
Charge do Cláudio Oliveira (Folha)
Renan Ramalho
Gazeta do Povo
A rejeição de Jorge Messias pelo Senado oferece ao Supremo Tribunal Federal uma lição tardia, mas pedagógica: a aliança com o governo Lula, selada antes mesmo do pleito de 2022, é um dos maiores erros da história da Corte.
Muito se comentou que a derrota imposta ao presidente decorre de sua baixa popularidade e governabilidade, da previsão de que ele perca a reeleição e da perspectiva de que Messias seria mais um pau-mandado do petista na Corte.
PROMISCUIDADE – Este último motivo, porém, revela um fenômeno cuja gravidade muitos — inclusive no tribunal — ainda subestimam. O que se consolidou no atual governo é uma promiscuidade alarmante entre o Executivo e o STF.
Não é coincidência que a credibilidade do tribunal caia junto com a aprovação do governo nas pesquisas de opinião. Aos olhos da população, Planalto e Supremo tornaram-se uma coisa só.
Em 2022, antes mesmo de Lula subir a rampa, ministros mal escondiam o desejo de que Jair Bolsonaro fosse defenestrado do poder. O pretexto era a “defesa da democracia”, mas o motor real era um amálgama de insatisfações: desacordos políticos, aversão ideológica, antipatia pessoal e o ego ferido pelas constantes afrontas à autoridade da Corte.
VOLTA DA NORMALIDADE – Reabilitado política e eleitoralmente pelo próprio STF, Lula venceu a eleição e ministros respiraram aliviados com a “volta da normalidade”. Abraçado pelos ministros, o presidente logo percebeu que eles lhe seriam muito gratos se ele, em vez de “atacar” o tribunal como seu antecessor, cobrisse-os de elogios.
Diante de um Centrão hostil e insaciável por emendas no Congresso, Lula viu na Corte um atalho para governar. No STF, o presidente encontrou apoio para uma política fiscal baseada em gastos explosivos atrelados a uma arrecadação tributária voraz.
Ao nomear um procurador-geral amigo da Corte, livrou-se da preocupação com investigações de corrupção, tão comuns em gestões petistas passadas. Com Flávio Dino na cadeira de ministro, ganhou um “controlador-geral” das emendas parlamentares. Por fim, teve em Alexandre de Moraes uma arma de destruição em massa da oposição bolsonarista.
MAIS UM ZANIN – O Senado entendeu que Jorge Messias seria, para Lula, o que hoje é Cristiano Zanin e o que antes fora Dias Toffoli: um defensor fiel de seu governo no presente e um protetor seguro no futuro contra uma nova Lava Jato, como pode se transformar o caso Master.
O Centrão, contudo, aposta na saída de Lula do Planalto e no retorno da família Bolsonaro ao poder. Para que, então, dar esse presente ao petista, em vez de aliar-se a Flávio? Se na escolha de um ministro esse cálculo político é justificável para agentes eleitos, é ilegítimo para atores não eleitos, como os atuais integrantes da Corte.
Nesse cenário, torna-se ainda mais perturbadora a notícia de que ministros da Casa tenham operado contra Messias para favorecer nomes de seu círculo mais próximo. O fato só confirma a contaminação política que tomou conta de boa parte da Corte.
OCASO POLÍTICO – No momento em que o Lula caminha para seu ocaso político, não surpreende que ministros do STF, que tanto o ajudaram, comecem a retirar-lhe o suporte que, reitere-se, nunca deveria ter sido prestado. O fim da aliança tende a gerar mais decisões casuísticas, longe da segurança e estabilidade esperadas de uma corte constitucional.
A derrota de Messias não é apenas um revés de Lula; é o sinal de que o Senado começou a cobrar o preço da fatura política que o STF aceitou avalizar. Se a Corte não resgatar sua independência técnica e sua distância profilática do poder de turno, continuará refém de cálculos subalternos.
