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Promessas de Trump se diluem com o tempo
Marcelo Copelli
Congresso em Foco
Num sistema internacional em que a força, por si só, já não sustenta autoridade, a coerência tornou-se a verdadeira moeda do poder. É exatamente nesse terreno — o da consistência entre discurso e ação — que os movimentos recentes de Donald Trump revelam uma fragilidade difícil de ocultar e ainda mais difícil de corrigir.
A extensão do cessar-fogo com o Irã não surge como expressão de prudência estratégica, mas como resultado de constrangimentos acumulados — militares, econômicos e diplomáticos — que comprimiram a capacidade de decisão de Washington e impuseram um reposicionamento que contrasta com a retórica inicial de confronto decisivo.
PROMESSA – A promessa de uma resposta rápida e dominante, ancorada em uma lógica de pressão máxima, foi se diluindo à medida que o cenário evoluiu para um impasse mais complexo, em que a realidade operacional impôs limites claros à ambição política.
Fontes como o Le Monde têm destacado a ambiguidade dessa postura, marcada pela coexistência de uma trégua prolongada com a manutenção de mecanismos de pressão econômica e bloqueio indireto — uma combinação que não reflete sofisticação estratégica, mas sim uma dificuldade evidente em hierarquizar objetivos e estabilizar uma linha de ação coerente. Ao tentar preservar simultaneamente a capacidade de dissuasão e a necessidade de contenção, a administração americana acabou comprometendo ambas, produzindo um resultado que fragiliza sua posição negociadora.
Do lado iraniano, a resposta tem sido moldada por uma lógica distinta, menos dependente de demonstrações imediatas de força e mais baseada na gestão do tempo como instrumento estratégico. Sem dispor da mesma capacidade material, Teerã tem, ainda assim, conseguido impor um ritmo favorável, recusando ceder à pressão externa e apostando no desgaste progressivo do adversário.
RESISTÊNCIA – Essa postura não decorre de uma posição de superioridade, mas de uma leitura pragmática do equilíbrio de forças, em que a resistência prolongada se mostra mais eficaz do que a confrontação direta, especialmente em um contexto em que os custos de escalada são elevados para ambas as partes.
O problema central, portanto, não está na existência de recuos — inevitáveis em qualquer processo negocial complexo —, mas na forma como eles se acumulam sem um enquadramento estratégico consistente. Quando decisões sucessivas parecem responder a contingências imediatas, em vez de refletirem uma direção política clara, instala-se uma percepção de vulnerabilidade que tende a se consolidar rapidamente no sistema internacional.
Em geopolítica, essa leitura ganha autonomia, influenciando o comportamento de aliados e adversários e condicionando o espaço de manobra de uma potência, independentemente de sua capacidade material.
INSTABILIDADE – Relatórios da Reuters têm destacado a instabilidade recorrente no Estreito de Ormuz, ponto nevrálgico para o fornecimento energético global, cuja volatilidade impõe pressão adicional sobre Washington ao reduzir a margem para uma escalada que poderia desorganizar mercados e afetar aliados estratégicos. Esse cenário revela um paradoxo estrutural: quanto maior o poder acumulado, maior também a responsabilidade e, consequentemente, menor a liberdade real para exercê-lo sem custos sistêmicos relevantes.
Nesse contexto, o elemento mais corrosivo não é operacional, mas reputacional. Ao oscilar entre ameaças contundentes e aberturas diplomáticas sem continuidade, Washington deixa de projetar previsibilidade e passa a emitir sinais contraditórios que reduzem a eficácia da dissuasão e incentivam leituras estratégicas mais ousadas por parte dos adversários. A previsibilidade, que por décadas foi um dos pilares da influência americana, dá lugar a um padrão errático, no qual cada decisão parece reconfigurar a anterior, enfraquecendo a credibilidade acumulada.
Essa erosão torna-se ainda mais evidente na aproximação a soluções anteriormente rejeitadas, especialmente a aceitação de parâmetros próximos ao acordo nuclear de 2015, durante anos criticado de forma contundente. Essa inflexão não resulta de uma reavaliação estratégica cuidadosamente planejada, mas da constatação de que a política de pressão máxima não produziu resultados sustentáveis, expondo a escassez de alternativas viáveis e forçando uma adaptação que carece de sustentação política e narrativa consistente.
