
Moro acusou Bolsonaro de proteger a família de investigações
Lara Alves
O Tempo
Em prol das eleições de outubro, o pré-candidato a presidente e senador Flávio Bolsonaro (PL) esqueceu do rompimento entre o pai Jair Bolsonaro (PL) e o senador Sérgio Moro (PL-PR) e firmou aliança com o antigo adversário durante ato em Curitiba nesta sexta-feira .
O encontro confirmou a chapa da direita no Paraná, fruto de articulação entre o Partido Liberal e o Partido Novo. Moro concorrerá ao estado, e o grupo definiu o deputado federal Filipe Barros (PL-PR) e o cassado Deltan Dallagnol (Novo) para as duas cadeiras em disputa no Senado Federal.
PALANQUE – O pacto entre Flávio e Sergio Moro é alimentado pela necessidade de um palanque forte no Paraná, um reduto majoritariamente de direita no país. Ele é principalmente interessante para o PL porque, ainda filiado ao União Brasil no ano passado, Moro sempre liderou as intenções de voto.
Em abril, a Quaest atestou a tendência, e o senador aparecia como líder em todos os cenários na disputa pelo Paraná. A situação é mais favorável ainda no levantamento feito pelo instituto Paraná Pesquisas no início deste mês: pela pesquisa, ele se elegerá em primeiro turno com ampla vitória sobre o deputado estadual Requião Filho (PDT) e o ex-prefeito de Curitiba, Rafael Greca (MDB).
A principal estratégia do PL para a eleição é manter atrelada a família Bolsonaro às movimentações de Sergio Moro enquanto juiz durante a operação Lava Jato — o que Flávio até estampou em uma camiseta com os dizeres: “Curitiba prendeu, Lula soltou”. A frase é uma referência à prisão do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) em 2018 e à soltura dele por determinação do Supremo Tribunal Federal (STF), que derrubou a prisão em segunda instância.
ROMPIMENTO – O encontro encerra, oficialmente, o rompimento que afastou Moro do grupo Bolsonaro. O corte de laços aconteceu durante o mandato de Jair Bolsonaro (PL) quando o então senador era ministro da Justiça. Ele pediu demissão e saiu do superministério com uma série de ataques a Bolsonaro em abril de 2020. A principal era a acusação de que o então presidente teria tentado interferir na Polícia Federal (PF) para proteger a família e aliados de investigações.
Dois anos depois, em uma série de publicações nas redes sociais, ele disse que Bolsonaro era mentiroso e cometia estelionato eleitoral. A retomada de laços começou meses à frente quando, em outubro, o então presidente concorria à reeleição e pediu o auxílio de Moro para enfrentar o candidato Lula no primeiro debate do segundo turno da eleição presidencial.
ENCONTRO COM TRUMP – O evento em Curitiba começou com o telão exibindo a foto de Flávio Bolsonaro na visita ao presidente norte-americano Donald Trump na última terça-feira (26/5). A intenção da equipe de campanha era usar o encontro para minimizar o impacto da revelação do elo entre Flávio e o banqueiro Daniel Vorcaro. O resultado do encontro no Salão Oval foi melhor que o esperado com a decisão dos Estados Unidos de classificar Comando Vermelho e PCC como terroristas.
No Paraná, os aliados abordaram a ação de Trump como bandeira eleitoral de Flávio. “Esse homem fez mais pela segurança pública do Brasil em dois dias do que Lula fez em quatro anos”, afirmou Dallagnol. O discurso ainda foi repetido por Filipe Barros e Moro. “Tivemos ontem um acontecimento extraordinário graças ao trabalho do Flávio com a colocação do PCC e do CV na lista de organizações terroristas”, disse o ex-juiz.
Em seu discurso, Flávio também criticou a reação negativa do governo Lula à classificação das facções como terroristas. “Hoje, o Lula disse: ‘nossos criminosos não podem ser tratados como terroristas’. Nossos, não, Lula, seus criminosos. O que o Lula falou hoje é que os 50 milhões de brasileiros em áreas dominadas pelas facções não merecem soberania, não merecem ter paz. Lula defende a soberania de CV e PCC”, declarou.
É código disso, é código daquilo, mas o mais impressionante é que do Trump e cia, exceto o Papa Leão XIV, seu conterrâneo, ninguém exige código nenhum, não exigem nem sequer que os me$mo$ sejam submetidos ao polígrafo antes de emplacarem as suas mentiras compulsivas. POR ORA, O MELHOR CONSELHO, a nosso ver, é orar, rezar, vigiar e apegar-se às palavras confiáveis, sábias e libertadoras do Papa Leão XIV, contra a loucura por dinheiro e poder, porque o resto, infelizmente, salvo exceções, enquanto chefes de estados, ao que parece, “data venia”, estão quase todos comprometidos com a loucura por dinheiro, poder, vantagens e privilégios, sem limite$, representada pela plutocracia putrefata norte-americana, enquanto QG mundial da dita-cuja, que tem tudo a ver com as organizações criminosas loucas pelo vil metal espalhadas em todo o mundo, que tanto infernizam e infelicitam a vida da banda boa, honesta e do bem da Humanidade. https://tribunadainternet.com.br/2026/05/29/sem-consenso-sobre-codigo-de-conduta-stf-avalia-divulgar-palestras-de-ministros/#comments
Trump quer dominar o Brasil. O que os brasileiros acham disso?
A classificação de PCC e CV como organizações terroristas, uma ameaça inaceitável à soberania brasileira, num contexto de intervenção na América Latina, pode não ser a única arma de Trump contra o Brasil.