Que a queda de Messias deixe esse aprendizado: assento no STF não é cadeira cativa do Executivo. O Supremo precisa, enfim, decidir se quer ser um tribunal constitucional ou um puxadinho do Planalto em liquidação.
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NOTA DA REDAÇÃO DO BLOG – Excelente artigo, enviado por Mário Assis Causanilhas. Espera-se que, daqui para a frente, as vagas no Supremo sejam ocupadas por juristas de verdade, com notório saber, reputação ilibada e sem falsos títulos em Salamanca. (C.N.)
O POVO BRASILEIRO ESTÁ SATURADO DE BANDIDAGENS.
Lula pode perder esta eleição no detalhe.
Fato é que sua omissão é compartilhada com Judiciário e Legislativo.
O povo não aguenta mais o império dos bandidos.
Um país sem autoridade.
Sem aplicação da Lei.
Um Estado que não dá o mínimo de segurança ao cidadão.
Estão lá apenas para praticar o roubo sobreposto.
Tributário, imposto.
O desespero é tanto que até Flávio pode acabar sendo eleito.
AGU NO TOPO
Bessias perdeu, mas a AGU não para de ganhar.
Agora, procuradores poderão advogar por fora.
Além dos honorários e do subsídio que já recebem.
Os idealizadores e atores de “Estancar Sangrias, com STF e tudo”, permanecem biindados, mas até quando?
Cabe exclusivamente ao Presidente da pública de plantão , á indicação de uma pessoa para o STF , cabendo tão somente aos senadores ” endossarem e aprovarem ” ou não , desde que o indicado de fato preencha as premissas ” legais e constitucionais ” do país e aos senadores promoverem uma verdadeira e real sabatina , dentro das premissas ” legais e constitucionais ” previstas e não como usa-a como objeto de retaliações políticas rasteiras e criminosas , como rotineiramente vem acontecendo .
NOTA DA REDAÇÃO DO BLOG – Excelente artigo, enviado por Mário Assis Causanilhas. Espera-se que, daqui para a frente, as vagas no Supremo sejam ocupadas por juristas de verdade, com notório saber, reputação ilibada e sem falsos títulos em Salamanca. (C.N.)
Sr. Newton
Alguns vão para Salamanca “esquentar” o currículo..
Outros ficam aqui mesmo, lambendo corredores dos Escritórios das Facções Partidarias e privadas de banheiros dos Sindicatos do Crime, esperando uma vaga no Supremo Tayaýa Clube…..
aquele abraço
Perdeu mané, não amola..!!!!
chola mais,,,,!!!
“””..No caso, esse “salário duplex” não é nenhuma novidade e foi lançado na praça por Jorge Messias, que no governo petista chegou a ter dois cargos altamente remunerados simultaneamente – um no Ministério da Ciência e Tecnologia e o outro no Ministério da Educação. Além disso, ainda recebia um terceiro contracheque como “conselheiro” de uma estatal. Se fosse aceito no Supremo, Messias iria ensinar padre a rezar missa, digamos asssim. (C.N.)…
Bestinha limpou muitas privadas no Sindicatos do Crime….
PS>
Quem disse que o Bestinha não tem “notório saber”…
Era um pé rapado, não tinha onde cair morto, mas depois de limpar as privadas ficou multi milionário….
De comunista pé rapado para burguês comunista.
A glória de todo soça-comuna, virar e viver como um burgûes…
trabalhar dá calafrios….
eh!eh!eh
aquele abraço
DILMA: Alô.
LULA: Alô.
DILMA: LULA, deixa eu te falar uma coisa.
LULA: Fala querida.
DILMA: Seguinte, eu tô mandando o “BESSIAS” junto com o PAPEL pra gente ter ele, e só usa em caso de necessidade, que é o TERMO DE POSSE, tá?!
LULA: “Uhum”. Tá bom, tá bom.
DILMA: Só isso, você espera aí que ele tá indo aí.
LULA: Tá bom, eu tô aqui, eu fico aguardando.
DILMA: Tá?!
LULA: Tá bom.
