Entre Washington e Brasília: a disputa política por trás do combate ao crime organizado

Direita tenta promover a interferência externa sobre a questão

Pedro do Coutto

Poucos temas conseguem reunir tanta preocupação popular quanto a segurança pública. Em um país marcado pelo avanço de organizações criminosas cada vez mais estruturadas e com atuação que ultrapassa fronteiras estaduais, qualquer debate sobre estratégias de enfrentamento tende a ganhar repercussão imediata.

Quando esse debate envolve uma potência estrangeira como os Estados Unidos, porém, a discussão deixa de ser apenas policial e passa a ocupar um espaço muito mais amplo, envolvendo soberania nacional, relações diplomáticas e, inevitavelmente, cálculo eleitoral.

ORGANIZAÇÕES TERRORISTAS – Foi exatamente isso que ocorreu após a decisão americana de classificar o Comando Vermelho (CV) e o Primeiro Comando da Capital (PCC) como organizações terroristas. A medida provocou reações distintas no Brasil e acabou criando uma nova frente de confronto entre o presidente Luiz Inácio Lula da Silva e o senador Flávio Bolsonaro.

Mais do que uma divergência sobre segurança pública, o episódio expôs visões opostas sobre o papel do Brasil diante da influência internacional e abriu espaço para uma disputa narrativa com potencial de impactar o cenário político dos próximos meses.

OPORTUNIDADE – A reportagem de O Globo que analisou o tema mostra que ambos os lados enxergaram na questão uma oportunidade de reforçar seus respectivos discursos. Lula optou por enfatizar a defesa da soberania brasileira, sustentando que o combate ao crime organizado deve permanecer sob responsabilidade das instituições nacionais.

Já Flávio Bolsonaro e aliados interpretaram a decisão americana como um reconhecimento da gravidade do problema enfrentado pelo país e defenderam uma aproximação maior com Washington na luta contra as facções.

PESQUISA – Os números da pesquisa Genial/Quaest ajudam a entender por que o tema desperta tanto interesse político. Segundo o levantamento, uma ampla maioria dos brasileiros considera que PCC e Comando Vermelho podem ser classificados como organizações terroristas.

Entretanto, quando a pergunta envolve a participação dos Estados Unidos no enfrentamento dessas facções, o consenso desaparece. Metade dos entrevistados entende que a questão deve ser tratada exclusivamente pelo Brasil, enquanto uma parcela significativa admite algum tipo de cooperação internacional.

AMEAÇA E INTERFERÊNCIA – Essa diferença é fundamental para compreender o debate. A população parece distinguir claramente duas questões que muitas vezes são apresentadas como uma só. Uma delas é o reconhecimento da ameaça representada pelas facções criminosas. Outra, bastante diferente, é a aceitação de uma influência externa sobre decisões relacionadas à segurança nacional.

É justamente nessa segunda dimensão que Lula procura concentrar sua argumentação. Ao transformar o episódio em uma discussão sobre autonomia nacional, o presidente desloca o foco de uma área em que seu governo enfrenta cobranças constantes — a segurança pública — para um terreno historicamente favorável aos chefes de Estado: a defesa da soberania do país. Trata-se de uma estratégia política relevante porque o sentimento de preservação da independência nacional costuma encontrar respaldo em diferentes segmentos ideológicos da sociedade.

EVIDÊNCIA – A oposição, por sua vez, aposta em uma abordagem distinta. Flávio Bolsonaro procura associar a decisão americana à necessidade de respostas mais duras contra o crime organizado, explorando a percepção de que os resultados alcançados até agora pelo governo federal ainda não convenceram parcela importante da opinião pública. Nesse raciocínio, a manifestação de Washington serviria como evidência de que o problema brasileiro alcançou proporções internacionais e exige cooperação além das fronteiras nacionais.

O episódio ganhou contornos ainda mais políticos diante da aproximação entre integrantes da família Bolsonaro e o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump. O encontro de Flávio Bolsonaro com autoridades americanas pouco tempo após compromissos diplomáticos envolvendo Lula foi interpretado de maneiras opostas pelos dois campos políticos. Para os apoiadores da oposição, demonstrou alinhamento estratégico. Para os governistas, reforçou a percepção de interferência estrangeira em assuntos internos brasileiros.

