
Depósitos e fundos têm pouca transparência
Bruno Morassutti
Maria Vitória Ramos
Folha
Quem já se envolveu em um processo judicial já deve ter ouvido falar sobre depósitos judiciais. Basicamente, esses depósitos são constituídos do dinheiro das pessoas que estão disputando alguma questão num processo e que, para evitar multas e outras penalidades, depositam em uma conta bancária aos cuidados do juiz responsável pelo caso. Serve como garantia: o dinheiro fica bloqueado até a decisão final, quando é liberado para quem ganhou a causa.
Com mais de 76 milhões de processos judiciais pendentes no país, os valores acumulados são imensos. Só no Tribunal de Justiça de São Paulo (TJ-SP), o maior do país, o estoque de depósitos judiciais chegava a R$ 100 bilhões em 2023. Como os depósitos ficam parados por meses ou anos, eles rendem juros expressivos. O tribunal escolhe um banco para centralizar e administrar esses recursos. Em troca da exclusividade sobre um volume bilionário, o banco paga ao tribunal uma remuneração periódica.
REDIMENTOS – No caso do TJ-SP, o contrato com o Banco do Brasil rendeu R$ 3,7 bilhões ao tribunal em 2024. Quanto cada tribunal recebe, por qual banco, em que condições e para que usa esse dinheiro são perguntas que hoje não têm resposta fácil para os cidadãos.
A ausência de padrões de publicidade não é problema apenas para a sociedade; é problema para a própria governança institucional dos tribunais. Em janeiro deste ano, o Metrópoles noticiou que os desembargadores do Tribunal de Justiça do Maranhão descobriram que o presidente da corte havia transferido unilateralmente R$ 2,8 bilhões em depósitos judiciais do Banco do Brasil para o Banco de Brasília (BRB), instituição que então estava na mira da Polícia Federal por suspeita de envolvimento com o Banco Master. A decisão não havia sido submetida ao colegiado e terminou em bate-boca.
FUNDOS ESPECIAIS – Outro problema de transparência diz respeito aos chamados fundos especiais, constituídos por recursos oriundos de taxas cobradas pelo Poder Judiciário e, em alguns casos, também pela remuneração recebida dos bancos pela gestão dos depósitos. Por estar fora do orçamento ordinário, tem mais flexibilidade de gastos e são usados para custear desde computadores até penduricalhos.
O acesso a informações sobre esses fundos é um pouco melhor, mas ainda distante do adequado. Com alguma dificuldade, foi possível identificar os seguintes valores arrecadados em 2025: o TJ-SP registrou R$ 8,4 bilhões; o Tribunal de Justiça de Minas Gerais (TJ-MG), R$ 4,2 bilhões; o Tribunal de Justiça do Rio Grande do Sul (TJ-RS), R$ 2,2 bilhões; o Tribunal de Justiça do Paraná (TJ-PR), R$ 889 milhões. Não localizamos dados equivalentes do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro (TJ-RJ).
Para levantar as informações de apenas cinco tribunais, foi necessário garimpar dados publicados em locais e formatos totalmente diferentes em cada portal. Para um cidadão, buscar esse tipo de informação, na prática, é inviável.
NORMAS – Recentemente, o Conselho Nacional de Justiça (CNJ) sob a relatoria do ministro Edson Fachin, que é também presidente do Supremo Tribunal Federal, aprovou normas que unificaram o contracheque de magistrados e criaram um portal centralizado para consulta de despesas de pessoal.
Nesse mesmo caminho, a criação de um portal unificado dos contratos bancários de gestão dos depósitos, do volume de juros gerado por tribunal, das receitas dos fundos especiais e do destino detalhado desses recursos, em linguagem padronizada e acessível, representaria um avanço significativo na transparência do sistema de Justiça.
Enquanto sob sigilo, rendem pra quem é o “obstrutor”, diria Nhô Vitor, meu saudoso avô materno!
“quarta-feira, 13 de junho de 2018
“DESPERDIÇARAM O SONHO DA PAZ, DEIXARAM UM VAZIO COLOSSAL.”
HELIO FERNANDES
“3 dias perdidos, um futuro incerto e sem data para a confissão e a
confirmação do fracasso. Conversas inúteis. O ditador da Coréia não
entendia o presidente dos EUA, o objetivo parecia ser esse mesmo. Trump
fez a única concessão, “estão suspensas as operações militares na
península”. O ditador da Coréia nem ligou. Não entendeu ou não estava
interessado.
Nenhum momento de emoção ou de euforia. Assinaram um documento
simples, 8 ou 10 linhas. Em inglês. O ditador só vai entender, quando
alguém traduzir pra ele. Mas aí já estará longe .Aliás nunca esteve
perto ou foi personagem. O Aiatolá do Irã perdeu tempo, advertindo Kin,
“não deveria confiar em Trump”. E alguém confia mesmo?
(Na véspera, no Canadá, numa reunião do G-7, agrediu verbalmente o
Primeiro Ministro que presidia a sessão. Só para tentar agradar outro
ditador, Putin, que nem estava interessado).
O encontro tinha tudo para ser identificado como histórico. Mas os dois
são medíocres de mais, para serem identificados dessa maneira. O mundo
parou por 3 dias, por uma razão: durante quase 1 ano, os dois
ameaçaram o mundo com uma guerra nuclear, que como se sabe, não pode
ser travada unicamente entre dois países ou adversários.
Se EUA e Coréia do Norte pudessem se destruir sem atingir ou
ameaçar o resto do mundo, não haveria projeção ou repercussão capaz de
assustar o mundo. Infelizmente não é assim.
È conhecida a resposta do genial Einstein, quando lhe perguntaram “se
haveria a terceira guerra mundial”. Nenhuma hesitação: “Se for nuclear, a
quarta será travada com paus e pedras, é o que sobrará”. Os loucos ou
alucinados da destruição nuclear, se basearam na sua genial Teoria da
Relatividade.
Depois desses 3 dias, sobrou um vazio colossal. Não marcaram outra
conversa, ninguém sabe o que acontecerá. Nas preliminares que levariam
a Singapura, Trump retumbou para o mundo: “Se der tudo certo,
convidarei KimJon para a Casa Branca”. Como não falaram no assunto,
pode ser considerado que nada deu certo?
E o que é dar certo, um encontro entre esses dois incapazes?Todos os
órgãos de comunicação do planeta, exprimiram e expressaram sua decepção. Não pelos EUA e Coréia do Norte e sim pelo destino e futuro do planeta.
PS- A única esperança remanescente e sobrevivente, foi a conversa de 5 horas, sigilosa entre os dois. Gravada.
PS2- Poderia sobrar alguma coisa, desse dialogo sem rumo e sem orientação?”
Senhores Jorge Beja e Carlos Newton , será que ao término desses processos judiciais esses ” Bilhões sob sigilo ” , ainda estarão lá para indenizarem uma da partes envolvidas , ou evaporizar-se-ão ao longo dos tempos ?
Caminhos de Luz
https://breakingnews247hz.com/…/o-motim-silencioso-a…/
O Motim Silencioso: A Revolta Histórica dos Generais e da CIA Contra a Administração de Donald Trump -H – News
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