Paulo Peres
Poemas & Canções

Nélson e Guilherme, dois amigos inseparáveis
O pintor, escultor, cantor e compositor carioca Guilherme de Brito Bollhorst (1922-2006), na letra de “Quando Eu Me Chamar Saudade”, parceria com Nelson Cavaquinho (1911-1986), pede aos amigos que façam tudo quanto quiserem fazer por ele, somente enquanto estiver vivo.
Este samba imortal foi gravado por Nora Ney no LP “Tire seu Sorriso do Caminho, que Eu Quero Passar com a Minha Dor”, título de outra grande parceria dos dois, em 1972, pela Som Livre.
QUANDO EU ME CHAMAR SAUDADE
Nelson Cavaquinho e Guilherme de Brito
Sei que amanhã
Quando eu morrer
Os meus amigos vão dizer
Que eu tinha um bom coração
Alguns até hão de chorar
E querer me homenagear
Fazendo de ouro um violão
Mas depois que o tempo passar
Sei que ninguém vai se lembrar
Que eu fui embora
Por isso é que eu penso assim
Se alguém quiser fazer por mim
Que faça agora
Me dê as flores em vida
O carinho
A mão amiga
Para aliviar meus ais
Depois que eu me chamar saudade
Não preciso de vaidade
Quero preces e nada mais
Hoje não se faz música desse nível
Dois Gênios da Arte da Poesia Musical Brasileira. Hoje somos obrigados a engolir pelas mídias os Radialistas chamarem esses Mcs de Compositores, vivemos em todas as formas, sentidos e conteúdos a ERA DA MEDIOCRIDADE neste Brasil de Fora das Leis em todos os Poderes.
Poesia pura!