As declarações do secretário de Estado americano, Marco Rubio, também contribuíram para ampliar a controvérsia. Integrantes do governo brasileiro passaram a argumentar que decisões relacionadas à realidade nacional não podem ser tomadas sem considerar plenamente a posição das autoridades brasileiras.

IDENTIDADE POLÍTICA –  O aspecto mais interessante desse episódio é que ele demonstra como uma pauta originalmente ligada à segurança pública foi rapidamente transformada em uma disputa sobre identidade política e projeto de país. O debate deixou de girar apenas em torno do combate às facções criminosas e passou a envolver questões mais amplas, como independência nacional, relações exteriores e o papel do Brasil no cenário internacional.

A pergunta que permanece em aberto é qual narrativa encontrará maior ressonância junto ao eleitorado. As pesquisas indicam que os brasileiros desejam respostas mais eficazes para o problema da violência, mas também demonstram cautela diante da possibilidade de influência estrangeira sobre decisões nacionais. Esse equilíbrio delicado pode definir o rumo do debate nos próximos anos.

Por enquanto, a vantagem parece estar com quem conseguir convencer a população de que é possível combater o crime organizado com firmeza sem abrir mão da autonomia do país. Afinal, se a segurança pública mobiliza o medo dos brasileiros, a soberania nacional continua mobilizando algo igualmente poderoso: o sentimento de que as decisões sobre o destino do Brasil devem ser tomadas, antes de tudo, pelos próprios brasileiros.

25 thoughts on “Entre Washington e Brasília: a disputa política por trás do combate ao crime organizado

  1. States intervém no país

    A classificação de PCC e CV como organizações terroristas, uma ameaça inaceitável à soberania brasileira, num contexto de intervenção na América Latina, não é a única arma de Trump contra o Brasil.

    (…)

    Trump recuou do tarifaço de 50% e da aplicação da Lei Magnitsky, mas voltou com tudo ao trocar a cooperação da PF com FBI e DEA por UMA INTERVENÇÃO UNILATERAL DA CIA, QUE ATUA COM ESPIONAGEM E FAZ O QUE BEM ENTENDE NOS PAÍSES, À REVELIA DOS GIVERNOS. E com a 301 pairando no ar.

    A intenção de Trump é clara: transformar o Brasil num joguete nas suas mãos e consolidar o caminho para assumir o controle do “quintal dos EUA”.

    Trump pode usar PCC e CV para impor navios na costa brasileira, espionar governos, empresas e organizações aqui dentro (…) e, em última instância, promover ações armadas e prender nacionais, como na Venezuela, onde executou cidadãos, até sem provas de envolvimento com o narcotráfico, e sequestrou o presidente Maduro.

    Ou seja: o presidente dos EUA avança várias casas no jogo para se afirmar como quem manda no Brasil, onde se autoriza a fazer, acontecer, definir a eleição presidencial de outubro e tomar conta da casa a partir de 2027.

    O mais estarrecedor, entretanto, nem é a loucura de Trump, mas a ação antipatriótica e traiçoeira dos Bolsonaro. Eles, porém, têm de combinar (…) com os brasileiros, que tendem a se dividir quanto a esse assalto à soberania na mesma proporção da polarização política.

    Flávio e Dudu Bananinha comemoraram a invasão americana como vitória pessoal, um “grande dia”, e bombardeiam as redes sociais com a versão de que acionaram os EUA para combater o crime organizado, que o Brasil não tem condições de vencer. (…)

    O risco, porém, não é restrito ao campo e ao momento eleitoral, mas é principalmente diante do que vem depois, a partir de 2027.

    O que está em jogo é: o Brasil aceita uma intervenção americana, um governo submisso e um estrangeiro mandando no País e nas suas terras raras e definindo seu futuro?

    Fonte: O Estado de S. Paulo, Política, Internacional, Opinião, 30/05/2026 | 20h00 Por Eliane Cantanhêde

    • A CIA (Central Intelligence Agency) é o principal serviço de inteligência e espionagem dos Estados Unidos, focado em obter e analisar informações no exterior para garantir a segurança nacional.

      Principais detalhes sobre o órgão e outros significados para a sigla:

      O que faz a CIA (Agência de Inteligência)

      Coleta de informações: Reúne dados sobre governos, grupos e indivíduos estrangeiros para assessorar o presidente dos EUA.

