Não acaba nunca! Servidores da Justiça Federal ganham um novo penduricalho

Tribuna da Internet | Livro critica o excesso de penduricalhos que favorecem as elites dos servidores

Charge do Kemp (humortadela.com.br)

Eduardo Barretto
Estadão

O Conselho da Justiça Federal (CJF) aprovou mais um penduricalho para servidores em cargos de confiança da Justiça Federal de primeira e segunda instância. A gratificação, que já estava em vigor no Superior Tribunal de Justiça (STJ) e no Tribunal Superior do Trabalho, acrescenta até 15% nos salários. Procurado, o Conselho não respondeu.

O julgamento, que terminou na última sexta-feira, dia 29, foi unânime e aconteceu em plenário virtual, quando não há debates.

PARTICIPANTES – O relator do caso foi o conselheiro Herman Benjamin, presidente do STJ. Fazem parte do CJF o presidente e o vice-presidente do STJ, ministros daquela Corte e os presidentes dos seis Tribunais Regionais Federais (TRFs).

Os conselheiros que deram aval ao penduricalho foram Luis Felipe Salomão (vice-presidente do STJ); Ribeiro Dantas (presidente do TRF-5);Joel Paciornik (ministro do STJ); Messod Azulay Neto (ministro do STJ); Maria do Carmo Cardoso (presidente do TRF-1); Luiz Paulo da Silva Araújo Filho (presidente do TRF-2); Johonsom Di Salvo (presidente do TRF-3); João Batista Silveira (presidente do TRF-4); Roberto Machado (presidente do TRF-5); e Vallisney de Souza (presidente do TRF-6).

Como mostrou a Coluna do Estadão, no ano passado o STJ e o Tribunal Superior do Trabalho (TST) aprovaram um penduricalho que permite que 958 funcionários das duas Cortes recebam, em dinheiro, o equivalente a quatro dias a mais de trabalho por mês.

###
NOTA DA REDAÇÃO DO BLOG
A elite da Justiça conseguiu desmoralizar o teto salarial determinado na Constituição e seus integrantes agem como se fossem viciados em penduricalhos, pior do que dependentes químicos, porque para essa falta de escrúpulos não existem sessões do tipo dos Alcoólicos Anônimos, porque eles não se interessam em se curar ou se reabilitar. (C.N.)

5 thoughts on “Não acaba nunca! Servidores da Justiça Federal ganham um novo penduricalho

  1. Tensões no STF estão prestes a explodir

    Passada a semana do feriado, a volta ao trabalho presencial deverá ser acompanhada por um clima para lá de pesado no STF.

    As tensões que vêm se acumulando entre os ministros nos últimos meses, em razão de divisões internas e discordâncias quanto ao papel do Judiciário no jogo institucional, tendem a deixar os bastidores e resultar em algum tipo de confrontação explícita.

    Os gatilhos são vários, mas o estopim foi aceso com a organização de um evento pelo presidente do STJ, Herman Benjamin, para tratar de ética no Judiciário, simultaneamente à realização do Fórum de Lisboa, evento anual promovido pelo IDP, instituição de ensino fundada pelo Gilmar Mendes.

    O evento, que está em sua 14ª edição, ganhou na imprensa e entre os frequentadores o apelido de “Gilmarpalooza”, numa analogia entre a sua grandiosidade e o conhecido festival internacional de música.

    Todo ano reúne diversas autoridades brasileiras, portuguesas e de outros países, além de empresários e acadêmicos do mundo jurídico, numa programação de palestras, mesas de debates e lançamento de livros.

    A confluência de autoridades e empresários com interesses nos três Poderes num ambiente propício ao lobby tem sido uma das razões para eventos dessa natureza terem entrado na mira dos críticos.

    O congresso organizado pelo presidente do STJ, que contou com palestras do presidente do STF, Edson Fachin, e Cármen Lúcia, escolhida por ele para relatar um até aqui incipiente código de conduta da Corte, foi marcado por críticas indiretas a essas e outras práticas.

    Ficou explícita a divisão vigente hoje no Supremo. De um lado, o grupo sob a órbita de influência do decano e de Moraes. De outro, Fachin, um presidente minoritário que enfrenta imensa dificuldade de implementar a agenda que timidamente empunhou.

    O próprio Gilmar já tratou de tirar o mal-estar da coxia ao cobrar publicamente Fachin pela paralisação da discussão de temas importantes no tribunal.

    Ele acusou o colega de recorrer a filibuster, prática de obstrução legislativa característica do Senado dos States, e listou uma série de processos importantes, com repercussão econômica, que se encontram parados.

    Há também temas da política pendentes de decisão por iniciativa da ala ligada a Gilmar. Ele próprio pediu vista da ação que questiona as mudanças introduzidas pelo Congresso à Lei da Ficha Limpa.

    Essa indefinição condiciona a possibilidade de vários políticos que estavam inelegíveis, mas poderiam ser candidatos graças à nova interpretação dada pelo Legislativo, prosseguirem com suas campanhas.

