
Anúncio ocorre em um momento politicamente sensível
Pedro do Coutto
A decisão do governo dos Estados Unidos de classificar o Primeiro Comando da Capital (PCC) e o Comando Vermelho (CV) como organizações terroristas estrangeiras ultrapassa o campo da segurança pública e inaugura uma nova etapa de tensão diplomática entre Brasília e Washington.
O anúncio feito pelo secretário de Estado norte-americano, Marco Rubio, ocorreu em um momento politicamente sensível para o Brasil, às vésperas de um novo ciclo eleitoral presidencial, e rapidamente passou a ser interpretado não apenas como uma ação de combate ao crime organizado, mas também como um movimento de forte impacto geopolítico e eleitoral.
EFEITOS – O governo Lula reagiu de maneira previsível e institucionalmente coerente ao demonstrar preocupação com os efeitos da medida sobre a soberania nacional. A apreensão do Palácio do Planalto não decorre da defesa das facções criminosas — cuja violência e poder econômico são amplamente conhecidos —, mas do receio de que a classificação abra precedentes para formas mais agressivas de interferência externa em assuntos internos do país.
A legislação norte-americana utilizada para esse tipo de enquadramento permite ampliar sanções financeiras, mecanismos de investigação internacional e ações coordenadas de inteligência, o que acendeu alertas em Brasília sobre possíveis desdobramentos futuros.
A preocupação brasileira ganha ainda mais peso diante do contexto político em que a decisão foi anunciada. A medida ocorreu poucos dias após reuniões de Flávio Bolsonaro com Donald Trump, Marco Rubio e integrantes do núcleo político republicano em Washington.
BANDEIRA POLÍTICA – Reportagens publicadas na imprensa internacional e brasileira apontam que o senador brasileiro vinha defendendo diretamente a classificação do PCC e do Comando Vermelho como grupos terroristas, transformando o tema em uma bandeira política da oposição ao governo Lula.
Nesse cenário, a discussão deixa de ser apenas jurídica ou policial e passa a envolver um elemento central das democracias contemporâneas: até que ponto atores políticos nacionais podem buscar apoio externo para pressionar governos legitimamente eleitos?
A questão é delicada porque toca diretamente na autonomia das instituições brasileiras. A reação de Celso Amorim, assessor especial da Presidência para assuntos internacionais, seguiu exatamente essa linha ao afirmar que o Brasil aceita cooperação internacional no combate ao crime, mas não admite iniciativas que possam servir de justificativa para interferências externas.
AMEAÇAS – É evidente que PCC e Comando Vermelho representam ameaças reais ao Estado brasileiro. As duas organizações ampliaram suas estruturas nas últimas décadas, internacionalizaram rotas do narcotráfico, infiltraram-se em setores econômicos e consolidaram influência em presídios, periferias urbanas e corredores financeiros clandestinos. Ignorar essa realidade seria ingenuidade política.
Especialistas em segurança pública vêm alertando há anos para o crescimento dessas facções e para a incapacidade histórica do Estado brasileiro de construir uma estratégia nacional integrada de combate ao crime organizado. No entanto, reconhecer a gravidade do problema não significa aceitar automaticamente que governos estrangeiros ampliem sua capacidade de atuação sobre território brasileiro.
A história latino-americana está repleta de episódios em que o discurso do combate ao terrorismo, às drogas ou ao crime organizado serviu de base para expansões de influência política, econômica e militar dos Estados Unidos na região. O temor manifestado pelo governo brasileiro nasce exatamente dessa memória histórica e do receio de que classificações dessa natureza possam produzir efeitos que vão além da cooperação policial tradicional.
IMPACTO ECONÔMICO – Outro aspecto pouco debatido, mas potencialmente relevante, envolve o impacto econômico da decisão. A classificação de organizações como terroristas amplia o grau de vigilância internacional sobre transações financeiras, instituições bancárias e operações suspeitas de lavagem de dinheiro.
Em países com estruturas financeiras frágeis ou com baixa capacidade regulatória, isso pode gerar instabilidade, bloqueios preventivos e aumento da percepção de risco internacional. Analistas já alertam que empresas, bancos e fundos podem passar a operar com maior cautela em relação ao Brasil caso o país seja associado internacionalmente à expansão de grupos classificados como terroristas.
Nesse contexto, surgem também questionamentos sobre a profundidade da infiltração financeira do crime organizado no Brasil. O debate sobre a atuação de instituições financeiras em operações ligadas a recursos públicos, fundos previdenciários e movimentações suspeitas voltou ao centro das discussões.
CAPACIDADE DE ARTICULAÇÃO – Casos recentes envolvendo operações financeiras controversas no Rio de Janeiro reforçam a percepção de que o avanço das facções não se limita às armas e ao tráfico, mas alcança estruturas econômicas sofisticadas capazes de circular bilhões de reais dentro do sistema formal.