      Operações no exterior: Diferente do FBI (que atua dentro dos EUA), a CIA atua exclusivamente fora do território americano.

      Operações secretas: Pode executar ações encobertas e contrainteligência.

  2. O Brasil aceita uma intervenção americana, um governo submisso e um estrangeiro mandando no País e definindo seu futuro?

    Planalto, Itamaraty e setores alvos já se preparam para uma nova bomba: a conclusão do processo americano com base na “Seção 301”, que pode fazer grandes estragos na economia. O prazo está vencendo…

    A “Seção 301” da Lei de Comércio dos EUA dá direito a Washington de investigar, retaliar e impor sanções a qualquer país, sob pretexto de práticas comerciais consideradas contra os interesses americanos.

    Ou seja, vale tudo. A abertura da ação, em julho de 2025, citou de Pix à Rua 25 de Março em São Paulo. Seria cômico, não fosse trágico.

    (…)

    O que está em jogo é: o Brasil aceita uma intervenção americana, um governo submisso e um estrangeiro mandando no País e nas suas terras raras e definindo seu futuro?

    Fonte: O Estado de S. Paulo, Política, Internacional, Opinião, 30/05/2026 | 20h00 Por Eliane Cantanhêde

  3. ” Follow the money”. Caro Pedro do Couto, siga a rastro do dinheiro, no caso da loucura por dinheiro, poder, vantagens e privilégios, sem limite$, geradora da criminalidade mundial, e vc vai terminar a busca exatamente na plutocracia putrefata norte-americana, sediada nos EUA, o QG mundial da dita-cuja, vendida ao mundo como democracia, copiada mal e porcamente no Brasil, há 136 anos. E, pelo andar da carruagem, tudo indica que a Faria Lima poderá ser a próxima “vítima” dos me$mo$, Caro Limongi Netto, à moda de duas uma: ou entregam a grana, ou não entregamos a rapadura que é doce mas não é mole, e daí, no caso, vamos todos pro saco, todos juntos e misturados, já no primeiro turno. Quem aposta que R$ 50 bilhões, depositados em contas no exterior, em paraísos fiscais, e nos EUA, protegidos por Trump, com asilo político concedido à família inteira, resolve a rapadura ? Certos ou errados, se assim encaminharem eventual desistência de um dos favoritos, como deseja as demais vias da oposição, num ambiente onde, infelizmente, não existe inocentes e muito menos Política, dominado pela loucura por dinheiro, poder, vantagens e privilégios, sem limite$, doença gravíssima que contaminou a política, que contamina grande parte da população e que, infelizmente, põe em risco de extinção até mesmo a banda boa, honesta e do bem da Humanidade, caso esta não reaja em tempo ? https://tribunadainternet.com.br/2026/05/31/flavio-e-eduardo-nao-pediam-emprestimo-a-vorcaro-o-que-faziam-era-pura-extorsao/#comments

  4. Lula continua engalobando como sempre.

    As leis dos EUA só valem lá.

    E, ademais, olhem a soberania que este jacu de gaiola da Era da pedra Lascada nos garantiu neste seus inúteis três mandatos.

    https://www.youtube.com/shorts/yG0v3fqInuk

    O cara não quer mesmo ou não tem qualquer competência para combater o crime organizado.

    Aliás, uma política deste só teria sucesso, começando por sanear o Estado primeiramente.

    A esquerda do Século XXI tornou-se um estorvo atrasado, reacionário, corrupto , ineficiente e ineficaz.

    O lema da vagabundagem é: não tem pão, como ideologia.

    Pelo andar da carruagem, só sobrará Lula, pois a Colômbia deverá varrer o verme Petro.

    Devemos transformar o Planalto num museu se este homem das cavernas for reeleito.

    Não vislumbro uma recuperação da esquerda, nem no logo prazo.

    • Sr. Lima

      O Narcótico tem 5 mandatos nas costas, nunca deu importância para as Facções.

      Agora é que não vai dar e nem tem mais tempo, devido sua incompetência e a idade ,que está pesando nas costas e na boca de diárreia..

      Chegou a ver os últimos palanques do Narcótico.??

      Precisei uma caixa d’água de mil litros para vomitar..

      O Narcotíco virou uma Aberração no palanque, um Monstro Mitomaníaco…

      aquele abraço

  5. A soberania que o cara nos trouxe.

    1. Educação
    📊 Posição: ~60–70/80 (PISA – OCDE)
    ➡️ Baixo desempenho global e alta desigualdade interna.
    ________________________________________
    2. Infraestrutura
    📊 Posição: ~70–100/140 (World Economic Forum)
    ➡️ Gargalos logísticos e déficit em saneamento.
    ________________________________________
    3. Estado democrático
    📊 Posição: ~40–60/167 (EIU Democracy Index)
    ➡️ Democracia “imperfeita”, com fragilidades institucionais.
    ________________________________________
    4. Tecnologia e inovação
    📊 Posição: ~50–70/130 (WIPO – Global Innovation Index)
    ➡️ Ciência razoável, inovação produtiva limitada.
    ________________________________________
    5. Criminalidade (homicídios)
    📊 Posição: entre os ~20 mais violentos do mundo (UNODC)
    ➡️ Altas taxas de homicídio e violência urbana.
    ________________________________________
    6. Desigualdade de renda
    📊 Posição: top 10–20 mais desiguais (Banco Mundial – Gini)
    ➡️ Forte concentração de renda estrutural.
    ________________________________________
    7. Desenvolvimento humano
    📊 Posição: ~70–90/190 (PNUD – IDH)
    ➡️ Desenvolvimento intermediário global.
    ________________________________________
    8. Eficiência estatal (governança)
    📊 Posição: percentil ~50–60 (World Bank)
    ➡️ Capacidade estatal mediana-baixa.
    ________________________________________
    9. Desigualdade de gênero
    📊 Posição: ~80–100 (PNUD)
    ➡️ Diferenças persistentes em renda, poder e violência.
    ________________________________________
    10. Desigualdade racial
    📊 Sem ranking global direto
    ➡️ Um dos maiores contrastes raciais estruturais das Américas (IBGE).
    ________________________________________
    11. Desigualdade regional
    📊 Sem ranking global direto
    ➡️ Um dos maiores desequilíbrios internos do mundo (IBGE).

  6. NOTA DA REDAÇÃO DO BLOG – Conforme o comentarista Roberto Nascimento assinalou em seu artigo deste domingo, os interesses do governo Trump são sempre mais econômicos do que políticos. A hipótese de intervenção em um país como o Brasil é coisa de lunáticos. Apenas isso. (C.N.)
    Perfeito o comentário de Carlos Newton. Essa discussão sobre soberania nacional, levantada pelo presidente Lula e por setores do PT em resposta às medidas adotadas pelos Estados Unidos, parece desviar o foco do problema central.

    A ideia de uma intervenção estrangeira no Brasil não encontra respaldo na realidade geopolítica atual. Os interesses norte-americanos, historicamente, têm sido muito mais econômicos e estratégicos do que propriamente intervencionistas. Nesse contexto, atribuir a situação exclusivamente a disputas ideológicas ou partidárias simplifica excessivamente uma questão muito mais complexa.

    Flávio Bolsonaro, por sua vez, não é o elemento central dessa discussão. O que se observa é uma crescente preocupação internacional com o avanço das organizações criminosas transnacionais. Os Estados Unidos esperavam que o Brasil adotasse uma postura mais rigorosa em relação às facções criminosas, inclusive avaliando enquadramentos jurídicos mais severos. No entanto, diante das características políticas e institucionais do país, era previsível que tal medida não fosse implementada.

    Quando se fala em soberania, é necessário reconhecer que ela não é ameaçada apenas por agentes externos. Há regiões do território nacional em que o poder do Estado é constantemente desafiado por facções criminosas que impõem regras próprias, controlam comunidades, expulsam famílias de suas residências, restringem a liberdade de circulação e espalham medo entre cidadãos honestos. Para milhares de brasileiros, a perda da soberania não é uma hipótese teórica, mas uma realidade cotidiana.

    Além disso, existe outra forma de corrosão institucional menos visível, porém igualmente preocupante: aquela praticada por indivíduos que, ocupando posições de poder político, econômico ou administrativo, utilizam suas funções para atender interesses particulares em detrimento do interesse público. São os chamados “criminosos de colarinho branco”, cujos atos frequentemente produzem prejuízos bilionários e enfraquecem a confiança da população nas instituições.

    Por isso, causa estranheza observar parte da classe política e de determinados especialistas que ocupam espaço constante nos grandes meios de comunicação relativizando a gravidade da atuação das facções criminosas. Em muitos casos, o debate parece concentrar-se mais nos possíveis impactos econômicos de classificações ou sanções internacionais do que nos efeitos devastadores da violência sobre a vida dos cidadãos.

    É legítimo discutir as consequências econômicas de decisões internacionais. Contudo, também é legítimo questionar por que a preocupação com indicadores financeiros, muitas vezes, recebe mais destaque do que a situação de milhões de brasileiros submetidos diariamente à violência, à insegurança e à ausência efetiva do Estado.

    No fim das contas, a verdadeira discussão sobre soberania deveria começar por uma pergunta simples: um país pode ser considerado plenamente soberano quando parcelas significativas de seu território e de sua população vivem sob a influência de organizações criminosas que desafiam a autoridade estatal? Essa é uma reflexão que merece ser feita com seriedade, sem slogans ideológicos e sem conveniências partidárias.

  7. Por Diogo Chiuso – Não É Imprensa

    “Fiquei triste com a notícia de que o secretário dos Estados Unidos da América do Norte, um tal de Marco Rubio, disse que nossos criminosos são terroristas”. Quem disse essa atrocidade foi Luis Ignácio Lula da Silva, o nosso presidente.
    Mas no meio da sua caduquice dilmarouseauniana, ele lembrou que “essa tal de Comando Vermelho e esse tal de PCC são terroristas para comunidades brasileiras, para sociedade brasileira, para o povo da periferia desse país eles (PCC e CV) são terroristas”. Mas tem sempre um porém. Segundo Lula, na sua “caduquice dilmarouseauniana”, PCC e CV não são terroristas que o Trump quer, porque o Trump quer um Osama Bin Laden”.
    O problema é que Lula, desde seu primeiro mandato, ignorou solenemente todos os relatórios do Departamento de Estado dos EUA que apontavam uma conexão entre o crime organizado brasileiro e os grupos terroristas como Hamas e Hezbollah, que atuam em conjunto, na Tríplice Fronteira, em atividades de contrabando de armas, drogas e eletrônicos…

    Todos os especialistas do Brasil se uniram para falar do perigo da iniciativa do governo americano para classificar o nosso crime organizado como facções terroristas. O argumento é o atentado à soberania nacional. O medo é que Trump possa mandar um helicóptero na madrugada e levar um traficante ou um político corrupto como fez com Maduro.
    O problema é que o Brasil anda numa situação tão desgraçada que não seria tão ruim se Trump mandasse um helicóptero na madrugada para levar alguns traficante e alguns políticos corruptos, como fez com Maduro.
    Somos tão bons em organizar o crime que até exportamos o know-how.
    Segundo o governo americano, o PCC já tem pelo menos 12 filiais nos EUA. Como não há nenhuma contribuição brasileira para desmontar essas facções criminosas, os americanos decidiram propor que elas fossem classificadas como terroristas e, assim, poder enquadrá-las com mecanismos legais mais poderosos.
    Mas nossos especialistas estão preocupados com a nossa soberania, enquanto ao menos 8% da população vive num estado paralelo dominado por criminosos.

  8. A soberania é só sobre os 75% do território nacional, ainda não tomados pelo crime organizado.

    Aprume-se cara, para com este discursinho ridículo e vá trabalhar.

    Agora, uma coisa tá garantida, com este jacu de gaiola reeleito, nunca teremos o mais importante em plena Quarta Revolução Tecnológica, autonomia nesta área.

    Vejam bem o que o sujeito fala sobre a Inteligência Artificial.

    https://www.youtube.com/watch?v=lsD9WHEPrwE

    Nem pra porteiro de lupanário de beira de estrada serve.

    Como alguém em são consciência pode idolatrar e votar neste estorvo atrasado e reacionário?

    Ou recebe bolsa família, ou tem elevado grau de dissonância cognitiva, ou é canalha mesmo.

  9. Da duas umas, o jacu de gaiola não sabe o que é soberania ou tem as organizações criminosas como instituições do Estado.

    https://g1.globo.com/politica/noticia/2025/10/16/pessoas-vivem-em-area-dominada-por-faccoes-e-milicias-diz-datafolha.ghtml

    Quase se depreende isto do seu desastrado discurso:

    “Fiquei triste com a notícia de que o secretário dos Estados Unidos da América do Norte, um tal de Marco Rubio, disse que nossos criminosos são terroristas”.

    O trem tá dão absurdo, que estou creditando isto à senilidade avançada.

    Não é possível uma pessoa minimamente sensata falar tamanho asneira.

    O seu eleitorado terá que aprofundar sua dissonância cognitiva pra continuar idolatrando este estorvo.

  10. “Fiquei triste com a notícia de que o secretário dos Estados Unidos da América do Norte, um tal de Marco Rubio, disse que nossos criminosos são terroristas”

    Sr. Pedro

    O Sr. assistiu esse discurso no palanque do Narcótico..??

    “nossos criminosos”.??

    Yépa…!!como é que é..??

    Nossos criminosos, uma pinoia., como se dizia antigamente…

    Criminosos do Narcotico e da Extrema-Mídia Nesfata e Corrupta com seus meliantes travestidos de jornazistas…

    Seus criminosos.., levem para casa e cuidem bem deles…..

    aquele abraço

  11. Prezados..Na moral …que artigo bisonho.

    Uma ex lenda do jornalismo… Agora também é adepto da defesa da “nossa” Soberania.
    Tá difícil Osvaldo Aranha ( RIP)… Tá difícil…

    YAH NOSSO CRIADOR SEJA LOUVADO SEMPRE…

  12. O combate as organizações criminosas, dentre elas o PCC e o CV é uma atribuição do Estado Brasileiro em parceria com as administrações Estaduais.

    Infelizmente, alguns governadores não querem a interferência da PF nos seus Estados, por temerem perda de Poder junto as Polícia Civil e Militar.

    A PEC da Segurança Pública está parada no Senado. Foi aprovada na Câmara e enviada para Davi Alcolumbre presidente do Senado, que se recusa em colocar a matéria em votação. O maior entrave, que impede a votação, vem da oposição, o PL, Partido de Flávio Bolsonaro. Davi Alcolumbre de olho nos votos do PL na eleição para presidência do Senado em fevereiro de 2027, segura o projeto destinado a gaveta do Senador.

    Então esse discurso mentiroso, de lutar pela condição de organização terrorista do clã Bolsonaro, não vai servir de nada, como não serviu no México e na Colômbia.
    Trata-se de uma fachada para colocar para debaixo do tapete o escândalo da tomação de grana de Daniel Vorcaro, em tese para o filme Dark Horse. Será mesmo.

    A imprensa noticiou ontem, que Eduardo Bolsonaro também pediu dinheiro para Vorcaro. ” Manda o máximo de dinheiro que você puder”. Uma vergonha.

    Marco Rubio e Donald Trump poderiam se quisessem ajudar o Brasil na área da Segurança Pública, bastava colocar a CIA para interceptar a exportação de fuzis americanos que entram no Brasil clandestinamente , abastecendo as organizações criminosas.

    O Rio de Janeiro, não fabrica armas e não tem plantação de coca e maconha. Como essas drogas chegam ao Rio de Janeiro causando dor e morte?
    Os EUA tem um pé nessa desgraça. Portanto, se depender do Complexo Industrial de Armas dos Estados Unidos, que tem um dos mais fortes lobbies no Congresso, as armas vão continuar a chegar ao Brasil e principalmente ao Rio de Janeiro.

    O resto é folclore, destinado a campanha política e esconder do povo o escândalo do candidato rachadinha que pediu descaradamente dinheiro ao banqueiro mafioso, um gangster da pior espécie, o Sr. VORCARO, preso na PF.

  13. Até anteontem os idiotas de nascimento estavam acusando velhinhas armadas com a Bíblia e a Débora do Baton de terroristas. Tinham orgasmos anais a cada condenação anunciada pelo traficante-torturador, Xandão do PCC. Hoje, os mesmos palermas recusam-se aceitar o enquadramento da turma que fez o que fez com o Tim Lopes como terrorista. Parece que o aumento do preço do pó deu um curto e queimou o cérebro dessa gente.