DILMA: Tchau
LULA: Tchau, querida.
Para a extrema direita, a CF sempre foi um detalhe.
O interesse é a Ditadura.
Sem anistia para essa raça dos infernos.
“”…Messias recebeu, em 90 dias, o equivalente ao que um brasileiro levaria quase dois anos (22 meses) para ganhar, considerando salário médio de R$3,7 mil (Pnad).
Bestinha recebe muito bem , depois do seu notório saber de limpar privadas nos Sindicatos do Crime..
“”..Metade dos brasileiros sobrevive com menos de R$ 15 por dia, aponta IBGE…””
“”..Maranhão é o Estado com o maior número de pessoas extremamente pobres do Brasil, aponta IBGE
De acordo com o IBGE, quase 1,5 milhão de maranhenses luta diariamente para ter, pelo
Rejeição a Messias fortalece Moraes, enfraquece Mendonça e agrava crise interna no STF
Mendonça e Lula amargam derrota, enquanto Moraes e Alcolumbre dão abraço da vitória na briga pela indicação de um novo ministro da Corte
A rejeição do Senado ao nome de Messias para o STF colocou no mesmo balaio de derrotados Lula e André Mendonça. No time dos vencedores, se abraçam Alcolumbre e o ministro Moraes.
A aparente discrepância dos aliados se explica nas alianças políticas – que, no Brasil, não se limitam a governo e Congresso Nacional, mas inclui integrantes do Supremo. Entre vencedores e derrotados, cada um defendeu seus próprios interesses.
Depois de emplacar Flávio Dino e Cristiano Zanin no STF, Lula queria dar a próxima cadeira na Corte a outro aliado. Viu que não será possível e, para não perder a vaga, vai precisar se aproximar de Alcolumbre.
André Mendonça está em ascensão no Supremo. Abocanhou a relatoria das fraudes no INSS e do escândalo do Banco Master. Tem poderes, portanto, para incomodar muitos segmentos da política.
Até agora, contrariou Alcolumbre em duas situações. Primeiro, mandou o presidente do Senado transferir à CPI do INSS as quebras de sigilo de Vorcaro. Depois, ordenou que ele prorrogasse a CPI.
Alcolumbre já não simpatizava com Mendonça. Tanto que deixou a indicação dele ao Supremo na chuva por meses antes de marcar a sabatina, em 2021. Fez o mesmo com Messias – que, por sua vez, contava com o apoio de Mendonça.
Ainda que comande inquéritos-bomba, Mendonça não tem aliados suficientes no tribunal. A decisão dele sobre a prorrogação da CPI foi derrubada por oito votos a dois no plenário. Contar com o voto de Messias em outros julgamentos, portanto, seria um ótimo negócio.
O pragmatismo de Mendonça falou mais alto que a ideologia política. Indicado pelo ex-mito, não pensou duas vezes em fazer campanha para um aliado de Lula. Como Alcolumbre não estima nenhum dos dois, Mendonça atrapalhou mais do que ajudou o candidato.
Moraes já era próximo de Alcolumbre e, agora, precisa do apoio dele. O ministro saiu chamuscado das apurações sobre o Master e corre risco de ser alvo de processo de impeachment em 2027. Acenar para o Centrão e para a direita é uma boa ideia. Alcolumbre preferia ver o senador Rodrigo Pacheco (PSB-MG) no Supremo. Moraes concordou.
Moraes e Mendonça são de alas opostas no tribunal. Se o candidato de Lula fosse aprovado no Senado, provavelmente entraria no time de Mendonça. Logo, fez sentido para Moraes trabalhar contra a indicação.
Por falar em pragmatismo, o gesto de Moraes o afasta de Lula, de quem era um interlocutor frequente. O ministro achou mais vantajoso pular no barco de Alcolumbre. Afinal, para ele, está em jogo a própria cadeira.
Fonte: O Estado de S. Paulo, Análise, 06/05/2026 | 18h00 Por Carolina Brígido