Ao mesmo tempo, a decisão norte-americana produz um efeito político imediato: fortalece o discurso da oposição bolsonarista na área de segurança pública. O tema da criminalidade sempre foi um dos principais ativos eleitorais do bolsonarismo, e a aproximação entre Flávio Bolsonaro e o governo Trump tende a consolidar essa narrativa de alinhamento internacional contra o crime organizado.
A estratégia parece clara: desgastar o governo Lula associando-o à resistência diante da medida norte-americana, mesmo que essa resistência esteja baseada em argumentos ligados à soberania nacional e ao direito internacional. O problema é que esse tipo de polarização simplifica um debate extremamente complexo.
CRISES – O Brasil enfrenta simultaneamente duas crises profundas: a expansão estrutural do crime organizado e o enfraquecimento gradual da confiança institucional. Transformar um tema de segurança nacional em instrumento de disputa eleitoral pode gerar ganhos políticos imediatos, mas também aumenta o risco de deterioração das relações diplomáticas e de radicalização interna.
A decisão dos Estados Unidos revela, acima de tudo, a dimensão internacional que o crime organizado brasileiro alcançou. O PCC e o Comando Vermelho deixaram há muito tempo de ser apenas facções regionais. Tornaram-se estruturas transnacionais com conexões financeiras, logísticas e operacionais espalhadas por diferentes continentes. Isso inevitavelmente atrai atenção global e pressões internacionais.
LIMITES DA DEMOCRACIA – Mas a resposta a esse desafio precisará ser construída dentro dos limites da democracia brasileira, da legalidade constitucional e da preservação da soberania nacional. O combate ao crime organizado exige cooperação internacional, inteligência financeira e integração policial, mas também exige prudência política para que o país não transforme um problema interno gravíssimo em mais um capítulo de dependência externa e disputa geopolítica.
A controvérsia aberta pela decisão de Washington expõe uma fragilidade histórica do Brasil: a incapacidade de enfrentar de maneira duradoura o avanço das organizações criminosas sem transformar segurança pública em guerra política permanente. Enquanto isso persistir, o país continuará vulnerável tanto ao crescimento do poder paralelo quanto às pressões internacionais que inevitavelmente surgem quando o Estado demonstra dificuldade em controlar suas próprias estruturas criminosas.
Desculpem-me, se não for merda, o que tem na cabeça de quem idolatra e voto neste estorvo?
https://www.youtube.com/watch?v=OHCDi-stJRs
O trem tá tão absurdo que já não parece só canalhice, mas caso de interdição.
Também estou 😢 triste.
A soberania deixada pelo homem das cavernas.
https://www.youtube.com/shorts/yG0v3fqInuk
Agora a palavra da moda para essa turma é soberania, já deixaram de lado golpista, genocida, etc. Essa turma de cegos ou idiotas não vêm que nossa soberania esta evaporando. A china aos poucos esta se apoderando dessa nação
Em um mundo cada vez mais perigoso.
Lula faz cortes absurdos e elevados na DEFESA.
Um país gigante e que não sabe o tamanho que tem.
Por mais ITA, EMBRAPA, EMBRAER.
Por menos EMBROMAÇÃO de maus políticos, traidores da pátria e entreguistas.
É preciso fazer uma anamnese profunda na cabeça da parte do povo brasileiro inebriada pelo jacu de gaiola.
Não é possível um sujeito tão incompetente, em estado profundo e irreversível de decadência moral, civilizacional e temporal como o nosso “rainha da Inglaterra”, ser idolatrado e poder ser reeleito.
O legado do cara.
1. Educação
📊 Posição: ~60–70/80 (PISA – OCDE)
➡️ Baixo desempenho global e alta desigualdade interna.
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2. Infraestrutura
📊 Posição: ~70–100/140 (World Economic Forum)
➡️ Gargalos logísticos e déficit em saneamento.
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3. Estado democrático
📊 Posição: ~40–60/167 (EIU Democracy Index)
➡️ Democracia “imperfeita”, com fragilidades institucionais.
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4. Tecnologia e inovação
📊 Posição: ~50–70/130 (WIPO – Global Innovation Index)
➡️ Ciência razoável, inovação produtiva limitada.
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5. Criminalidade (homicídios)
📊 Posição: entre os ~20 mais violentos do mundo (UNODC)
➡️ Altas taxas de homicídio e violência urbana.
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6. Desigualdade de renda
📊 Posição: top 10–20 mais desiguais (Banco Mundial – Gini)
➡️ Forte concentração de renda estrutural.
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7. Desenvolvimento humano
📊 Posição: ~70–90/190 (PNUD – IDH)
➡️ Desenvolvimento intermediário global.
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8. Eficiência estatal (governança)
📊 Posição: percentil ~50–60 (World Bank)
➡️ Capacidade estatal mediana-baixa.
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9. Desigualdade de gênero
📊 Posição: ~80–100 (PNUD)
➡️ Diferenças persistentes em renda, poder e violência.
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10. Desigualdade racial
📊 Sem ranking global direto
➡️ Um dos maiores contrastes raciais estruturais das Américas (IBGE).
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11. Desigualdade regional
📊 Sem ranking global direto
➡️ Um dos maiores desequilíbrios internos do mundo (IBGE).
É código disso, é código daquilo, mas o mais impressionante é que do Trump e cia, exceto o Papa Leão XIV, seu conterrâneo, ninguém exige código nenhum, nem sequer a submissão dos me$mo$ ao polígrafo enquanto mentirosos contumazes. POR ORA, O MELHOR CONSELHO, a nosso ver, é orar, rezar, vigiar e apegar-se às palavras confiáveis, sábias e libertadoras do Papa Leão XIV, contra a loucura por dinheiro e poder, porque o resto, infelizmente, salvo exceções, enquanto chefes de estados, ao que parece, “data venia”, estão quase todos comprometidos com a loucura por dinheiro, poder, vantagens e privilégios, sem limite$, representada pela plutocracia putrefata norte-americana, enquanto QG mundial da dita-cuja, que tem tudo a ver com as organizações criminosas loucas pelo vil metal espalhadas em todo o mundo, que tanto infernizam e infelicitam a vida da banda boa, honesta e do bem da Humanidade. https://tribunadainternet.com.br/2026/05/29/sem-consenso-sobre-codigo-de-conduta-stf-avalia-divulgar-palestras-de-ministros/#comments
A maioria dos eleitores está fazendo, ainda que inconscientemente, dado que está enfeitiçada pelo jacu de gaiola e seu Aparato, por manter o país no atraso e na periferia da periferia do capitalismo.
Se já estamos com 50 anos de atraso tecnológico, com a reeleição deste homem das cavernas, vamos pra 100 anos de solidão e atraso.
Vale a pena ouvir de novo … pra vomitar.
https://www.instagram.com/reel/DY7hf6xsuun/
Em suma: Na marra, o acerto para obrigatório destino dos “dividendos”, para a nova “gerência central”, do “Sindicato Internacional do Crime Organizado!”
No frigir dos ovos, no rescaldo, resta a narrativa que a atitude de Trump não está preocupado com sua segurança nacional, está agindo só para eleger os Bolsonaros.
Esse é o princípio das dores e em seguida vem o pranto e ranger de dentes.
O Jacu com chapéu de espantalho de milharal está possesso.
‘Nossos’ grupos terroristas, mais mansos que os terroristas que quiseram derrubar o governo democrático do Barba vão arrastar a bunda no cascalho.
O primeira via, em:
https://www.facebook.com/share/r/1EMiuyeH8E/
“Informação privilegiada: A Cabala Judaica Veneziana (“Sinagoga de Satanás”) está por trás dos Rothschild.”
28 de maio de 2026.
https://www.henrymakow.com/
vão levar o lula
Adendos, em:
https://youtu.be/GOPub6KKzao?si=BFwIy7NJF96HD6zI
A estratégia de Marcus Rubio, o Secretário de Estado de Trump é impedir as exportações de produtos agrícolas do Brasil para a China no tamanho que é hoje para favorecer o Agro dos Estados Unidos.
A viagem de Trump a China foi para pedir ao presidente chinês, Xi Jimping que comprasse mais produtos agrícolas dos EUA. Toda guerra e as ações da diplomacia dos países tem o foco econômico.
Compra e venda de armas, reconstrução dos países arrasados pelas bombas e vendas de produtos industriais e agrícolas, a base da riqueza das nações.
Trump, Rubio e JD Vance não estão nem um pouco preocupados com PCC e CV nem com o Cartel de Sinaloa no México, também rotulados de organização terrorista.
Se alguém da Direita pensa, que Trump vai invadir a Baia da Guanabara com seus navios de guerra, como pediu Flávio Bolsonaro para atacar os barcos com drogas como fizeram no Caribe estão muito enganados ou acreditam em Papai Noel.
Nenhum soldado americano , nem tanques nem helicópteros vão ocupar as comunidades cariocas controladas por traficantes e milicianos, para impedir que essas células do crime enviem drogas para os EUA, zero de chance. A mesma situação nas áreas paulistas da Paulicéia desvairada, redutos controlados pelo PCC.
Ora, Donald Trump tem mais o que fazer. O objetivo dele e multiplicar sua fortuna nos pouco mais de dois anos que lhe resta na presidência dos Estados Unidos.
No ano que vem, começará a disputa entre o vice presidente, JD Vance e o Secretário de Estado Marco Rubio num duelo gigante para saber quem será indicado pelo Partido Republicano para concorrer a presidência com o candidato do Partido Democrata. A briga vai ser da cintura para baixo.
Nenhum dos dois tem a menor ideia de quem Trump vai apoiar. Acho que nenhum dos dois será o escolhido. Aposto no filho mais velho de Donald Trump. Ivânia Trump está descartada, assim como Michele Bolsonaro foi descartada para a presidência do Brasil em outubro, pelo Sr. Jair, sei esposo querido.
O Sr Pedro do Coutto está a passar pano para a facção criminosa PT/STF; ou seja, voltou ao seu normal.