    • Gostaria que os meliantes das redações da Extrema Midia Nefasta e Corrupta, visitassem a família do repórter Tim Lopes para perguntar o que acham das Facções Criminosas Amigas do Narcótico de Nove Dedos….

      A que ponto chegou o jornazismo bostileiro…..

  14. Sr. Pedro

    Tive que pegar uma caixa d’água de mil litros para vomitar mais algumas vezes depois que assisti alguns vídeos do Narcótico de Nove Dedos….

    O Narcótico está completamente fora de sí, não fala coisa com coisa, parece que está alucinado, e jorra diárreia no palanque para todos os lados..

    Não consegue completar um racionio, e atravessa tudo, não completa o que disse e já passa para outro assunto sem nada a ver o que dizia…….

    Virou uma aberração no palanque, é um Monstro Mitimaníaco

    Alguém precisa interditar esse monstro urgente, antes que seja tarde demais…

    Agora o Narcotico não é mais “comunista”. é um católico fervoroso….

    “Eu não sou comunista não, porque eu sou um católico fervoroso. Eu sou mais cristão do que comunista”.

    “Quando me perguntam se eu sou comunista, eu falo: ‘Eu sou torneiro mecânico'”.

  15. Veja o que disse “ontem” ser comunista…

    “Eles nos acusam de comunistas achando que nós ficamos ofendidos com isso. Nós não ficamos ofendidos. Nós ficaríamos ofendidos se nos chamassem de nazista, de neofascista, de terrorista. Mas de comunista, de socialista, nunca. Isso não nos ofende.”

  16. A candidatura de Flávio Rachadinhas Vorcaro, está fazendo água por todos os lados. Esse barco vai afundar.

    A Polícia Civil do Tarcísio Freitas junto com o Ministério Público paulista, iniciou investigação nas empresas da Karina (Go UP), por suspeita de irregularidades em contrato com a prefeitura de São Paulo para instalar Hi Fi nas periferias. Um contrato de 120 milhões direcionados pulou para 157 milhões com Aditivos e só parte foi executada. A empresa da Karina nunca tinha antes instalado nada, saiu do Zero e venceu a licitação, porque estranhamente não teve concorrência.
    O prefeito de São Paulo alega perseguição política. Mas, a polícia é do seu aliado, o Tarcísio. Ricardo Nunes o prefeito, não consegue se explicar.
    Outra empresa da Karina, a Ronaldinho dos negócios, o Conhecer Brasil, recebeu 2 milhões de Emendas Parlamentares do deputado federal bolsonarista de São Paulo. Uma vergonha. Essa farra das Emendas Parlamentares, dinheiro público que deputados e senadores usam de forma irregular, tem que acabar. Ou acaba as Emendas ou as Emendas acabam com o Brasil.

    Flávio Bolsonaro, veio a publico hoje, dizendo que essa investigação era perseguição política, achando que as fraudes da empresa da Karina com a prefeitura de São Paulo tinha conexão com o financiamento do filme Dark Horse. Ora senador Flávio, você se precipitou, porque o assunto da investigação da Polícia Civil nos contratos com o ente público Paulista , não guarda conexão com o Caro Vorcaro e o filme Dark Horse. Pode até ser, que de forma indireta, os fatos se cruzem no decorrer das investigações da Polícia e do MP de Tarcísio.

    Acho que está faltando assessoria política ao candidato Flávio. O Coordenador, Senador Rogério Marinho é fraco na articulação política. É.melhor trocar essa figura , por alguém mais profissional. Sugiro o Senador Ciro Nogueira secundário pelo deputado Sóstenes Cavalcante.

    Sorry Periferia.

  17. O deputado bolsonarista citado no comentário acima é o ex- Secretário de Cultura do nefasto governo Bolsonaro, senhor Mario Frias, um negacionista da Cultura e da Educação. Foi nomeado para destruir a Cultura nacional. Para Bolsonaro e Mário Frias, os profissionais da Cultura são todos comunistas e usam a Lei Rouanet para fins pessoais. Durma com um barulho desses. De onde saiu essa gente das sombras medievais para nos atormentar neste século XXI?

    Não conseguem entender, que o Cinema, o Teatro, o Jazz, a Cultura, enfim, transformou os Estados Unidos na nação mais poderosa do mundo. Acho que vai ter que desenhar para essa gente entender a importância da Educação e da Cultura no progresso das nações.

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