DERIVA – O que está em jogo, neste ponto, vai além da conjuntura imediata e assume contornos estruturais. Uma potência pode ajustar suas posições sem comprometer sua autoridade, desde que preserve coerência e direção. Quando essas dimensões falham, no entanto, o ajuste deixa de ser interpretado como flexibilidade e passa a ser percebido como deriva. Em um sistema internacional cada vez mais fragmentado, no qual múltiplos atores disputam influência e exploram zonas de incerteza, a consistência estratégica deixa de ser apenas desejável — torna-se indispensável.
É importante destacar que os Estados Unidos mantêm intactos seus instrumentos de poder material, da superioridade militar à capacidade econômica e ao alcance global. O desafio atual, contudo, está na conversão desse poder em influência efetiva — um processo que exige coerência, previsibilidade e clareza na definição de objetivos. Quando essa tradução falha, o poder permanece apenas potencial e perde relevância prática no jogo geopolítico.
DINÂMICA ALTERADA – Ao prolongar o cessar-fogo sem redefinir de forma inequívoca os termos do confronto, Washington não resolve o impasse, limitando-se a adiar uma definição que se torna cada vez mais inevitável. Esse adiamento transfere, ainda que parcialmente, a iniciativa ao adversário e altera a dinâmica temporal do conflito, favorecendo quem melhor consegue administrar o tempo e explorar as hesitações alheias.
A história demonstra que grandes potências raramente perdem influência de forma abrupta. O mais comum é um processo gradual de desgaste, marcado por decisões que, isoladamente, parecem táticas, mas que, em conjunto, revelam a perda de direção estratégica. É nesse processo silencioso — mais do que em rupturas evidentes — que o poder começa, de fato, a escapar, deixando de se afirmar como elemento decisivo na configuração da ordem internacional.
Moraes manda prender último núcleo de condenados por trama golpista e encerra fase de recursos no STF
Entre os réus estão o ex-assessor de Jair Bolsonaro Filipe Martins e o general da reserva Mário Fernandes
O ministro Moraes, do STF, determinou a prisão do último núcleo de condenados pela trama golpista investigada após as eleições de 2022, encerrando a fase de recursos do caso.
Com a decisão, os réus passam à condição de presos definitivos, após o trânsito em julgado das condenações, quando não há mais possibilidade de recurso.
A medida alcança o general da reserva Mário Fernandes, condenado a 26 anos e seis meses de prisão; o ex-diretor da Polícia Rodoviária Federal Silvinei Vasques, com pena de 24 anos e seis meses; o coronel do Exército e ex-assessor de Jair Bolsonaro Marcelo Câmara, sentenciado a 21 anos; e o ex-assessor internacional da Presidência Filipe Martins, também condenado a 21 anos.
Integra ainda o grupo a ex-diretora de Inteligência do Ministério da Justiça Marília de Alencar, que recebeu pena de 8 anos e seis meses de prisão e respondia ao processo em liberdade até a determinação de cumprimento definitivo da pena.
Eles integraram, segundo a Procuradoria-Geral da República (PGR), o “núcleo dois” da trama golpista, acusado de “gerenciar” as atividades da organização.
Os integrantes desse grupo foram considerados responsáveis por elaborar a chamada “minuta do golpe”, articular uma ação da PRF para dificultar o voto de eleitores da Região Nordeste nas eleições de 2022 e, ainda, de elaborar o plano “Punhal Verde Amarelo”, que previa o assassinato de autoridades.
Segundo a acusação, os bloqueios da PRF teriam sido coordenados por Silvinei, com auxílio de Marília Alencar. Mario Fernandes teria elaborado o “Punhal Verde e Amarelo” e teria recebido auxílio de Marcelo Câmara no monitoramento de Moraes, previsto no plano.
Já Filipe Martins foi apontado como responsável por apresenta a Bolsonaro a “minuta golpista”, que foi discutida com comandantes das Forças Armadas.
Ao todo, 29 pessoas foram condenadas pelo STF por envolvimento na conspiração, cujo objetivo era evitar a posse do presidente Luiz Inácio Lula da Silva e manter o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) no cargo mesmo após a derrota eleitoral.
