
Flávio cobrou repasses milionários de Vorcaro
Pedro do Coutto
A campanha presidencial do senador Flávio Bolsonaro entrou abruptamente em sua fase mais delicada. Em poucas horas, a divulgação de áudios, mensagens e documentos envolvendo o banqueiro Daniel Vorcaro transformou o ambiente político da direita brasileira e produziu um dos maiores abalos da corrida eleitoral até agora.
As revelações publicadas pelo Intercept Brasil, repercutidas por veículos como O Globo, Folha de S.Paulo, Reuters e Associated Press, mostram diálogos em que Flávio cobra repasses milionários para a produção de “Dark Horse”, filme sobre a trajetória política do ex-presidente Jair Bolsonaro. Segundo as reportagens, pelo menos R$ 61 milhões já teriam sido transferidos ao projeto, embora o valor negociado pudesse chegar a R$ 134 milhões.
REFLEXO – O impacto foi imediato porque a crise atingiu justamente o principal esforço político da pré-campanha bolsonarista: transformar Flávio em um candidato mais moderado, menos ideológico e mais aceitável para setores empresariais, financeiros e do centro político.
Nos últimos meses, aliados trabalhavam intensamente para afastá-lo da imagem mais radical associada ao pai. A estratégia buscava vender a ideia de um político mais pragmático, capaz de dialogar com o mercado e ampliar alianças. Mas os áudios revelados desmontaram parte dessa construção.
Mais do que o pedido de recursos para o filme, chamou atenção o grau de proximidade entre Flávio Bolsonaro e Daniel Vorcaro. Em uma das mensagens divulgadas, o senador chama o banqueiro de “irmão” e afirma que estaria “sempre” ao lado dele. O problema político é evidente: Vorcaro tornou-se o epicentro de uma das maiores investigações financeiras recentes do país, envolvendo suspeitas de fraude bilionária, corrupção, lavagem de dinheiro e relações obscuras entre empresários, agentes públicos e operadores políticos.
COBRANÇAS – A situação ganhou dimensão ainda maior porque não se trata apenas de uma relação pessoal ou informal. Os diálogos revelam cobranças financeiras diretas, preocupação com pagamentos atrasados e tentativas de garantir continuidade ao projeto cinematográfico justamente em meio ao avanço das investigações contra o antigo controlador do Banco Master.
O dano político não decorre apenas da existência do filme. Em campanhas eleitorais, produções audiovisuais, documentários e estratégias de comunicação são comuns. O problema está no contexto. O financiamento teria ocorrido por meio de um banqueiro posteriormente preso pela Polícia Federal e investigado em um esquema que já alcança integrantes do sistema financeiro, operadores políticos e até agentes públicos. Isso muda completamente a percepção pública do episódio.
A repercussão explodiu dentro da própria direita. Governadores como Romeu Zema e Ronaldo Caiado, ambos presidenciáveis, passaram imediatamente a avaliar os efeitos da crise sobre o tabuleiro eleitoral. Nos bastidores, aliados enxergam uma oportunidade rara de enfraquecimento do favoritismo interno de Flávio Bolsonaro dentro do campo conservador.
JOGO VIROU – O timing da crise também foi devastador. Poucas horas antes da explosão do caso, pesquisas mostravam recuperação do presidente Lula da Silva e manutenção de um cenário de empate técnico com Flávio em projeções de segundo turno. O escândalo deslocou o centro do debate político e alterou completamente o ambiente da campanha.
No mercado financeiro, a reação foi instantânea. O dólar disparou e a Bolsa brasileira caiu fortemente após a divulgação das reportagens, num movimento interpretado por analistas como demonstração de nervosismo diante da possibilidade de desorganização do principal projeto eleitoral da direita.
Há outro aspecto importante. Durante anos, o bolsonarismo construiu parte de sua identidade política em torno do discurso anticorrupção e da crítica às relações entre empresários, bancos e poder político. A revelação de negociações milionárias envolvendo um banqueiro investigado produz um desgaste simbólico profundo justamente porque atinge um dos pilares narrativos mais importantes do grupo político.
DUAS VERSÕES – A reação inicial de Flávio agravou o problema. Antes da divulgação completa das mensagens, o senador negou a existência dos contatos. Depois, diante da publicação dos áudios e documentos, passou a admitir que buscava “patrocínio privado” para um filme privado sobre o pai, negando ilegalidades. A mudança de versão produziu desconforto até entre aliados próximos, que passaram a considerar a condução inicial da crise um erro político relevante.
A grande questão agora é saber até onde essa crise irá. Em campanhas presidenciais, escândalos podem perder força rapidamente ou produzir efeitos acumulativos devastadores. Tudo dependerá da existência — ou não — de novos vazamentos, do avanço das investigações da Polícia Federal e da capacidade da oposição de manter o tema vivo no debate público.
ALÍVIO POLÍTICO – Por enquanto, o episódio produziu algo raro na política brasileira recente: abalou simultaneamente a estabilidade da candidatura bolsonarista, abriu espaço para adversários internos da direita e ofereceu ao governo Lula um inesperado alívio político num momento em que o Planalto enfrentava desgaste crescente.
A eleição ainda está distante. Mas algumas crises possuem capacidade de alterar permanentemente a percepção pública sobre um candidato. E é exatamente isso que preocupa hoje os aliados de Flávio Bolsonaro.
Estamos assistindo a luta fraticida interna do lulobolsonarismo, a pior fase da política nacional pós Ditadura, em que disputam a gestão da Velha República Tardia o jacu de gaiola, Lula e o picolé de chuchu, Flávio, das capitanias hereditárias bolsonaristas.
O último flagrado em práticas patrimonialistas recentemente. Patrimonialismo que é o gênero de que uma das espécies é a corrupção.
A disputa definirá quem vai dirigir, nos próximos quatro anos, a extorsão da sociedade pelas oligarquias patrimonialistas (econômicas, intelectuais, estatais, políticas, midiáticas, culturais de todas as colorações ideológicas) via privatização do Estado.
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Recordar é viver.
A República Velha foi o período da história do Brasil entre 1889 e 1930, iniciado com a Proclamação da República.
Caracterizou-se pelo domínio político das oligarquias rurais, especialmente de São Paulo e Minas Gerais (política do “café com leite”).
O poder era marcado pelo coronelismo, com forte controle local dos votos. Nos períodos eleitorais os coronéis distribuíam cestas básicas, dentaduras, chapéus etc. Tratava-se dos programas sociais de então.
A economia era baseada principalmente na exportação de café.
Terminou com a Revolução de 1930, que levou Getúlio Vargas ao poder.
E retornou repaginada com a hegemonização do cenário político pelo Aparato Petista, que fundou a Velha República Tardia, levando à Presidência a atual “rainha da Inglaterra”, Lula, em 2003. Tendo sido mantida pelo bolsonarismo, com o mandato de Bolsonaro como Presidente.
boa volta…!!
Estamos livres do demo-comuna parasita verme de latrinas…
comuna não é gente..
aquele abraço
Sr. Pedro
Estão todos envolvidos e dentro do Master Class, não escapa um…
Até o famoso pseudo apresentador franco-tucano-suiço se lambuzou no Banco… ou não.??
Will Bank, Familhão, Huck e TV Globo, vale tudo para tomar dinheiro do povo
Carlos Newton
Já comentamos aqui sobre o envolvimento do apresentador Luciano Huck com o Will Bank, que também está em liquidação extrajudicial e pertence ao mesmo grupo golpista do Banco Master, comandado por Daniel Vorcaro. Em 2025, foi anunciado que Luciano Huck e o “Domingão” eram os novos parceiros do Will Bank. Segundo Felipe Felix, então CEO da instituição, houve “uma sinergia importante em trazer o Huck para ser nosso embaixador”.
Huck respondeu à altura e disse ter escolhido o Will Bank para atuarem juntos: “É meu novo banco. Um parceiro que escolhi para estar ao meu lado nos próximos anos”. E acrescentou: “Estou feliz demais e quero que meu público possa embarcar nessa com a gente”.
TUDO POR DINHEIRO – Não há nenhuma novidade nisso. Huck mostra ser tão ávido por dinheiro que foi dele a ideia de recriar o “Familhão”, um quadro do “Domingão”, na TV Globo, em que prêmios de até R$ 1 milhão e uma barra de ouro são oferecidos aos telespectadores, desde que queiram se associar e contribuir em dinheiro durante vários meses.
Em seus intervalos comerciais, a TV Globo exibe farta publicidade do Familhão, de manhã, à tarde e à noite. Essa superexposição de anúncios não sairia por menos de R$ 30 milhões mensais, um valor que inviabilizaria o negócio, caso não existisse a parceria exclusiva com o Grupo Globo, incluindo a Globoplay.
O mais interessante é que Huck é o controlador e presidente da empresa D + V Engajamento e Intermediação S.A., e desde 2023 tem um dos membros do Conselho da TV Globo, Roberto Marinho Neto, como um de seus associados, circunstância que garante maior credibilidade e segurança quanto à oferta de debêntures nos mercados interno e externo.
REGISTRO NA JUNTA – A sociedade Familhão, com capital de mais de R$ 30 milhões, conforme registro na Junta Comercial de São Paulo, é resultado da junção das empresas Dilus Investimentos e Participações e Vertem Participações Empresariais S/A.
Sem dúvida, nesse contexto fica impossível negar que a conexão Will Bank, Huck, Familhão e TV Globo serviu para alavancar a captação de clientes pelo golpista Daniel Vorcaro, sobretudo no Nordeste, com dezenas de milhares de pequenos investidores que ficarão no prejuízo, pois nem todos serão ressarcidos pelo Fundo Garantidor de Crédito.
Não é sem motivo que investidores estrangeiros estão voltando a brilhar na Bolsa de Valores. Aqui no Brasil, tudo é possível em termos de enriquecimento no curtíssimo prazo, sempre desonestamente.
UMA SURPRESA – No descalabro do Banco Master e do Will Bank só causou surpresa o informe recente de que o escritório de advocacia do ex-ministro do STF, ex-ministro da Justiça, Ricardo Lewandowski, tivesse recebido de Daniel Vorcaro, por 21 meses de consultoria, apenas R$ 5,25 milhões, quando o escritório da dra. Viviane, esposa do ministro Alexandre de Moraes, estava percebendo mensalmente R$ 3,6 milhões.
É incomparável a maior experiência de Lewandowski, advogado há 50 anos, desembargador do Tribunal de Justiça de São Paulo, ministro do STF por quase 20 anos, seu presidente e do TSE, além de ser ainda professor titular da Faculdade de Direito do Largo São Francisco, em São Paulo, de onde saiu o hoje enrolado ministro do STF, Dias Toffoli, duas vezes reprovado em concurso para juiz auxiliar de primeira instância.
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P.S. – Por fim, de acordo com o Decreto 52.795/63, concessionário de emissora de televisão que operar jogatina poderá ter a concessão cassada, assim como acontece com aquele que transferir seu controle para terceiros sem prévia aprovação do Poder Concedente, mas isso é assunto para outra ocasião. (C.N.)
PS.
Sr. Pedro,
Cuidado com a carteira e seus dogs, o Casal Marginal não perdoa ninguém , nem os idosos…
aquele abraço
Sr. Pedro
Não podemos mais sair de casa com mais nada..
Não podemos usar, anel, aliança, corrente, celulares , carteira….e outros acessórios ….
Os filhotes do Narco-ladrão estão em todos os lugares para “comunistar” o povo de bem, que acorda ás 4 da madruga para tentar trazer o arroz e feijão para casa, aliás, o feijão estourou o preço nos mercados, é só conferir….
Enquanto o Plano de Segurança Inter-Galactico que ainda está no forno não sair, os filhotes continuam a tocar o terror na população….
Grupo que rouba correntes de ouro no centro de SP é alvo de operação policial; 16 são presos
Operação Eldorado foi deflagrada nesta quinta-feira, 14, pela Polícia Civil de São Paulo
https://www.terra.com.br/noticias/brasil/policia/grupo-que-rouba-correntes-de-ouro-no-centro-de-sp-e-alvo-de-operacao-policial-16-sao-presos,786c8acf3981e8da2c19800696d105360p7y6t1h.html?utm_source=clipboard
PS.
Sr. Pedro
Interessante que o Narcola está com cinco mandatos nas costas e só agora em tempos de eleição que vai soltar novo Plano de Segurança..
Sr. Pedro
Será que 1 milhão cabe na cueca,??
O Ladrão poderia pegar uma dicas com o Capitão Cueca da Facção Criminosa NoveDedista…..
Como guardar 1 milhão no cuecão de couro..
Homem é preso ao sacar R$ 1 milhão em agência bancária no DF
Prisão ocorreu durante a Operação Shadow Shark, deflagrada pela Polícia Civil do Distrito Federal
https://www.terra.com.br/noticias/brasil/cidades/homem-e-preso-ao-sacar-r-1-milhao-em-agencia-bancaria-no-df,a45e069455eb6f2cbf536804a0621f379u1t4g6v.html?utm_source=clipboard
Revelada “origem” política da denúncia que vazou áudio de Flávio Bolsonaro .
https://www.jornaldacidadeonline.com.br/noticias/82962/revelada-equotorigemequot-politica-da-denuncia-que-vazou-audio-de-flavio-bolsonaro-veja-o-video
Em entrevista à Globo, Flavio questiona repasse de Vorcaro à emissora: ‘É dinheiro sujo?”
https://revistaoeste.com/politica/em-entrevista-a-globo-flavio-questiona-repasse-de-vorcaro-a-emissora-e-dinheiro-sujo/#goog_rewarded