01, em multilaterais participaçõés de todos os corruptos e corruptores alcançados pela Lava-Jato e imbuídos de imundos corpos e almas, conseguiram “ESTANCAR AS SANGRIAS” e BLINDADOS permanecem?
      Se tocar nessa ferida, a verdade virá à tona!

  4. Sonhar não custa nada. Há bastante tempo, o STF definiu que somente serão aceitos embargos infringentes quando há mais de um voto dissidente, o que não é o caso de boçalnaro..e os demais.

  5. Ao pular fora do julgamento, o Fox não ‘deu (assim como outros) um chapéu’ no ex-mito, não?

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    “Pelo visto, (o ex-mito) irá mesmo para um regime fechado (…)”, comentou o ‘bispo’ Robson Rodovalho, da igreja Sara Nossa Terra, após visitar o ex-mito na quinta-feira (29/11), autorizado pela autoridade máxima do país no momento (Xande).

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    Para Sóstenes, ‘aplicaram morfina para evitar reação à prisão do ex-mito’

    O líder do PL na Câmara, deputado Sóstenes Cavalcante (RJ), afirmou que NÃO devem ocorrer grandes mobilizações populares após a prisão do ex-mito, responsabilizando o STF pela APATIA.

    “Aplicaram morfina aos poucos para não haver reação popular”, declarou.

    A expectativa entre juristas é que a prisão do ex-mito ocorra entre dezembro e o início de janeiro.

    Fonte: CNN Brasil, Política, 07/11/25 15:48 Por Pedro Venceslau

  6. Papudão na Papudinha?

    Ex-mito ‘papudão’ deve cumprir pena em batalhão da ‘Papupinha’

    Condenado a 27 anos de prisão, o ex-mito ‘papudão’ deve cumprir pena por golpe de Estado em um batalhão da Polícia Militar dentro do complexo penitenciário da Papuda.

    Esse é o cenário mais provável caso Xande determine que o ex-mito vá para a cadeia e não fique em prisão domiciliar, segundo fontes a par das discussões.

    Conhecido como “Papudinha”, o Batalhão da PM é uma área reservada para policiais militares presos – e considerada a mais apropriada em termos de infraestrutura para receber o ex-mito.

    É o mesmo batalhão onde ficou detido o ex-ministro da Justiça Anderson Torres, também por ordem de Moraes, no âmbito das investigações do 8 de Janeiro.

    A “Papudinha” foi um dos três locais visitados pela chefe de gabinete de Moraes no final do mês passado para conferir as instalações do complexo penitenciário mais adequadas para o ex-mito.

    Os outros dois locais foram uma ala reservada para a ressocialização de detentos e o bloco 5 do Centro de Detenção Provisória, onde ficou preso o ex-senador Luiz Estevão.

    Fonte: O Globo, Opinião, 11/11/2025 12h34 Por Rafael Moraes Moura – Brasília / Malu Gaspar

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