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Governo ainda calcula impacto de decisão dos EUA
Sérgio Roxo
Victoria Azevedo
O Globo
O governo brasileiro ainda calcula o impacto e os efeitos práticos da decisão dos Estados Unidos de classificarem as facções criminosas Comando Vermelho (CV) e Primeiro Comando da Capital (PCC) como organizações terroristas. A parte mais ampla desta designação começou a valer nesta sexta-feira.
Auxiliares de Lula dizem ser preciso analisar os próximos passos. Isso porque, argumenta um técnico do Ministério da Justiça, os órgãos americanos têm o que classifica como sobreposição de atribuições. Ele cita, por exemplo, o fato de o FBI ter um departamento dedicado ao contraterrorismo, apesar de a CIA ser responsável por esse tema.
MUDANÇA DO EIXO – Nesse caso, não estaria claro para o governo brasileiro se com a nova classificação haverá uma mudança do eixo de diálogo com os EUA de um órgão para o outro. Como mostrou O Globo, o governo brasileiro não vê caminhos para reverter num curto período de tempo a classificação feita pelo Departamento de Estado dos EUA
O entendimento é que não há um argumento a ser apresentado aos americanos que os faça recuar das medidas. Mesmo assim, a ordem é insistir no discurso de que o governo brasileiro combate o crime organizado e que está disposto a cooperar com outros países.
CLASSIFICAÇÃO – O governo americano tomou duas medidas com a finalidade de ampliar o cerco ao PCC e ao CV. Determinou a classificação como Terroristas Globais Especialmente Designados (SDGT, na sigla em inglês), já em vigor, e como Organizações Terroristas Estrangeiras (FTO, na sigla em inglês), que deve ser implementada na sexta-feira.
Esta última é mais ampla e torna crime, segundo o governo dos EUA, “para uma pessoa nos Estados Unidos ou sujeita à jurisdição dos Estados Unidos fornecer, conscientemente, apoio material ou recursos ou receber treinamento de tipo militar de ou em nome de uma organização terrorista”.
Com as classificações em vigor, o governo americano poderá adotar medidas financeiras e operacionais contra as facções, restringir a migração de integrantes e aqueles considerados associados, além de ampliar o uso da inteligência do Departamento de Defesa dos Estados Unidos para o possível combate às facções.
TEMOR – Há um temor de que instituições financeiras brasileiras possam ser impedidas de atuarem no mercado americano se surgirem informações de que elas movimentaram de alguma forma dinheiro de pessoas ligadas a essa facções. O governo brasileiro também aguarda para saber se haverá mudança na cooperação policial com autoridades americanas.
Isso porque a partir da classificação das facções como organizações terroristas, investigações sobre elas passam a ser uma questão de segurança nacional. E os países não compartilham informações sobre segurança nacional com outras nações.
O anúncio da classificação das facções ocorreu na semana passada, dois dias depois da visita do senador Flávio Bolsonaro(PL-RJ) ao presidente Donald Trump. O pré-candidato a presidente celebrou a decisão.
COMBATE – Lula, por sua vez, se queixou na semana passada da classificação e retomou o mote da defesa da soberania nacional: “Comando Vermelho e PCC são terroristas para as comunidades brasileiras, para a sociedade, para o povo da periferia deste país. Eles incomodam famílias, bairros e cidades. Então eles são terroristas e nós vamos combatê-los aqui dentro”.
Em nota na ocasião, o Palácio do Planalto disse que rejeita qualquer “interferência” e que a soberania é “inegociável”. O texto trouxe ataques à família Bolsonaro. “A segurança da nossa população é importante demais para ser manipulada politicamente por traidores que tentam confundir esses conceitos. Por falsos patriotas, envolvidos com o crime organizado, que pedem a autoridades estrangeiras a interferência em assuntos brasileiros”, diz a nota do Planalto, completando.
“É deplorável que mais uma vez integrantes da família Bolsonaro viajem aos Estados Unidos para defender intervenção estrangeira no Brasil, como já fizeram no tarifaço, que causou tantos danos ao nosso país”, finaliza.
Caiado muda discurso e nega chance de chapa única com Zema: ‘Vou continuar com a minha campanha’
Pré-candidato à Presidência pelo PSD, ex-governador de Goiás disse que a união do campo da direita será importante no segundo turno.
No fim de maio, ele afirmou que havia a possibilidade de os dois estarem juntos no primeiro turno.
O Estado de S. Paulo, Política, 05/06/2026 | 11h34 Por Raisa Toledo
Para surpresa de quase ninguém que conheça um pouco de candidatos desse naipe e de campanha eleitoral majoritária.
Lula (42,1%) ganha de Flávio (33,6%) no 1º turno, e de 47,8% a 41,3% no 2º turno.
Caiado aparece com 6,9% e Zema com 5,1% no 1º turno e, desse jeito, não têm como chegar ao 2º turno, que é outra eleição.
Pesquisa Vox Brasil divulgado nesta 6ª feira.
Poder360, 5.jun.2026 – 11h25 Por Fernando Rodrigues
Polarizada, a eleição só tem dois candidatos viáveis: Barba e Rachadinha.
Para disputar o 2º turno da eleição com Barba, qualquer outro pseudo-candidato, como Caiado e Zema, precisaria ter, obviamente, um crescimento extraordinário de intenções de votos no 1º turno.
Coisa que parece fora de quaisquer perspectiva no momento.
Aliás, fora de quaisquer perspectivas.
Esse bocudo não admite que é o próprio, único e propositado causador desses infortúnios para a economia dos brasileiros?
Quero ver o Lula (e o Bozoinho bobão) por trás e de longe. Agora a posição do Lula é inteligente e cautelosa, ao se manter reticente.
Eximindo-se de concordar com o Trump, o Lula evita retaliação dos bandidos. Aposto que ele está torcendo para que o Trump aja para destruir o PCC e o CV. Eu até rezaria se a reza ajudasse a extirpar essas crápulas do território nacional.
Depois disso a gente arranja um jeito de varrer a sujeira no STF e no Congresso.
Seria ótimo o Lula ser reeleito e ter que segurar a bomba atômica da segunda destruição do país, que promova e que, antes, explodira no colo da Dilma(nta).
Mas apesar das pesquisas que indicam que ganharia do picolé de chuchu, aposta na absoluta impossibilidade de sua reeleição.
Senil, retrógrado, atrasado, jacu de gaiola da Era da Pedra Lascada.
Para o narco-luladrão, o impacto imediato é que o PT (partido dos traficantes) não pode mais embolsar os “dividendos” que recebe do PCC e CV nas contas bancárias internacionais, sob a jurisdição do Tio Sam.
Meu bandido minha vida foi para o espaço
Não gosto de printar matérias, mas lá vai!
Cláudio Humberto
A resistência de Lula e petistas em reconhecer como terroristas grupos que boa parte do mundo declara como tal é antiga. Até hoje, por exemplo, Lula e cia. não reconhecem como terrorista o Hamas, com registros de decapitações e violência sexual. Militante do grupo, Sayid Tenório foi recebido no Palácio do Planalto por Alexandre Padilha, atual ministro da Saúde, à época nas Relações Institucionais de Lula. Sem constrangimento, há até foto do sujeito com a ex-presidente Dilma.
De estimação
Lula é reincidente. Chamou traficante de “vítima dos usuários” e, no caso PCC/CV, declarou estar “muito triste” pela classificação como terroristas.
Força a barra
Para Randolfe Rodrigues (AP), outro petista, atos terroristas são como a quebradeira registrada em Brasília (DF), em dezembro de 2022.
Deu no que deu
Lindbergh Farias (PT-RJ), ex-líder de Lula na Câmara, também viu como “terrorismo” Carla Zambelli empunhar arma contra homem, hoje preso.
Velhinhas terroristas
Gleisi Hoffmann (PT-PR) também já chamou os manifestantes do 8 de janeiro, que nem armas tinham, de terroristas. Já o Hamas e o PCC…