Fonte: O Globo, Política, 24/04/2026 19h18 Por Mariana Muniz – Brasília
Continua sendo a mais poderosa autoridade do país.
Insuportáveis entre si próprios
“Diante de tantas boas notícias, uma coisa continua me preocupando: as provocações e cobranças dentro do nosso próprio time (leia-se: time do ex-mito).
Preciso muito de todos me defendendo das mentiras criminosas da esquerda e esfregando a verdade na cara deles”.
(Flávio Rachadinha, pré-candidato do ex-mito a presidente)
Metrópoles, Frase do Dia, 25/04/2026 07:00 Por Guga Noblat
O Brasil e o mundo, sendo traiçoeiramente minado!
Há “dendos”, em:
https://www.henrymakow.com/
O Condensado, em :
https://www.facebook.com/share/r/1DHdJ6nKog/
FAB, 111 viagens para 1 só “ilustre” . passageiro!
https://youtu.be/_jbMlPa2jjU?si=31DRPEHrJsz2lKGE
Sugiro ás autoridade Iranianas , que não permitam que seus atletas e comissões técnicas de futebol não vá participar da copa do mundo 2026 nos EUA , pois com toda certeza serão sequestrados e presos pelas autoridades norte-americanas , a mando do presidente Donald Trump , para usa-los como objeto de chantagens , para forçar as autoridades Iranianas a um acordo , nocivo aos interesses do IRÃ.
Celio Antonio Morais:
A Guarda Revolucionária do Irã anunciou a troca do principal negociador iraniano junto aos paquistaneses que estão intermediando. Mas por que fizeram isso? Quem estava à frente das negociações era o presidente do Parlamento iraniano. Ele foi trocado porque, segundo a Guarda Revolucionária iraniana, ele estava pegando muito leve nas negociações, inclusive negociando o programa nuclear. O que a Guarda já deixou claro que seu direito ao programa nuclear é inegociável.
Aí entra aquele erro grotesco dos EUA e Israel que eu venho dizendo desde antes da guerra. Eles eliminaram todos os moderados que tinham poder no Irã. Agora quem manda é a Guarda Revolucionária. O presidente do país, o presidente do Congresso, são políticos. Eles até são opinião, mas a palavra final é da Guarda Revolucionária.
O que vai acontecer é esse clima de guerra, sem ataques diretos, durante muito tempo, porque o Trump não vai assumir que perdeu e ir embora, e tá sendo impedido pelos generais de atacar porque sabem da surra que vão levar se os ataques recomeçarem.
#Geopolitica #Irã #Trump
Israel deve ser varrido do mapa e para isso o Iran é o candidato ideal, com bombas atômicas o desfecho é previsível.
Jogar essa bomba em Israel não acaba com a história, é o começo do fim dela.
Por enquanto é esse Fla Flu, cada um dizendo que é o outro que está fudido.
Em tempo
Alguém poderia esperar algum artigo do Marcelo Copelli que não fosse metendo a ripa na cacunda do Trump?
Não.
Me lembro do Hannibal Lecter que garantiu, ao final teremos a nós mesmos.
Entre aquele povo tem duas facções que devemos considerar, Xiitas e Sunitas, ao final se comeriam no almoço e na janta.
Israel varrido do mapa, a Europa de de joelhos com maioria muçulmana, o Grade Satã acorrentado no mármore mais quente do Inferno de Dante, estaríamos do jeito que os Aiatolás gostam.
E a China e Rússia?
O futuro pertence a Aláh!
Senhor James Pimenta , lembre-se que Israel tem pelo que se sabe cinco usinas nucleares , e outras tantas ” bombas e armas atômicas ” , fornecidos exatamente pelos países Ocidentais membros da OTAN , com o agravante de que além de não pertencer e participar da AIEA , tem livre acesso aos ” dossiês e relatórios ” dessa agência fornecidos pelo embaixador TRAIDOR Argentino Rafael Mariano Grossi , daí as facilidades com que Israel x EUA tiveram sucessos em bombardearem e explodirem os centros de pesquisas atômicos Iranianos , ou seja , os maus agentes da AIEA na verdade transformaram e colocaram a agência AIEA , a serviço das espionagens NUCLEARES internacionais , em detrimento dos países ” filiados / associados que ” acreditaram e confiaram ” na neutralidade de seus membros .