Planalto, Itamaraty e setores alvos já se preparam para uma nova bomba: a conclusão do processo americano com base na “Seção 301”, que pode fazer grandes estragos na economia. O prazo está vencendo…
A “Seção 301” da Lei de Comércio dos EUA dá direito a Washington de investigar, retaliar e impor sanções a qualquer país, sob pretexto de práticas comerciais consideradas contra os interesses americanos.
Ou seja, vale tudo. A abertura da ação, em julho de 2025, citou de Pix à Rua 25 de Março em São Paulo. Seria cômico, não fosse trágico.
Trump recuou do tarifaço de 50% e da aplicação da Lei Magnitsky, mas voltou com tudo ao trocar a relevante cooperação da PF com FBI e DEA por uma intervenção unilateral da CIA, que atua com espionagem e faz o que bem entende nos países, à revelia dos governos. E com a 301 pairando no ar.
Por trás desse movimento estão a eleição brasileira e a família do ex-mito.
A intenção de Trump parece clara: transformar o Brasil num joguete nas suas mãos e consolidar o caminho para assumir o controle do “quintal dos EUA”.
Em tese, Trump pode usar PCC e CV para impor navios na costa brasileira, espionar governos, empresas e organizações aqui dentro (…) e, em última instância, promover ações armadas e prender nacionais, como na Venezuela, onde executou cidadãos, até sem provas de envolvimento com o narcotráfico, e sequestrou o presidente Maduro.
Ou seja: o presidente dos EUA avança várias casas no jogo para se afirmar como quem manda no Brasil, onde se autoriza a fazer, acontecer, definir a eleição presidencial de outubro e tomar conta da casa a partir de 2027.
A “boa química” com Lula é só química, a aliança maligna com os Bolsonaro é ação e audácia.
O mais estarrecedor, entretanto, nem é a loucura de Trump, mas a ação antipatriótica e traiçoeira dos Bolsonaro. Eles, porém, têm de combinar (…) com todos os brasileiros, que tendem a se dividir quanto a esse assalto à soberania na mesma proporção da polarização política.
Flávio e Dudu Bananinha comemoraram a invasão americana como vitória pessoal, um “grande dia”, e bombardeiam as redes sociais com a versão de que acionaram os EUA para combater o crime organizado, que o Brasil não tem condições de vencer. (…)
O risco, porém, não é restrito ao campo e ao momento eleitoral, mas é principalmente diante do que vem depois, a partir de 2027.
O que está em jogo é: o Brasil aceita uma intervenção americana, um governo submisso e um estrangeiro mandando no País e nas suas terras raras e definindo seu futuro?
Fonte: O Estado de S. Paulo, Política, Internacional, Opinião, 30/05/2026 | 20h00 Por Eliane Cantanhêde
“Planalto, Itamaraty e setores alvos já se preparam para uma nova bomba: a conclusão do processo americano com base na “Seção 301”, que pode fazer grandes estragos na economia. O prazo está vencendo…
A “Seção 301” da Lei de Comércio dos EUA dá direito a Washington de investigar, retaliar e impor sanções a qualquer país, sob pretexto de práticas comerciais consideradas contra os interesses americanos.
Ou seja, vale tudo. A abertura da ação, em julho de 2025, citou de Pix à Rua 25 de Março em São Paulo. Seria cômico, não fosse trágico.
O mais estarrecedor, entretanto, nem é a loucura de Trump, mas a ação antipatriótica e traiçoeira dos Bolsonaro.”
Combate a facções não deveria ter ideologia
Direita e esquerda repercutem com viés eleitoral decisão de Marco Rubio de considerar PCC e CV terroristas
Nos dois polos do espectro político veem-se reações inflamadas à decisão do governo Trump de classificar como terroristas as principais facções do crime organizado no Brasil, o PCC e CV. O jogo eleitoral explica grande parte dos discursos hiperbólicos.
Para a direita adepta dessa e de outras bandeiras belicosas e populistas na segurança pública, trata-se do início de uma guerra implacável contra o narcotráfico —e, não menos importante, de uma medida associada ao encontro entre Trump e Flávio na antevéspera.
Para a esquerda liderada pelo governo Lula, trata-se de ameaça à soberania e traição aos interesses pátrios maquinada pela família Bolsonaro —que, também nessa versão, acaba levando os créditos pela ofensiva trumpista.
O intento de estender tal designação ao PCC e ao CV era conhecido havia meses e fazia parte das preocupações diplomáticas do governo Lula. (…).
As consequências vão além da teoria, ao abrir caminho para intervenções armadas fora do território dos States, facilitar deportações e criar riscos de sanções contra pessoas, empresas e bancos pelos quais passe dinheiro das facções.
Não há, até aqui, mais do que especulação em torno dos impactos da medida de Trump, inclusive os meramente eleitorais.
(…)
Fonte: Folha de S. Paulo, Opinião, 29.mai.2026 às 22h00 Por Editorial
“Não há, até aqui, mais do que especulação em torno dos impactos da medida de Trump, inclusive os meramente eleitorais.”
Imaginar que o Mora era isso.
Senhor Panorama , o Presidente dos EUA Donald Trump somente mudou o foco devido ao seu fracasso na crise (ataque covarde e traiçoeiros de ISRAEL x EUA) contra o IRÃ , enquanto estava na mesa de negociações usada como distração por ISRAEL x EUA , e partindo contra o Brasil , por contar com ” apoio e conivência ” dos nacionais Brasileiros traidores e lesa-pátria tramando e conspirando contra o Brasil , achando pouco por estarem atolados até ao pescoço , para tirarem o foco de suas exposições nas páginas , policiais da imprensa .