    Flávio Dino, que integra o grupo de Gilmar, também paralisou a discussão sobre a realização de eleições diretas ou indiretas no Rio para suprir a vacância criada com a renúncia do governador e do vice — diferentemente de outros estados que passaram por situações similares, mas já realizaram pleitos indiretos.

    Para além das divergências jurídicas e filosóficas sobre o papel do Judiciário, existe ainda um elefante estacionado no plenário do STF que torna as relações ainda mais explosivas, e ele se chama caso Master.

    O relator do caso, André Mendonça, designado depois que Toffoli finalmente se declarou suspeito para continuar relatando o caso a que ficou aferrado por mais de dois meses, tem conduzido o explosivo inquérito longe dos holofotes da imprensa e das redes sociais, mas sob o escrutínio desconfiado de colegas.

    Os próximos dias também fornecerão combustível extra para a crise, com a decisão do MPF e do relator sobre a nova tentativa de delação de Vorcaro, que, a depender do que decidir revelar, pode engolfar integrantes da já conflagrada Corte, como Toffoli e Moraes.

    Fonte: O Globo, Política, 05/06/2026 02h00 Por Vera Magalhães

  2. ELes merecem, se fosse o governo para o pessoal ligado a justiça, cancelada o salário e dava para cada um um cartão corporativo sem limite para satisfazerem suas vontades

  3. 🚨 POLÍTICOS SEM MORDOMIAS? 🚨 Como funciona a realidade na Suécia, onde deputados andam de ônibus e vivem em quitinetes! 🇸🇪🚌

    No Brasil, estamos acostumados a ver o topo da política cercado de carros oficiais, motoristas particulares, auxílio-moradia generoso e gabinetes luxuosos. Mas do outro lado do mundo, existe um país que trata seus governantes de uma forma completamente diferente: como cidadãos comuns.

    Na Suécia, exercer um mandato político não é sinônimo de enriquecimento ou privilégios, mas sim de um serviço civil temporário prestado à sociedade.
    .
    Entenda como funciona essa realidade realista que choca o resto do mundo:
    .
    🚌 1. TRANSPORTE PÚBLICO OBRIGATÓRIO: O Parlamento sueco não possui uma frota de carros oficiais de luxo para servir aos deputados. A regra é clara: eles recebem um cartão anual de transporte público e andam de metrô, ônibus ou bicicleta para ir ao trabalho, dividindo o espaço diariamente com as mesmas pessoas que os elegeram.

    🏢 2. VIDA EM QUITINETES DE 40m²: Os deputados que vêm de fora da capital, Estocolmo, não ganham verbas milionárias para hotéis ou apartamentos de luxo. O Estado disponibiliza quitinetes institucionais minúsculas — muitas vezes de apenas um cômodo —, onde o próprio político precisa lavar sua roupa na lavanderia comunitária e arrumar a cama. Se quiser morar com o cônjuge, ele precisa pagar a diferença do próprio bolso!

    ☕ 3. SEM GABINETES RECHEADOS DE ASSESSORES: Esqueça aquela estrutura com dezenas de secretários e assessores por parlamentar. Na Suécia, os deputados dividem uma equipe mínima de apoio técnico entre os partidos e, na maioria das vezes, respondem aos e-mails, atendem telefonemas e preparam seus próprios cafés sozinhos.

    O resultado? Uma política muito mais barata para o bolso do contribuinte e governantes que sentem na pele os mesmos problemas de infraestrutura, transporte e custo de vida que a população em geral enfrenta! 😭❤️

    Uma verdadeira lição de cidadania e gestão pública que serve de exemplo para o planeta.

    Você gostaria de ver esse modelo aplicado por aqui? Salve o post para dar aquela força e comente abaixo o que achou dessa realidade! 👇

    📚 FONTES DA INFORMAÇÃO (A Realidade por trás do Post):

    Para quem quer entender as leis de austeridade e o funcionamento do sistema político escandinavo:
    Regulamento do Parlamento Sueco (Riksdag): O site oficial do parlamento detalha as regras rígidas de reembolso, o teto de gastos para moradias institucionais em Estocolmo e a política de uso prioritário de transporte público por parte dos parlamentares.
    Livro “Austeridade Efetiva” e Reportagens Globais: Investigações jornalísticas internacionais documentam a cultura do Janteloven (um conceito cultural escandinavo de que ninguém é melhor do que ninguém), que molda a visão do país sobre o funcionalismo público, eliminando imunidades e privilégios salariais excessivos em comparação com o setor privado.
    #Politica #Austeridade #Suecia #ExemploDeGestao #Cidadania Ver menos

    • ” Escândalo do Toblerone”
      Em 1995 ( Suécia) Mona Sahlin ( Vice Ministra) comprou chocolate toblerone com o cartão do governo. Foi um escândalo. Ela se justificou,dizendo que tinha sido só um engano de uma compra. Descobriram na sequência, que ela fazia este tipo de compra normalmente. Mona pediu demissão e teve sua carreira encerrada.

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *